segunda-feira, junho 30, 2008

Histórias de princesas...

Há uns tempos a Dê perguntou à Laura o que queria ela ser quando fosse grande. Ela respondeu que queria fazer casas e a Dê percebeu logo que a sua mais nova não estava a ser original e sim a seguir a resposta e o futuro planeado pelo irmão... «Não, Laura, isso é o que o Tiago quer ser... e TU, o que queres ser TU quando fores grande?» A Laura parou para pensar e depois, de forma descontraída e natural - pelo menos como eu imagino que ela estivesse -, respondeu: «'Tá bem, então posso ser uma princesa...»
E foi assim que, no dia em que fez quatro anos, as Oficinas só poderiam presenteá-la com uma princesa, só para ela...




Rita

sexta-feira, junho 27, 2008

De volta a este cantinho depois de muito tempo

Tenho saudades de me apetecer vir aqui deixar a minha marca num espaço que é nosso, meu e da Rita, com um toque de Alice.
Têm sido uns tempos difíceis onde os dias passam a correr e não se tem horas para cumprir com tudo o que se deseja e, numa época onde dava tanto jeito gozar os feridos que a instituição nos deve, se é forçado a cumprir os horários que estão em falta, por doença, por férias ou simplesmente porque não existe gente suficiente.
A tese não tem colaborado para melhorar os ânimos e parece que a clareza de pensamento também não tem abundado por estas bandas.
Este cantinho tem sido só mais uma faceta que tem estado em stand-by, como se a minha própria vida funcionasse por compartimentos, sendo que a dedicação a uns prejudica o resto... e isso não me faz bem. Se por um lado me causa a sensação de "não trair a causa", por outro não me torna mais eficaz no cumprimento do mais imediato. Por esse motivo estou decidida a dedicar-me de corpo e alma também a este blog, um projecto que eu muito gosto.
Assim, estou decidida a voltar.
Ana Cristina, a regressada

quarta-feira, junho 25, 2008

Plasticina e brincadeira

Há uns tempos atrás vi na televisão um documentário sobre o facto dos animais que mais brincam na infância serem os que mais inteligentes se tornam... davam-nos a nós, humanos, como exemplo (vamos sendo exemplo para alguma coisa, vá lá...)... e aos felinos e aos símios...

Uma das coisas boas de se ser mãe - já tenho vindo a constatar - é decididamente o tornar a brincar, ou o tornar a aprender a brincar. Achamos que estamos a brincar COM os nossos filhos, e quando damos por nós, somos nós todas inteirinhas que lá estamos. A agir por nós.
Nos últimos tempos, temos feito plasticina. A plasticina não é como antigamente. Esta vem numa baldinho, traz um plástico para servir de superfície de trabalho, moldes e ferramentas. Nem eu sei fazer plasticina com tantas facilidades. Mas é giro descobrir. Outra vez. Enquanto a Alice faz bolinhas e pedacinhos, para os quais olha toda contente e descobre semelhanças com coisas reais («Olha mãe, fiz um cocó!!!!»), eu vou experimentando novos toques e texturas, novas formas de brincar, novas formas de me divertir com ela e também comigo. Novos eus infantilóides de 32 anos. Adoro. Para além de tudo, tem ainda a grande vantagem de nos deixar ficar mais inteligentes. Chego até a concluir que é muito melhor do que era antes... talvez porque agora sei o que me espera quando acabo...
É caso para dizer: brincar é espectacular.
Rita

quinta-feira, junho 19, 2008

Oh pá, é a terceira vez na última semana e meia que escrevo um post e de repente, por uma causa ou outra, ele é apagado. Ainda para mais, é a segunda vez nos últimos três dias que se apaga uma coisa que escrevo, não aqui, mas no geral do meu mundo informático. Estou irritada, furiosa. E não vou reescrever, desculpem-me. Fica para amanhã.
Rita

quarta-feira, junho 18, 2008

Guerra!


Já há uns anos, desde que viemos cá para casa, esta mesma casa velha que eu adoro e que é a nossa, que de longe em longe aparece uma ou outra barata. Grandes, enormes, gigantes, as maiores que já alguma vez vi. Mesmo. O João convenceu-me(nos) sempre que viriam da rua e o receio de uma praga acabava por passar com o decorrer do tempo sem que aparecesse nenhuma.
Nunca mencionei o assunto a ninguém, exclusivamente por causa do preconceito que penso que todos temos, em relação ao facto do detestável bicho aparecer em locais menos limpos (uma redondo engano, segundo as minhas pesquisas)... Mas no último mês e meio já apareceram mais do que "uma de longe em longe"... E o cúmulo foi quando na reunião de condomínio um outra moradora do prédio falou nas baratas que tinha visto na escada. E depois um outro morador falou que também já tinha tido uma ou outra e depois outro repetiu...
Conclusão: temos uma praga. Uma praga de mostruosas e asquerosas baratas no prédio (sobre as quais já aprendi serem americanas de nome). Já investiguei (por falar nisso, partilho inteiramente a opinião magnífica do Nuno Markl sobre o tema), já comprei produtos, já sonho com as ditas cujas e vejo-as em todos os nós da madeira. Instaurei esta como a última guerra caseira. Fora de mim já providencio as minhas armas. Dentro de mim, morro de pavor e nojo que as bichas passeiem por cima de nós enquanto dormimos. Ou que as calque com o pé nu quando ando descalça pela casa na penumbra.
Resumidamente: socorroooooooooooooooooooo...
Rita

terça-feira, junho 17, 2008

Adriana Partimpim

É oficial: a Alice apaixonou-se pela Adriana Calcanhoto!
Já há uma série de tempo que de vez em quando punha cá em casa, para dançarmos e cantarmos ou meramente para servir de banda sonora aos momentos de gozo familiar. Embora invariavelmente a Alice dissesse (depois de perguntar carradas de vezes quem estava a cantar) que não queria «a Calcanhoto», eu ia suavemente insistindo para que ela fosse ouvindo.
Desde a semana passada que é oficial: a Alice gosta de Adriana Calcanhoto. Mais: gosta muito. Ficou verdadeiramente apaixonada e arranjou a sua própria forma de pedir para ouvir: «Mãe, quero ouvir as tuas as músicas, o teu cd. Aquelas músicas fortes.» (???!!!)
Por isso, é oficial: Adriana Calcanhoto, novo amor, músicas fortes.

Rita

segunda-feira, junho 16, 2008

Eu gosto é do Verão *

No calor, que é parecido a dizer "no Verão", tudo fica diferente... e, quase sempre, tudo fica melhor...
O sol irradia-nos e, sem o sabermos, ficamos mais sorridentes, mais confiantes... e, logo, mais bonitos. Apanhamos uma corzinha que nos deixa com ar mais saudável e encantador... Despreocupamo-nos com algumas coisas e andamos por aí a abarrotar de luz e sonho. Perdemo-nos a olhar pela janela ou a passear na rua. De forma geral, condicionados pavloviamente por anos e anos de estudo, tendemos a relacionar o sol, o calor, o dito Verão, com férias, mesmo que as não tenhamos, e agimos como se elas estivessem logo ali à espreita.
Hoje reparei que também cheiramos melhor... a cremes de frutos, protectores e hidratantes, que são os únicos cheiros falsos de que gosto, já que abomino perfumes... cruzamo-nos com pessoas que dão vontade de trincar, todas moreninhas, vestidas de cores garridas e ainda por cima, a cheirar a coco...
Viva o calor, o grande astro, as sandálias, a praia e o desnudamento... mesmo que com ligeiros aguaceiros pelo meio.
Rita
* Por acaso o título é enganador, porque eu também gosto muito das outras estações todas... mas para o caso, deu jeito.

quinta-feira, junho 12, 2008

...

Desde a minha vinda de férias os dias têm sido como que duma dimensão paralela onde a doença e a morte rondam as nossas vidas deixando-nos ilesos fisicamente mas psicologicamente bem marcados. Por isso, este cantinho da blogosfera ficou de parte, à espera de novos tempos, mais alegres e descontraídas.
Mas na minha mente estão gravados os momentos de angústia que acompanharam o desespero de uma mãe que encontrou o filho caído, nos meus braços ainda sinto os músculos das tentativas infrutíferas, na boca a sensação de ter soprado para pulmões já sem vida... foram prái uns 15 minutos sentidos como uma eternidade.

Só hoje me apeteceu vir contar as novidades. Prometo que noutro dia virei mostrar as fotos dos dias bem passados com a sobrinha, no "alentejio".
Ana Cristina

quarta-feira, junho 11, 2008

Cenários

Ontem, na bomba:
As pessoas agitavam-se fora do carro. O João entrou a sorrir: «Este pessoal está com medo que o gasóleo acabe...!» Nós a sorrir e seguir viagem, sem pensar mais no assunto.
Hoje, pelo caminho, a notícia no rádio da quantidade de carros parados na auto-estrada do sul, por falta de combustível. E logo a seguir a passagem pela bomba e o cartaz "Gasóleo fora de serviço". Nós, de sorriso trémulo: «Pelo menos temos de ter para voltar para Lisboa...»
Ao jantar, a Alice sem querer acabar de comer a sopa. «Não pode ser filha, esta sopinha tens de comer por causa dos legumes... sabe-se lá quando se irá ter legumes frescos novamente... Já agora, esta colher é pelos senhores camionistas... E mais esta, pelos senhores pescadores... A sopa de hoje é revolucionária...»
Pergunto-me se nos próximos dias futuros voltaremos ao passado e veremos por aí pessoal a deslocar-se de carruagem...
Rita

terça-feira, junho 10, 2008

Dela

Eu: - Dá-me a mão...
Ela: - Não mãe, aqui é praia, não há carros...!
Eu - Está bem, mas estamos a subir as escadas e eu tenho medo que tu caias, quero ajudar-te...
Ela: - Não mãe, eu estou a crescer...!

Rita
Este post também podia chamar-se «Estou a crescer», frase mais usada pela miúda da casa nos últimos tempos, a propósito de tudo e de nada...

quarta-feira, junho 04, 2008

De água no balde


Parece que é normal, na vida de todos nós, gostarmos mais de algo que a pessoa do lado tem. A pessoa do lado que, precisamente, daria tudo para ter exactamente o oposto. "A galinha da minha vizinha é melhor que a minha" é, por isso, um provérbio que se conhece desde muito cedo.
Na minha casa e na minha infãncia, quando brincava, imperava a teoria do "faz de conta". Ou seja, não havia comida a sério, produtos a sério, nada a sério.
Pelos vistos, por aquilo que ouvi falar, na casa e infãncia da minha prima Lili, havia arroz e massa reais quando ela brincava. Assim como acontecia com a Catarina quando ia para casa da avó, que morava em cima da minha avó.
Como é óbvio, eu morria de vontade que alguém me desse comida a sério para eu preparar os meus cozinhados. Por outro lado, tanto quanto me disseram, a Lili achou imensa piada à ideia da minha mãe: «Cá em casa brinca-se ao faz de conta...».

Olho agora para a Alice e ainda não sou capaz de saber o que prefiro. E por isso acho que vou dando a ideia conforme o dia em que estou e a disponibilidade para arrumar ou limpar. Por essa razão, hoje brincou-se com água no balde («Põe água no balde, mãe, vou limpar a tua casa.»). Mas amanhã, se for caso disso, pode vir a ser dia de "fazer de conta". Para todos os gostos.

Rita

terça-feira, junho 03, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 5

Bem sei que a Rutinha lançou este desafio/rubrica com o intuito que este fosse semanal... mas confesso, nem sempre dá e nem sempre me apetece... os últimos tempos têm sido algo complicados para actualizar esta rubrica e este blog - isto é por fases - mas promete-se um novo e continuado esforço para manter tudo em ordem... até porque há muitas coisas para mostrar...
Adiante, esta semana exibo, em tom caricatural, o canto da casa mais importante da nossa actualidade:


Isto não é bem verdade, claro está. Mas faço este post só para dizer que a miúda da casa já não tem rabiosque de fraldas, pelo menos durante o dia. E tem corrido muito bem.
No ano passado achámos que a Alice estaria pronta para largar as fraldas e começámos a falar-lhe no assunto. No entanto, não partimos para o treino à séria. Resultado: a moçoilita ficou confusa e a coisa não deu bom resultado, inclusivamente a nível de saúde (nada gravoso, mas aborrecido na mesma). Este ano, quando o mau tempo aliviou, experimentámos deixá-la pela casa sem fraldas. E qual não é o nosso espanto, verificámos que sabia perfeitamente quando tinha que ir ao bacio...
Decisão: o próximo filho que tenha há-de largar as fraldas quando estiver suficientemente seguro para o fazer, sem qualquer stress ou pressão da nossa parte. Pode demorar um pouco mais e implicar mais gastos na economia familiar, mas vale de facto a pena esperar, a resolução deles é muito mais segura, confiante... e rápida, sem treino! Fica o conselho.
Rita

segunda-feira, junho 02, 2008

Recomeço hoje

Depois de uns dias de descanso do trabalho e da tese (que a intensão era ler dois ou três artigos, mas nem isso fiz) recomeço hoje os horários malucos.
Foram uns dias bem passados, em companhia de uma sobrinha lindona ("não xou tia, xou bonita") e que me desculpe o F. que à última da hora não foi (por um bom motivo) ou os padresitos que também lá estiveram mas aquele bocadinho em que a princesa se deitava ali ao meu lado na cama agarrada a mim foi muito, muito, muito bom... ela foi a companhia maravilhosa que eu necessitava para recuperar forças.
O Sol até colaborou e venho com uma cor mais saudável.
Apesar da vontade não ser muita os "meus meninos" esperam-me e vou ter de ir...
Ana Cristina

terça-feira, maio 27, 2008

Não tá certo...

Uma pessoa queria ir apanhar um solinho, nestes que serão os seus dias de descanço (que os próximos, em Outubro estão tão longe) de quase metade do ano e o tempo não colabora... Injusticia
Eu vou logo depois de almoço e só volto no fim-de-semana, por isso, quem manda nessa coisa das nuvens e do tempo ainda tem tempo de reconsiderar.
E eu levo o biquini...


Esta imagem foi criada em : www.sp-studio.de/

Ana Cristina

segunda-feira, maio 26, 2008

Depois de só ter chegado há pouco mais de uma hora a casa (vinda do trabalho); depois de resmungar muito sobre as pessoas que mandam em mim algumas horas por dia (bastantes ou demasiadas horas para o tipo de "mandar" que exercem!); depois de contar os momentos altos e particularmente emotivos do dia com pormenores teatralizados; depois de ter direito a uma esparguete com moelas feita pelo companheiro (muito boas ou era da minha fome?!); depois de planear amanhã a alvorada para antes das 06H00, juntamente com todos os apetrechos e banhos e vestuário e tudo o mais que é necessário; depois de um relaxante descafeinado... nada mais tenho a dizer (que não seja este breve desabafo). O dia amanhã avizinha-se longo e trabalhoso. Tenho dito.
Rita

domingo, maio 25, 2008

Brinquedos de bebé

Neste fim-de-semana a Alice descobriu um brinquedo de bebé guardado debaixo da sua cama. Mexeu-lhe e remexeu-lhe, e acabámos por ter de montá-lo, mostrar-lhe o seu funcionamento e exibir-lhe até as fotografias em que, ela bebé, olhava fixamente para os animais que rodavam por cima da sua cabeça [«olha ela (engraçado como se coloca na terceira pessoa quando se vê bebé nas fotografias) a sorrir»]. Ficou muito contente com a descoberta do seu móbil e tornou a brincar debaixo dele, deitada na cama a fingir-se de bebé, depois de eu lhe ter explicado porque razão os bebés gostam e o que fazem com algo assim.
Algumas horas depois da descoberta, o Bebé João veio visitar-nos e a Alice insistiu desdo logo que tinha uma coisa para lhe mostrar no seu quarto. O Bebé João, de cinco meses, adorou estar deitado por baixo do móbil e ela adorou tê-lo na sua cama. Foi um grande momento de convívio entre quem tem, por enquanto, tanto tempo de diferença. A Alice aprendeu muito sobre bebés e passou o resto do fim-de-semana a fingir que era um, deitada por baixo do móbil.
Para além disso, aproveitou-se para se conversar muito e fazer a ligação entre o ser bebé, os seus brinquedos e características, e o ser (quando se fizer três anos) uma menina grande, sem chuchas e grades na cama.
Nunca se sabe as riquezas que se encontram por baixo de uma cama, de facto.
Rita

sexta-feira, maio 23, 2008

Lateralidade ainda indefinida

"Posso pintar com a mão esquerda... "


"Posso pintar com a mão direita..."

"Mas giro, giro é mesmo pintar A mão esquerda ou A mão direita..."

Rita

quinta-feira, maio 22, 2008

Satisfações e quadro do dia

Desculpem lá o desaparecimento... Nesta semana houve uma noite em que só dormi duas horas e desde aí que o sofá me aparece como ideia fixa durante os meus dias... muito mais do que posts, blogs e computadores.
Entretanto, relato-vos o quadro do meu dia de ontem:
Manhã, antes das 09h00. Eu, a sair de casa com a minha filha de dois anos e nove meses pela mão, a caminho do carro.
De uma porta de um dos prédios da rua do lado, sai uma mulher jovem (tipo moi même) com os dois filhos pela mão, um aparentemente mais novo e outro aparentemente mais velho do que a Alice. Ela vem furibunda e com um papel na mão. Fala em tom muito alto: «Custa muito deitar o papel no lixo!! Tinham que o deitar no chão!! F***-se!!!» E, como se não bastasse, grita para dentro do prédio: «Esta gente deste prédio é toda porca!!!! F***-se!!!!!»
Perante a curiosidade da Alice, eu, sem saber o que dizer sobre a existência de pessoas tão preocupadas com a higiene mas tão desconhecedoras de tantas normas básicas de educação e civilidade.

Rita

segunda-feira, maio 19, 2008

Uma semana complicada...

Com muito trabalho e pouco tempo, mas onde já se prevêem tempos mais simpáticos em relação à tese. Aliás, tudo será melhor que a espera pela aprovação pela Comissão de Ética durante cinco meses, com direito a várias reuniões e entregas de esclarecimentos escritos...
A mudança de serviço por agora está em stand-by, mas amanhã poderá haver novidades.
Entretanto preparo-me para um dia de trabalho árduo que começará logo à noite. O esqueleto já sabe que edredon e caminha quentinha só amanhã, a cabeça está a preparar-se...
Até amanhã


Ana Cristina

sexta-feira, maio 16, 2008

Números e matemática

Aqui onde me têm, sempre fui mocinha de letras e não de números.
A antipatia ou falta de empatia com os ditos terá começado cedo; a minha mãe e irmã costumam contar (e eu lembro-me) das cópias que eu fazia das lombadas dos livros ou das palavras existentes em outros locais («Mãe, eu sei o que está escrito aqui no saco. É "pão".»). Ninguém refere que eu copiava números.
Costumo dizer, por piada, que os números que mais tarde eu vim a gostar e pelos quais vim a demonstrar alguma competência foi pelos romanos. Letras, portanto.
Ainda hoje reconheço em mim - com alguma pena, confesso - a falta de compreensão para esse mundo que é a matemática, talvez devido à quantidade de anos em que erradamente acreditei, como tantos outros, que não me iria fazer falta.
A Alice frequenta um estabelecimento de ensino onde se pratica o Movimento da Escola Moderna. Sinto-me desperta para a temática e envaideço a outros o pouco que ainda sei do método. Quando tento explicar que a aprendizagem se centra no aluno, que as crianças escolhem o que querem aprender, isso esbarra na ideia que a maioria das pessoas tem do ensino, ideia essa vinculada àquela que foi a sua própria maneira de ser ensinada. Até há pouco tempo eu própria não conseguia perceber por exemplo, como seria feito o ensino da matemática.
Tenho estudado o MEM e descobri hoje um texto fascinante. Fala dos conceitos matemáticos que são aprendidos "naturalmente" como tendo sido «(...) pensados ao mais pequeno pormenor, desde a forma à colocação ao alcance das crianças, têm uma intencionalidade educativa muito forte, portanto não são tão naturais quanto isso. A apropriação que as crianças fazem deles é que é feita de uma forma natural.» Para todos os que duvidam quase intrinsecamente da matemática, linko o texto na perspectiva que, como eu, despertem para um mundo onde esta vai além do fazer contas, resolver problemas ou aprender fracções... um mundo onde é possível a uma criança entre os 03 e os 06 anos aprender a ter prazer a aprender matemática.
A minha esperança no ensino da matemática renasce. Acredito que, embora a propensão genética para o oposto, a minha filha poderá criar um vínculo com uma linguagem que infelizmente nunca foi minha. Talvez um dia até me possa vir a ensina-la.
Rita
Verifico agora que não consigo afinal fazer o link. Para os interessados, consultem, no site do MEM (esse sim, aqui linkado), o título Textos de Referência (do lado esquerdo), aí a parte referente aos Relatos de Práticas no Ensino Pré-Escolar e, por fim, o texto "A Matemática no Jardim de Infância". O texto é curto e vale a pena, a sério.

terça-feira, maio 13, 2008

Das férias...


Guimarães foi uma das cidades visitadas. É linda e plena de património arquitectónico magnífico, que um passeio pelo centro histórico faz desde logo perceber. Já não íamos lá há quase quatro anos e antes disso não tenho qualquer recordação de lá ter estado, apesar de não confiar nesta amnésia.
Foi bom calcorrear a terra e encontrar uma loja onde se vendiam as peças de Helena Zália, que eu conheci pela net... ver as figuras dela a sorrir-me fez-me sentir verdadeiramente de volta a um qualquer lar já conhecido...
Na companhia da Alice qualquer turismo é mais limitado, mas foi bom confiar no nosso instinto e ficar por um restaurante vegetariano recém-descoberto, agregado a uma loja de comércio justo, o "Cor de Tangerina" (boa comida, empregado simpático, espaço lindo), assim como foi positivo ir à descoberta do castelo e deixar qualquer outra ideia mais complexa.
A única crítica do nosso pequeno roteiro foi para a falta de protecções nas escadas e muralhas do Castelo de Guimarães... fez-me impressão pensar que, mesmo com todo o cuidado, um visitante pode de repente tropeçar e estatelar-se lá em baixo...


Rita

segunda-feira, maio 12, 2008

Aborrece-me...

... demorar muito tempo a entrar no meu ritmo, no nosso ritmo, no ritmo da nossa casa, depois das férias...
... não conseguir fazer os posts que quero e quando quero, ou seja, logo a seguir a chegar a casa...
... ter mais vontade de me deitar no sofá do que fazer as "obras de arte" a que me propus nos últimos tempos...
... sentir-me atrapalhada com esta coisa de ter um computador portátil mas deixar as fotografias no outro, o que também significa atrapalhar-me a fazer os posts...

Rita

quinta-feira, maio 08, 2008

Azulejos


Não sei se gostam tanto de azulejos antigos como eu, mas trouxe-vos estes do Minho, particularmente interessada no seu relevo... A foto de cima foi tirada a uma casa numa das ruas principais do centro de Guimarães e a de baixo foi em Valença, a um edifício sito em plena área muralhada do castelo. Foi pena não ter apontado as moradas, fica para a próxima. Os meus azulejos preferidos são os de baixo, adoro as cores e os recortes no granito.
Rita
Pensamento: ocorre-me que seria uma boa prenda para mim, um livro sobre azulejaria... tenho de ir ao museu...

quarta-feira, maio 07, 2008

Voltámos

Enquanto a Cristina vivia o seu drama por cá, eu acompanhava-o em férias, lá, na minha terra do coração.
Foi muito bom estender os últimos períodos que estivemos em Viana por mais uns tempos e chegar à uma semana inteirinha para reviver gentes, lugares, ritos, tudo coisas que fazem parte do passado bom que é o meu. De tudo, uma das coisas melhores foi gozar o que não pertencia ao meu leque de recordações e é sempre uma novidade surpreendente, de cada vez que lá vou: a minha querida prima S., de onze anos, o seu crescimento, e a sua relação com a Alice. Está tão linda, tão crescidota, e imita tão bem uma espécie de irmã mais velha, de forma tão correcta e responsável... E enternece-me tanto ver as brincadeiras das duas, tão semelhantes às que em tempos eu própria fiz com ela, ou mesmo talvez às que a minha irmã um dia fez comigo...
Rita

Por agora é tudo, mas trouxe fotografias, informações e opiniões para vir a postar aqui. Nos próximos dias.

terça-feira, maio 06, 2008

a razão da crise...

Dos que não me conhecem pessoalmente, poucos(as) sabem que eu sou enfermeira de bebés pequeninos. Daqueles que nascem e precisam de quem cuide deles para ir para casa, muitas vezes demasiado pequenos e frágeis, dos que estando em risco de vida e necessitando de cuidados especiais já não necessitam tanto de tubos para respirar... Sou enfermeira de cuidados intermédios, como se diz em linguagem hospitalar. E amo profundamente a minha profissão, o que faço e onde o faço (apesar das muitas críticas que vou fazendo ou da vontade de fugir que me assola com mais frequência do que gostaria).
Apesar de estar há oito anos no mesmo serviço fui contra a imposição que me fizeram de ser transferida para outra unidade, a de intensivos, por factores que se prendem por interesses de gestão dos serviços mas também devido às características dos próprios bebés. Senti-me usada como um fantoche. Essa era a minha revolta, foi a minha zanga nesta semana...
E essa transferência estaria em vigor a partir de amanhã, mas por algum motivo que duvido que tenha sido o da iluminação das mentes pensantes recebi ontem a notícia que a decisão estava em stand-by pelo menos durante quatro semanas.
Continuando a ser o fantoche de serviço, aproveito mais uns dias o colinho dos "meus meninos", que do outro lado não posso dá-lo.

Beijinhos a todas as nossas visitas
Ana Cristina

segunda-feira, maio 05, 2008

Cá em casa, uma vez por semana...


Isto de mostrar uma vez por semana um dos cantinhos das nossas casas não é bem assim. Como podem reparar, a semana passada não teve direito a posts alegres, nem a pensamentos rebuscados nem a fotos. As palavras simpáticas não abundaram, (na boca e muito menos nos pensamentos), as fotos não tiveram direito a legendas e por isso não foram convertidas em posts. Mas esta semana será diferente, espero...
E porque as férias espreitam por todos os lados; a família ou esteve ou está de passeio, eu terei uns dias de descanso lá para o fim do mês e o Sol já apetece, lembrei-me de vos mostrar a prateleira dos roteiros de viagens realizadas, com três latinhas que trouxe em mãos de sítios diferentes, um cheirinho de outras línguas...

Como eu gostava de ir dar um passeio desses este ano...
Ana Cristina

quarta-feira, abril 30, 2008

Passei por aqui para dizer que estou viva...

... Com a Rita, que escreve a maior parte dos posts deste bolg, a passar uns dias bem merecidos de férias este espaço perde muita da sua energia. Comigo a passar por uma fase de mudança imposta, revolta, desânimo, revolta outra vez, reorganização... o cantinho ainda tem menos actividade porque as palavras saem da boca de forma menos bonita e alegre.
Mas estou viva... magoada mas viva. E ontem passei uma bela tarde a festejar o sucesso e a brindar ao futuro. Amanhã vou à Alameda festejar o dia do trabalhador, lembrar que somos muitos e que temos cada vez mais energia para lutar pelos nossos direitos, que estamos descontentes com as políticas que estão a ser tomadas para com os trabalhadores, que estamos vivos e não vamos ficar calados.
Beijinhos e bom 1º de Maio, o nosso dia...
Ana Cristina

quinta-feira, abril 24, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 4

Lá em cima, no alto do móvel do hall de entrada, a aproveitar os tectos tão lá no fundo, está mais um louvor da nossa casa ao Ikea: as nossas arrumações encaixotadas.
É impressionante como as caixas ajudam a arranjar um sítio para as coisas, quaisquer que elas sejam. E quando as ditas são catitas, melhor, conseguem-se cantinhos de arrumações deliciosos. Neste caso, as nossas ajudam a organizar revistas de decoração, correspondência, programas de espectáculos artísticos, documentos sobre gravidez e bebés, obras da Alice na creche e recordações-várias-daquelas-que-não-se-consegue-deitar-fora-mas-que-sabemos-que-não-servirão-nunca-para-nada.
Sorrio: das caixas até ao tecto ainda há espaço. Nunca se sabe...
Rita

terça-feira, abril 22, 2008

Dela... para não esquecer...

Em simultâneo com um grande abraço e repetido até quase à exaustão (dela, porque uma declaração destas, a nós nunca nos cansa):

«Mamã, sou amiga de ti!»

Rita

segunda-feira, abril 21, 2008

Sessão de mimo...




São poucas as vezes que podemos fotografar o Pilas numa sessão de festas porque ele não gosta muito da máquina (já o disse aqui várias vezes), mas ele nem com isso ele se importou num destes dias...

Concluí que ele estava cheio de saudades minhas porque, além das turrinhas, dos olhos grandes e do mimo que solicitou, terminámos a sessão com mordidelas e a correr feitos maluquinhos pela casa toda.

Ana Cristina

domingo, abril 20, 2008

Shhhh... que ninguém se mexa nesta casa, que nenhum de nós se lembre de chamar a atenção sobre si... o nosso pequeno diabrete hiper dinâmico em forma de filha está há dez minutos quietinho e em silêncio a ver os mundiais de ginástica rítmica... shhhhh...
Rita

sexta-feira, abril 18, 2008

Cá em casa, uma vez por semana...

Numa época em que eu senti que era a altura de ter novas experiências, que necessitava explorar em mim as vertentes mais artísticas da minha pessoa, resolvi inscrever-me no curso de pintura da SNBA. Aprendi muito, e mesmo não tendo terminado os três anos iniciais da formação, foi uma experiência que, mais do que tudo, me libertou de algum medo dos pincéis, da cor e do tamanho dos trabalhos. Até à data eu queria que tudo ficasse perfeito, não tinha capacidade para ir corrigindo o que me parecia menos bem, tinha medo de gastar material, fazia tudo muito pequenino e nunca tinha mostrado nenhuma das minhas experiências a ninguém fora da família próxima.
Guardo uma prateleira de livros sobre pintura, quase todos desses dois anos. Neste momento os gastos são ainda mais controlados e as prioridades vão para outros temas...
Mas é um cantinho da minha casa que eu adoro, por isso resolvi mostrá-lo.

Ana Cristina


quinta-feira, abril 17, 2008

Costurar, coser, cerzir, alinhavar, remendar...


A Cristina costuma dizer sempre que eu tenho um ponto muito certinho quando coso algo. Eu não sei coser, bem vistas as coisas. Assim como não sei bordar ou fazer malha. Vou-me desenrascando...
Quer dizer, eu aprendi a fazer crochet (será assim?), com a minha Avó, numas férias passadas na Praia de Santa Cruz. Acho que foi com linha castanha, mas posso estar enganada. Talvez beje. E bordar não sei com quem foi, mas lembro-me de ter feito, num Natal, uma almofada para os alfinetes da minha Tia, com um peixe... gostava de voltar a vê-la, quem sabe até reavê-la como recordação da minha Tia e de algo nosso...
Estava aqui a trabalhar numa coisa que ando há dias a fazer - um novo wip - e veio-me à cabeça como gostava de mostrar estas coisas que a gente faz, (que a gente finge mais ou menos que cose,) à minha Avó. Acho que ela iria ficar orgulhosa. Mas também não sei se isso é mesmo importante porque a verdade é que sou eu que sou orgulhosa de cada vez que acabo um projecto e penso que nele pode haver um bocadinho do talento e minúcia dela, passado geneticamente para nós... Talvez um dia possa ter a certeza disso, quando arranjar quem me ensine a costurar à máquina, porque a minha mente fervilha de ideias alinhavadas, prontas para esse momento...

Rita

terça-feira, abril 15, 2008

Sem nada interessante para dizer...

Hoje o final do dia foi stressante e só chegámos agora a casa. Agarrei no computador portátil (que temos agora, novo) e vim sentar-me com ele ao colo no sofá, mas não me ocorria nada para escrever por aqui...
Na televisão está a dar um episódio antigo da série "Donas de Casa Desesperadas" e quedo-me a ver algumas cenas enquanto afasto a Fera dos mimos que tenta obrigar-me a aceitar que ela me faça e dos pingos que lhe caem dos bigodes para o teclado (novinho) - aquelas gotas dos mimos que eu não sei bem como aparecem aos gatos...
De repente, apetece-me falar sobre as "Donas de Casa Desesperadas". Gosto muito, acho a série verdadeiramente genial. Principalmente porque as personagens são um intrincado complexo de bondade e maldade, com direito a mesquinhices e falsas moralidades. E porque a trama tem verdadeiros dramas que nos arrancam gargalhadas em vez de lágrimas. Como se o ideal fosse rir das nossas próprias desgraças e optar por ver o pior do melhor e o melhor do pior, mas sempre sarcastica e humoristicamente.
Eu gosto de séries, de facto é o que mais gosto de ver na televisão. E gosto destas todas de teor policial ou médico, verdadeiras modas (já ouve as dos advogados, recordam-se?!) que parecem ter tomado conta de todos os canais. Mas irrita-me o facto daquilo ser tudo tão perfeito, dos tipos serem profissionais que nunca se cansam, com casamentos desgraçados por causa das profissões, de arranjarem todas as soluções difíceis na hora que dura o episódio, das suas tecnologias avançadíssimas... Por isso vou preferindo a irrealidade e a anormalidade das "Donas de Casa Desesperadas", que pelo menos me fazem sorrir, pensar, nunca me cansar e invejar a capacidade para escrever um argumento como aquele.
Rita

segunda-feira, abril 14, 2008

Estes...

... como os outros, ilustraram um projecto com sucesso. Desta vez os desenhos foram para um poster a alertar para os malefícios para o feto e as crianças do tabagismo durante a gravidez.
Uma estreia como profissional. Uma experiência a repetir.
Ana Cristina

domingo, abril 13, 2008

Aeroporto, aviões, chegadas e partidas

Ontem a última saída do dia foi ao aeroporto.
Como eu gosto do aeroporto...!
Gosto obviamente quando vou de partida, porque isso representa viajar para outras paragens, mas também porque gosto de todo o processo da viagem propriamente dita... a ansiedade de tipo agradável com que se acorda no dia, as duas horas prévias com que se vai para o aeroporto para fazer o check-in e basicamente fazer tempo (tempo esse que, bem vistas as coisas, para o viajante não serve para nada), a entrada para o avião e tudo o que se relaciona com ele (sim, eu sou das que gosto da comida embalada separadamente e dividida por aquelas caixinhas pequeninas de plástico, acho o máximo!)... e até a adrenalina da descida...!
Gosto do momento da chegada. De quando eu chego (foi tão bom mas venham as malas depressa que quero é abraçar o pessoal que está lá fora à minha espera) e de quando vou buscar alguém que chega.
Estar a olhar para a rampa à espera de ver aparecer alguém é um exercício de dedução fascinante. Vê-se o placard dos voos chegados e tenta-se relacioná-los com as pessoas que vão aparecendo: a maneira como vêm vestidas, o bronze, a fisionomia, algumas recordações de que se fazem acompanhar (as estrelícias, por exemplo, são típicas do pessoal que vem da Madeira)...
Claro que não é muito agradável chegar atrasado e concluir que quem esperamos está atrasado... Tina, ainda te recordas daquele dia em que a Cristina chegava de um "qualquer estrangeiro" no dia do seu próprio aniversário...?! E de termos ido todos para lá recebê-la, em grande festa, deixando em casa tudo pronto para a comemoração... e do voo adiado para o dia seguinte... e do regresso de todos nós para casa e da decisão de começarmos a festa sem a aniversariante... e do telefonema dela de outras paragens que não as iniciais a dizer que tinha aceite um outro voo de compensação e que chegaria tarde mas mais cedo do que o tarde previsto antes... e do nosso retorno, todos contentes, ao aeroporto umas horas mais tarde... e do festejo tarde mas ainda a tempo...?!
Sim, porque quem viaja muito terá imensas histórias para contar... mas quem vai buscar viajantes também aprende a tê-las.
Uma boa semana a todos.
Rita

sexta-feira, abril 11, 2008

Para quem ainda não saiba, a partir dos 30 é muito mais difícil recuperar de umas quantas noites mal dormidas, quer seja porque se trabalhou intensamente ou até tarde, porque a filha tem tossido enquanto dorme, ou mesmo porque se foi a uma festa de aniversário que durou até às 03h00 há quase uma semana.
Com licença, que tenho um sofá à espera.
Rita

quinta-feira, abril 10, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 3

Assim, visto de baixo, parece-me uma espécie de flor...



Mas afinal é o(s) nosso(s) candeeiro(s) do corredor...



Falta dizer que talvez assim, exibidos neste nosso blog, alguém comente os nossos candeeiros... é que cá em casa os tectos são tão altos que habitualmente ninguém repara neles e é sempre uma frustração...

Rita

segunda-feira, abril 07, 2008

De volta

Este agregado familiar está de volta de uns dias passados em Viana do Castelo.
Eu não nasci em Viana e nunca lá morei. Mas Viana é, definitivamente, a minha terra de coração.
Nunca tive a família perto. Ir a Viana representou sempre estar com os tios, os avós, os primos. E quando, como eu, se tem a sorte de ter uma família assim espectacular (só me surge a não palavra XPTO), os momentos passados com ela sabem sempre bem... e a pouco.
Passei muitas e muitas férias e temporadas em Viana, é de lá que são alguns dos meus grandes amigos, por lá vivi dias maravilhosos e de aprendizagem intensa. E é por isso que lá me sinto em casa, que ao chegar o cheiro da cidade me inebria como se fosse o recordar de um vício já antigo, que não há dia nenhum que não me lembre de todos os bocadinhos que constroem a grande parte de mim que está lá.
Nos momentos mais felizes ou mais tristes, de lá regresso sempre a sentir que metade de mim é lá que pertence, que da próxima vez ficarei mais tempo, que nunca conseguirei viver sem a expectativa de lá voltar.
Rita

sábado, abril 05, 2008

Cá em casa, uma vez por semana

Hoje mostro um cantinho da cozinha.
Nestas prateleiras guardo bebidas gostosas, com uma enfermeira à entrada a controlar a taxa de alcolémia, e as massas dentro de umas latinhas por quem me apaixonei porque são ilustrações de prédios com pessoas a estender massas e espaguetes à janela.

Ana Cristina

quinta-feira, abril 03, 2008

Coisas dela...

Cenário: mesmo há pouquinho, ela sentada no lavatório, de meias, camisola de pijama e body, acabada de fazer um xixi no bacio e pronta para lavar os dentes, já de chucha na boca.
Eu, em frente a ela, pronta para lhe lavar os dentes:
- Então diz lá à mãe onde é que vamos amanhã...
- Vamos... ao castelo...
- Sim, vamos a Viana do Castelo... e quem é que está lá, quem é que vamos ver lá?
- A pima Sara.
- Boa! A prima Sara. E mais, quem vamos ver mais? Como se chama a prima que é mãe da Sara?
- Chama mãe.

Rita
Nota: Mas no fundo é verdade, não é?! Passamos a chamar-nos mães em primeiro lugar, não é?!

quarta-feira, abril 02, 2008

O que é a Escola?

A Joana fez-se a si mesma (e à imensa audiência que a net constitui) esta pergunta ontem. E como isto dos blogs tem a vantagem de distribuir e alargar discussões, resolvi fazer o meu comentário cá, e não lá. Então cá vai:

Isto é tão difícil, quase até de ter opinião...
Eu gostei muito de andar na escola, e foi sempre a pública. A escola representou para mim um local de aprendizagem onde eu sentia pertencer e onde encontrei muitas e muitas vezes a felicidade. Nem sempre me apetecia lá estar, mas a vida é mesmo assim, nem sempre hoje me apetece estar também no meu trabalho, na minha casa, até na minha pele...

Há turmas que me acompanharão para a vida, como a do 9º, a do 10º e do 11º e a do 12º, mas, nas que me marcaram menos em termos de conjunto, há muitos colegas que nunca esquecerei. Os espaços físicos também ficarão para sempre e acho que sempre me serviram... até bem...
Os professores... não me lembro de muitos deles, mas tenho a sorte de poder recordar uns quantos pelas suas memoráveis capacidades e outros pelas particularidades que tantas vezes nos fizeram rir. Tenho muito a agradecer ao prof. Vargas, que com o seu profissionalismo e competência, conseguiu sempre manter a minha turma de vandâlos do 7º ano (metade do grupo eram repetentes e expulsos de outras escolas e havia só sete raparigas) interessada na matéria de História e no que ele tinha para dizer; à minha prof. de Português do 9º ano, a quem devo saber as preposições de cor até hoje e uma representação adaptada do "Auto da Barca do Inferno" espectacular e moderna; à prof. Domingas de Português do 10º e 11º, tão sensata e espectacular, querida mas firme; ao Luís Filipe, que para além que ser um professor de História extraordinário, ainda chegou a emprestar-me dinheiro para comprar croissants de chocolate ou a dispensar uma aula para falar connosco sobre cinema (e sobre vinhos, eheheh) e que depois me acompanhou durante anos a fazer teatro e com quem conquistei o direito (dado por ele) de retirar o epíteto de professor quando conversávamos; à prof. Isabel de Inglês do 12º, grande máquina; o prof. Coter, de Filosofia, um grande maluco e um grande professor...
Recordo de outros, com carinho, embora algumas feições se esfumem: a prof. de Geografia que dizia "coitadinhax dax crianxinhas"; a prof. de Francês do 10º; a prof. de Química do 9º ano com quem me esforcei tanto para que me valorizasse como aluna (numa disciplina onde eu queria era brincadeira); uma das profs. de Inglês, meia indiana, toda preciosista com a pronúncia; o prof. jeitoso de Educação Física do 6º... sei lá, foram tantos e tantos... e também houve os que, claro, recordo porque não tinham mão em nós, como o de Matemática durante dois anos... ou por outras questões, como a de Filosofia do 12º, que fez questão de me diminuir e achar que a nota que eu tinha obtido na Prova de Aferição tinha sido adequada a mim (e depois recorri e vim a subir 12 valores!)...
E pronto, não vou falar da prof. da primária porque muito mais coisas me unem a ela que só o facto de me ter dado aulas... e não vou falar dos da faculdade porque me recordo de quase todos e porque a minha crítica vai para outras vertentes que não o seu profissionalismo académico...
A escola nunca foi perfeita... tivemos aulas num pavilhão a cair de podre, onde quase chovia... o chão do campo de jogos abateu uma vez por causa de um lençol de água... houve alturas com faltas de professores... mas acho que correu bem e posso dizer que se calhar tive sorte, sentia-me bem lá dentro, valorizada, bem avaliada (quase sempre)... importante na minha individualidade.
Gostava mesmo que a minha filha se sentisse sempre assim, lá na escola ou escolas que irá frequentar.

Mas, e para finalizar, continuo a achar que, para se fazer um bom trabalho - lá, na escola - é preciso gostar, ter prazer... Todos os dias há professores e funcionários que fazem um trabalho bem feito, mesmo sendo mal pagos, mesmo com má condições... mas não se pode querer que as pessoas gostem sempre do que estão a fazer se o fizerem em situações pouco dignas, não é?! Se não se sentirem motivados, valorizados, respeitados, qualquer prazer se perde... quando estão preocupados com o dinheiro que não chegará ao fim do mês... com a falta de colocação ou a colocação longínqua e a filha de dois anos longe (esta é para ti, minha querida prima), ou com a forma como serão avaliados pelos pais dos seus alunos - os mesmos pais que ajudam a educar os filhos para não respeitarem a escola e os seus profissionais e o próprio conhecimento e formação que daí é suposto retirar... como se pode ter prazer?! Sei lá, penso que o que falta em muitos casos, é o prazer, é querer ser professor, mas também é gostar de lá estar, é sentir-se valorizado e bem tratado (pelos alunos, pelos colegas, pelos pais)... pronto, sei lá, é isto o que eu acho, mais ou menos, claro que haveria mais para dizer. E vocês? Digam qualquer coisa, vá lá, enfrentem e discutam este assunto... que escola queremos nós, o que é "ela"?
Rita

terça-feira, abril 01, 2008

Fotos do fim-de-semana...



Ter de parar para dar passagem ao rebanho é uma experiência em extinção. Tinha de fotografar. Desculpem, sou uma menina de cidade...
Ana Cristina

sexta-feira, março 28, 2008

Cá em casa, uma vez por semana

Um dia vi-a numa montra em Viana do Castelo. Entrei na loja só para a ver de perto. Gostei de tudo; das cores, dos tecidos, do desenho que fazia, da renda ... sim, até dos pedacinhos em renda. Quem me conhece estranhou uma tão grande paixão. No dia seguinte fomos lá outra vez. Cada vez gostava mais dela. Sabia que as medidas ideiais não eram bem aquelas (devia ser mais larga e menos comprida) mas cabia para cubrir a cama.
Comprei-a.
Hoje mostro a minha colcha, que foi uma das primeiras coisas que comprei cá para casa. Tapa a cama de Verão e de Inverno (com pequenas interrupções claro). Ainda gosto muito dela mas está velhinha...

A foto não é muito justa nem para a colcha, nem para o Pilas, que HOJE resolveu matar saudades da máquina fotográfica. O que fazem uns dias de férias com a prima...

Ana Cristina

quinta-feira, março 27, 2008

Trabalhinhos que faltavam mostrar I

O ano passado personalizei uma agenda para mim. Na altura queria dar-lhe uma cor a pincel ou com linhas mas o tempo ia passando, o ano começou, e lá decidi que ficasse muito simples mas funcional.
Este ano já aqui mostramos uma agenda personalizada que foi presente de uma visitante assídua, mas faltava mostrar as outras duas que também são assinadas pelas Oficinas RANHA, e neste caso usadas por nós mesmas. Neste período em que as produções Oficinas RANHA estão a ganhar um novo fôlego (apesar da falta de tempo) é tempo de mostrar umas peças que ainda não tinham vindo a público.

É tempo também para pensar positivo, afinal, foi triplicada a produção de agendas o que torna este valor um sinal positivo, que a juntar à diminuição da taxa de IVA de 1% nos faz pensar que a economia portuguesa e qui çá, mundial estão em franco desenvolvimento.
Para ver as outras imagens clique por cima das palavras; Agendas velha e Agenda nova; Agenda vermelha; Agenda e Carteirinha
Ana Cristina

quarta-feira, março 26, 2008

Final de tarde

Hoje, quando saimos do trabalho, fomos à Baixa para que eu pudesse procurar o que me faltava para os próximos projectos (são uma lista enorme, bem definida!!!).
O primeiro pouso foi a Botilã, porque foi lá que a minha querida amiga Van me levou há já alguns anos. A Botilã, como qualquer retrosaria, fascina-me.
Eu nunca cresci num "mundo de costura", a minha mãe sempre detestou a prática. No entanto, tenho belas recordações dos tempos que a minha Avó Joana lá passava por casa e das horas que passava sentada na nossa máquina Singer (ainda lá, mas recentemente em outro sítio) iluminada pelo solinho da tarde na marquise. A Avó Joana chegava e tinha sempre muitas coisas para costurar porque acho que era o que gostava de fazer (ou tinha aprendido a gostar de fazer, não sei). Mas, para além de todas essas coisas, sempre me lembro de nos ter feito roupa... e roupinhas para as bonecas... e, a meu pedido, uma boneca de pano, de sorriso assustador e olhos tortos, mas com a perfeição que sempre nos habituou.
À máquina vi também muitas e muitas vezes, a Mané. E a Tina tinha tantos vestidos que a Mané lhe fazia para as Tuxas e Susys, era uma inveja olhar para a mala das roupas das bonecas que havia lá em casa...
Apesar de ser somente essa a minha relação com a costura, uma retrosaria enorme como a Botilã - e que eu calculo que nem seja a melhor nem a mais em conta, mas que é das que conheço e onde calculo vir a encontrar o que quero - faz-me sempre ter vontade de saltar para o lado de lá do balcão e começar a abrir gavetas e armários... gostaria de me perder por ali um dia inteiro, só para poder tocar em todas as coisas cuja existência desconheço e que acho sempre fascinante...
Bem, o que é certo é que fiz as minhas compras, cheia de pena de não levar a máquina fotográfica comigo, e fomos lanchar.
Entrámos na Pastelaria Nacional (que é linda de morrer mas onde já fomos mal atendidos mais do que uma vez, porque se recusam a acreditar que não enriquecerão se colocarem mais funcionários a trabalhar no atendimento), mas saímos logo, não sem antes eu me recriminar mais uma vez pela ausência da máquina (os rodapés e ombreiras decapadas e o papel da parede são uma coisa por demais deliciosa). Acabámos por lanchar uma torrada a meias e um chocolate quente no Café Nicola, sítio cheio de turistas a comerem fatias de melão ou bitoques ou outros menus no mínimo cómicos para as seis da tarde.
Lembrança: nunca mais deixar de colocar a máquina fotográfica ao lado da agenda, do bloco de desenhos, do livro do momento, da carteira de documentos, do porta-moedas, da bolsa dos óculos, das chaves, do baton do cieiro, daquela carteira-importante-sem-a-qual-não-sou-nada, do telemóvel, e do resto das coisas que agora me posso ter esquecido mas que guardo diariamente na minha mala de viagem diária. Dizem que isto é característico de mulher, mas a menos que o Sport Billy estivesse bem disfarçado, há sacos maiores e ainda com menos fundo que o meu.
Rita

terça-feira, março 25, 2008

Uma prenda para uma amiguinha

A R. é uma amiguinha recente que fez agora há pouco tempo três anos - logo, só poderia ser recente...
Nós fomos a uma festa simpática onde nos divertimos na inversa proporção da quantidade de gente que conhecíamos (ó pró meu raciocínio matemático, Joana...! - até faz trocadilhos) e a Alice até choramingou porque não se queria vir embora, de tão bem que estava.
As Oficinas, sabendo que a R. é fã de gatos e que a sua mãe é alérgica aos ditos cujos, voltaram a exercer o seu artesanato doméstico (que é como quem diz, "de trazer por casa") para oferecer então um daqueles que não provoca espirros a ninguém: o Bigodes, como foi apelidado pela Alice.


É caso para dizer: as Oficinas Ranha voltam a atacar.
Rita

segunda-feira, março 24, 2008

Carinhos...

Há cerca de uma hora andavam a correr atrás um do outro em fúria, de tal forma que tive de lhes ir pregar um ralhete. Mas ontem, era assim que dormiam no sofá:

Juntos e abraçadinhos.
Rita

sábado, março 22, 2008

Águas de Março

Nestes últimos dias tenho-me lembrado muito desta música, na voz de uma interprete maravilhosa. Como eu gostava de a ter visto a cantar ao vivo...
(não me perguntem porquê, mas não consigo editar o vídeo aqui, deve ser da chuva...)
Ana Cristina

sexta-feira, março 21, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 2

Gostei muito quando os nosso primos, que são os Primvs, me deram esta jarra pelo Natal, mas apesar disso, ela acabou por ficar bastante tempo guardada, sem um pouso definido que a honrasse verdadeiramente.
Actualmente ocupa lugar de destaque na sala, impossível de não ver logo quando se entra, e adoro o efeito que faz com as flores da Cordemar e umas peças minhas, em fimo, de há uns tempos atrás.

Rita

quarta-feira, março 19, 2008

Chao Min de Vegetais (porque os camarões mínimos era só um restinho no congelador que era para acabar)

Salteia-se cebola, cortada de forma "grosseira", às tiras largas, tipo restaurante chinês. Ah, é verdade!: se for possível, usar um wok, não só porque é muito bonito mas também porque consta por aí que ajuda a cozinhar de forma mais saudável.


Quando a dita cuja alourar (ou enruivecer, só depende do gosto), juntar a mistura de legumes chineses. Pode-se também adicionar cogumelos (mesmo os de lata), quando se acredita, como eu, que os cogumelos melhoram tudo, principalmente o humor (sim, o meu humor tem caminho directo pelo estômago, não têm todos?!). Se houver necessidade de aproveitar os restos de uma embalagem de miolo de camarão daquele mínimo, que não sabe a nada, nem sequer sabemos para que o comprámos, faz favor. Já agora, dá também para aproveitar verdadeiramente qualquer resto presente no congelador (afinal, a ASAE não vai lá a casa).

Não esquecer de temperar a gosto, com sal, pimenta e, já agora, se se quiser dar um ar verdadeiramente oriental, molho de soja. Como não há orientais à mesa, não há medo de impressionar negativamente com um de má qualidade, por isso dá para escolher o mais barato. À parte, coze-se a massa.

No fim, mistura-se tudo. Mas, como "vivendo e aprendendo", já agora convém pôr a massa chao min primeiro num recipiente e só depois juntar a restante mistura. Porque o conjunto não é muito fácil de misturar se se deitar o chao min para dentro do wok, para cima dos legumes.

Acredite-se: qualquer que seja a ordem adoptada para misturar o chao min e os legumes, o resultado é saboroso. E, mais uma vez como não há orientais à mesa, pode-se comer enquanto se bebe uma caipirinha. Afinal, cozinhámos de forma tão saudável no wok, que a coisa contrabalança.
Rita

terça-feira, março 18, 2008

Projectos mais ou menos artesanais

Tudo começa com uma ideia mais ou menos vaga (apesar da Cristina achar que não e pensar que vem tudo assim compostinho, com cores e formatos e tudo o resto)...
e durante muito tempo quase não lhe ligo, vou pensando só com carinho...
depois, pressionada pelo pouco tempo que resta (é um grande defeito meu, confesso), agarro no lápis e caneta e começo a experimentar... em qualquer pedacinho de papel, pequeno ou grande...
e depois aquilo vai tomando forma e ser e vejo-me sem conseguir pensar noutra coisa...
e penso inclusivamente durante o meu horário de trabalho e durante o banho e durante o caminho de ida e volta para o emprego e durante as conversas com os colegas...
e, mais ou menos às escondidas, a certa altura agarro nas folhas de rascunho e rabisco e risco e tento e retento...
e depois já está...
Prevê-se trabalho mais ou menos artesanal cá por casa e os resultados de tão apurado planeamento (ahahah) no final da semana!
Rita

segunda-feira, março 17, 2008

Mais um filme

Chegámos há pouco a casa depois de ver o "Juno". O João não estava com vontade de ver o outro, o vencedor, e optámos por este, que estava na nossa lista, não desde os tãos afamados comentários, mas logo a partir do momento em que nos prendemos cativados por um trailer.
"Juno" é uma história bem disposta e sem pretensiosimos. Conta a história de um pequeno drama familiar (a de uma gravidez aos 16 anos) de uma forma pouco dramática e apresenta uma trama com um desenvolvimento sorridente e suave mas, ao contrário do que se possa pensar, nada leve. Já li uma ou outra crítica que adopto e que linko aqui.
Para quem se queira rir, sorrir, e até ficar com a lágrima ao canto do olho enquanto faz as duas coisas, força, "Juno" aconselha-se.
Rita

domingo, março 16, 2008

Parabéns a você...

Acabadinha de chegar do nosso Alentejo e ainda lá tendo deixado quase a família toda a festejar (incluindo a patanisca pequena), só venho até aqui para lembrar uma data importante para quem tem sido sempre um dos grande amores da minha vida: parabéns, minha querida irmã.
Rita

sexta-feira, março 14, 2008

quinta-feira, março 13, 2008

Para fora, cá dentro

Muito perto, mais ou menos uma hora de carro, numa cidade com nome de vila...
Foi um passeio cultural, com direito a três museus, uma exposição de arte sacra e a uma mostra ao vivo de azulejoaria. Pistas... os azulejos estão na estação de comboios, os museus são o do Neo-realismo, o Museu Municipal e a Casa Museu Mário Coelho (um toureiro famoso). Vila Franca de Xira, uma cidade com personalidade onde se respira tradição ribatejana.
Não foi a primeira vez que lá fui mas desta foi mesmo como turista, de máquina em punho e em forma de visita de estudo. Gostei de tudo, do programa, do almoço, da bebida na explanada, do grupinho (e ainda bem que eles nos convidaram). Adorei o facto dos museus serem todos gratuitos.
O Museu do Neo-realismo lembrou-me, mais uma vez, aquilo que eu penso da arte como forma de transmissão de mensagem e de conhecimento. A luta através da expressão artística, que em Portugal representou "um dos mais importantes movimentos culturais que o nosso País conheceu ao longo do séc. XX". "Se outro valor não tivesse, o ímpeto de liberdade que subjaz a toda a criatividade neo-realista chegaria para fazer deste movimento um marco decisivo da nossa memória colectiva mais recente." in Museo do Neo-realismo de VFX
Foi um dia muito bem passado.
Amanhã rumamos para terras de além-Tejo...

Ana Cristina