quarta-feira, março 19, 2008

Chao Min de Vegetais (porque os camarões mínimos era só um restinho no congelador que era para acabar)

Salteia-se cebola, cortada de forma "grosseira", às tiras largas, tipo restaurante chinês. Ah, é verdade!: se for possível, usar um wok, não só porque é muito bonito mas também porque consta por aí que ajuda a cozinhar de forma mais saudável.


Quando a dita cuja alourar (ou enruivecer, só depende do gosto), juntar a mistura de legumes chineses. Pode-se também adicionar cogumelos (mesmo os de lata), quando se acredita, como eu, que os cogumelos melhoram tudo, principalmente o humor (sim, o meu humor tem caminho directo pelo estômago, não têm todos?!). Se houver necessidade de aproveitar os restos de uma embalagem de miolo de camarão daquele mínimo, que não sabe a nada, nem sequer sabemos para que o comprámos, faz favor. Já agora, dá também para aproveitar verdadeiramente qualquer resto presente no congelador (afinal, a ASAE não vai lá a casa).

Não esquecer de temperar a gosto, com sal, pimenta e, já agora, se se quiser dar um ar verdadeiramente oriental, molho de soja. Como não há orientais à mesa, não há medo de impressionar negativamente com um de má qualidade, por isso dá para escolher o mais barato. À parte, coze-se a massa.

No fim, mistura-se tudo. Mas, como "vivendo e aprendendo", já agora convém pôr a massa chao min primeiro num recipiente e só depois juntar a restante mistura. Porque o conjunto não é muito fácil de misturar se se deitar o chao min para dentro do wok, para cima dos legumes.

Acredite-se: qualquer que seja a ordem adoptada para misturar o chao min e os legumes, o resultado é saboroso. E, mais uma vez como não há orientais à mesa, pode-se comer enquanto se bebe uma caipirinha. Afinal, cozinhámos de forma tão saudável no wok, que a coisa contrabalança.
Rita

terça-feira, março 18, 2008

Projectos mais ou menos artesanais

Tudo começa com uma ideia mais ou menos vaga (apesar da Cristina achar que não e pensar que vem tudo assim compostinho, com cores e formatos e tudo o resto)...
e durante muito tempo quase não lhe ligo, vou pensando só com carinho...
depois, pressionada pelo pouco tempo que resta (é um grande defeito meu, confesso), agarro no lápis e caneta e começo a experimentar... em qualquer pedacinho de papel, pequeno ou grande...
e depois aquilo vai tomando forma e ser e vejo-me sem conseguir pensar noutra coisa...
e penso inclusivamente durante o meu horário de trabalho e durante o banho e durante o caminho de ida e volta para o emprego e durante as conversas com os colegas...
e, mais ou menos às escondidas, a certa altura agarro nas folhas de rascunho e rabisco e risco e tento e retento...
e depois já está...
Prevê-se trabalho mais ou menos artesanal cá por casa e os resultados de tão apurado planeamento (ahahah) no final da semana!
Rita

segunda-feira, março 17, 2008

Mais um filme

Chegámos há pouco a casa depois de ver o "Juno". O João não estava com vontade de ver o outro, o vencedor, e optámos por este, que estava na nossa lista, não desde os tãos afamados comentários, mas logo a partir do momento em que nos prendemos cativados por um trailer.
"Juno" é uma história bem disposta e sem pretensiosimos. Conta a história de um pequeno drama familiar (a de uma gravidez aos 16 anos) de uma forma pouco dramática e apresenta uma trama com um desenvolvimento sorridente e suave mas, ao contrário do que se possa pensar, nada leve. Já li uma ou outra crítica que adopto e que linko aqui.
Para quem se queira rir, sorrir, e até ficar com a lágrima ao canto do olho enquanto faz as duas coisas, força, "Juno" aconselha-se.
Rita

domingo, março 16, 2008

Parabéns a você...

Acabadinha de chegar do nosso Alentejo e ainda lá tendo deixado quase a família toda a festejar (incluindo a patanisca pequena), só venho até aqui para lembrar uma data importante para quem tem sido sempre um dos grande amores da minha vida: parabéns, minha querida irmã.
Rita

sexta-feira, março 14, 2008

quinta-feira, março 13, 2008

Para fora, cá dentro

Muito perto, mais ou menos uma hora de carro, numa cidade com nome de vila...
Foi um passeio cultural, com direito a três museus, uma exposição de arte sacra e a uma mostra ao vivo de azulejoaria. Pistas... os azulejos estão na estação de comboios, os museus são o do Neo-realismo, o Museu Municipal e a Casa Museu Mário Coelho (um toureiro famoso). Vila Franca de Xira, uma cidade com personalidade onde se respira tradição ribatejana.
Não foi a primeira vez que lá fui mas desta foi mesmo como turista, de máquina em punho e em forma de visita de estudo. Gostei de tudo, do programa, do almoço, da bebida na explanada, do grupinho (e ainda bem que eles nos convidaram). Adorei o facto dos museus serem todos gratuitos.
O Museu do Neo-realismo lembrou-me, mais uma vez, aquilo que eu penso da arte como forma de transmissão de mensagem e de conhecimento. A luta através da expressão artística, que em Portugal representou "um dos mais importantes movimentos culturais que o nosso País conheceu ao longo do séc. XX". "Se outro valor não tivesse, o ímpeto de liberdade que subjaz a toda a criatividade neo-realista chegaria para fazer deste movimento um marco decisivo da nossa memória colectiva mais recente." in Museo do Neo-realismo de VFX
Foi um dia muito bem passado.
Amanhã rumamos para terras de além-Tejo...

Ana Cristina

quarta-feira, março 12, 2008

Cá nas casas, uma vez por semana ...

Esta balalaica ou balalaika (parece que se pode escrever das duas formas) está mesmo à entrada da sala, na companhia de uns cd´s. Fazem um cantinho musical...
Parece-me que foi o pai que a trouxe da URSS, e quando me mudei trouxe-a comigo. Não sei dizer porquê mas faz parte dos objectos que gosto de ter por perto.
Inaugura a rúbrica do "once a week" da minha casa.
Ana Cristina

terça-feira, março 11, 2008

Cineminha ...

"Este país não é para velhos" é um filme que merece ficar para a história do bom cinema americano. O enredo prende-nos à tela. Desenrola-se num mundo completamente diferente da nossa realidade, tanto que quase parece outro, numa época distante no máximo de 30 anos, mas que parece de um século distante. Começa com o narrador a dizer-nos o quanto se sente impossibilitado de entender determinada violência. Continua com uma violência por motivos económicos misturada com outra sem razão de ser. Acaba como começa, sem um fim...
Gostei tanto que se classificasse os filmes numa daquelas rubricas de jornal onde se põem umas estrelas de 1 a 5, daria 5.
Fiquei com muita vontade de ler o livro...
Fica a referência bibliográfica, para quem estiver interessado.


Este País Não É para Velhos.
Cormac McCarthy
1.ª edição, Outubro de 2007, 231 pp.
Lisboa: Relógio D’Água,
(tradução de Paulo Faria; obra original: No Country for Old Men, 2005).
Ana Cristina

segunda-feira, março 10, 2008

Puzzles

Quando a Alice fez dois anos, a Tia Sofia, que diz não perceber nada dessas coisas mas ainda não está é treinada o suficiente, ofereceu-lhe um puzzle para "+ de 3".
Durante muito tempo o jogo esteve guardado no armário, mas de há uns tempos para cá que a Alice o descobriu e têmo-lo feito quase todas as noites. Obviamente, ainda não o consegue fazer sozinha, mas as suas capacidades têm aumentado gradualmente, não só a nível motor (já vai percebendo a dinâmica e encaixa cada vez melhor as peças umas nas outras) como no tocante à observação e percepção da imagem. Tento trabalhar o raciocínio com ela («Estás a ver aqui no desenho as alfaces deste lado e os tomates ao lado? Agora temos que procurar os tomates, estás a ver, para pôr aqui...») e é emocionante ver os avanços na aprendizagem.
A próxima coisa a trazer da casa dos meus pais são uns puzzles de cubos antigos que para lá andam a aguardar pelo retorno de muitos fins de tarde divertidos...!


Rita

sexta-feira, março 07, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 1

Gosto do colorido que há na minha casa.
Alguém disse uma vez algo como que gostava das casas "cantinas mariachi" e é isso que eu sinto em algumas ocasiões. A minha mania de viver num mundo colorido vem de trás, desde há muitos anos, de quando isso não era moda, quando comecei a vestir calças e saias às flores e, talvez ao mesmo tempo, decidi que as louças da minha casa (quando as comprasse, ainda estava longe de sonhar em ter uma casa) iam ser de todas as cores, por causa do efeito que isso faria quando olhasse para os armários... Apercebi-me muito cedo que a mim, era o branco que me cansava e recordo-me da primeira vez que descobri maravilhada numa revista um frigorífico retro, amarelo, porque detestava ter de me vincular ao branco que se usava.
Bem, o que é certo é que, nesta minha casa dos anos 30 (fica para outro post a explicação do meu fascínio pelo antigo, "as velharias", como lhe chama a minha mãe), existem ombreiras e rodapés e portadas e bandeiras e portas divinais e, quando descobrimos que não conseguiríamos tornar a ver a cor da madeira em todas elas, optámos pela cor. O mais possível. E eu gosto, gosto tanto de me deitar em alguns cantos, mesmo no chão, e ficar a olhar lá para cima, para a forma como aí o colorido se conjuga.
Esta fotografia é tirada no meu quarto e corresponde a um canto para onde olho apaixonadamente de vez em quando, só porque gosto dos dois tons de azul. Já há muito tempo que pensava se deveria partilhar e, como resolvi aderir à nova "rubrica" da Rute, voilá, só para vocês, o meu cantinho azul.
Rita

quinta-feira, março 06, 2008

Um dia bom

Estou numa formação.
É bom afastar-me do local de trabalho e estar a trabalhar na mesma, sob outro prisma. É bom repensar o meu ser profissional e voltar a ter a certeza que estou no lugar certo, que preciso aprender muita coisa mas que fundamentalmente tenho o mais importante, a sensibilidade, o talento, o interesse, a vontade. É bom sentirmo-nos bons outra vez. Depois de tantos dias, até meses de dúvidas, fiquei cheia de vontade de voltar a agarrar-me e a ser agarrada pelo trabalho, de dar de mim mas também receber.
Hoje foi, definitivamente, um dia bom.
Rita

quarta-feira, março 05, 2008

Recordações recuperadas 2

De vez em quando vai-se ao sotão, amontoado de recordações e de lixo, tudo com quase o mesmo tratamento e traz-se para baixo uma lembrança. Tenta-se recupera-la, dar-lhe um toque pessoal e mais moderno. Por vezes consegue-se...

O "boneco do baloiço" foi uma oferta da Tia A. Trazido de França, era um conjunto de menino simpático que ria às gargalhadas quando estava divertido, e um baloiço moderno que foi as delícias também das amigas que iam lá a casa. Não teve tratamento diferenciado, nem foi o boneco preferido mas sempre ocupou um cantinho especial e quando o baloiço foi perdendo qualidades (que é como quem diz, se partiu) a mãe fez o que pode por ele. Resistiu às nossas mãos pouco destruidoras mas muito brincalhonas, e estava na arrecadação sem a atenção que merece. Há uns tempos sofreu uma remodelação e seguiu para casa da Alice. O menino continua de cara simpática mas vê-se que já está quase casa dos trinta. Suspeita-se mesmo que houve quem o tentasse remodelar e tivesse começado pelas pestanas... O baloiço talvez ainda vá a tempo de encantar alguma menina.

Ver mais fotos aqui: 1, 2, 3, 4

(continua)
Ana Cristina

terça-feira, março 04, 2008

Recordações recuperadas 1


Na casa dos nossos pais ainda há muita coisa nossa... não falo de tudo o que, nomeadamente eu, ainda tenho por trazer... falo de tudo o que faz parte da nossa infância e preservámos até chegar ao hoje.
Sempre me lembro da minha mãe nos estimular a cuidar das coisas. Pensando bem, fazendo valer a regra de que muito se aprende por imitação, a minha mãe sempre foi um excelente exemplo para nós. Os livros rasgados ou descolados eram carinhosamente reparados. As caras dos bonecos das prateleiras eram sujeitas a uma espécie de "remaquilhagem" por causa do descoramento (?) que a luz do Sol provocava. De longe em longe (uma vez por ano?!), com muito carinho, todas as roupas dos bonecos eram lavadas, arranjadas, passadas a ferro. Os próprios bonecos estavam sempre bonitos, bem penteados... e não era porque não pudessemos brincar com eles e sim porque havia sempre uma espécie de conversa prévia antes da arrumação («Não lhe queres escolher um vestido bonito, para ela ir para a prateleira?»).
Graças à paciência e carinho da minha mãe, a Alice tem hoje um verdadeiro tesouro lá em casa. Não se tratam de antiguidades, mas de recordações muito importantes e amorosas para nós, significativas para o que somos hoje.
E, por esse motivo, de vez em quando trazem-se cá para casa livros como estes...
(continua)
Rita

segunda-feira, março 03, 2008

Uma semana difícil

Já por vezes me queixei de estar com muito trabalho... mas a semana e meia que passou bateu todos os records dos últimos anos... deu para nunca saber a que horas chegava a casa, para nunca saber quando voltaria, para muitas horas ao computador, para deixar tudo para o João, para voltas a mais de carro, para gastar muitas energias, para quase não ir buscar a Alice, para falar com muitas pessoas, para estar mais ansiosa, para me constipar, para arranjar uma dor nas costas que até me doía a andar e a elevar os braços... só não deu para chorar de desespero com o cansaço porque estive sempre muito bem acompanhada e isso, só por si, já foi muito bom.
Tenho quase a certeza que a Alice se ressentiu da minha desequilibrada ausência, pois foi a primeira vez em dois anos e sete meses que o seu padrão de sono (deitar-se cerca das 21h00 sozinha na sua cama e quartinho, adormecer sozinha de forma serena e sozinha dormir sem sobressaltos até de manhã) se alterou e começou a acordar algumas horas depois de se deitar a choramingar, a chamar por nós e a dizer que não queria ficar sozinha.
Foi de tal forma que na sexta-feira, quando a principal onda de trabalho (o maremoto, mesmo) se acalmou, disse-lhe que lhe queria explicar porque é que não tinha estado e ela começou a desconversar. Perguntei-lhe: «Não queres que a mãe te explique do trabalho dela?». E ela respondeu de forma agressiva: «Não!». Mas aceitou as explicações, mais tarde, e deu muitos pulos de alegria quando disse que no dia seguinte ninguém ia nem trabalhar nem para a escola.
E eu adormeci no sofá às 22h00, nem me lembro de ter caminhado até à cama, dormi até às 9h00, fiz 45 minutos de intervalo e voltei para a cama, para acordar às 11h00. Toma!
Rita

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Nestes últimos dias

Entre o trabalho urgente, os turnos e o desenvolvimento do projecto de investigação nem tivemos tempo de festejar o aniversário o nosso filho-gato. Pois é, o Pilas fez cinco anos e recebeu uma noite de festas e brincadeiras. Este ano sem presentes, nem fotos, tudo em família... (mostro uma foto antiga)

Ana Cristina

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Aqueles ...

Foi no sábado que o “Guia Prático: Cuidar o bebé na primeiro ano da vida” foi entregue aos primeiros utentes do curso. Uma experiência interessante, onde participei quer como autora do Guia, quer como ilustradora, quer como formadora. A ANAFS e o ISLA aceitaram a nossa proposta, promoveram a formação e eu e a A pusemos em prática uma ideia que nos perseguia. O grupo foi simpático e o ambiente informal. Saimos contentes, nós e eles.
Vai ser bom poder repetir.
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Não posso dizer que o dia tenha corrido mal... mas não gosto quando acontece alguma coisa que me deixa frustrada, sem saber o que pensar, o que querer... não quero o grupo pelo grupo, mas não dá para pensar no individual quando se vive e precisa do grupo... quero a minha postura, as minhas ideias, mas não quero ser prejudicada por elas ou ser colocada numa prateleira que não gosto e onde não me incluo... faz-me falta, nestas alturas, a liberdade de outrora, de escolher à vontade, de pensar à vontade, de me excluir e incluir à vontade, de viver à vontade, sem oscilar entre o viver e o sobreviver... às vezes não queria isto, queria outra coisa que não sei o quê... e às vezes queria isto como era antes... mas já não dá para voltar atrás, já sou o que sou agora e ainda não sou o que quer que tente aprender a ser para o futuro...
Hoje o dia correu mais ou menos.

Rita

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Foi desta...

... que entregámos o presente da nossa visitante nº 20.000. Uma agenda, que pelo adiantado do ano poderia ser do próximo, e uma carteirinha a fazer conjunto.
Beijinhos D., gostamos muito de te ter como visitante assídua neste nosso cantinho, e esperamos que tenhas gostado.

Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Palermices


Às vezes gostava de ter uma cauda. E já agora, uma bem comprida, à Marsupilami, daquelas que desse para fazer mil e um malabarismos, inclusivamente pendurarmo-nos por ela nas árvores e saltar tipo mola.
Olho para a minha gata e não consigo deixar de pensar que, nem que fosse por um dia da minha vida, gostava de experimentar ter uma cauda que eu pudesse, sabe-se lá como, articular até à pontinha... qual será a sensação de ter uma espécie de membro ondulante que, para além da beleza e elegância inerente ao movimento que faz, não serve bem para grande coisa...?!
Acho que esta minha mania (palermice, lá está!), bem conhecida já dos que me acompanham há muito tempo, vem de uns bonecos (leia-se desenhos animados) que havia quando eu era pequena. Tenho a vaga ideia que consistiam em humanos, bastante simpáticos e garbosos por sinal... e com cauda. Comprida. E, já agora, roupa adaptada.
Pronto, já disse.
Rita

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Quadro do dia de ontem

Almoço com colegas no restaurante de tantas segundas-feiras. Bacalhau cozido com batatas e grão. Alguém, a certa altura: «O grão está muito bom, mas o bacalhau parece que não me sabe tão bem como é costume.» Outro alguém concorda e logo diz alto, para trás do balcão onde se vê o dono: «Sr. Aníbal, este bacalhau hoje não está tão salgado, deve ter ficado muito tempo a demolhar...». Resposta do Sr. Aníbal: «Ná, esse é o do congelado, por causa da ASAE.»
Pois é. Ao que nos explicaram, parece que não é permitido agora comprar bacalhau num dia e servir no dia seguinte. Tem que ser consumido no dia da compra. Ora como o bom português sabe, não é possível comprar bacalhau, demolhá-lo, cozinhá-lo e comê-lo no próprio dia... por isso, recorre-se ao demolhado, ultracongelado...
E as castanhas?! Já alguém reparou que as castanhas assadas vendidas na rua já não são embrulhadas nas páginas amarelas?! Agora tem de ser um papel próprio, todo branco... Regra da ASAE... Só me resta falar na pena que tenho que os meus filhos não venham a perceber aquele capítulo do "Lote 12 2º frente" da Alice Vieira: "Embrulhou-me as castanhas numa folha de jornal - coisa que aflige muito a minha mãe, que diz que aquilo é uma falta de higiene e suja as mãos todas, mas que me diverte quando começo a ler tudo o que lá vem e a imaginar o que lá falta."

O que virá a ser de nós...?!
Rita

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Palila Palula

Leio este post e rio-me a pensar na quantidade de vezes que a Alice inventa uma linguagem muito própria para brincar connosco...
Ela já sabe muitas coisas sobre ela, mas não é de todo estranho ouvi-la responder de forma inventada a algumas questões. Primeiro trocava propositadamente as informações, à semelhança de uma brincadeira nossa em que usamos os protagonistas de determinadas músicas para outras músicas com diferentes protagonistas. Depois, apercebeu-se da possibilidade de inventar e criou uma resposta generalizada para o que não lhe apetecia responder. «Como se chama o pai?», e ela, de sorriso safado: «Palila Palula». A Palila Palula passou a caber em todos os lugares, circunstâncias, nomes e objectivos e talvez ainda mais desde que começou a ser expressão quotidiana, a arrancar sorrisos previsíveis e inevitáveis.
Neste fim de semana tentei que ela me cantasse a música que, pelo que sei, todos os dias é cantada na creche. «Alice, ensina-me a canção do "Bom Dia" que cantas na escola...» E ela, logo, de sorriso safado: «La la la la. Bom Dia. Já está». Em resumo, já "goza" comigo, a minha filha.
Rita

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Carnaval II

Nos bons velhos tempos do Carnaval tinhamos três dias de folia. Ao Domingo íamos vestidas a rigor ao centro comercial, víamos um cineminha e como era carnaval ninguém levava a mal as cabeleiras ocuparem tanto espaço. Na segunda à noite não perdiamos o baile dos Bombeiros ou da Igreja, o que houvesse. E na terça lá rumavamos para uma qualquer terra de festejos carnavalescos.
Na altura eramos 3 (nós e a Tina, amiga para todas as ocasiões), acampavamos lá em casa ou mais tarde aqui na mansão Cristina-Ranha e arrastavamos connosco um grande grupo que foi mudando com o tempo. Houve mesmo tempos em que os maridinhos entraram na brincadeira e fizeram figuras apalhaçadas (e se quiserem negar nós temos provas irrefutáveis).

Não perdiamos a folia carnavalesca mas de algum tempo para cá temos deixado passar os dias sem os aproveitar.

Este ano fomos a casa de uns amigos em trajes apalhaçados com um pequena capuchinho vermelho...

Para o ano será melhor.

Ana Cristina

Carnaval

Este ano tentámos voltar a brincar ao Carnaval mas, no rescaldo da vaga de doenças que assolou esta casa, para alguns de nós ainda foi pouco:

Pelo menos tendo em conta o fulgor de outros tempos...
Rita

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Telegráfico

Perdão pela ausência stop. Filha com escarlatina últimos dias stop. Mãe com amigdalite devido escarlatina da filha stop. Gata com nova infecção urinária sem nada a ver stop. Cansaço familiar stop. Necessária paragem do computador stop. De volta stop.
Rita

terça-feira, janeiro 29, 2008

A Fera e o Kaos

Quando o Kaos tinha dois meses e se juntou à família, a Fera já era adulta, com lugar conquistado. Uma adulta que nunca tinha convivido com irmãos de ninhada e que o único bicho com quem convivia era o primo Pilas.
O Kaos, com dois meses, era um cachorro com o dobro do tamanho da Fera e, claro, com uma forma de agir que em nada se assemelha à postura dos felinos.
Resultado: a Fera nunca suportou aquele bicho peludo enorme, de patas gigantescas, de boca sempre aberta pronta a devorar qualquer pedaço de comida que se lhe dê (e sem cheirar primeiro, veja-se bem!) e, ainda por cima, constantemente agitado.
O Kaos, por outro lado, sempre lhe votou uns olhos de adoração, e principalmente de submissão... afinal, os bichos também não se medem aos palmos e a idade ainda é um posto de respeito...
Em casa, estão sempre perto um do outro, a controlarem os movimentos mútuos... mas ela rosna-lhe incessantemente e não perde a oportunidade para lhe demonstrar o quanto lhe enraivecem as tentativas de aproximação dele.
Na rua, e desde que a Fera tem passeado mais, vão conseguindo uma estranha relação, feita da partilha forçada de território.
Enfim, já lá vão os tempos em que eu achava que conseguiria um dia tirar uma foto de Natal com todos nós reunidos, pai, mãe, filha-menina e filhos-bichos. Mas, de longe em longe, lá se consegue uma fotografia dos dois juntos...
Rita

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Igual a...

Parece que para o Hugo, eu sou parecida com esta menina.

Bem, ele tem 8 anos e está a fazer a colecção de cromos com muito entusiasmo, mas será um elogio?

...

Ana Cristina

domingo, janeiro 27, 2008

Wip 3 - o resultado final




Depois de avanços e retrocessos, certezas e dúvidas nas ideias para esta arca, cá está o resultado final. Eu gostei, mas mais do que tudo, agradaram-me as avaliações dos amigos em questão, principalmente da dona. Com um ligeiro pesar, porque confesso que me custa sempre um bocadinho a separação dos resultados finais dos nossos trabalhos, lá deixei a obra no seu novo (projecto de) quarto... e trouxe um espelho, ao qual me dedicarei nos próximos tempos.
Rita

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Gosto do sorrisinho idiota com que fico depois de algumas séries televisivas... o mesmo que tenho depois de ler determinadas passagens de livros, ou mesmo alguns livros completos... o mesmo dos momentos em que ouço uma ou outra música... o mesmo com que olho para as coisas que vamos fazendo...
Rita

segunda-feira, janeiro 21, 2008

WIP

WIP foi uma sigla que aprendemos na net, ou melhor, no flickr (esta coisa aqui do vosso lado direito que permite ver as nossas fotografias). Por lá, em grupos de artesãos muito mais hábeis, criativos e trabalhadores do que nós, "work in progress" é uma expressão muito usada para nomear um projecto no qual se labora.
Assim, apresento-vos o nosso próximo wip. É para uma amiguinha que está prestes a ter um quarto novo, só para ela, num espaço simultaneamente usado e novo na sua vida, um espaço que pelos vistos também irá ser preenchido de coisas novas usadas. Calculo que aos 10 anos um quarto seja uma grande conquista e ponho toda a dedicação neste desafio que eu própria lancei a mim mesma e que os pais dela... aventureiros... aceitaram...
Rita

sábado, janeiro 19, 2008

Os restos

Cá por casa também andamos em arrumações... e como delas fazem sempre parte as selecções, decidimos levar para a frente o plano de sempre e sempre adiado: despachar a roupa e o calçado que não se usa, o que se usou bastante e o que sabemos que não iremos usar mais.
Que não se pense que é tarefa fácil... mas a verdade é que o espaço mingua com o passar do tempo e, subsistindo os desejos consumistas, nada a fazer. A nossa técnica foi mais ou menos simples: um lado para tudo o que não se quer e, mesmo daí, de parte o que se encontra em boas condições e que alguma amiga ainda pode aproveitar para si (ou o que temos mesmo muita pena de mandar embora). Um dos meus grupos de amigas não tem esquisitices e criou o hábito. A ideia é excelente, a nós parece-nos sempre novo...
Depois, o restante é colocado num daqueles contentores que existem por aí, de auxílio a quem precisa...
Fica a ideia e se alguém souber de outros destinos, que diga.
Rita

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Iguarias



Isto é que vos pode esperar se forem parar a Viseu, como hoje me aconteceu. Arroz de carqueja do Cortiço (preparem a bolsa, mas também o estômago... e os olhos, porque toda a decoração do restaurante é muito gira e bem escolhida). E algum doce, qualquer que ele seja, da Confeitaria Amaral (atenção com as empregadas: adoram o que fazem e parecem conseguir convencer-nos a trazer ou experimentar de tudo). E depois... bom apetite...
Rita

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Os Primvs

Fomos este fim de semana buscar prendas de Viana... e no grupo inseria-se este conjunto lindo, barrete e cachecol, maravilhosamente decorados pelos Primvs... só decorado, por enquanto, mas eu bem sei - e já sei há muitos anos - as obras de arte que podem sair daquelas mãos, por isso... é só aguardar...
Beijinhos, primos... e obrigada...
Rita

domingo, janeiro 13, 2008

Será que podemos achar que é daquelas magias incompreensíveis que de vez em quando acontecem o facto de termos um torcicolo no dia a seguinte a termos contabilizado mentalmente o tempo que passou desde o último torcicolo...?! Ou será daquelas meras ironais ridículas da vida...?!
Rita

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Regresso ao passado

Um colega levou para o trabalho dois livros da famosa colecção Vampiro e, dada a minha curiosidade por nunca ter lido estes, emprestou-mos.
Agora, cada vez que olho para eles, viajo até ao passado... o pessoal trintão terá todo esta mesma recordação, de se colar horas a fio aos livros policiais do Sherlock Holmes (os meus preferidos), da Agatha Christie, do Perry Mason...?!
Rita

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Tá visto...

O Pilas e a Alice são, defenitivamente, família.
As bolas da árvore de Natal foram descobertas no dia dos Reis. Caixas é com ele...
Claro que não pede para a gente puxar pelas pantufas, mas que raio, ele é um gato.
Ana Cristina

Ainda das festas 3

Acho que a Alice gostou mais de desmanchar a árvore de Natal na passada segunda-feira, do que de montá-la... saltitou à minha volta, fez perguntas intermináveis (que agora são o seu hábito constante), brincou com os enfeites e, o maior dos sucessos, descobriu a caixa da árvore... seguindo a sua iniciativa, decidiu meter-se lá dentro repetidamente e gritar: «Mãe, tou pêja! Ajuda a Alice! Puxa as pantufas!!!!»
E pergunto-me eu: pessoal, para quê os legos, os bebés carecas, os conjuntos de panelas, os serviços de chá, os quadros de desenho... quando o que faz a moça feliz é tão pura e simplesmente uma caixa de cartão...?!
Rita

É verdade: a Fera parece apresentar ligeiras melhoras mas, como em tudo, é preciso dar tempo ao antibiótico para actuar devidamente... de qualquer forma, temos conseguido dar-lhe a medicação... continuarei a dar notícias... como de tanto pensar nela dormi pouco esta noite, estou completamente de rastos... o sofá espera-me...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Família doente

Cá em casa, quando um está doente, estamos todos.
A Fera está com a terceira infecção urinária da sua vida e, apesar de nós sermos mais experientes e nos podermos aperceber disso mais depressa, também a situação dela evoluiu mais rapidamente. Como hoje de manhã não conseguimos dar-lhe a medicação (ela fez uma autêntica revolução e deitou antibiótico, anti-inflamatório e relaxante das vias urinárias tudo fora), levámo-la no final da tarde à veterinária e foi o que fizemos de melhor... estava incontinente, urinava com sangue e estava provavelmente cheia de dores...
Claro que, neste contexto, ficámos em stress e depressa os restantes males passaram a superficiais, a dor de cabeça que hoje me fazia companhia passou e a Alice começou a ficar insuportável.
Agora, algum tempo depois, banhos e jantares tomados, tratamentos feitos, lida a história antes de dormir, as próximas horas já projectadas, chega o momento de respirar fundo.
Amanhã será um outro dia.
Rita

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ainda das festas 2

A fotografia não está muito boa, mas esta foi uma das prendas de Natal que este ano a Alice ajudou a fazer e que ofereceu no seu nome. As avós ganharam aventais, os avôs foram presenteados com tapetes para o rato (com quadras dirigidas a eles e uma pesada da neta) e os tios receberam calendários para o ano 2008.
O Natal ganhou um significado muito especial desde que, há cerca de três anos, as Oficinas começaram a fazer quase todas as prendas. Sempre adorei a época mas a partir daí foi como se tivessemos encontrado a verdadeira essência da festividade: a comemoração do amor por alguém representado num presente especial, pensado e construído com muito carinho, com muita... não sei se se pode dizer mas o termo que me surge é "pessoalidade"...

Por esse motivo, desejei introduzir a Alice nesse sentimento... a excitação que envolve todo o processo de pensar numa coisa especificamente para alguém... o prazer fascinante de vê-la abrir o seu presente...

Rita

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Ainda das festas 1...

Entende-se, vá-se lá saber porquê, que o Natal é época de Circo. E nós, como tivemos bilhetes oferecidos no emprego, levámos a Alice pela primeira vez. Uma semana e meia mais tarde, como uma amiga arranjou novos bilhetes, avançámos novamente.
O primeiro circo era o Walter Dias. Quem já tenha visualizado o logotipo (as letras tal e qual as da marca e assinatura de Walt Disney), percebe que o dito é fraquito e que se rege um tanto ou quanto pela imitação dos de melhor gama. O segundo foi o Circo Moscovo, do tipo dos que são imitados, de tal forma que, sendo o grupo de amigos mais ou menos o mesmo, por diversas vezes nos rimos uns para os outros e segredámos: «isto é como no outro mas em bom...».
A Alice portou-se lindamente e gostou. Ficou excitadíssima com os animais, as acrobacias não lhe disseram muito, mas ao contrário do que eu esperaria, esteve atentamente a seguir o ilusionismo e fez-lhe muita confusão os desaparecimentos... «A outra menina, mãe, onde está?»
Quanto a mim, sou suspeita para falar. Adoro circo, desde miúda. Sou sensível a tudo: aos chapitôs coloridos, às fatiotas cheias de brilhantes pirosos, aos nomes inimagináveis (quem me conhece sabe que eu seria Isolette, o meu preferido), aos tiques das partenaires, ao próprio termo par-te-nai-re, às expressões batidas de quase todos os circos (os conselhos para não repetirmos as actuações em casa, os pedidos de silêncio para a execução dos exercícios mais difíceis, a inflexão da voz quando estes resultam bem).
Talvez a única dualidade na minha postura seja em relação aos animais, principalmente os de grande porte, os selvagens. Fascinam-me, desejo vê-los, tal e qual como quando era garota e queria ansiosamente passar ao redor das jaulas dos que assentavam lá no Cacém. No momento da exibição, prescruto-lhes o tamanho, o peso, o pêlo, a cumplicidade com os tratadores, para ter uma noção do cuidado a que são votados. Sei que vivem em espaços exíguos para o tamanho que alguns têm e a ideia perturba-me. Queria que fossem felizes, mas sei que muitas vezes não o são. Os animais do circo são animais de trabalho... como outros em que não pensamos, tipo os cavalos para equitação, passeios de férias e uso da polícia. Sim, na sua essência, os cavalos também são animais selvagens, sem estribos, sela e esporas.
Como no outro dia me diziam em conversa, as pessoas podem ir-se embora, os animais não escolhem. É verdade... será...? Será assim tão fácil, nesta nossa realidade, uma criança crescida no ambiente, com um insucesso escolar grotesco devido ao nomadismo, com toda a família artista de circo, sair dali, virar costas, escolher ser professor, enfermeiro, caixa de supermercado, empregado de balcão...?! Não serão as pessoas também aprisionadas ao chapitô...?!
Não me importo de ver um circo sem animais, mas o que eu queria mesmo era que o circo fosse um espectáculo valorizado e rico, como em outros países. Talvez não fossem necessários os animais para me fascinar, talvez bastassem artistas letrados, estudiosos, formados, que pudessem verdadeiramente ter escolhido estar ali e não em outro lugar. Artistas e não sobreviventes.

Rita

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Está a terminar mais uma época natalícia.

Este ano foi diferente dos anteriores pela impossibilidade de ir a Viana, porque o trabalho não perdoou e foi necessário ser Sr.ª Enfermeira e Sr. Técnico da Informática na véspera e dia de Natal, mas também porque sentimos na alma a falta da tia A e da avó J (no ano passado a falta da avó era tão recente e estávamos tão anestesiados com a doença da tia que doeu de uma forma diferente). Não estivemos com os tios e as primas, e até mudámos os hábitos de certo casal que se recusou a cumprir com as tradições familiares porque “os de Lisboa” não podiam ir comer os bolinhos de bacalhau e os panadinhos de polvo como de costume. Estivemos com a “outra família”, numa casa que não conhecíamos mas onde nos sentimos muito bem recebidos.


O pinheirinho ainda tem os presentes que recebemos, e os que serão entregues no próximo fim-de-semana à laia de Reis Magos.

Desta vez foram muito poucos os presentinhos criados pelas Oficinas - uma responsabilidade da minha falta de tempo - mas recebi dois dos mais belos e inesperados presentes de sempre (sem desprimor de todos os outros). O Calendário 2008 da Alice para os Tios e o Desenho do Ricardo. O Calendário está povoado de fotografias da Alice sozinha ou com os tios e, com outros presentes deste ano, iniciou-a nas Oficinas. O Desenho do Ricardo é uma obra linda. Retrata-me a mim a ao F, com o Pilas e tudo, aqui pelas bandas do Cacém-city. Tem lá tudo: os meus olhos verdes, os óculos do F (aliás ele está igualzinho). Fico sem palavras quando olho para este retrato. Obrigada Rita. Obrigada Ricardo, nem imaginas o quanto honrada estou de ter uma obra tua. Aliás, todos os teus trabalhos são maravilhosos. Quando estiver na parede eu mostro, está bem?
O post já vai longo e desejo a todas as nossas visitas um óptimo ano de 2008.

Beijinhos da Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Caneco... tinha dito a mim mesma que, como resolução deste novo ano, iria tentar ser mais assídua deste nosso blogue... mas a viagem inopinada de uma fotografia para a reciclagem e uma conversa longa inesperada fizeram-me esquecer do que tinha para dizer... venho cá para marcar presença...
Rita

terça-feira, janeiro 01, 2008

A todos, um grande ano de 2008!

O Ano Novo nunca foi mais, para mim, do que um pretexto para o divertimento. Sucedem-se uns aos outros e as comemorações são melhores ou piores consoante o planeamento prévio e as expectativas formuladas, mas sem nenhum princípio que lhe seja subjacente, para além da pura diversão que representa festejar uma espécie de novo começo... e, claro, a esperança que isso acarreta no futuro vindouro.
Guardo poucos Anos Novos daqueles memoráveis. Assim, de repente, vem-me à cabeça aquele decidido "à pressão" (lembras-te Ana? e tu, Miguel? Catarina?), em que partimos no "magenta nojenta" com um tupper ware de pastéis de bacalhau ("O bacalhau tem de ser, é imprescindível!") e salada russa, jantados no sótão do hotel em Monção... o nevoeiro que nos acompanhou quase até Vigo (a primeira vez em que ouvi falar do que era uma "linha-guia")... a dança até de madrugada... e, principalmente, as brincadeiras na neve do dia seguinte...
Recordo também a outra, em que se juntaram os dois lados da família na grande sala da casa de Darque e foi dançar até a Tia Aninhas partir a anca. O sentido é literal, mas só o soubemos mais tarde, no momento os queixumes soaram só a isso mesmo.
Claro que houve muitos mais: alguns em discoteca, outros no Terreiro do Paço, outros ainda imensamente divertidos, numa fase solitária da minha vida, com um grupo de amigos de outrem como se eu dali fizesse naturalmente parte, os que já não recordo e os que contêm pormenores inconfessáveis.
Com a Alice, a data tornou-se mais calma e caseira, mas talvez sintamos que temos, entre nós, tudo o que precisamos para comemorar.
Em todo o caso, seja para quem comemorou "à grande", seja para quem comemorou intimamente, seja para quem esteve a trabalhar, seja para quem tomou banho, seja para quem dançou ou cantou até cair para o lado, seja para quem tivesse estado só, seja para quem se tenha feito acompanhar de tudo o que precisava, seja para quem é leitor deste blogue, seja para quem não o é... o que interessa mesmo é que o ano de 2008 traga coisas boas e muito boas...
Rita

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Yings e yangs

Hoje fomos visitar o bebé João, nascido há pouco mais de uma semana, filho de uma grande amiga, companheira de tantas boas e más horas. Ele é pequeno, tão pequeno, com aquilo que parecem ser umas almofadas na planta dos pés e um nariz igual ao da mãe, àquele mesmo que sempre a aborreceu e que ela agora revê em pequenas dimensões com um imenso orgulho...
Os meus amigos, três numa casa que agora decerto parece nova, estão felizes, tão, tão felizes...
Novamente a lembrar que o mundo e a vida são feitos de yings e yangs (será assim que se escreve?), uma outra grande amiga ligou mais tarde a desejar os parabéns atrasados e disse que o seu avô tinha partido no sábado passado. De voz tão tristinha, a minha amiga vai ter agora de reaprender a continuar a caminhar, com certeza não tão bem acompanhada... e, como eu, provavelmente interrogar-se-á daqui a um ano sobre como o fazer...
Eu cá estou, de coração disforme (porque «as alegrias partilhadas são alegrias redobradas e as tristezas partilhadas são tristezas divididas»), com duas grandes amigas, também a recordar-me. Ying e yang.
Rita

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Poema à chuva

Chuva.
Roupa na máquina.
Mais de duas horas a chegar.
Bateria do carro a mostrar-se descontente.
Falta, trabalho para entregar noutro dia, a Prof. aproveitou e saiu mais cedo.
Dúvidas sobre os presentes, que nas filas de trânsito o tempo é muito para pensar.
Lembram-se assuntos que estavam adiados para melhores dias.
A discussão que fica cá dentro mas mandam-se umas bocas.
Chuva na rua.
Chuva da alma.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 18, 2007

Os últimos dias ...

Desde sexta que entre os turnos, as prendinhas, uma tarde de visita que durou até às onze da noite e umas festinhas, não tenho tempo de aqui vir deixar umas palavras.
De realçar o lanche de domingo com uma menina que visita este cantinho muitas vezes. Foi divertido e lá teremos nós de marcar outros, não é Rute?

Mas não posso deixar de lembrar que a minha maior amiga fez anos ontem. A Rita, a minha princesa, apagou as suas velas com ajuda da Alice, a princesa-herdeira. Fotos? Desta vez não há, que eu estava dedicada a cantar os parabéns e lembrar velhas festas de aniversário, com hinos cantados de forma estridente. Desta vez portei-me bem...

Hoje e amanhã serão dias dedicados à Tese.

Ana Cristina

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Venho cá só para dizer que estou um pouco apalermada com o facto de, num dos telejornais, haver uma notícia sobre o facto dos cães do Bush terem feito um filme e serem nomeados guardas-florestais ou assim qualquer parvoíce do género... não querendo dizer que outros canais ofereçam uma maior qualidade, foi um alívio perceber que em outro se discutia de forma séria os últimos homicídios na noite portuense... ufa, por momentos pensei que tinha caído (mais uma vez) numa realidade paralela (como às vezes acontece, enfim)...
Rita

20.000 visitas

Parabéns D.
Ficámos muito contentes por a menina premiada ser uma visitante tão assidua e tão comentadora como tu. Em breve receberás o teu presentinho. E estás convidada para, se quiseres, fazer um post para nós editarmos aqui neste nosso espaço. Escreve o "teu post" (se quiseres com foto) e envia-nos esse post por mail. É escolha tua, nós só serviremos de meio de publicação.
Rutinha:
Não fiques triste. Também gostamos muito das tuas visitas, assim como adoramos ler o teu diário e ver as tuas criações.
Beijinhos para as duas comentadoras do último post.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 11, 2007

Visita especial

Lanço o desafio da visita nº 20.000, que estará para muito próxima.
Essa visita especial receberá um presentinho das Oficinas RANHA, que já está a ser preparado.
Amigo/a identifica-te, manda-nos os teus dados e um envelope aparecerá em tua casa, para que não te esqueças do nosso cantinho na blogosfera.
Até breve; AnaCristina

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Medos

Até hoje a Alice não tem sido mocita de muitos medos. Chegou a dizer que tinha medo de algumas coisas, mas com um distanciamento afectivo que denotava que se encontrava mais a experimentar afirmações do que sentimentos.
No entanto, ou não fosse próprio da idade, começou a descobrir medos reais nos últimos tempos. Um dos primeiros (ou dos últimos, dependendo da perspectiva), foi o medo da sombra.
Numa manhã de fim-de-semana, enquanto experimentamos diversas brincadeiras uns com os outros na cama, a Alice resolve acender um dos candeeiros e, divertida, olha para os jogos que fazemos na parede, usando a sombra das mãos. Lembra-se de acender o outro candeeiro, e vira-se para ver novamente a parede. De repente, com um olhar de pânico, vê a sua própria sombra, destacando-se, enorme. Começa a gritar que tem medo, agarrando-se a nós. O medo é real, está bem patente na expressão.
Claro que não há truques infalíveis para os ensinar a lidar com estas coisas. Entretanto, a Alice já demonstrou medo de outras coisas, nomeadamente de alguns desenhos animados, mesmo para a idade dela (ai o Pimpão, do dvd da "Escolinha de Música"!). Nessas alturas, o que parecem esperar de nós difere de momento para momento e é estranho. Em algumas ocasiões quer que eu esteja ao seu lado e que altere as circunstâncias do que a amedronta. Em outras, parece querer olhar para o que lhe faz medo, de frente, como quem percebe que conhecer bem o obstáculo, mesmo que de longe ou de mão dada, seja o primeiro passo para o vencer...
Com a sombra, o medo passou inesperada e repentinamente, fins-de-semana mais tarde,
no momento em que percebeu que podia dizer-lhe adeus... literalmente... Ou seja, quando percebeu que a sombra era uma espécie de duplo e soturno ego que, no fundo, não faz mais do que repetir o que lhe ordenamos... e, por isso, responde ao adeus... no quarto, no corredor, na sala, na rua...
A transição de sentimentos foi tão engraçada que não consegui impedir-me de ir a correr buscar a máquina e registar o momento de valentia.
Rita

domingo, dezembro 09, 2007

Quadro do dia

Nós os três na festa de Natal do nosso amigo Tomás, 4 anos.
Um Pai Natal à saída a distribuir congéneres de chocolate (enormes...!) e prendas.
A Alice a arrancar o topo do chapéu do seu Pai Natal à dentada. A Alice, isolada do resto do mundo, a comer quase um terço do boneco.
A Alice, depois de nos entregar o Pai Natal sem cabeça, a requisitar ao de carne e osso o livro de prenda a que pensava ter direito. O Pai Natal humano a fingir-se despercebido, era só para os meninos da escola.
A nossa amiga Inês, irmã do Tomás, do alto dos seus experientes 9 anos, a sentir-se na necessidade de consolar a Alice, fazendo até uma festinha na cabeça: «Deixa lá Alice, eu se receber assim uma prenda daquelas que não gosto muito, depois dou-te, está bem...?».
Rita

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Desabafo dos bons:

Todas as vezes que vou deitá-la (e que costuma ser mais cedo do que foi hoje, mais uma vez caímos na esparrela de pensar que nos irá deixar dormir um pouquito mais amanhã por se deitar mais tarde hoje... não há patranha pior do que esta de que nos convencemos, olhando para o nosso caso... COM ELES ISSO É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUE ACONTECE CONNOSCO, não se esqueçam) penso no bom que será dormir ali, naquela caminha pequenina, enroscadinha nos amigos (eu que dormi com amigos até ao dia em que saí da casa dos meus pais) de todas as noites, ainda para mais agora, com aqueles lençóis de flanela e o edredon das girafas que a avó fez... e a música, a música da caixinha pendurada na grade... ai, ai... seria bom às vezes ser pequenina e levarem-nos ao colo para a cama, e deitarem-nos com beijinhos... e ouvir dizer para dormir um sono grande que amanhã estamos todos juntos para brincarmos muito...
Rita

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Hoje estou cansada

Perdi algures o fato de super mulher (que todas nós temos escondido) e sinto-me cansada. Cansada o suficiente para de repente me esquecer do que fiz de importante na segunda-feira. Cansada por ter que ouvir algumas coisas e ter que manter sempre o ar profissional, sem disparatar, ralhar e não acreditar. Cansada por ter de me sujeitar a outras a que ainda não estou habituada (quererei estar? terei de estar?). Cansada por não ter "tempo" para ela como quereria e como de certeza que merece. Cansada por outros terem esgotado todo o "tempo" que tiveram e que deixaram de merecer. Cansada por não me apetecer tanta coisa por estar cansada.
Mas estou bem porque os dias têm sido produtivos, surpreendentemente agradáveis e até facilmente resolvíveis... Só tenho pena que, algo mais ou menos inevitável quando se chega aos trintas, já faça parte do grupo de pessoas em que se olha para a cara delas e se veja que estão cansadas...
Rita

segunda-feira, dezembro 03, 2007

No banho...

Desde que o João partiu o pulso, a Fera, sabe-se lá porquê, passou a acompanhar-me ao banho. Segue-me (deve perceber perfeitamente que só lhe dou de comer depois) e desafia as leis da gravidade como só os felinos sabem fazer, ao subir para cima do resguardo da banheira... quem não sabe que a Fera pesava até há pouco tempo (antes da dieta) quase oito quilos, não desconfiará da habilidade que isto é...
Como nós, humanos, somos muito dados a exibir as coisas tão giras que os nossos fazem, há muito tempo que queria mostrar isto aqui. Mas a verdade é que a Fera raramente o faz com outras pessoas a tomar banho e eu não costumo levar a máquina comigo para o duche. Parto do princípio que isto é mais uma das coisas que fazem parte da nossa cumplicidade, ela a subir lá para cima e ficar a mirar-me durante o tempo todo em que tomo banho e a descer no momento imediato em que puxo a toalha para me limpar... e gosto mais uma vez, aliás, gosto sempre...
Rita

sábado, dezembro 01, 2007

ONTEM

Estive, mais uma vez de greve.
Em luta pelo direito a manter um nível de vida médio baixo.
Em luta pelas colegas que começam um contracto de seis meses e não sabem o que será da vida delas dentro de seis meses e um dia.
Em luta pelo direito ao reconhecimento de uma profissão onde é necessário ser licenciado mas se recebe como bacharel.
Em luta pelos meus utentes, que têm direito a ser cuidados por pessoas bem integradas, bem tratadas e reconhecidas.
... em luta por muitos outros motivos.
Ontem estive em greve e fiz parte dos 22%, segundo números oficiais, das pessoas descontentes pelas medidas políticas dos últimos anos, em relação aos funcionários públicos.
Ontem estive em greve e mais uma vez vi o quão mentirosos podem ser os números oficiais.
Ontem estive em greve num dia tão atarefado que nem deu para vir aqui.
Mas estou cá hoje.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 28, 2007

Em casa, com ela doente

Os períodos mais longos (três dias, uma semana) com a Alice em casa, doente, têm variado com o tempo, à medida que ela cresce.
Já não é mais a bebé que dorme a grande maioria do dia na sua caminha e quartinho. Agora, os nossos dias juntas, com ela doente, são feitos de muita coisa. Alguma brincadeira, alguma leitura, alguns jogos - entretenimentos que duram pouco tempo cada um e sucedem-se a uma velocidade difícil de satisfazer. Remédios tomados à colher. Muito tempo deitada no sofá, ou aninhada no meu colo, comigo sentada no sofá. Muito mimo, mãos entrelaçadas, beijinhos, festinhas, dependência, interdependência. Provavelmente algum cansaço uma da outra no final de um dia.
No entanto, estes períodos continuam a deixar a mesma marca, daquelas indeléveis e intimamente dolorosas. No dia em que tenho de sair da nossa reclusão e deixá-la, na melhor das hipóteses na escola, na pior delas, em casa com o pai ou com os avós, vou trabalhar de coração domiciliado, com nó na garganta e ruga na testa, uma imensa saudade, uma imensurável falta, um sentimento quase orgânico. É já amanhã, eu vou, ela ainda fica.
Rita

terça-feira, novembro 27, 2007

Verde...

Sabem aqueles momentos que ficamos a saber algo que se passa à distância, mas não tão distante assim, que nos faz ficar verde de raiva e saber que arriscamos azedar todo um serão...?! Grrrrrr!!!!!!!!!
Rita

segunda-feira, novembro 26, 2007

Frio

Por cá, o tempo do frio chegou mesmo...
E sabemo-lo porque:
- começa a apetecer a camisola interior a tapar o final das costas;
- entrámos na casa dos meus pais e achámo-la mais gelada do que a rua;
- durante o tempo que estivemos na casa dos meus pais pensámos mais do que uma vez como é que tínhamos conseguido ali sobreviver durante tantos anos;
- quando saímos da casa dos meus pais, concluímos pela sabe-se lá quanta vez, que era a casa mais fria que conhecíamos;
- já tive necessidade de, em momentos mais calmos cá por casa, vestir um robe por cima do polar que tinha por cima da t-shirt;
... e, principal e infelizmente, porque a Alice já está novamente doente, cheia de tosse e com febre, em casa.
Rita

sábado, novembro 24, 2007

Sugestão

Ouvimos falar pela primeira vez na "Kid to Kid" há uns meses, mas a verdade é que ainda não tínhamos tido oportunidade de a conhecer ao vivo. Hoje lá fomos e voltámos com as mãos cheias de coisas e a cabeça com a certeza absoluta de ser um projecto útil e que se recomenda.
A "Kid to Kid" é um loja com alguns (poucos...) pontos de venda em Portugal, que vende artigos para criança em segunda mão. Os artigos estão em boas condições e os preços são bastante (bastante mesmo!*) módicos. Encontra-se todo o tipo de marcas e todo o tipo de produtos: roupa, sapatos, carrinhos para bebé, brinquedos, cadeiras auto, banheiras, roupa de grávida... até uma bicicleta cor de rosa da Barbie que a Alice fez questão de que caísse para cima de si quando, à sucapa, a tentava montar...
Claro que, assim como vende, compra a quem tiver em excesso nas suas casas e não saiba o que fazer com o tanto que as crianças parecem exigir, principalmente nos primeiros anos de vida.

Numa altura em que o nosso Presidente começa a interrogar-se sobre a baixa de natalidade no país, e acreditando que as cabeças pensantes que nos regem demorarão algum tempo a permitir-se debruçar-se sobre as questões que isso levanta (será porque não se tem suficientes apoios para investir na paternidade? será que é porque se recebe menos de IRS quando se é um casal? será que é porque os preços só aumentam quando os salários parecem estar numa constante diminuição? será que é porque não há creches do Estado? enfim, será tudo isto e ainda mais?? Ná...), este blog surge assim na vanguarda de quem precisa... porque afinal somos todos nós... e deixa aqui uma sugestão útil para as poupanças de cada um (e para o Natal que se aproxima, porque não?)...
Rita
*por módicos significa que paguei bem menos do que 10 euros por cada peça de roupa que trouxe, inclusivamente vestidos da marca Clayeux e calças jardineiras

sexta-feira, novembro 23, 2007

...

Numa quase repetição deste post, constato que tenho andado pouco interventiva neste espaço. A inspiração para a escrita tem-se esgotado nos trabalhos escritos, e com as pesquisas para a tese. O desânimo para deixar aqui umas palavras vai-se com as desilusões com o projecto. Se a tese é como um filho, até para este está difícil engravidar.

E mais uma vez prometo fazer um esforço para voltar com maior dedicação, apesar das limitações. Espero em breve poder lançar um desafio.
Ana Cristina

quinta-feira, novembro 22, 2007

O que é tradicional é bom...


O bilboque ou lá como raio se chama, foi trazido de uma FIA. O equilibrista foi oferecido à Alice pelo meu pai, não faço ideia de onde vem. O carrinho foi uma aquisição da minha mãe nesta última Festa do Avante.
Lembro-me do Miguel dizer que a mãe dele gostava de dar brinquedos tradicionais, de madeira e toscos, como prenda de aniversário. Lembro-me até dele ter a ideia que os miúdos até preferiam, dada a invulgaridade.
A mim, continuam a fascinar-me. Talvez um miúdo ache mais giro ter um carrinho para os seus bonecos feito de plástico e semelhante ao seu... eu gosto que a Alice tenha este e a verdade é que tem tido grande sucesso na miudagem que vem cá a casa.
Quanto ao equilibrista, ou ginasta, ou como quer que lhe queiramos chamar, não tenho qualquer dúvida sobre como a irá divertir, porque eu mesma me recordo de ficar imenso tempo diante de um parecido. E sei que o bilboque também não nos irá desiludir, é um entretenimento para todas as idades (incluindo a nossa, a dela e todas as intermédias... pelo menos).
Acho que, mesmo que não tivesse filhos, iria ter alguns destes brinquedos, os tradicionais, de madeira e um pouco toscos, que um pouco por todo o lado ainda se encontram nas feiras portuguesas... são lindos... talvez não aprovados pela União Europeia ou pela ASAE, mas lindos...
Rita

domingo, novembro 18, 2007

Barro

Há umas semanas fomos fazer um atelier de barro.
Encontrei o Espaço Azul na Agenda Cultural de Lisboa, quando pesquisava por actividades para a levar a fazer. O barro pareceu-me interessante e lá rumámos à baixa lisboeta num dos últimos Domingos.
A Alice era a mais nova de todos os meninos presentes e aprendemos que a experiência com ela é isso mesmo, uma experiência. Aos dois anos, uma miúda não vai fazer nada com os pedaços de barro que lhe entreguemos, só mexer, apalpar, calcar, esticar, dividir. E mesmo assim, é muito engraçada a observação do contacto que faz com o material, a forma como se surpreende, como começa a tocar com um dedo e sai de lá com as duas mãos todas sujas.
Saímos satisfeitos por descobrir coisas importantes. Que, para não causar resistências futuras, não se insiste com uma criança quando esta se cansa de um material, mesmo que só o esteja a experimentar há quinze minutos. Que existe beleza no toque de uma coisa diferente, mesmo que não seja com o objectivo de dali criar algo - é algo que esquecemos e tornamos a lembrar com os miúdos. Que o pai tem muito mais jeito do que alarda e que das suas mãos saem coisas muito giras. Atelier de barro, aprendizagem em família.
Rita

sexta-feira, novembro 16, 2007

quarta-feira, novembro 14, 2007

Depois das pinturas

Os livros aguardam, num local que não serve habitualmente de estante, um armário novo. A estante anterior serviu para subir umas prateleiras às outras, porque o numero de livros continua a crescer e à contagem anterior já se acrescentou mais uma mão cheia.

A escolha do armário/estante torna-se urgente. É que, cá em casa cozinha-se pouco, mas não tarda a cheirarem a refogado...

Ana Cristina

terça-feira, novembro 13, 2007

Já há muito tempo que começámos o dito treino para deixar as fraldas... Mesmo sem stressar muito com o assunto, achei que fosse ser mais fácil... quer dizer, achei que as coisas acontecessem todas naturalmente e nos últimos tempos tenho pensado que devia, sem emprestar muitas expectativas ao procedimento, empenhar-me mais...
Balanços do "até agora" que me venham assim à cabeça de repente: já tivemos (pais e filha) direito a uns xixis pelo chão; estamos apaixonadas (mãe e filha) pelas cuecas minúsculas e gostamos (filha) de as usar sempre, mesmo que por cima da roupa ou na cabeça; pomos (mãe e filha) várias vezes por dia os bonecos no bacio minúsculo que herdámos (filha, da mãe e da tia); já nos ouvimos dizer (pai e mãe) que comprávamos aqueles três pacotes de fraldas e que não devíamos comprar mais (os pacotes cujo resto está lá dentro no armário, quase no fim)...
Das histórias várias para contar, a melhor foi a de ontem, quando a Alice se lembrou de se querer sentar cinco (!) vezes seguidas (!) no redutor da sanita para fazer cocó... e fê-lo, de todas as ditas cinco vezes!!!!!! (satisfeitíssima a sair para o chão, depois de limpinha, para olhar a sua obra e a seguir dizer: quelo mais...)
Rita

domingo, novembro 11, 2007

Rotinas

Cá em casa os fins de semana são dias de organizar máquinas de roupa. O processo implica toda a multiplicidade de variados jogos que imaginar se possa desde que envolvam o cesto da roupa suja, os alguidares e peças de vestuário espalhadas por todo o lado...
Rita

sábado, novembro 10, 2007

Desencontros... e encontros

Então não é que hoje, passadas três semanas desde o momento em que a utilizámos pela última vez e duas desde a altura em que a pensámos perdida (demorámos um tempo a perceber porque julgávamo-la numa outra casa), reencontrámos a nossa máquina fotográfica?! No fundo, bem no fundinho da mochila anexa à Alice, onde sempre pensámos que a tínhamos guardado, lá estava ela, à espera de uma mão mais expedita que ali a procurasse, ali precisamente naquele fundo... Será que o "anjinho das coisas perdidas" cá de casa andou a tirar fotografias com ela...?!
Rita

quinta-feira, novembro 08, 2007

A minha ou nossa caixa, ainda não percebi...


Gosto de caixas - de todas, até das de cartão - por aquilo que representam, porque lá dentro se pode guardar tudo, todos os segredos, todos os mistérios...
Gosto de caixas de lata pelo toque que têm, o barulho típico que fazem, porque me trazem à lembrança bolachas e o antigamente...
Gosto destas porque são todas absolutamente maravilhosas, em todos os seus ângulos e linhas rectas e cores e desenhos, todas absoluta e completamente perfeitas (*)...
Gosto especialmente desta porque é a da Alice, da "minha Alice", da Alice que é muito minha. Sem lhe pedir autorização peguei-lhe, sem me pedir autorização ela colou-se-me às mãos... e tive de a trazer.
Rita
(*) e caras, mas isso nem sempre pode contar...