sexta-feira, novembro 16, 2007

quarta-feira, novembro 14, 2007

Depois das pinturas

Os livros aguardam, num local que não serve habitualmente de estante, um armário novo. A estante anterior serviu para subir umas prateleiras às outras, porque o numero de livros continua a crescer e à contagem anterior já se acrescentou mais uma mão cheia.

A escolha do armário/estante torna-se urgente. É que, cá em casa cozinha-se pouco, mas não tarda a cheirarem a refogado...

Ana Cristina

terça-feira, novembro 13, 2007

Já há muito tempo que começámos o dito treino para deixar as fraldas... Mesmo sem stressar muito com o assunto, achei que fosse ser mais fácil... quer dizer, achei que as coisas acontecessem todas naturalmente e nos últimos tempos tenho pensado que devia, sem emprestar muitas expectativas ao procedimento, empenhar-me mais...
Balanços do "até agora" que me venham assim à cabeça de repente: já tivemos (pais e filha) direito a uns xixis pelo chão; estamos apaixonadas (mãe e filha) pelas cuecas minúsculas e gostamos (filha) de as usar sempre, mesmo que por cima da roupa ou na cabeça; pomos (mãe e filha) várias vezes por dia os bonecos no bacio minúsculo que herdámos (filha, da mãe e da tia); já nos ouvimos dizer (pai e mãe) que comprávamos aqueles três pacotes de fraldas e que não devíamos comprar mais (os pacotes cujo resto está lá dentro no armário, quase no fim)...
Das histórias várias para contar, a melhor foi a de ontem, quando a Alice se lembrou de se querer sentar cinco (!) vezes seguidas (!) no redutor da sanita para fazer cocó... e fê-lo, de todas as ditas cinco vezes!!!!!! (satisfeitíssima a sair para o chão, depois de limpinha, para olhar a sua obra e a seguir dizer: quelo mais...)
Rita

domingo, novembro 11, 2007

Rotinas

Cá em casa os fins de semana são dias de organizar máquinas de roupa. O processo implica toda a multiplicidade de variados jogos que imaginar se possa desde que envolvam o cesto da roupa suja, os alguidares e peças de vestuário espalhadas por todo o lado...
Rita

sábado, novembro 10, 2007

Desencontros... e encontros

Então não é que hoje, passadas três semanas desde o momento em que a utilizámos pela última vez e duas desde a altura em que a pensámos perdida (demorámos um tempo a perceber porque julgávamo-la numa outra casa), reencontrámos a nossa máquina fotográfica?! No fundo, bem no fundinho da mochila anexa à Alice, onde sempre pensámos que a tínhamos guardado, lá estava ela, à espera de uma mão mais expedita que ali a procurasse, ali precisamente naquele fundo... Será que o "anjinho das coisas perdidas" cá de casa andou a tirar fotografias com ela...?!
Rita

quinta-feira, novembro 08, 2007

A minha ou nossa caixa, ainda não percebi...


Gosto de caixas - de todas, até das de cartão - por aquilo que representam, porque lá dentro se pode guardar tudo, todos os segredos, todos os mistérios...
Gosto de caixas de lata pelo toque que têm, o barulho típico que fazem, porque me trazem à lembrança bolachas e o antigamente...
Gosto destas porque são todas absolutamente maravilhosas, em todos os seus ângulos e linhas rectas e cores e desenhos, todas absoluta e completamente perfeitas (*)...
Gosto especialmente desta porque é a da Alice, da "minha Alice", da Alice que é muito minha. Sem lhe pedir autorização peguei-lhe, sem me pedir autorização ela colou-se-me às mãos... e tive de a trazer.
Rita
(*) e caras, mas isso nem sempre pode contar...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Pinturas

No outro dia convidaram-nos a subir as escadas e a experimentar pintar com os dedos.
Tirando as experiências da escola, este foi o primeiro feito desse tipo da Alice na vida doméstica. A mim ajudou-me a desmistificar a grande sujidade que eu pensava que iria ficar, a preparação prévia que teria de fazer de determinado espaço, os cuidados que me exigiriam todos os móveis e objectos. Tendemos demasiadas vezes a pensar no trabalho que vamos ter e não no prazer que retiraremos e faremos retirar de determinada actividade. Por essa razão, é prática que teremos de repetir e, porque não, partilhar... para não deixar a primeira pintura abandonada sozinha nos azulejos da cozinha.
Muito obrigada Joana. Muito obrigado R.
Rita

segunda-feira, novembro 05, 2007

Experiências na cozinha


Porque há uns tempos atrás ouvi alguém dizer que desde muito cedo levava a filha para a cozinha, resolvi experimentar.


Receita de Bolo de Chocolate
- vestir a filha com roupa prática
- pelo sim pelo não, pôr também o avental magnífico dado pela tia Pocahontas (onde andas que nunca mais apareceste por aqui?!)
- sentá-la na bancada
- deixá-la mexer os diversos ingredientes
- deixá-la mexer nos diversos ingredientes
- preparar-se para as descontrações, desconcentrações, descordenações e os pingos de chocolate no tapete, parede, sua roupa, bancada
- quando a vir preparada para fazer asneiras ou mesmo a começar a fazê-las, dar-lhe a ideia de lamber a colher
- não se preocupe, ela não vai querer fazer mais nada
Misture tudo e saboreie o momento. É delicioso. O melhor bolo de chocolate do mundo.
Rita

domingo, novembro 04, 2007

O Balão




Faz hoje quinze dias que levámos os pais a gozar a prenda dos aniversários. Fomos só nós, as filhas, porque um dos genros estava a trabalhar e o outro ficou com a neta... doía-nos ter de acordá-la de madrugada...
O balão parte de Coruche e nunca se sabe exactamente onde vai parar. É uma coisa imensa, linda, que se ergue do chão de forma muito suave e de forma suave vai subindo e voando... Cá em baixo vimo-lo a crescer como um grande chapitô alongado e depois a diminuir com a distância enquanto acenávamos aos balonenantes. Pegámos então nas nossas coisas e fomos tomar o segundo pequeno-almoço a uma pastelaria espectacular na vila. Cerca de uma hora e meia depois os sortudos telefonavam-nos, maravilhados.
Acho que a experiência de ver o balão a ser desenrolado, lentamente crescer e começar a pairar foi quase tão intensa como subir para o cesto e andar nele. Eu, de pés húmidos de andar de crocs na relva orvalhada de Novembro, fiquei literalmente nas nuvens, cheia de Willie Fog na cabeça. E para transmitir a sensação o melhor possível, fiz uma bela reportagem fotográfica dos vários momentos... melhor dia, só se não tivéssemos depois perdido a máquina no restaurante...
Rita

sexta-feira, novembro 02, 2007

Lata reciclada

Para um rapaz que, a ver pela decoração do seu quarto, demonstra ser um fã deste filme de animação. Feita especialmente para o nosso afilhado.
Experiência em decoupage e pintura.

Ana Cristina

quinta-feira, novembro 01, 2007

Noutros tempos

... hoje seria dia de descanso depois da festa de ontem à noite. Teríamos juntado uns amigos, decorado a casa com pratos de bruxas, feito petiscos acompanhados de aranhas e espalhado os fantasmas pela sala. E tínhamos tido mascaras de bruxas, mortas-vivas, fantasmas, terroristas e almofadas assassinas (que pena não ter um scanner para poder mostrar essas fotos).
Estes últimos anos os acessórios ficaram mais uma vez guardados nos caixotes. Aguardam por novos tempos, onde as crianças também entrem nas brincadeiras.
Ana Cristina

terça-feira, outubro 30, 2007

Dias há em que nos vamos deitar sob um enorme ponto de interrogação... sobre nós, sobre o que pensamos, sobre o que decidimos ou devíamos decidir, o que dizemos e o que não dizemos... em dias assim... ou melhor, em noites assim, sinto-me frustrada com o sentido de honestidade que atribuo a mim mesma... e penso com esperança que o próximo dia me faça acordar com pensamentos mais claros.
Rita

quinta-feira, outubro 25, 2007

Quadro do dia

Duas moças no autocarro hoje, à minha frente.
No início não consegui perceber-lhes as idades, mas fui para ali de propósito, só para as ouvir...
Em diálogo: «Olha ali o João e a Rita [eheheh]. Sempre a pé. O João não tem passe, mas a Rita tem. Mas assim vão juntos. Sabes há quanto tempo eles namoram?! Começaram no 10º. Vai fazer neste Abril [neste Abril?!] dois anos! Dois anos! Dois anos a andar com alguém... É uma vida!»
Foi neste momento que o casal riu. Seguiam nos dois lugares do lado, os que ficam logo depois do corredor estreitinho. Tinham à volta dos seus sessentas. Olharam de esguelha. E riram. Não sei se do mesmo que eu, mas de levinho como eu. Mais ou menos como quem faz uma festa. Na cabeça.
Rita

quarta-feira, outubro 24, 2007

Porque é que...

... os dias não podem ter de vez em quando o filtro fotográfico que alguém colocou no anúncio à "Anatomia de Grey" que dá no Fox Life?!
... no quotidiano que é o nosso, ficar molhado da chuva é desagradável, e nunca cantamos, dançamos e disparatamos como na famosa serenata...?!
... alguns momentos das nossas vidas não têm direito a uma banda sonora como as dos filmes...?!
... não conseguimos fazer rewinds e backups de sorrisos, abraços, miminhos...?!
Como é citado no "Olhar sobre a Cegueira": "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." E se podes ver, olhar, reparar, sentir, absorver, pensar... aproveita, curte, goza. Sempre.

Rita
Apeteceu-me.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Informação

(a foto está desfocada, mas eu não gosto muito de máquinas fotográficas)
Eu e a minha dona estamos a pintar a casa (pelo menos uma parte dela). Ela manda dizer que não tem tempo para ligar o computador, que lhe doem os ombros e os pulsos. Eu digo que pintar a casa é um espectáculo; dorme-se muito bem ao som do rolo a passar nas paredes, eu ajudo muito e ainda só tenho os bigodes pintados e umas pintinhas, o que dá mais trabalho é limpar o material mas isso é com ela, que eu água das tintas só para beber.
Ronronadelas
Pilas

quarta-feira, outubro 17, 2007

Ainda recordação das férias 2

(O tempo hoje escasseia... por isso aqui fica um momento.)
A minha Alice na minha Viana.
Nat, este é para ti.
Rita

domingo, outubro 14, 2007

Onde estou?

«Os meus donos-pais puseram-me de dieta rigorosíssima... dizem que peso quase oito kilos, o dobro do que deveria, e que qualquer dia chegam a casa e me encontram estendida por aí, com uma síncope qualquer... Não percebo... ainda consigo esconder-me tão bem... aqui, por exemplo, ninguém me vê...»
(calculo que seja o pensamento da Fera)
Rita

sábado, outubro 13, 2007

Tantas alturas a lembrar-me de posts a fazer, do que eu acho interessante ou tão simplesmente do que me apetece dizer, para depois me sentar aqui e não me lembrar de nada...
Rita

sexta-feira, outubro 12, 2007

Pincéis e tintas, huuummm

Pegar nos pincéis, misturar as tintas, fazer novas cores, começar. Já tinha saudades de pintar.
Estou a preparar umas peças já pensadas há muito, mas primeiro mostro a menina com o cão, numa versão melhor que a inicial.
Seguiu ontem para a parede de uma menina com dois anos que esperamos venha a gostar do cão e nos desculpe de não termos pintado a sua irmã-gata Mimi.
Beijinhos para a Carolina.


Ana Cristina

quarta-feira, outubro 10, 2007

Recordação de férias 1

A Alice a regar as plantas da Tia Armanda, na casa dela.
Cá em casa, tirando os três cactinhos, temos só duas plantas: a Domitília e a outra, sem nome. A Domitília já dura da outra casa e, embora não seja de especial beleza, tiro-lhe o chapéu em termos de sobrevivência. Quem sobrevive a uma Fera pequenina a saltar-lhe para dentro/cima do vaso todos os dias durante algum tempo, ao pó de todas as obras, às mudanças de casa, é de facto de louvar. E por isso a Domitília é alta e, com toda a certeza, forte. A que não tem nome não tem nome porque, sinceramente, tinha um ar tão apetitoso que não esperei que resistisse aos ímpetos gastronómicos da gata durante tanto tempo. Mas a verdade é que, do alto do seu armário, vive, linda, com raras excepções em que grita a necessidade de água por todos os poros.
Eu gosto de plantas e árvores e flores. Quero ter mais, mas é sempre preciso pensar e repensar as suas moradas cá em casa, e pensar e repensar no seu aspecto e formato. Porque eu gosto de plantas e prefiro-as sem ser comidas, é óbvio.
Tenho muitas conversas com a Alice sobre a forma de tratar os animais e as plantas. Mas ainda não me tinha ocorrido levá-la a regá-las, tanto por causa dos locais onde se encontram cá em casa, como pelo facto de não ter um regador... O momento das fotografias foi por isso o registo da primeira rega da Alice. Para além de um excelente tempo Tia-avó/sobrinha.
A partir de agora, vou introduzir a Alice na alimentação vegetal da nossa casa. Para que perceba o favor que elas nos fazem de viver connosco. Até pode ser que seja ela a dar identidade à sem nome.
Rita