terça-feira, outubro 30, 2007

Dias há em que nos vamos deitar sob um enorme ponto de interrogação... sobre nós, sobre o que pensamos, sobre o que decidimos ou devíamos decidir, o que dizemos e o que não dizemos... em dias assim... ou melhor, em noites assim, sinto-me frustrada com o sentido de honestidade que atribuo a mim mesma... e penso com esperança que o próximo dia me faça acordar com pensamentos mais claros.
Rita

quinta-feira, outubro 25, 2007

Quadro do dia

Duas moças no autocarro hoje, à minha frente.
No início não consegui perceber-lhes as idades, mas fui para ali de propósito, só para as ouvir...
Em diálogo: «Olha ali o João e a Rita [eheheh]. Sempre a pé. O João não tem passe, mas a Rita tem. Mas assim vão juntos. Sabes há quanto tempo eles namoram?! Começaram no 10º. Vai fazer neste Abril [neste Abril?!] dois anos! Dois anos! Dois anos a andar com alguém... É uma vida!»
Foi neste momento que o casal riu. Seguiam nos dois lugares do lado, os que ficam logo depois do corredor estreitinho. Tinham à volta dos seus sessentas. Olharam de esguelha. E riram. Não sei se do mesmo que eu, mas de levinho como eu. Mais ou menos como quem faz uma festa. Na cabeça.
Rita

quarta-feira, outubro 24, 2007

Porque é que...

... os dias não podem ter de vez em quando o filtro fotográfico que alguém colocou no anúncio à "Anatomia de Grey" que dá no Fox Life?!
... no quotidiano que é o nosso, ficar molhado da chuva é desagradável, e nunca cantamos, dançamos e disparatamos como na famosa serenata...?!
... alguns momentos das nossas vidas não têm direito a uma banda sonora como as dos filmes...?!
... não conseguimos fazer rewinds e backups de sorrisos, abraços, miminhos...?!
Como é citado no "Olhar sobre a Cegueira": "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." E se podes ver, olhar, reparar, sentir, absorver, pensar... aproveita, curte, goza. Sempre.

Rita
Apeteceu-me.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Informação

(a foto está desfocada, mas eu não gosto muito de máquinas fotográficas)
Eu e a minha dona estamos a pintar a casa (pelo menos uma parte dela). Ela manda dizer que não tem tempo para ligar o computador, que lhe doem os ombros e os pulsos. Eu digo que pintar a casa é um espectáculo; dorme-se muito bem ao som do rolo a passar nas paredes, eu ajudo muito e ainda só tenho os bigodes pintados e umas pintinhas, o que dá mais trabalho é limpar o material mas isso é com ela, que eu água das tintas só para beber.
Ronronadelas
Pilas

quarta-feira, outubro 17, 2007

Ainda recordação das férias 2

(O tempo hoje escasseia... por isso aqui fica um momento.)
A minha Alice na minha Viana.
Nat, este é para ti.
Rita

domingo, outubro 14, 2007

Onde estou?

«Os meus donos-pais puseram-me de dieta rigorosíssima... dizem que peso quase oito kilos, o dobro do que deveria, e que qualquer dia chegam a casa e me encontram estendida por aí, com uma síncope qualquer... Não percebo... ainda consigo esconder-me tão bem... aqui, por exemplo, ninguém me vê...»
(calculo que seja o pensamento da Fera)
Rita

sábado, outubro 13, 2007

Tantas alturas a lembrar-me de posts a fazer, do que eu acho interessante ou tão simplesmente do que me apetece dizer, para depois me sentar aqui e não me lembrar de nada...
Rita

sexta-feira, outubro 12, 2007

Pincéis e tintas, huuummm

Pegar nos pincéis, misturar as tintas, fazer novas cores, começar. Já tinha saudades de pintar.
Estou a preparar umas peças já pensadas há muito, mas primeiro mostro a menina com o cão, numa versão melhor que a inicial.
Seguiu ontem para a parede de uma menina com dois anos que esperamos venha a gostar do cão e nos desculpe de não termos pintado a sua irmã-gata Mimi.
Beijinhos para a Carolina.


Ana Cristina

quarta-feira, outubro 10, 2007

Recordação de férias 1

A Alice a regar as plantas da Tia Armanda, na casa dela.
Cá em casa, tirando os três cactinhos, temos só duas plantas: a Domitília e a outra, sem nome. A Domitília já dura da outra casa e, embora não seja de especial beleza, tiro-lhe o chapéu em termos de sobrevivência. Quem sobrevive a uma Fera pequenina a saltar-lhe para dentro/cima do vaso todos os dias durante algum tempo, ao pó de todas as obras, às mudanças de casa, é de facto de louvar. E por isso a Domitília é alta e, com toda a certeza, forte. A que não tem nome não tem nome porque, sinceramente, tinha um ar tão apetitoso que não esperei que resistisse aos ímpetos gastronómicos da gata durante tanto tempo. Mas a verdade é que, do alto do seu armário, vive, linda, com raras excepções em que grita a necessidade de água por todos os poros.
Eu gosto de plantas e árvores e flores. Quero ter mais, mas é sempre preciso pensar e repensar as suas moradas cá em casa, e pensar e repensar no seu aspecto e formato. Porque eu gosto de plantas e prefiro-as sem ser comidas, é óbvio.
Tenho muitas conversas com a Alice sobre a forma de tratar os animais e as plantas. Mas ainda não me tinha ocorrido levá-la a regá-las, tanto por causa dos locais onde se encontram cá em casa, como pelo facto de não ter um regador... O momento das fotografias foi por isso o registo da primeira rega da Alice. Para além de um excelente tempo Tia-avó/sobrinha.
A partir de agora, vou introduzir a Alice na alimentação vegetal da nossa casa. Para que perceba o favor que elas nos fazem de viver connosco. Até pode ser que seja ela a dar identidade à sem nome.
Rita

segunda-feira, outubro 08, 2007

A hora da sesta

Engraçado. A Alice sempre adormeceu sem grandes dramas, com a luz apagada e com o beijinho e a companhia dos seus companheiros de sono mas, nestes últimos tempos, quer dormir a sesta da tarde no sofá da sala.
Para além destas modificações, começámos a reparar que, quando adormece os seus bonecos, coloca-os de forma geral de barriga para baixo, com um pano por cima e com direito a palmadinha no rabiosque. E não é que de repente descobrimos que os meninos na creche dormem com um lençol a tapar a cabeça e com palmadinhas no rabo. E que a Alice até é uma das que necessita desse ritual.
Lembrei-me do Carlo que festejou a independência da chupeta na creche com festinha e tudo, um ano depois de a ter largado em casa.
Ana Cristina

domingo, outubro 07, 2007

Os inícios

Quando se estuda durante tanto tempo, é díficil perder a noção de que o ano começa em Setembro ou Outubro... por essa razão, planeiam-se inícios... como nos anos novos...
Pensando bem, é melhor assim... os novos inícios são sempre desejáveis, sinal de oportunidades que damos a nós mesmos e aos outros...
Para além de decisões do que quero do meu eu profissional, etapo-me em futuras realizações das Oficinas, a pensar no Natal, em coisas para a casa, mas principalmente em todas as encomendas que temos. Decidi então, neste novo início, fazer um novo corte de cabelo, menos certo e com mais estilo. Queria mostrá-lo aqui, mas o João não me conseguiu tirar nenhuma foto de jeito, depois de diversas tentativas de enquadramento e luminosidade...
Pronto, não o vêm, mas ficam a saber que, de cabelo novo, planeio-me e reinvento-me.
Rita

sábado, outubro 06, 2007

Cá estou

Não sei bem porque demorei.
Quer dizer, a seguir às férias houve muita coisa. Ajudas aos trabalhos de mestrado, o início do trabalho, novos planos e decisões, chatices, amigos a precisar, febres da Alice, gripe do pessoal todo da casa.
Mas podia aqui ter voltado mais cedo. Afinal, isto já é quase uma casa.
Que fique assente: gosto de voltar. A esta cidade, a esta rua que é minha e onde nos conhecem e o Sr. Armando vem à rua de propósito para nos dizer que já é avô, a este prédio onde cada vez há gente mais próxima e que até já entra para beber café, a esta casa. Gosto desta casa, a nossa, de todos nós, de todos os cantos, das modificações que lhe vamos fazendo, aos poucos, mesmo que pareça tantas vezes lento demais...
E gosto desta outra, dentro da caixa milagrosa que me faz pensar o que haverá no tempo dos meus netos, onde há gente que não conheço mas em quem penso durante as férias.
Estou de volta. À séria.
Rita

quarta-feira, outubro 03, 2007

O Pilas é dono do sofá

Depois dos 15 minutos de corrida tipo cãozinho (tipo eu mando a bola de saco-de-plástico, ele vai buscá-la). Fosse eu uma pessoa cheia de vontade de correr como o meu gato e se calhar não tinha esta celulite toda...
Sentada na cadeira de balanço, penso sobre as vantagens do exercício físico e agarro-me ao tempo em que praticava todos os dias e fazia musculo para entreter a minha irmã. Só me falta dizer "no meu tempo"...
Ana Cristina

segunda-feira, outubro 01, 2007

Voltei

Depois de uns dias intensos de trabalhos para a Faculdade, de um sábado de família e um domingo de trabalho, hoje foi dia de descanço.
Nestes próximos dias, enquanto aguardo (ansiosamente) a aprovação do projecto da tese e o recomeço das aulas vou-me dedicar às encomendas pendentes das oficinas. E estou novamente disponível para este cantinho.

Ana Cristina

sábado, setembro 15, 2007

Pois é...


Apesar da vontade os pincéis vão ter de esperar pela entrega do monte de trabalhos da Faculdade. Os próximos serão no final de Setembro...
Por isso, mais uma vez as paredes, as telas e as carteirinhas aguardam com muuuuuuita paciência.
Ana Cristina

domingo, setembro 09, 2007

Festa do Avante

Mais uma Festa.
Já houve muitas. Aquela que alguém como eu não se pode recordar, a das Indústrias («era tanta gente que eu tinha que andar com ela sempre às cavalitas, se não ela não parava de chorar», contava ontem a minha mãe); outras que pelos mesmos motivos não me trazem recordações nenhumas; a da terra barrenta onde lá de cima se podia ver a enchente de gente a chegar na sexta-feira, qual marabunta a tomar conta de todo o recinto; a dos três anos, e esta.
Houve Festas com o Primo Pedro, a Catarina do Bigodes, a Lili Prima, a Tina, a Sónia de Vila Franca, a Prima Ana, o Nuno, o Rui, o outro Nuno, a Cati, o Miguel, o Fernando, o Daniel, o João, a Alice. Até chegou a haver Festa para a Avó Joana e para a Tia Alcide.
Houve Festas com cantores brasileiros («Aquele é palhaço, não é pai?»); com rifas; com pinturas nas caras dos miúdos; com cães campeões a serem passeados só por nós; com últimas noites a serem dormidas entre prateleiras ao lado de abóboras; com "Dancing Fly" (ridículas, Ana, ridículas...); com Trovante e lasers; com curtes que deram em namoros; com três dias a saltar em frente ao 25 de Abril (e depois não conseguir descer escadas na segunda-feira seguinte); com calções curtíssimos e túnicas estrambólicas; com horas a andar até ao carro; com animações de palco, espectáculos e maiores ou menores exibições de tango (como esta); com roubos e gás lacrimogéneo (nunca mais!); com lágrimas e abraços no Abrunhosa; com vozes afónicas no fim; com tesouros de bijuteria comprados a custo; com direito a ralhetes e a «amanhã não vêm»; com fado e bailaricos já depois do encerramento; com sestas; com chuvinha, chuva, chuvada, e até uma tarde debaixo de uma mesa com livros por causa da chuva; com dinheiro perdido nas caixas; com Carvalhesa; com início de gozo muito tempo antes e tristeza no acabar do fim.
Já houve muitas Festas e eu fui a todas, mesmo que numa só por quatro horas, num intervalo de mamadas.
Para quem nunca foi, a Festa é intransmissível e muito, muito pessoal. Para quem já foi, é um local social, pleno de liberdade onde se pode sentir, ser e fazer o que apetecer. O único que já conheci em que «podes ser quem quiseres, ninguém te leva a mal... toda a gente trata a gente toda por igual»...
Nos últimos anos houve, há e continuarão a haver Festas, com filhos e mesmo com chegadas mais tardias, interrupções para aniversários de afilhados, faltas a dias por causa dos exames e depois por causa dos empregos, partidas antecipadas, almoços e convívios mais prolongados. Muitas mais.
Porque, de facto, não há - e duvido que alguma vez na minha vida venha a haver - Festa como esta.
Rita

quarta-feira, setembro 05, 2007

Há um mês...

... passámos uns três dias de férias no Alentejo. Praia, passeios e uma tarde a apanhar Lapas e Caramujas.


A fazer trabalhos para a Faculdade lembro esses dias com saudades do convívio da sobrinha, dos avós, dos pais e daqui da tia.


Ana Cristina

segunda-feira, setembro 03, 2007

sábado, setembro 01, 2007

Raio de rapariga... andou a semana toda a acordar já às oito e tal e porque nós nos estávamos a preparar... hoje, sábado, decidiu acordar às sete e trinta e seis...
Rita