domingo, janeiro 13, 2008

Será que podemos achar que é daquelas magias incompreensíveis que de vez em quando acontecem o facto de termos um torcicolo no dia a seguinte a termos contabilizado mentalmente o tempo que passou desde o último torcicolo...?! Ou será daquelas meras ironais ridículas da vida...?!
Rita

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Regresso ao passado

Um colega levou para o trabalho dois livros da famosa colecção Vampiro e, dada a minha curiosidade por nunca ter lido estes, emprestou-mos.
Agora, cada vez que olho para eles, viajo até ao passado... o pessoal trintão terá todo esta mesma recordação, de se colar horas a fio aos livros policiais do Sherlock Holmes (os meus preferidos), da Agatha Christie, do Perry Mason...?!
Rita

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Tá visto...

O Pilas e a Alice são, defenitivamente, família.
As bolas da árvore de Natal foram descobertas no dia dos Reis. Caixas é com ele...
Claro que não pede para a gente puxar pelas pantufas, mas que raio, ele é um gato.
Ana Cristina

Ainda das festas 3

Acho que a Alice gostou mais de desmanchar a árvore de Natal na passada segunda-feira, do que de montá-la... saltitou à minha volta, fez perguntas intermináveis (que agora são o seu hábito constante), brincou com os enfeites e, o maior dos sucessos, descobriu a caixa da árvore... seguindo a sua iniciativa, decidiu meter-se lá dentro repetidamente e gritar: «Mãe, tou pêja! Ajuda a Alice! Puxa as pantufas!!!!»
E pergunto-me eu: pessoal, para quê os legos, os bebés carecas, os conjuntos de panelas, os serviços de chá, os quadros de desenho... quando o que faz a moça feliz é tão pura e simplesmente uma caixa de cartão...?!
Rita

É verdade: a Fera parece apresentar ligeiras melhoras mas, como em tudo, é preciso dar tempo ao antibiótico para actuar devidamente... de qualquer forma, temos conseguido dar-lhe a medicação... continuarei a dar notícias... como de tanto pensar nela dormi pouco esta noite, estou completamente de rastos... o sofá espera-me...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Família doente

Cá em casa, quando um está doente, estamos todos.
A Fera está com a terceira infecção urinária da sua vida e, apesar de nós sermos mais experientes e nos podermos aperceber disso mais depressa, também a situação dela evoluiu mais rapidamente. Como hoje de manhã não conseguimos dar-lhe a medicação (ela fez uma autêntica revolução e deitou antibiótico, anti-inflamatório e relaxante das vias urinárias tudo fora), levámo-la no final da tarde à veterinária e foi o que fizemos de melhor... estava incontinente, urinava com sangue e estava provavelmente cheia de dores...
Claro que, neste contexto, ficámos em stress e depressa os restantes males passaram a superficiais, a dor de cabeça que hoje me fazia companhia passou e a Alice começou a ficar insuportável.
Agora, algum tempo depois, banhos e jantares tomados, tratamentos feitos, lida a história antes de dormir, as próximas horas já projectadas, chega o momento de respirar fundo.
Amanhã será um outro dia.
Rita

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ainda das festas 2

A fotografia não está muito boa, mas esta foi uma das prendas de Natal que este ano a Alice ajudou a fazer e que ofereceu no seu nome. As avós ganharam aventais, os avôs foram presenteados com tapetes para o rato (com quadras dirigidas a eles e uma pesada da neta) e os tios receberam calendários para o ano 2008.
O Natal ganhou um significado muito especial desde que, há cerca de três anos, as Oficinas começaram a fazer quase todas as prendas. Sempre adorei a época mas a partir daí foi como se tivessemos encontrado a verdadeira essência da festividade: a comemoração do amor por alguém representado num presente especial, pensado e construído com muito carinho, com muita... não sei se se pode dizer mas o termo que me surge é "pessoalidade"...

Por esse motivo, desejei introduzir a Alice nesse sentimento... a excitação que envolve todo o processo de pensar numa coisa especificamente para alguém... o prazer fascinante de vê-la abrir o seu presente...

Rita

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Ainda das festas 1...

Entende-se, vá-se lá saber porquê, que o Natal é época de Circo. E nós, como tivemos bilhetes oferecidos no emprego, levámos a Alice pela primeira vez. Uma semana e meia mais tarde, como uma amiga arranjou novos bilhetes, avançámos novamente.
O primeiro circo era o Walter Dias. Quem já tenha visualizado o logotipo (as letras tal e qual as da marca e assinatura de Walt Disney), percebe que o dito é fraquito e que se rege um tanto ou quanto pela imitação dos de melhor gama. O segundo foi o Circo Moscovo, do tipo dos que são imitados, de tal forma que, sendo o grupo de amigos mais ou menos o mesmo, por diversas vezes nos rimos uns para os outros e segredámos: «isto é como no outro mas em bom...».
A Alice portou-se lindamente e gostou. Ficou excitadíssima com os animais, as acrobacias não lhe disseram muito, mas ao contrário do que eu esperaria, esteve atentamente a seguir o ilusionismo e fez-lhe muita confusão os desaparecimentos... «A outra menina, mãe, onde está?»
Quanto a mim, sou suspeita para falar. Adoro circo, desde miúda. Sou sensível a tudo: aos chapitôs coloridos, às fatiotas cheias de brilhantes pirosos, aos nomes inimagináveis (quem me conhece sabe que eu seria Isolette, o meu preferido), aos tiques das partenaires, ao próprio termo par-te-nai-re, às expressões batidas de quase todos os circos (os conselhos para não repetirmos as actuações em casa, os pedidos de silêncio para a execução dos exercícios mais difíceis, a inflexão da voz quando estes resultam bem).
Talvez a única dualidade na minha postura seja em relação aos animais, principalmente os de grande porte, os selvagens. Fascinam-me, desejo vê-los, tal e qual como quando era garota e queria ansiosamente passar ao redor das jaulas dos que assentavam lá no Cacém. No momento da exibição, prescruto-lhes o tamanho, o peso, o pêlo, a cumplicidade com os tratadores, para ter uma noção do cuidado a que são votados. Sei que vivem em espaços exíguos para o tamanho que alguns têm e a ideia perturba-me. Queria que fossem felizes, mas sei que muitas vezes não o são. Os animais do circo são animais de trabalho... como outros em que não pensamos, tipo os cavalos para equitação, passeios de férias e uso da polícia. Sim, na sua essência, os cavalos também são animais selvagens, sem estribos, sela e esporas.
Como no outro dia me diziam em conversa, as pessoas podem ir-se embora, os animais não escolhem. É verdade... será...? Será assim tão fácil, nesta nossa realidade, uma criança crescida no ambiente, com um insucesso escolar grotesco devido ao nomadismo, com toda a família artista de circo, sair dali, virar costas, escolher ser professor, enfermeiro, caixa de supermercado, empregado de balcão...?! Não serão as pessoas também aprisionadas ao chapitô...?!
Não me importo de ver um circo sem animais, mas o que eu queria mesmo era que o circo fosse um espectáculo valorizado e rico, como em outros países. Talvez não fossem necessários os animais para me fascinar, talvez bastassem artistas letrados, estudiosos, formados, que pudessem verdadeiramente ter escolhido estar ali e não em outro lugar. Artistas e não sobreviventes.

Rita

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Está a terminar mais uma época natalícia.

Este ano foi diferente dos anteriores pela impossibilidade de ir a Viana, porque o trabalho não perdoou e foi necessário ser Sr.ª Enfermeira e Sr. Técnico da Informática na véspera e dia de Natal, mas também porque sentimos na alma a falta da tia A e da avó J (no ano passado a falta da avó era tão recente e estávamos tão anestesiados com a doença da tia que doeu de uma forma diferente). Não estivemos com os tios e as primas, e até mudámos os hábitos de certo casal que se recusou a cumprir com as tradições familiares porque “os de Lisboa” não podiam ir comer os bolinhos de bacalhau e os panadinhos de polvo como de costume. Estivemos com a “outra família”, numa casa que não conhecíamos mas onde nos sentimos muito bem recebidos.


O pinheirinho ainda tem os presentes que recebemos, e os que serão entregues no próximo fim-de-semana à laia de Reis Magos.

Desta vez foram muito poucos os presentinhos criados pelas Oficinas - uma responsabilidade da minha falta de tempo - mas recebi dois dos mais belos e inesperados presentes de sempre (sem desprimor de todos os outros). O Calendário 2008 da Alice para os Tios e o Desenho do Ricardo. O Calendário está povoado de fotografias da Alice sozinha ou com os tios e, com outros presentes deste ano, iniciou-a nas Oficinas. O Desenho do Ricardo é uma obra linda. Retrata-me a mim a ao F, com o Pilas e tudo, aqui pelas bandas do Cacém-city. Tem lá tudo: os meus olhos verdes, os óculos do F (aliás ele está igualzinho). Fico sem palavras quando olho para este retrato. Obrigada Rita. Obrigada Ricardo, nem imaginas o quanto honrada estou de ter uma obra tua. Aliás, todos os teus trabalhos são maravilhosos. Quando estiver na parede eu mostro, está bem?
O post já vai longo e desejo a todas as nossas visitas um óptimo ano de 2008.

Beijinhos da Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Caneco... tinha dito a mim mesma que, como resolução deste novo ano, iria tentar ser mais assídua deste nosso blogue... mas a viagem inopinada de uma fotografia para a reciclagem e uma conversa longa inesperada fizeram-me esquecer do que tinha para dizer... venho cá para marcar presença...
Rita

terça-feira, janeiro 01, 2008

A todos, um grande ano de 2008!

O Ano Novo nunca foi mais, para mim, do que um pretexto para o divertimento. Sucedem-se uns aos outros e as comemorações são melhores ou piores consoante o planeamento prévio e as expectativas formuladas, mas sem nenhum princípio que lhe seja subjacente, para além da pura diversão que representa festejar uma espécie de novo começo... e, claro, a esperança que isso acarreta no futuro vindouro.
Guardo poucos Anos Novos daqueles memoráveis. Assim, de repente, vem-me à cabeça aquele decidido "à pressão" (lembras-te Ana? e tu, Miguel? Catarina?), em que partimos no "magenta nojenta" com um tupper ware de pastéis de bacalhau ("O bacalhau tem de ser, é imprescindível!") e salada russa, jantados no sótão do hotel em Monção... o nevoeiro que nos acompanhou quase até Vigo (a primeira vez em que ouvi falar do que era uma "linha-guia")... a dança até de madrugada... e, principalmente, as brincadeiras na neve do dia seguinte...
Recordo também a outra, em que se juntaram os dois lados da família na grande sala da casa de Darque e foi dançar até a Tia Aninhas partir a anca. O sentido é literal, mas só o soubemos mais tarde, no momento os queixumes soaram só a isso mesmo.
Claro que houve muitos mais: alguns em discoteca, outros no Terreiro do Paço, outros ainda imensamente divertidos, numa fase solitária da minha vida, com um grupo de amigos de outrem como se eu dali fizesse naturalmente parte, os que já não recordo e os que contêm pormenores inconfessáveis.
Com a Alice, a data tornou-se mais calma e caseira, mas talvez sintamos que temos, entre nós, tudo o que precisamos para comemorar.
Em todo o caso, seja para quem comemorou "à grande", seja para quem comemorou intimamente, seja para quem esteve a trabalhar, seja para quem tomou banho, seja para quem dançou ou cantou até cair para o lado, seja para quem tivesse estado só, seja para quem se tenha feito acompanhar de tudo o que precisava, seja para quem é leitor deste blogue, seja para quem não o é... o que interessa mesmo é que o ano de 2008 traga coisas boas e muito boas...
Rita

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Yings e yangs

Hoje fomos visitar o bebé João, nascido há pouco mais de uma semana, filho de uma grande amiga, companheira de tantas boas e más horas. Ele é pequeno, tão pequeno, com aquilo que parecem ser umas almofadas na planta dos pés e um nariz igual ao da mãe, àquele mesmo que sempre a aborreceu e que ela agora revê em pequenas dimensões com um imenso orgulho...
Os meus amigos, três numa casa que agora decerto parece nova, estão felizes, tão, tão felizes...
Novamente a lembrar que o mundo e a vida são feitos de yings e yangs (será assim que se escreve?), uma outra grande amiga ligou mais tarde a desejar os parabéns atrasados e disse que o seu avô tinha partido no sábado passado. De voz tão tristinha, a minha amiga vai ter agora de reaprender a continuar a caminhar, com certeza não tão bem acompanhada... e, como eu, provavelmente interrogar-se-á daqui a um ano sobre como o fazer...
Eu cá estou, de coração disforme (porque «as alegrias partilhadas são alegrias redobradas e as tristezas partilhadas são tristezas divididas»), com duas grandes amigas, também a recordar-me. Ying e yang.
Rita

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Poema à chuva

Chuva.
Roupa na máquina.
Mais de duas horas a chegar.
Bateria do carro a mostrar-se descontente.
Falta, trabalho para entregar noutro dia, a Prof. aproveitou e saiu mais cedo.
Dúvidas sobre os presentes, que nas filas de trânsito o tempo é muito para pensar.
Lembram-se assuntos que estavam adiados para melhores dias.
A discussão que fica cá dentro mas mandam-se umas bocas.
Chuva na rua.
Chuva da alma.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 18, 2007

Os últimos dias ...

Desde sexta que entre os turnos, as prendinhas, uma tarde de visita que durou até às onze da noite e umas festinhas, não tenho tempo de aqui vir deixar umas palavras.
De realçar o lanche de domingo com uma menina que visita este cantinho muitas vezes. Foi divertido e lá teremos nós de marcar outros, não é Rute?

Mas não posso deixar de lembrar que a minha maior amiga fez anos ontem. A Rita, a minha princesa, apagou as suas velas com ajuda da Alice, a princesa-herdeira. Fotos? Desta vez não há, que eu estava dedicada a cantar os parabéns e lembrar velhas festas de aniversário, com hinos cantados de forma estridente. Desta vez portei-me bem...

Hoje e amanhã serão dias dedicados à Tese.

Ana Cristina

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Venho cá só para dizer que estou um pouco apalermada com o facto de, num dos telejornais, haver uma notícia sobre o facto dos cães do Bush terem feito um filme e serem nomeados guardas-florestais ou assim qualquer parvoíce do género... não querendo dizer que outros canais ofereçam uma maior qualidade, foi um alívio perceber que em outro se discutia de forma séria os últimos homicídios na noite portuense... ufa, por momentos pensei que tinha caído (mais uma vez) numa realidade paralela (como às vezes acontece, enfim)...
Rita

20.000 visitas

Parabéns D.
Ficámos muito contentes por a menina premiada ser uma visitante tão assidua e tão comentadora como tu. Em breve receberás o teu presentinho. E estás convidada para, se quiseres, fazer um post para nós editarmos aqui neste nosso espaço. Escreve o "teu post" (se quiseres com foto) e envia-nos esse post por mail. É escolha tua, nós só serviremos de meio de publicação.
Rutinha:
Não fiques triste. Também gostamos muito das tuas visitas, assim como adoramos ler o teu diário e ver as tuas criações.
Beijinhos para as duas comentadoras do último post.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 11, 2007

Visita especial

Lanço o desafio da visita nº 20.000, que estará para muito próxima.
Essa visita especial receberá um presentinho das Oficinas RANHA, que já está a ser preparado.
Amigo/a identifica-te, manda-nos os teus dados e um envelope aparecerá em tua casa, para que não te esqueças do nosso cantinho na blogosfera.
Até breve; AnaCristina

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Medos

Até hoje a Alice não tem sido mocita de muitos medos. Chegou a dizer que tinha medo de algumas coisas, mas com um distanciamento afectivo que denotava que se encontrava mais a experimentar afirmações do que sentimentos.
No entanto, ou não fosse próprio da idade, começou a descobrir medos reais nos últimos tempos. Um dos primeiros (ou dos últimos, dependendo da perspectiva), foi o medo da sombra.
Numa manhã de fim-de-semana, enquanto experimentamos diversas brincadeiras uns com os outros na cama, a Alice resolve acender um dos candeeiros e, divertida, olha para os jogos que fazemos na parede, usando a sombra das mãos. Lembra-se de acender o outro candeeiro, e vira-se para ver novamente a parede. De repente, com um olhar de pânico, vê a sua própria sombra, destacando-se, enorme. Começa a gritar que tem medo, agarrando-se a nós. O medo é real, está bem patente na expressão.
Claro que não há truques infalíveis para os ensinar a lidar com estas coisas. Entretanto, a Alice já demonstrou medo de outras coisas, nomeadamente de alguns desenhos animados, mesmo para a idade dela (ai o Pimpão, do dvd da "Escolinha de Música"!). Nessas alturas, o que parecem esperar de nós difere de momento para momento e é estranho. Em algumas ocasiões quer que eu esteja ao seu lado e que altere as circunstâncias do que a amedronta. Em outras, parece querer olhar para o que lhe faz medo, de frente, como quem percebe que conhecer bem o obstáculo, mesmo que de longe ou de mão dada, seja o primeiro passo para o vencer...
Com a sombra, o medo passou inesperada e repentinamente, fins-de-semana mais tarde,
no momento em que percebeu que podia dizer-lhe adeus... literalmente... Ou seja, quando percebeu que a sombra era uma espécie de duplo e soturno ego que, no fundo, não faz mais do que repetir o que lhe ordenamos... e, por isso, responde ao adeus... no quarto, no corredor, na sala, na rua...
A transição de sentimentos foi tão engraçada que não consegui impedir-me de ir a correr buscar a máquina e registar o momento de valentia.
Rita

domingo, dezembro 09, 2007

Quadro do dia

Nós os três na festa de Natal do nosso amigo Tomás, 4 anos.
Um Pai Natal à saída a distribuir congéneres de chocolate (enormes...!) e prendas.
A Alice a arrancar o topo do chapéu do seu Pai Natal à dentada. A Alice, isolada do resto do mundo, a comer quase um terço do boneco.
A Alice, depois de nos entregar o Pai Natal sem cabeça, a requisitar ao de carne e osso o livro de prenda a que pensava ter direito. O Pai Natal humano a fingir-se despercebido, era só para os meninos da escola.
A nossa amiga Inês, irmã do Tomás, do alto dos seus experientes 9 anos, a sentir-se na necessidade de consolar a Alice, fazendo até uma festinha na cabeça: «Deixa lá Alice, eu se receber assim uma prenda daquelas que não gosto muito, depois dou-te, está bem...?».
Rita

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Desabafo dos bons:

Todas as vezes que vou deitá-la (e que costuma ser mais cedo do que foi hoje, mais uma vez caímos na esparrela de pensar que nos irá deixar dormir um pouquito mais amanhã por se deitar mais tarde hoje... não há patranha pior do que esta de que nos convencemos, olhando para o nosso caso... COM ELES ISSO É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUE ACONTECE CONNOSCO, não se esqueçam) penso no bom que será dormir ali, naquela caminha pequenina, enroscadinha nos amigos (eu que dormi com amigos até ao dia em que saí da casa dos meus pais) de todas as noites, ainda para mais agora, com aqueles lençóis de flanela e o edredon das girafas que a avó fez... e a música, a música da caixinha pendurada na grade... ai, ai... seria bom às vezes ser pequenina e levarem-nos ao colo para a cama, e deitarem-nos com beijinhos... e ouvir dizer para dormir um sono grande que amanhã estamos todos juntos para brincarmos muito...
Rita

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Hoje estou cansada

Perdi algures o fato de super mulher (que todas nós temos escondido) e sinto-me cansada. Cansada o suficiente para de repente me esquecer do que fiz de importante na segunda-feira. Cansada por ter que ouvir algumas coisas e ter que manter sempre o ar profissional, sem disparatar, ralhar e não acreditar. Cansada por ter de me sujeitar a outras a que ainda não estou habituada (quererei estar? terei de estar?). Cansada por não ter "tempo" para ela como quereria e como de certeza que merece. Cansada por outros terem esgotado todo o "tempo" que tiveram e que deixaram de merecer. Cansada por não me apetecer tanta coisa por estar cansada.
Mas estou bem porque os dias têm sido produtivos, surpreendentemente agradáveis e até facilmente resolvíveis... Só tenho pena que, algo mais ou menos inevitável quando se chega aos trintas, já faça parte do grupo de pessoas em que se olha para a cara delas e se veja que estão cansadas...
Rita