quinta-feira, março 13, 2008

Para fora, cá dentro

Muito perto, mais ou menos uma hora de carro, numa cidade com nome de vila...
Foi um passeio cultural, com direito a três museus, uma exposição de arte sacra e a uma mostra ao vivo de azulejoaria. Pistas... os azulejos estão na estação de comboios, os museus são o do Neo-realismo, o Museu Municipal e a Casa Museu Mário Coelho (um toureiro famoso). Vila Franca de Xira, uma cidade com personalidade onde se respira tradição ribatejana.
Não foi a primeira vez que lá fui mas desta foi mesmo como turista, de máquina em punho e em forma de visita de estudo. Gostei de tudo, do programa, do almoço, da bebida na explanada, do grupinho (e ainda bem que eles nos convidaram). Adorei o facto dos museus serem todos gratuitos.
O Museu do Neo-realismo lembrou-me, mais uma vez, aquilo que eu penso da arte como forma de transmissão de mensagem e de conhecimento. A luta através da expressão artística, que em Portugal representou "um dos mais importantes movimentos culturais que o nosso País conheceu ao longo do séc. XX". "Se outro valor não tivesse, o ímpeto de liberdade que subjaz a toda a criatividade neo-realista chegaria para fazer deste movimento um marco decisivo da nossa memória colectiva mais recente." in Museo do Neo-realismo de VFX
Foi um dia muito bem passado.
Amanhã rumamos para terras de além-Tejo...

Ana Cristina

quarta-feira, março 12, 2008

Cá nas casas, uma vez por semana ...

Esta balalaica ou balalaika (parece que se pode escrever das duas formas) está mesmo à entrada da sala, na companhia de uns cd´s. Fazem um cantinho musical...
Parece-me que foi o pai que a trouxe da URSS, e quando me mudei trouxe-a comigo. Não sei dizer porquê mas faz parte dos objectos que gosto de ter por perto.
Inaugura a rúbrica do "once a week" da minha casa.
Ana Cristina

terça-feira, março 11, 2008

Cineminha ...

"Este país não é para velhos" é um filme que merece ficar para a história do bom cinema americano. O enredo prende-nos à tela. Desenrola-se num mundo completamente diferente da nossa realidade, tanto que quase parece outro, numa época distante no máximo de 30 anos, mas que parece de um século distante. Começa com o narrador a dizer-nos o quanto se sente impossibilitado de entender determinada violência. Continua com uma violência por motivos económicos misturada com outra sem razão de ser. Acaba como começa, sem um fim...
Gostei tanto que se classificasse os filmes numa daquelas rubricas de jornal onde se põem umas estrelas de 1 a 5, daria 5.
Fiquei com muita vontade de ler o livro...
Fica a referência bibliográfica, para quem estiver interessado.


Este País Não É para Velhos.
Cormac McCarthy
1.ª edição, Outubro de 2007, 231 pp.
Lisboa: Relógio D’Água,
(tradução de Paulo Faria; obra original: No Country for Old Men, 2005).
Ana Cristina

segunda-feira, março 10, 2008

Puzzles

Quando a Alice fez dois anos, a Tia Sofia, que diz não perceber nada dessas coisas mas ainda não está é treinada o suficiente, ofereceu-lhe um puzzle para "+ de 3".
Durante muito tempo o jogo esteve guardado no armário, mas de há uns tempos para cá que a Alice o descobriu e têmo-lo feito quase todas as noites. Obviamente, ainda não o consegue fazer sozinha, mas as suas capacidades têm aumentado gradualmente, não só a nível motor (já vai percebendo a dinâmica e encaixa cada vez melhor as peças umas nas outras) como no tocante à observação e percepção da imagem. Tento trabalhar o raciocínio com ela («Estás a ver aqui no desenho as alfaces deste lado e os tomates ao lado? Agora temos que procurar os tomates, estás a ver, para pôr aqui...») e é emocionante ver os avanços na aprendizagem.
A próxima coisa a trazer da casa dos meus pais são uns puzzles de cubos antigos que para lá andam a aguardar pelo retorno de muitos fins de tarde divertidos...!


Rita

sexta-feira, março 07, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 1

Gosto do colorido que há na minha casa.
Alguém disse uma vez algo como que gostava das casas "cantinas mariachi" e é isso que eu sinto em algumas ocasiões. A minha mania de viver num mundo colorido vem de trás, desde há muitos anos, de quando isso não era moda, quando comecei a vestir calças e saias às flores e, talvez ao mesmo tempo, decidi que as louças da minha casa (quando as comprasse, ainda estava longe de sonhar em ter uma casa) iam ser de todas as cores, por causa do efeito que isso faria quando olhasse para os armários... Apercebi-me muito cedo que a mim, era o branco que me cansava e recordo-me da primeira vez que descobri maravilhada numa revista um frigorífico retro, amarelo, porque detestava ter de me vincular ao branco que se usava.
Bem, o que é certo é que, nesta minha casa dos anos 30 (fica para outro post a explicação do meu fascínio pelo antigo, "as velharias", como lhe chama a minha mãe), existem ombreiras e rodapés e portadas e bandeiras e portas divinais e, quando descobrimos que não conseguiríamos tornar a ver a cor da madeira em todas elas, optámos pela cor. O mais possível. E eu gosto, gosto tanto de me deitar em alguns cantos, mesmo no chão, e ficar a olhar lá para cima, para a forma como aí o colorido se conjuga.
Esta fotografia é tirada no meu quarto e corresponde a um canto para onde olho apaixonadamente de vez em quando, só porque gosto dos dois tons de azul. Já há muito tempo que pensava se deveria partilhar e, como resolvi aderir à nova "rubrica" da Rute, voilá, só para vocês, o meu cantinho azul.
Rita

quinta-feira, março 06, 2008

Um dia bom

Estou numa formação.
É bom afastar-me do local de trabalho e estar a trabalhar na mesma, sob outro prisma. É bom repensar o meu ser profissional e voltar a ter a certeza que estou no lugar certo, que preciso aprender muita coisa mas que fundamentalmente tenho o mais importante, a sensibilidade, o talento, o interesse, a vontade. É bom sentirmo-nos bons outra vez. Depois de tantos dias, até meses de dúvidas, fiquei cheia de vontade de voltar a agarrar-me e a ser agarrada pelo trabalho, de dar de mim mas também receber.
Hoje foi, definitivamente, um dia bom.
Rita

quarta-feira, março 05, 2008

Recordações recuperadas 2

De vez em quando vai-se ao sotão, amontoado de recordações e de lixo, tudo com quase o mesmo tratamento e traz-se para baixo uma lembrança. Tenta-se recupera-la, dar-lhe um toque pessoal e mais moderno. Por vezes consegue-se...

O "boneco do baloiço" foi uma oferta da Tia A. Trazido de França, era um conjunto de menino simpático que ria às gargalhadas quando estava divertido, e um baloiço moderno que foi as delícias também das amigas que iam lá a casa. Não teve tratamento diferenciado, nem foi o boneco preferido mas sempre ocupou um cantinho especial e quando o baloiço foi perdendo qualidades (que é como quem diz, se partiu) a mãe fez o que pode por ele. Resistiu às nossas mãos pouco destruidoras mas muito brincalhonas, e estava na arrecadação sem a atenção que merece. Há uns tempos sofreu uma remodelação e seguiu para casa da Alice. O menino continua de cara simpática mas vê-se que já está quase casa dos trinta. Suspeita-se mesmo que houve quem o tentasse remodelar e tivesse começado pelas pestanas... O baloiço talvez ainda vá a tempo de encantar alguma menina.

Ver mais fotos aqui: 1, 2, 3, 4

(continua)
Ana Cristina

terça-feira, março 04, 2008

Recordações recuperadas 1


Na casa dos nossos pais ainda há muita coisa nossa... não falo de tudo o que, nomeadamente eu, ainda tenho por trazer... falo de tudo o que faz parte da nossa infância e preservámos até chegar ao hoje.
Sempre me lembro da minha mãe nos estimular a cuidar das coisas. Pensando bem, fazendo valer a regra de que muito se aprende por imitação, a minha mãe sempre foi um excelente exemplo para nós. Os livros rasgados ou descolados eram carinhosamente reparados. As caras dos bonecos das prateleiras eram sujeitas a uma espécie de "remaquilhagem" por causa do descoramento (?) que a luz do Sol provocava. De longe em longe (uma vez por ano?!), com muito carinho, todas as roupas dos bonecos eram lavadas, arranjadas, passadas a ferro. Os próprios bonecos estavam sempre bonitos, bem penteados... e não era porque não pudessemos brincar com eles e sim porque havia sempre uma espécie de conversa prévia antes da arrumação («Não lhe queres escolher um vestido bonito, para ela ir para a prateleira?»).
Graças à paciência e carinho da minha mãe, a Alice tem hoje um verdadeiro tesouro lá em casa. Não se tratam de antiguidades, mas de recordações muito importantes e amorosas para nós, significativas para o que somos hoje.
E, por esse motivo, de vez em quando trazem-se cá para casa livros como estes...
(continua)
Rita

segunda-feira, março 03, 2008

Uma semana difícil

Já por vezes me queixei de estar com muito trabalho... mas a semana e meia que passou bateu todos os records dos últimos anos... deu para nunca saber a que horas chegava a casa, para nunca saber quando voltaria, para muitas horas ao computador, para deixar tudo para o João, para voltas a mais de carro, para gastar muitas energias, para quase não ir buscar a Alice, para falar com muitas pessoas, para estar mais ansiosa, para me constipar, para arranjar uma dor nas costas que até me doía a andar e a elevar os braços... só não deu para chorar de desespero com o cansaço porque estive sempre muito bem acompanhada e isso, só por si, já foi muito bom.
Tenho quase a certeza que a Alice se ressentiu da minha desequilibrada ausência, pois foi a primeira vez em dois anos e sete meses que o seu padrão de sono (deitar-se cerca das 21h00 sozinha na sua cama e quartinho, adormecer sozinha de forma serena e sozinha dormir sem sobressaltos até de manhã) se alterou e começou a acordar algumas horas depois de se deitar a choramingar, a chamar por nós e a dizer que não queria ficar sozinha.
Foi de tal forma que na sexta-feira, quando a principal onda de trabalho (o maremoto, mesmo) se acalmou, disse-lhe que lhe queria explicar porque é que não tinha estado e ela começou a desconversar. Perguntei-lhe: «Não queres que a mãe te explique do trabalho dela?». E ela respondeu de forma agressiva: «Não!». Mas aceitou as explicações, mais tarde, e deu muitos pulos de alegria quando disse que no dia seguinte ninguém ia nem trabalhar nem para a escola.
E eu adormeci no sofá às 22h00, nem me lembro de ter caminhado até à cama, dormi até às 9h00, fiz 45 minutos de intervalo e voltei para a cama, para acordar às 11h00. Toma!
Rita

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Nestes últimos dias

Entre o trabalho urgente, os turnos e o desenvolvimento do projecto de investigação nem tivemos tempo de festejar o aniversário o nosso filho-gato. Pois é, o Pilas fez cinco anos e recebeu uma noite de festas e brincadeiras. Este ano sem presentes, nem fotos, tudo em família... (mostro uma foto antiga)

Ana Cristina

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Aqueles ...

Foi no sábado que o “Guia Prático: Cuidar o bebé na primeiro ano da vida” foi entregue aos primeiros utentes do curso. Uma experiência interessante, onde participei quer como autora do Guia, quer como ilustradora, quer como formadora. A ANAFS e o ISLA aceitaram a nossa proposta, promoveram a formação e eu e a A pusemos em prática uma ideia que nos perseguia. O grupo foi simpático e o ambiente informal. Saimos contentes, nós e eles.
Vai ser bom poder repetir.
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Não posso dizer que o dia tenha corrido mal... mas não gosto quando acontece alguma coisa que me deixa frustrada, sem saber o que pensar, o que querer... não quero o grupo pelo grupo, mas não dá para pensar no individual quando se vive e precisa do grupo... quero a minha postura, as minhas ideias, mas não quero ser prejudicada por elas ou ser colocada numa prateleira que não gosto e onde não me incluo... faz-me falta, nestas alturas, a liberdade de outrora, de escolher à vontade, de pensar à vontade, de me excluir e incluir à vontade, de viver à vontade, sem oscilar entre o viver e o sobreviver... às vezes não queria isto, queria outra coisa que não sei o quê... e às vezes queria isto como era antes... mas já não dá para voltar atrás, já sou o que sou agora e ainda não sou o que quer que tente aprender a ser para o futuro...
Hoje o dia correu mais ou menos.

Rita

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Foi desta...

... que entregámos o presente da nossa visitante nº 20.000. Uma agenda, que pelo adiantado do ano poderia ser do próximo, e uma carteirinha a fazer conjunto.
Beijinhos D., gostamos muito de te ter como visitante assídua neste nosso cantinho, e esperamos que tenhas gostado.

Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Palermices


Às vezes gostava de ter uma cauda. E já agora, uma bem comprida, à Marsupilami, daquelas que desse para fazer mil e um malabarismos, inclusivamente pendurarmo-nos por ela nas árvores e saltar tipo mola.
Olho para a minha gata e não consigo deixar de pensar que, nem que fosse por um dia da minha vida, gostava de experimentar ter uma cauda que eu pudesse, sabe-se lá como, articular até à pontinha... qual será a sensação de ter uma espécie de membro ondulante que, para além da beleza e elegância inerente ao movimento que faz, não serve bem para grande coisa...?!
Acho que esta minha mania (palermice, lá está!), bem conhecida já dos que me acompanham há muito tempo, vem de uns bonecos (leia-se desenhos animados) que havia quando eu era pequena. Tenho a vaga ideia que consistiam em humanos, bastante simpáticos e garbosos por sinal... e com cauda. Comprida. E, já agora, roupa adaptada.
Pronto, já disse.
Rita

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Quadro do dia de ontem

Almoço com colegas no restaurante de tantas segundas-feiras. Bacalhau cozido com batatas e grão. Alguém, a certa altura: «O grão está muito bom, mas o bacalhau parece que não me sabe tão bem como é costume.» Outro alguém concorda e logo diz alto, para trás do balcão onde se vê o dono: «Sr. Aníbal, este bacalhau hoje não está tão salgado, deve ter ficado muito tempo a demolhar...». Resposta do Sr. Aníbal: «Ná, esse é o do congelado, por causa da ASAE.»
Pois é. Ao que nos explicaram, parece que não é permitido agora comprar bacalhau num dia e servir no dia seguinte. Tem que ser consumido no dia da compra. Ora como o bom português sabe, não é possível comprar bacalhau, demolhá-lo, cozinhá-lo e comê-lo no próprio dia... por isso, recorre-se ao demolhado, ultracongelado...
E as castanhas?! Já alguém reparou que as castanhas assadas vendidas na rua já não são embrulhadas nas páginas amarelas?! Agora tem de ser um papel próprio, todo branco... Regra da ASAE... Só me resta falar na pena que tenho que os meus filhos não venham a perceber aquele capítulo do "Lote 12 2º frente" da Alice Vieira: "Embrulhou-me as castanhas numa folha de jornal - coisa que aflige muito a minha mãe, que diz que aquilo é uma falta de higiene e suja as mãos todas, mas que me diverte quando começo a ler tudo o que lá vem e a imaginar o que lá falta."

O que virá a ser de nós...?!
Rita

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Palila Palula

Leio este post e rio-me a pensar na quantidade de vezes que a Alice inventa uma linguagem muito própria para brincar connosco...
Ela já sabe muitas coisas sobre ela, mas não é de todo estranho ouvi-la responder de forma inventada a algumas questões. Primeiro trocava propositadamente as informações, à semelhança de uma brincadeira nossa em que usamos os protagonistas de determinadas músicas para outras músicas com diferentes protagonistas. Depois, apercebeu-se da possibilidade de inventar e criou uma resposta generalizada para o que não lhe apetecia responder. «Como se chama o pai?», e ela, de sorriso safado: «Palila Palula». A Palila Palula passou a caber em todos os lugares, circunstâncias, nomes e objectivos e talvez ainda mais desde que começou a ser expressão quotidiana, a arrancar sorrisos previsíveis e inevitáveis.
Neste fim de semana tentei que ela me cantasse a música que, pelo que sei, todos os dias é cantada na creche. «Alice, ensina-me a canção do "Bom Dia" que cantas na escola...» E ela, logo, de sorriso safado: «La la la la. Bom Dia. Já está». Em resumo, já "goza" comigo, a minha filha.
Rita

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Carnaval II

Nos bons velhos tempos do Carnaval tinhamos três dias de folia. Ao Domingo íamos vestidas a rigor ao centro comercial, víamos um cineminha e como era carnaval ninguém levava a mal as cabeleiras ocuparem tanto espaço. Na segunda à noite não perdiamos o baile dos Bombeiros ou da Igreja, o que houvesse. E na terça lá rumavamos para uma qualquer terra de festejos carnavalescos.
Na altura eramos 3 (nós e a Tina, amiga para todas as ocasiões), acampavamos lá em casa ou mais tarde aqui na mansão Cristina-Ranha e arrastavamos connosco um grande grupo que foi mudando com o tempo. Houve mesmo tempos em que os maridinhos entraram na brincadeira e fizeram figuras apalhaçadas (e se quiserem negar nós temos provas irrefutáveis).

Não perdiamos a folia carnavalesca mas de algum tempo para cá temos deixado passar os dias sem os aproveitar.

Este ano fomos a casa de uns amigos em trajes apalhaçados com um pequena capuchinho vermelho...

Para o ano será melhor.

Ana Cristina

Carnaval

Este ano tentámos voltar a brincar ao Carnaval mas, no rescaldo da vaga de doenças que assolou esta casa, para alguns de nós ainda foi pouco:

Pelo menos tendo em conta o fulgor de outros tempos...
Rita

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Telegráfico

Perdão pela ausência stop. Filha com escarlatina últimos dias stop. Mãe com amigdalite devido escarlatina da filha stop. Gata com nova infecção urinária sem nada a ver stop. Cansaço familiar stop. Necessária paragem do computador stop. De volta stop.
Rita