terça-feira, agosto 21, 2007

Será possível...

... que tenha encontrado 31 bolas de sacos de plástico, 11 bolas de papel entre uns clips e uns lixos atrás do armário da cozinha?
Acho que encontrei o esconderijo dos brinquedos preferidos.

Ana Cristina

segunda-feira, agosto 20, 2007

...

  • Não tenho água!
  • O cadeeiro da cozinha está indeciso entre acender e não acender!
  • A torradeira foi para o lixo!
  • A máquina do café entupiu o filtro!
  • Amanhã faço outra vez manhã!
  • Tenho quatro trabalhos e um projecto de tese para entregar em Setembro!
  • Apetece-me pintar!

Ana Cristina

Três

Ontem fez dois anos que passámos a ser três.
Parabéns Alice, minha menina, nossa filha.
Rita

segunda-feira, agosto 13, 2007

Para a Alice...

A conselho da minha cunhada, deixo uma lista de ideias para o aniversário próximo da Alice.
Os quartos infantis parecem actualmente ter coisas a mais. Para além do espaço exíguo (às vezes até para os miúdos brincarem), o excesso de brinquedos origina, a meu ver, crianças menos cuidadosas e mais dispersas com o que têm. Para quem oferece pode não ser muito relevante, mas para quem tem a tarefa educativa e de organizar os acréscimos no espólio de pertences no final de cada aniversário ou Natal, convem pensar em muita coisa, propositadamente para o bem dos filhos. Por essa razão, valoriza-se neste aniversário (e nos futuros), a opção pela qualidade em detrimento da quantidade... pelos brinquedos pensados para a Alice, a sua idade e as suas características, e não um «tenho de comprar alguma coisa a todo o custo»... pelo educativo e duradouro, em troca, por exemplo, de peluches, cujo convívio com as vias respiratórias infantis não é habitualmente saudável e que, muito sinceramente, os garotos nem ligam muito.
Bem, passando às questões práticas:
- a roupa, os livros e os cds de música infantil, serão sempre presentes bem vindos, uma vez que utilitários e/ou geradores de divertimento a longo prazo;
- o IKEA tem coisas magníficas e de valor extraordinariamente acessível: o conjunto Lillabo, por exemplo, e o Titta (mesmo que só apropriados a maiores de três, vimos e revimos e não encontrámos problemas no uso sob vigilância de um adulto);
- legos, jogos de encaixe ou puzzles deste tipo são sensacionais para a fase em que a Alice está;
- divertimentos garantidos como este ou, segundo a época em que estamos, este farão sempre sucesso...
Conseguem-se estas coisas em muitas lojas, desde as online, as selectas e mais caras, ou aquelas que são mais habituais, como esta ou esta.
Boa escolha.
Rita

E o pessoal que não tenha ilusões: concordamos com esta posição e salvaguardamo-nos, enquanto pudermos, a sermos nós a deter a liberdade de escolha.

domingo, agosto 12, 2007

Neste momento não sei o que hei-de escrever. Não é que não tenha nada a dizer, mas começo a sentir o início daquela espécie de nervoso miúdinho que dá antes de contarmos o tempo que falta para irmos de férias e o tempo que iremos estar de férias em conjugação com o tudo que ainda há para fazer ate lá, e o tudo que é urgente, e mais o tanto que se irá estar ocupado nos entremeios desses tempos... é ainda muito ao de leve, mas já dá para sentir a picadinha de incómodo... e por isso não sei o que hei-de escrever, ou sequer o que me apetece...
Rita

quinta-feira, agosto 09, 2007

Livros

Respondendo ao desafio lançado por esta menina dedico este post aos meus mais adorados objectos de culto: os livros.


Tendo crescido numa casa onde os livros se multiplicavam a bom ritmo e onde as prateleiras foram sempre poucas, nós - eu a Rita, sempre sonhamos com uma biblioteca pessoal, e quando a bolsa de estudante passou a bolsa de trabalhadora começamos a criar a nossa colecção de livros. Actualmente em fase de contenção de despesas, de espaço e de tempo os livros não têm aumentado ao ritmo de outros tempos mas a prateleira dos livros técnicos tem engrossado e já teve direito a ocupar uma parte do guarda-roupa.

Pois aqui vai a resposta possível ao desafio lançado:

1- O n.º total de livros que possuo: Não podendo dar uma resposta correcta a esta pergunta, numa contagem rápida posso dizer que na sala estão 769 livros, mas que no hall de entrada podem ser encontrados alguns, assim como na cozinha e no quarto, e que a minha casa tem apenas um quarto. Na arrecadação estão os livros da infância e uma ou duas caixas de tesouros como revistas de pintura que herdei, e alguns livros escolares que podem vir a ser úteis.
2- O último livro que comprei: Terá sido “O ser-bebé” de Bernard Golse, Climepsi Editores que ainda não li.
3- O último livro que li: Neste momento estou a reler um pequeno livro que no ano passado assisti ao lançamento e, na altura, li numa ânsia de entendimento da problemática de ter um filho diferente com morte anunciada. Desta vez leio-o com um olhar mais tranquilo e mais objectivo. “Estar grávida é estar de esperanças” de Marianne Rogoff, Gravida
4- Cinco livros muito importantes para mim: Terei necessariamente de os procurar nas minhas memórias... e não posso nomear apenas cinco. Em primeiro elejo “O meu pé de laranja-lima” de José Mauro de Vasconcelos, pelas vezes que o li e que chorei com ele. Depois terei de eleger a trilogia dos “Subterrâneos de Liberdade” de Jorge Amado (“Os Ásperos tempos”, “Agonia da Noite” e “A luz no túnel”) porque me ajudaram a entender a luta clandestina de alguns por uma vida melhor de todos. Nesta linha de pensamento “A Mãe” de Máximo Gorki não pode ser esquecida e por representar o crescimento intelectual do ser humano adulto, e mais recentemente “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago por mostrar de forma tão esmagadora o comportamento humano. Também poderei nomear “Do Amor e Outros Demónios” de Gabriel García Márquez e “Servidão Humana” de W. Somerset Maugham, assim como vários outros livros.

5- Passo o desafio às seguintes bloguistas: ... esta será a resposta mais difícil destas cinco questões. Deixarei para um outro dia este desafio.


Ana Cristina

quarta-feira, agosto 08, 2007

Obras

Temos a casa em obras.
Começou por uma infiltração numa assoalhada por usar, que se veio a revelar num problema de condomínio, mas em todo o caso, depois da questão tratada, a casa por arranjar era a nossa.
Pensámos então em aproveitar para corrigir as pequenas coisas que andavam a ser adiadas há demasiado tempo. Esquecemo-nos foi que as pequenas coisas podem levar tanto ou mais tempo que as grandes, custar tanto ou mais dinheiro que as grandes e, principalmente (neste momento), fazer tanto ou mais sujeirada que as grandes.
Ficamos felizes de não termos a Alice a dormir no meio deste pó infernal, mas morremos cada vez mais de saudades a cada dia que passa, apesar de a sabermos a curta distância e de a termos visto ainda há tão poucos dias.
Temos a casa em obras mas passo pelo menos meia hora por dia a habituar-me ao pó que me parece impregnado nos dedos quando chego ao trabalho e começo a escrever no computador.
Estou farta de obras.
Rita

sexta-feira, agosto 03, 2007



"Enquanto rapariga acreditava que a minha vida nunca teria sido uma luta se o Sr. Tanaka não me tivesse levado da minha casinha bêbeda. Mas agora sei que o nosso mundo não é mais permanente do que uma onda a erguer-se no oceano. E quaisquer que sejam as nossas lutas e triunfos, como quer que os possamos sofrer, muito rapidamente se dissolvem todos como aguada, como a tinta de pintar no papel."


Fica só a ideia.
Rita

quinta-feira, agosto 02, 2007

Desejo

Apesar da voz de sonho da Vanessa da Mata, na próxima reencarnação eu quero mesmo é ter o cabelo dela...
Rita

quarta-feira, agosto 01, 2007

Recordação de ontem, hoje - quase um capítulo 2

O telemóvel toca na altura em que vamos jantar.
«Olá, é o Miguel, tudo bem? Estou a ligar-te porque estamos a ficar velhos e estava aqui a lembrar-me de uma festa a que fomos em 95. Era os anos da [não sei quantas], a irmã do amigo do meu irmão, não te lembras?! Aquilo era tudo queque, nós fomos à piscina e depois quando começou a festa viemos embora e depois eu fui com o Filipe e o Tó para Cerveira e até bebemos de mais e depois aparecemos na casa da tua avó...»
«Não me estou a lembrar dessa festa, mas parece que me me lembro da [não sei quantas, que de há bocado para agora já me esqueci]... Mas eu também fui para Cerveira?!»
«Não, nós é que fomos! E depois aparecemos e atirámos umas pedrinhas à vossa janela, tu estavas com aquela tua amiga...»
«A Sónia!»
«Sim, e depois ligámos e tu tiveste que inventar uma história à tua avó e dizer que eram uns estrangeiros quaisquer... e depois saímos pela outra porta e fomos andar de slide à noite!!»
«Já me lembro desse telefonema!!!!!! Perfeitamente!!»
«Ahahahahah! Tivemos de telefonar para o fixo porque na altura ainda não havia telemóveis!! Foi há 12 anos!!»
«É verdade! Somos uns cotas!!! Do tempo em que não havia telemóveis! Ahahahah!!»
«Quando contares à tua filha um dia, ela nem vai acreditar!»
Ter 30s é sentir e recordar tudo como se tivesse sido ontem mas depois olharmo-nos ao espelho no final do dia e parecermo-nos com olhos mais fundos e sentirmo-nos mais acabadas... e claro, prontas para recomeçar no dia seguinte e aproveitar melhor ainda cada bocadinho de vida.
Obrigado Miguel, pela recordação de ontem, hoje.
Rita

Ontem e Hoje

Ontem
Ontem estávamos seis na esplanada, cinco adultas e uma princesa de mês e meio. De um canto surge um homem. Cabelo grisalho, bem parecido, sorriso charmoso... dirigindo-se a uma de nós, como quem se dirige a todo o grupo: “Quero felicitá-la pela bebé, que é lindíssima.”. Resposta: “Muito obrigada, a mãe não sou eu, é a minha amiga aqui.” Outra vez o senhor: “Eu tenho muita experiência sabe, tenho muitos filhos. E a bebé é lindíssima. Mas está com sede, é melhor dar-lhe água.” Desta vez, a mãe: ”Ela acabou de beber o biberon” O senhor: “Eu sei, eu vi. Mas ela está com sede, tem a moleirinha baixa, sabe? Dê-lhe água, que ela tem sede.” E foi-se embora...
Conclusão: O senhor, pai de muitos filhos, cheio de experiência, não sabia que se dirigiu a um grupo de cinco enfermeiras de pediatria que trabalham num serviço de neonatologia (com crianças recém-nascidas doentes ou prematuras), e que a sua experiência com bebés, toda somada, é de mais de 30 anos. O senhor, pai de muitos filhos, cheio de experiência, também não sabia que a “moleirinha baixa” não se vê mas palpa-se, nem que um bebé de mês e meio não deve beber água a não ser a que o leite contém, com raras excepções e em pequenas quantidades que não devem ultrapassar os 5ml ...

Hoje


Hoje sinto o peso do tempo que passa todos os dias como quem não quer nada. Hoje comemoro dezasseis anos de exercício profissional. Hoje, num balanço mental, não me arrependo do caminho que escolhi, mas vou num instante ao espelho, ver as rugas ...
Ana Cristina

segunda-feira, julho 30, 2007

Emancipação

O P. deixou o A., de 10 anos, fazer a sua primeira viagem grande de autocarro até ao Algarve, no outro dia. A S. dizia que nem pensar em deixar a sua M., com 7, fazer a mesma coisa tão cedo.
Hoje perguntei à minha irmã com que idade tínhamos começado a ir as duas para Viana, de autocarro. Ela achava que tinha começado sozinha mais cedo mas que me teria levado ao colo quando eu tinha 3, pela primeira vez. Como mudam os tempos...
Muitos não partilham da ideia mas acho muito bom para os miúdos passarem dias com outras pessoas. Avós, tios, amigos, casas onde podem aprender regras e forma de estar diferentes. Nós sempre fomos privilegiadas por os nossos pais não nos arrastarem de volta ao Cacém quando acabavam o mês de férias deles... e por nos deixarem ir a todos os acampamentos (tipo colónias) a que fomos e onde aprendemos a caçar gambuzinos de todas as maneiras e feitios.
Por causa das teorias todas, a nossa miúda foi hoje passar uns dias com os avós ao Alentejo. Nós por cá ficamos a roer-nos de saudades e a chamar Alice à Fera a toda a hora e momento...
Rita

domingo, julho 29, 2007

Já cá estou...

... desde sexta-feira,mas estes dois dias serviram para descansar e matar saudades. Agora que a família está toda reunida o Pilas (o nosso filho-gato) aproveita para mostar o quanto gosta de nós e como é bom voltar para casa. Aproveita para dormir agarradinho a um de nós e para dar umas turrinhas assim que vê uma mão livre.
Sobre a viagem. Foi muito bom dar belos passeios a pé e de bicicleta e foi excelente voltar a ver a outra parte da família reunida (faltava um, mas para a próxima lá estará). Já estão combinados mais uns encontros, com uns pretextos festivos.
Curiosidades sobre a Holanda/ Informações que servindo para muito pouco deveriam constar de qualquer guia turístico...
  • Os terrenos para habitação demoram cerca de três anos a preparar, antes da construção se iniciar.
  • Há mais bicicletas que carros em qualquer das cidades que visitamos.
  • Não é necessário usar capacete nem colete reflector para andar de bicicleta. Aliás, as bicicletas têm vários modelos incluindo as de travão de pedal e as de caixote à frente para transportar as crianças.
  • À saida das rotundas as bicicletas têm prioridade perante os carros. Por outro lado também têm prioridade perante as pessoas.
  • Nunca vi ninguém cair de bicicleta... mas eu consegui a proesa...
  • Farmácia é Apotheek mas não foi preciso ir lá... eu é que acho a palavra engraçada.
  • A televisão holandesa também usa as legendas em todas as séries e filmes estrangeiros. Os jovens falam inglês com muita naturalidade, e os menos jovens também.
  • Os holandeses almoçam sandwiches e só fazem uma refeição quente por dia - o jantar, que por sinal é entre as 6.30 e as 7 da tarde. As crianças também, o que prova que não é necessário comer sopa a todas as refeições.
  • Na Holanda há pão muito bom, mais barato que o nosso, e que serve de base da alimentação diária.
  • Os dias são cinzentos, e tendencialmente molhados mesmo de Verão, assim é necessário ter um daqueles blusões corta-chuva que ocupam pouco espaço.
  • O verde dos terrenos não faz esquecer a chuva que teima em cair, mas a chuva que cai não evita os passeios pelos parques verdes.

Concluo com a suposição que se lá vivesse não tinha celulite, mas andava sempre deprimida. Talvez me tornasse uma grande pintora, visto esse ser um país tão inspirador para tantos e tão conhecidos artistas do pincél...

Preparo o album de fotografias que vou deixar aqui.

Ana Cristina

sábado, julho 28, 2007

Dúvida: quantos saltos no máximo conseguirá a minha filha dar num dia...?!
Rita

terça-feira, julho 24, 2007

Olá,cá estamos nós... de férias

Por poucos dias mais e em fase de arrumar malas para nos irmos aproximando da partida definitiva. Hoje já foi dia de despedida para uns, amanhã será para outros e na quinta a despedida final de terras distantes, para nos encontrarmos de novo em casa.
O tempo tem mostrado de tudo um pouco, para que por um lado possamos ter sol a lembrar que estamos no verão, mas por outro não esquecendo que se temos paisagens verdejantes se deve à àgua que por aqui cai.
Voltarei a este espaço, já em terras lusas mas com muito que contar. Até breve.
Ana Cristina

segunda-feira, julho 23, 2007

Hoje o João teve trabalho até mais tarde e, como acontece de vez em quando, tive de tratar de tudo sozinha.
Questão: as mães solteiras (e/ou divorciadas e /ou viúvas) terão uma esperança média de vida menor?
Rita

domingo, julho 22, 2007

... EM FÉRIAS

Duas vidas que se unem durante cinquenta anos serão muitos momentos de felicidade e tristezas, muita partilha de sentimentos, muitos projectos que não resultam e necessáriamente muito amor. Será dificil de imaginar por quem não viveu tanto, mas é possível de sentir quando se observa o carinho com que se apoiam e se complementam. Foi muito bom partilhar o dia da renovacão dos votos destas duas pessoas, num dia inteiro de festa e alegria.
Para eles, continuacão de MUITA FELICIDADE...
Ana Cristina

Balanço de fim-de-semana

A sexta-feira foi dia de trabalho particularmente cansativo e com horário muito tardio e, quando assim é, o fim-de-semana sabe sempre a pouco...
Acordou-se um pouquinho mais tarde no sábado para compensar, mas a verdade é que não chegou e foi preciso fazer uma sesta de sono pouco profundo à tarde e adormecer mais cedo no sofá à noite. A única contrapartida foi mesmo a imensa saudade de uma filha que, em maré de adoração paterna nos últimos tempos, chamou-nos em primeiro lugar para todas as brincadeiras, mimos e pequenas exibições tradicionais...
No domingo (voltou-se ao mesmo, ou seja, à recusa dos braços da mãe para sair da cama logo pela manhã) foi dia de Francisca! A minha sobrinha está lindona, maior e com mais bochechas. Riu-se muito para mim e presenteou-me com belas visões da sua língua. Seguiu a Alice com os olhos assim que a viu e, em troca, recebeu festas mimosas na cara. Quanto aos meus cunhados, foi óptimo constatar a forma feliz e descontraída com que estão a iniciar a nova aventura da paternidade.
Ficou prometida uma visita de fim-de-semana da Francisca cá a casa e sinto-me verdadeiramente ansiosa... mas neste momento, o que me ocupa a mente é a previsão de uma semana demasiado trabalhosa... ai, ai (suspiro)...
Rita

quinta-feira, julho 19, 2007

Cá estou...

... a passar uns bons dias, entre o passeio e o convívio da família que me acolhe como deles. Amanhã será o grande dia e os preparativos ultimam-se, bem ao estilo dos protagonistas.


Hoje demos um belo passeio nesta cidade que se apresenta como a segunda do país e onde se vêm muito menos turistas, mas que se mostra com belos edifícios de arquitetura moderna e praia artificial, porque o sol quando nasce é para todos e não chover já é bom, mas a praia é só para alguns e quando não há ... faz-se.
Até um dia destes.
Ana Cristina

quarta-feira, julho 18, 2007

ESTOU DE FÉRIAS !!!

Escrevi a minha mensagem de ida de férias, saí de casa e fui no vôo das duas da manhã.
Chegamos às sete, a uma capital europeia já com algumas bicicletas mas ainda sem o trânsito febril que se encontra durante o "dia". Não sendo novidade, o frenesim das duas rodas fez-nos pensar como seria tão mais saudável ter um meio destes à porta e ir todos os dias para o trabalho, em pleno centro de Lisboa a pedalar... Mas mais giro ainda foi ver o F. afirmar que nós podiamos investir numas bicicletas compradas em Amesterdão, que assim poupavamos no aluguer e são das boas para pedalar em cidade, e depois levavamos as ditas para casa, que ele ía passar a adoptar este sistema de transporte. ... Já desistiu...
Foi um dia muito cansativo. Andámos horas sem parar, chegámos às dez da noite a casa, exaustos e prontos para pôr toda a conversa em dia. Hoje dormimos até tarde e estamos a curtir os sobrinhos.

Interessante foi constatar que em Lisboa não teríamos que esperar pelas nove e meia para encontrar um café aberto, e que não conhecemos mais nenhum sítio onde às seis horas esteja tudo em casa para jantar.
Até um dia destes...


Ana Cristina

segunda-feira, julho 16, 2007

VOU DE FÉRIAS...


Antes de partir, venho deixar-vos esta pequena mensagem. Estou de abalada para terras mais ou menos distantes, de lingua esquisita, bicicletas, muita chuva e túlipas.


Até daqui a uns dez dias.

Ana Cristina

Corte de cabelo

Antes, quando morava na outra casa que no fundo também ainda continua a ser minha, era a minha mãe que me cortava o cabelo. Ou pelo menos foi, durante muitos anos. Depois os cortes solicitados começaram a ser cada vez mais esquisitos e a minha mãe foi remetendo o serviço para os cabeleireiros.
Cortar o cabelo em casa obedecia a bizarros rituais. Tinha que ser antes de tomar banho e, dependendo do tamanho, ou seja, da idade, começava-se a pé na banheira e acabava-se sentada numa cadeira a olhar para o lavatório. A coisa mais estranha: tinha de estar quase nua, acho que era para os cabelos na roupa (e em todo o lado) não fazerem depois confusão à minha mãe.
Como será óbvio, depois desta descrição muitos não entenderão porque é que não gosto de me entregar, confortavelmente sentada e vestida, nas mãos de um cabeleireiro. Um qualquer, mesmo. Mas é mesmo verdade.
Troquei os papéis e gosto de ser eu agora a experimentar cortar o cabelo da Alice. As primeiras experiências foram a medo, só a franja e as pontinhas. Com muito cuidado para não asneirar a beleza e muito pavor de a magoar com a ponta aguçada da tesoura. Começo agora a ganhar descontração e apeteceu-me escadear, dar-lhe um look modernaço e fresco para o calor. Ficou espectacular, modéstia à parte a mão da tesoura. Mas, assim como assim, não tinha dúvidas que, mesmo que com um cabelo todo torto, a miúda ficaria sempre magnífica. Modéstia à parte.

Rita

domingo, julho 15, 2007

SOS Racismo

Hoje terminou a festa da diversidade e da igualdade de oportunidades. Apesar de não ter contado com a nossa presença, que tenho pena, quero deixar aqui a minha solidariedade para com esta iniciativa. Cá por casa, os brinquedos têm todos os mesmos direitos, sejam eles de que côr forem.

Ana Cristina

sexta-feira, julho 13, 2007

FUI À PRAIA...

Quem me conhece bem estranha a minha cor amarelada, de quem ainda não tinha visto a praia este ano. O meu costume é, aliás, nesta época já não ir à praia por ter matado as saudades todas logo em Maio e Junho. Este ano é diferente em muitos aspectos, até neste.


Hoje fui apanhar o meu primeiro arzinho de sol que, apesar de se adivinharem férias serão em terras de muita água. No fim ainda comi uns petiscos na esplanada bem acompanhados de conversa e bebida.

Imagem criada no South Park
Ana Cristina

segunda-feira, julho 09, 2007

Esta semana...

... termino as aulas deste primeiro de dois anos. O próximo vai começar com os pendentes deste ano e será o da TESE.

Não tem sido fácil até aqui, mas adivinham-se novos tempos de muito trabalho. Por agora não desisto de preparar o próximo trabalho, mesmo sabendo que não será entregue na data destinada. Ficará, este também, para a época especial, que férias são férias e neste caso são incompatíveis com o computador, os artigos e os trabalhos...

Ana Cristina no South Park
Respondo hoje, porque a net me pregou umas partidas, ao desafio que esta menina de deu.

  1. Pegar no livro mais próximo. Neste caso fui à mesa de cabeceira, que junto do pc só estão os técnicos e este aguarda pacientemente a minha leitura. - Peguei no "A Misteriosa chama da Rainha Loana", de Umberto Eco, Edição Circulo de Leitores
  2. Abrir o livro na prágima 161. - Abri e deparei-me com uma página com texto, e um poema.
  3. Transcrever a 5ª frase completa da página em causa. Será a primeira frase do poema. - "Se eu pudesse ter mil liras por mês, sem exagerar, estaria certo de encontrar, toda a felicidade!" Engraçado o dinheiro como fonte de felicidade. Pelo menos, o dinheiro como fonte de não infelicidade pela falta dele.
  4. Passar este desafio a outras meninas. Aqui a Sandra vai-me desculpar mas hoje não estou muito desafiadora. Convido a Rita, a minha irmã a também responder a este desafio.
Até amanhã, que hoje o estômago está a pedir descanso no sofá.
Ana Cristina

terça-feira, julho 03, 2007

A sessão fotográfica felina...

Nestas férias a Fera (a minha sobrinha-gata) revelou-se uma verdadeira modelo fotográfica, sem medo da máquina, cheia de confiança e de ternura. Fotografei-a várias vezes e deixo aqui as mais lindas imagens que consegui.

O Pilas, por outro lado, continua sem gostar do zoom e do aparelho apontado para ele. Mas está cada vez com mais mimo e deixou-se fotografar em troca de umas festinhas.

Também há mais fotos aqui.

Ana Cristina

sábado, junho 30, 2007

Uma semana sem net...

Esta semana não pude visitar nem o nosso espaço nem os das meninas que gosto de espreitar. Não tive net...

E nestes dias tinha tanto para falar. Da semana com mais pessoas conhecidas que fazem anos, uma por dia... Das bonecas de infância que acompanham as incursões da sobrinha cá a casa... Da sessão fotográfica da Fera... Dos pequenos grandes pensamentos que inundaram estes últimos dias. Tenho ainda que responder ao desafio lançado por uma menina daqui da blogosfera.

Hoje digo só que já cá estou.


Ana Cristina

quinta-feira, junho 28, 2007

terça-feira, junho 26, 2007

Dilemas de sempre, para sempre

A minha querida amiga Dê (cliente assídua neste blogue, embora um pouco distante nos últimos tempos... ouviste?!) anda há mais tempo do que eu nestas andanças da maternidade. Falamos frequentemente das dúvidas, experiências, trocamos novos desenvolvimentos e rimo-nos das diversas histórias... e, de vez em quando também nos comovemos...
Acho que talvez nunca lhe tenha dito, mas com ela aprendo muito, já há muito tempo. Como aprendo com as amigas que são mães mais recentes ou com as que nem o são, claro... Venho para casa muitas vezes a pensar no que me contaram, nos seus dilemas que se transformam ou provavelmente transformarão nos meus... E fico por vezes com coisas para lhes dizer...
Dê, és uma excelente mãe e espero que não o questiones frequentemente. Porque ser uma boa mãe não é não ter medos... de mandar os filhos à praia com a escola, de os deixar ir de férias com os avós, de que lhes aconteça algo... medo dos riscos que correm, que correrão sempre... Ser boa mãe, acho eu, é tentar minorar os perigos ao máximo... mas deixá-los voar... saber que, quanto mais preparados, melhor será um dia a sua opção nas várias escolhas que terão de tomar... E assim, ser uma boa mãe é como tu és, ir trabalhar com a ruga na testa, mas enfrentar a preocupação e aprender a viver com ela...
Por isso é que me lembrei do Nemo... «Porque se não deixares que lhe aconteça nada, aí é que não vai mesmo acontecer-lhe nada...!»
Rita

sexta-feira, junho 22, 2007

Férias cá em casa

Sempre que uma de nós vai de férias, o filho-gato vai também fazer umas férias para casa do primo. Cresceram juntos e têm a mesma idade, por isso não se estranham muito. Os primeiros dias são sempre uma fase de ansiedade, para eles e para nós. O Pilas a correr atrás da Fera. A Fera a rosnar e a gritar. A Fera a passar o dia debaixo da cama. O Pilas em cima da cama à espera. Nós a ignorar o ritual, a dar uns mimos, a dar umas palmadas, a dormir mal...
Mas passado uns três dias o ambiente começa a desanuviar. No final da primeira semana já se amam profundamente e as brigas são as de dois irmãos.

Quem agora os vê, no fim das férias, não imagina como foi todo o ritual até aqui.
Ana Cristina


quinta-feira, junho 21, 2007

Nós por cá...

Chego a casa e coloco um cd da Aretha Franklin. Danço. Acho que dançar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. E eu gosto mesmo quando estou cansada. Às vezes gosto porque estou cansada. Sai cansaço, saiam pequenas frustrações, sai tensão, saiam de mim. Daquela forma amalucada que toda a gente tem guardada dentro de si para dançar para si, danço. Danço para mim e para ela. Ela também gosta de dançar, às vezes ao meu colo, abraçadinha ou com acrobacias pelo meio. Na maior parte das vezes a pé, já está a ficar pesada para aquentar dançar com ela ao colo muito tempo. Ela vai investindo em novos gestos com os braços ou cabeça. Dou-lhe tempo, crescer implica ir aos poucos, mas nesta altura até se vai muito depressa. Ela dança pouco tempo, tem andado particularmente estafada e hoje prefere deitar-se a ver, de chucha na boca. Sorri, acho que é por eu dizer que ela me faz sentir «a natural woman». Hoje danço sozinha. Dou-lhe tempo, um dia a música, o tempo, o mundo será nosso. Ou não. Como ela quiser.
Rita

terça-feira, junho 19, 2007

Férias - Parte 2

Não sei se fiz muitos castelos na areia quando pequena.
Lembro-me de um dia fabuloso, não sei onde, em que eu e a Cristina (mais ela, claro) fizemos um barco... era o interior de uma espécie de barco a remos em tamanho real (o tamanho real de quando se é pequeno, é óbvio) e podíamos sentar-nos lá dentro...
Lembro-me de uma fase em que a Cristina tinha a mania dos túneis e todas as construções tinham túneis e mais túneis e túneis a sair de túneis e decompostos em dois túneis... enfim, era uma chata, já se vê...
Não me lembro do meu balde, mas lembro-me de invejar os miúdos que tinham todo o tipo de apetrechos, principalmente os moinhos de areia... ai, o que eu queria um moinho... hoje não sei a grande utilidade que deveria ter aquilo, mas já se sabe que puto que é puto quer sempre o que tem o puto do lado, ou não?! À Alice, por exemplo, comprámos o baldinho mais pequeno e simples, com meros pá e ancinho, mas ela na loja gostou logo de um que trazia também regador... Em resumo, apaixonou-se pelo regador de uma outra cachopita e passou uma série de tempo a encher o dito, trazê-lo para a areia, despejar a água para a areia e pernas e a seguir tornar a encher, etc e tal... Sabe-se lá se lhe tivéssemos dado o balde com regador, se lhe tinha ligado alguma coisa???
Não sei se fiz muitos castelos de areia em pequena. Mas estas férias fiz, com certeza, o primeiro de muitos.
Convém dizer que a Alice não se interessou minimamente por ele, fez até os possíveis por destrui-lo. De forma que, a certa altura, dei por mim a fazer o castelo porque EU queria.
Não sei se fiz muitos castelos de areia em pequena. Mas vou fazer muitos agora em crescida. Ainda é bom brincar. Acho que é até cada vez melhor.

Rita

segunda-feira, junho 18, 2007

As férias - Parte 1

No Alentejo vamos para a praia nesta figura, super carregados.
Mesmo que por poucas horas, levamos sempre, para além de uma filha de quase dois anos, um Pastor Alemão bastante energético à trela, um chapéu de sol, uma barreira, o saco com as toalhas, fraldas, muda de roupa, água para nós, água para o Kaos, iogurtes e fruta, livros e jornais (não vá termos tempo!). Como se não bastasse, decidimos comprar um baldinho com pá e ancinho.
Às vezes trazemos ameijoas, pedrinhas ou conchinhas, conforme o fascínio possível dos pais ou filha. E o lixo, trazemos sempre o lixo que fazemos, durante a brutal extensão de areia que percorremos quando chegamos para nos afastarmos de qualquer viva alma que por lá esteja, e ainda pelo passadiço de madeira até ao carro.
Voltamos ensalitrados ou molhados, areiados, cansados, na mesma carregados, mas também saciados e animados. Viva a praia.
Rita

domingo, junho 17, 2007

De regresso

Estamos de volta, depois de magníficos dias por praias das costas Vicentina e Algarvia. Os ameaços de mau tempo provocaram um regresso adiantado, mas nem por isso deixámos de aproveitar os dias até ao fim... Chegámos há pouco da Gulbenkian, onde se pensa sobre o estado do mundo... E num intervalo entre viagens, levámos a Alice a conhecer o Aquário Vasco da Gama. Tudo muito aproveitadinho, que as próximas parecem estar muito longe...
Promete-se mais sobre as férias nos próximos capítulos. Agora não apetece.
Rita

sexta-feira, junho 08, 2007

Um presente antigo

Esta caixa fizemos para a Sara, a nossa prima mais nova. Foi-lhe oferecida pelo Natal e, esperou até hoje por aparecer a publico. Esperava por dias inspiradores de bonitos textos. Sai a público hoje, num dia bonito que lembra belas paisagens floridas, férias e sol. Afinal nunca é tarde para mostrar um presente feito com muito carinho.

ver também aqui, aqui e aqui
Ana Cristina

quinta-feira, junho 07, 2007

Voltei !!!

Acho que perdi o hábito de deixar aqui o que me vai na alma. Na realidade nunca me tive em grande escritora, e nunca fui de fazer diário por muito tempo. Por períodos passei para palavras os meus pensamentos de adolescente mas nunca de forma continuada. Para mim sempre deixei a “observação e análise” do que os outros escrevem, como amante que sou da palavra escrita pelos outros.

O ano passado, com a criação deste espaço comprometi-me a ser persistente na escrita mas ultimamente não tenho cumprido. Porque nestes últimos tempo um período de tristeza que ainda está em fase de turbulência tem visitado frequentemente os poucos tempos de reflexão. Porque a Rita, a outra mana Ranha, tem tratado de manter este espaço sabendo que da minha parte espera por dias melhores. Porque não é fácil encontrar tempo para cumprir todas as tarefas de mulher trabalhadora, estudante, fada do lar (esta sim, uma piada das melhores) e ainda criadora das Oficinas RANHA.

Está na hora de voltar, por isso AQUI ESTOU.
Ana Cristina

domingo, junho 03, 2007

Depois de seis meses sem descanso...

Compromissos / Projectos / Encomendas / Próximas obras:
  • acabar uma camisola
  • fazer um casaco
  • fazer uma camisola, duas saias e um saco para a Ana Prima
  • acabar uma camisola e um candeeiro para a Tina
  • fazer dois candeeiros
  • acabar o estudo para uma tela e pôr mãos à obra

Será que conseguirei fazer alguma destas coisas nas próximas duas semanas em que vou estar de férias?! Sim, porque o pessoal que nos desculpe mas os ânimos estiveram em baixo durante algum tempo e os outros afazeres são sempre tantos... mas as encomendas não estão esquecidas... nelas poremos todo o nosso empenho, dedicação e carinho dos próximos tempos... Fica prometido!

Quanto à actualização do blog enquanto eu estiver no relax, na praia ou na esplanada ao solinho, fica a cargo da outra mana Ranha... mas é preciso considerar a sua falta de tempo, com o trabalho, o Mestrado, a casa e tudo o resto... enfim, vai ser o que puder ser, ok?! A todos, até já!

Rita

quinta-feira, maio 31, 2007

quarta-feira, maio 30, 2007

terça-feira, maio 29, 2007

Ainda nem há meia hora a deixámos com os avós e já estou com saudades...
Rita

segunda-feira, maio 28, 2007

Novamente prendas no correio!

A sexta-feira foi dia de prendas no correio... e é sempre tão bom quando isso acontece...!
Juntamente com as encomendadas almofadinhas de alfazema para aromatizar as gavetas da casa, a roupa, malas e afins, e os pins "mentoliptus" (na foto só aparece um, a Cristina ficou logo com o dela), vieram três belíssimos postais oferecidos, tudo etiquetado carinhosamente com cópias de ilustrações que vão directamente aumentar a minha colecção de marcadores de livros.
Se há coisa que já aprendi pelas comunidades artesãs da net, é que o que compramos nunca vem só e traz sempre uns mimos muito simpáticos... como se pode calcular, os mimos custam alguma quantia monetária ao artesão que os faz e disponibilizá-los assim, como oferta, deixa-me sempre particularmente enternecida. Por essa razão, um grande obrigado à Ana, de cognome Fric de Mentol, caracterizada por um talento fora do vulgar e um grande sentido de humor, bem visível naquilo que faz...
Rita

domingo, maio 27, 2007

Vida cultural activa

A continuar a saga do Oceanário, hoje a Alice teve a sua primeira experiência teatral na Sociedade Guilherme Cossoul, a ver a história d' "A menina que não sabia o que era o medo" (pela companhia Ovo Teatro).
Sabíamos que o espectáculo era para meninos "pequeninos-pequeninos", mas confesso que trememos quando a moça perguntou «1 ano e 9 meses?! E está habituada?!»... Não estava, mas portou-se lindamente. Sentada nas minhas pernas primeiro, a partir de certa altura a pé (ai que ela vai entrar pelo cenário adentro...) e, finalmente, sentada meio metro à minha frente, de acordo com a sua forma de ser independente. E a modos que participou no diálogo final, com a actriz, e até fez um desenho e tudo... trouxe umas estrelinhas de papel na mão que, mesmo amarrotadas, fizeram successo o dia todo...
Rita

sexta-feira, maio 25, 2007

Por aí...


Mosaico hidráulico da minha rua (o que significou uma vizinha a perguntar-me se me tinha enganado, quando me viu a sair de máquina em punho de outra porta que não a nossa).
Para quem tenha curiosidade de saber o que é, veja aqui e aqui.
Rita

quarta-feira, maio 23, 2007

A outra margem

Fiquei hoje a saber que durante pouco menos de um ano habitei um deserto.
Um deserto sem casas, sem comércio, sem hotéis, sem turismo, sem hospitais, sem indústria, sem gente, sem nada. De maneira que durante todo esse tempo (mais até, se lhe juntar os meses vividos tempos antes entre o Barreiro e Setúbal), vivi a ilusão de achar que Almada, apesar de tudo, era um melhor subúrbio do que aquele onde tinha vivido toda a minha vida até então, na linha de Sintra. Apesar de tudo. E este apesar de tudo era apesar de todas as casas, do comércio, do turismo, das indústrias, apesar daquela gente toda...!
E ilusão deve ter sido também o facto de alguma vez ter pensado que a Ota não era mais do que um pântano...
Concordo com o Presidente da Câmara de Alcochete, deveríamos estar habituados a estas patacoadas dos nossos ministros (mesmo dos que são engenheiros inscritos na Ordem)... E logo a este ninguém o cala, nem demite, nem suspende...
Rita

terça-feira, maio 22, 2007

O primeiro passeio de turma

A creche lembrou-se de organizar para hoje uma ida ao Oceanário. Cerca de quinze miúdos entre o ano e meio e os dois anos, três profissionais da coisa e três mães, profissionais só dos que têm em casa.
Poder-se-ia pensar que é demasiado cedo para "excursões de turma", mas aprender e passear nunca é demais, por isso lá rumámos todos ao grande tanque de peixes e afins. São impressionantes as reacções, há-as de todos os géneros, de acordo com o feitio de cada um: os que ficam quietos, os que se chegam perto, os que ficam a ver de longe e agarrados (como se os tubarões pudessem quebrar o vidro), os que gritam de excitação, os que se cansam e aqueles que parecem ganhar embalagem só quase à saída.
Para quem também pense que também é cedo para se fazer piqueniques e comer sandochas na relva, desengane-se! Toca de ir para os parques e jardins com os filhos ao fim-de-semana, antes que se olhe para eles a dizer que preferem ir sair com os amigos e se chegue à conclusão que é tarde...
Cá em casa a mãe aguarda a oportunidade de comprar um livro de espécies marítimas, para consolidar o vocabulário recentemente adquirido... um que fale de tubarões, mantas, raias, pinguins e lontras... Mas só amanhã, hoje a mãe está muito cansada da aventura e prefere ficar a meditar sobre qual será o futuro dos filhos quando os educadores e auxiliares das creches tiverem de trabalhar até aos 80...
Rita

sexta-feira, maio 18, 2007

O dia de hoje

Arranhão no pé, de deixar a canoa passar por cima dele. Hematoma nas costas, de as raspar no assento da canoa enquanto se rema. Marca de ligeira queimadura nas pernas a marcar o local dos calções - uma subespécie do chamado "bronze à pedreiro" -, o único sítio do corpo que não deve ter sido bem besuntado de protector solar "enfant" factor 60. Sono às 21H26. Dores intensas nos ombros e costas, peso nos braços, estado de quase impossibilidade de escrever ao computador ou falar ao telemóvel.
Isto é o que tem quem também tem um relacionamento de trabalho que permite tirar um dia para ir fazer canoagem em equipa.
Hoje, a vida sorri-me.
Rita

quinta-feira, maio 17, 2007

Livros!!!!

Chegaram novas estantes cá a casa... compradas porque se encontravam com um grande desconto, por mero acaso, o que nós queríamos mesmo quando entrámos na loja era um cabide...
Enfim, chegaram e já conseguimos pôr uma delas no seu lugar. E fomos desencaixotar os livros de autores de língua portuguesa que se encontravam guardados há mais de três anos (três!).
Ai, sensação maravilhosa a de ter livros na mão, de poder folheá-los e relembrar as suas histórias ou pensar nas que ainda temos por ler... Adoro livros, adoro ler, adoro livrarias... Tento comprometer-me comigo mesma a só comprar um quando tiver lido todos, mas nas estantes existe pelo menos (!) uma dezena cujos enredos ainda não conheço... E vem aí a Feira!
Rita

quarta-feira, maio 16, 2007

Actividade de fim-de-semana

Desde Fevereiro que um dos nossos programas de fim-de-semana é a natação para bebés.
Na Piscina Municipal de Alfama os dois pais podem acompanhar e foi a razão porque acabámos por escolhê-la entre esta e outra em que teríamos a companhia de amigos.
Para quem possa achar, como acontecia connosco, que andar na piscina com a filha de quase 21 meses é uma mera brincadeira para nós e para ela, desengane-se. A natação para bebés é uma actividade séria levada a brincar, onde a criança aprende os rudimentos da respiração, os primeiros movimentos nadatórios e as técnicas iniciais para mergulhar. Sempre a rir, numa piscina cheia de bonecada, bolas e pranchas coloridas.
A Alice adora, desde o momento em que veste o fato de banho, ainda em casa. E os seus desenvolvimentos são incríveis, de semana para semana. Estou convencida também que todos os momentos no balneário no pós natação são importantes para a aprendizagem da sua autonomia.
A quem esteja interessado, prepare-se em ter o que dar de comer ao seu filho imediatamente a seguir... e, já agora, em facultar-lhe onde dormir no caminho para casa.
Como se vê, por todos os motivos e mais alguns, a natação para bebés aconselha-se. Vivamente.
Rita

quarta-feira, maio 09, 2007

terça-feira, maio 08, 2007

Falar, recordar, desabafar

Hoje sonhei com as duas.
Apercebo-me agora que têm aparecido repetidamente nos meus sonhos. Ora uma ora outra mas a maioria das vezes as duas, juntas, como sempre estiveram associadas, pelo menos na minha memória de mais nova. Juntas como se encontram "fisicamente" agora, a tomar conta uma da outra, como acho que sempre fizeram.
Fico muito contente por me visitarem em sonhos. Consola-me e descansa-me, faz-me sentir menos "abandonada". Talvez não vá acontecer para sempre. Talvez só enquanto for necessário para me consolar.
Tão pouco sei o que sonho, na maioria das vezes. Só sei que estão lá as duas. Velam-me.
Ainda tenho vontade de chorar de vez em quando, mas já sou capaz de ler os posts que lhes escrevemos sem o fazer. Tento fazer o que alguém me disse há uns tempos e pensar no tudo de bom que foi tê-las na minha vida. Os sonhos ajudam a lembrar e a fingir que ainda estão lá, à espera das nossas férias. Espero que não acabem.
Rita

segunda-feira, maio 07, 2007

Aventuras domésticas

Para quê triciclos e cavalinhos de pau, se podemos andar pela casa montadas no aspirador?!
Rita

quarta-feira, maio 02, 2007

Há fins de tarde em que os nossos filhos não gostam nada de nós e agem como pequenos diabos e transformam os nossos princípios de noite em infernos nos quais nós passamos a ser mártires de todo o tipo de atrocidades até nos cansarmos e termos vontade de gritar e mudar o jogo diabólico até ao momento em que nos olhamos de repente ao espelho e ficamos surpreendidos com o nosso ar fisicamente transtornado e temos uma vontade terrível de só chorar...
Rita

domingo, abril 29, 2007

Uma prenda especial...

Acho que todos nós temos, para além da recordação de prendas especiais que nos deram, os momentos das prendas especiais que oferecemos... a cara de surpresa, o brilho nos olhos, a repetição das palavras na boca de quem recebe...
Este fim de semana a nossa mãe fez anos. E como não tínhamos ainda oferecido nada pelo aniversário do pai há uns meses, juntámo-nos, as duas famílias descendentes, e demos-lhes, aos dois, uma viagem de balão... e tivemos o momento... o tal, o dito do gozo supremo da prenda oferecida por nós...
As caixinhas mágicas do Rui - o amigo que deixou aquilo que se costuma chamar de bom emprego para perseguir o seu sonho de criar uma empresa de odisseias - fizeram um enorme sucesso... agora aguardamos todos pelo dia em que eles partirão no seu balão insuflado... e nós ficaremos de nariz no ar, a roermo-nos de inveja...
Rita

terça-feira, abril 24, 2007

Despedida do Pequeno Herói

No sábado passado foi a despedida.
O Pequeno Herói rumou decerto para outras paragens longínquas, à procura de outros meninos sedentos de aventuras literárias... Aos que cá ficam resta-lhes a lembrança das últimas histórias, o doce aperitivo para as viagens que a partir de agora fazem sozinhos, tal qual os pequenos heróis que são. Que somos todos.
Rita

segunda-feira, abril 23, 2007

Noites primaveris...

Acabámos de chegar do indiano. E parece que finalmente começaram as noites primaveris.
É maravilhoso poder andar sem casaco na rua, ouvir vozes de pessoas que passeiam a conversar, sentir o cheiro do detergente dos passeios à frente das lojas, lavados aquando da hora de fecho. É maravilhoso poder espreitar nas montras à noite os milhentos objectos que não vamos comprar de dia. É maravilhoso ver o eléctrico a correr nos carris, liberto do trânsito. É maravilhoso ver os novos vizinhos nas novas janelas do novo prédio restaurado dali do fundo, imaginá-los felizes nas suas novas vidas.
Uns graus acima e as velhotas daqui começam a pôr as cadeiras na rua, no passeio entre as portas das suas casas e os carros estacionados, a gozarem o calor nocturno. Uma imensa aldeia cosmopolita e anónima, esta onde estamos.
Como é bom viver aqui.
Rita

quarta-feira, abril 18, 2007

O Pequeno Herói

A pequena heroína desta casa entrou muitas vezes no "Pequeno Herói". Ia direita às almofadas do cantinho e começava a brincar.
A mãe da pequena heroína folheava os livros, maravilhada, e pensava sempre como gostaria de se deitar ali pelo chão e ficar sossegadamente a ler, esquecer-se que estava na mais bela livraria infantil de Lisboa e apenas usufruir do espaço.

O "Pequeno Herói" acabou. Foi um grande e magnífico projecto, sonhado por quem decerto gosta tanto de ler como eu, mas num país onde a maior parte das casas não tem uma mão cheia de livros por morador. Eu, que envaidecia a "minha" livraria da Graça a toda a gente, fico mais pobre. Comigo, empobrecem a minha filha e todos os nossos amigos de palmo e meio. Que pena.

Rita

segunda-feira, abril 16, 2007

Um filme

Passei o dia todo de hoje com o filme de ontem na cabeça.
Eu tinha 18 anos quando se deu o genocídio do Ruanda. Tenho recordações das imagens dos corpos decepados amontoados pelas estradas e das palavras tantas vezes soadas na televisão... Ruanda, tutsis, hutus... Mas a verdade é que as memórias são poucas... Ou talvez a imaturidade ainda fosse muita, não sei...
Tive a plena consciência que estava inserida no tal grupo descrito pelo jornalista do filme... os que devem ter visto o caso no telejornal e devem tão somente ter pensado que era horrível o que se passava num qualquer local do mundo...
Hoje acordei envergonhada e tratei de informar-me sobre o assunto. Se não viram, aluguem o "Hotel Ruanda". Que melhor crítica pode ter um filme que nos provoca a este ponto?
Rita

sexta-feira, abril 13, 2007

Mais uma dela...

Se é verdade que «somos o que comemos», a Alice qualquer dia em vez de falar, mia...
Rita

quarta-feira, abril 11, 2007

Ritmo

A minha mãe faz coisas magníficas. Consegue fazer música quando bate palmas. Eu também quero aprender e por isso ela agarra-me nas mãos e dança com elas. Depois é a minha vez de abraçar as mãos dela e de ser eu a mandar no baile.
Rita

terça-feira, abril 10, 2007

???

Chiu... não digam nada a ninguém mas ainda agora, antes de a irmos deitar, quando estávamos a dobrar a roupa lavada que não precisa de ser passada a ferro, demos com ela a tentar vestir umas cuecas minhas... Dúvida: como se foi ela lembrar desse gesto associado a uma peça de roupa que ela não usa????
Rita

domingo, abril 08, 2007

Novidades

Cá em casa já existe um par de carrapitos, pitotes, totichos... porque os totós somos nós todos, completamente babados, a olhar para ela...
Rita

terça-feira, abril 03, 2007

Uf...

Gostava muito de vir aqui actualizar novidades mas, para além de neste momento não me lembrar de nenhuma, estou cheia de coisas para fazer. Vou trabalhar!
Rita

segunda-feira, abril 02, 2007

Uma semana diferente!

Na mesma semana em que com muita tristeza nos despedimos da tia Alcide ganhei um sobrinho, o Duarte, a lembrar mais uma vez (como se fosse necessário) que a vida continua, que temos é que aproveitá-la, que vale a pena enquanto com dura.
Dois acontecimentos que ficam na recordação, relacionados com toda a nossa essência. Antagonicos e complementares. Dois momentos que serão recordados como interligados, sem que nunca se cruzem.
Esta semana perdi a tia, ganhei um sobrinho. Só tenho pena da alegria não ser sentida em pleno.

Para um menino que espero venha a ter uma vida longa, cheia de qualidade e de alegria, desejo as melhores felicidades. Que viva com garra, porque a capacidade de aproveitar tudo o que a vida nos pode dar nem todos temos.

Duarte, sê muito, muito, muito FELIZ
Ana Cristina

terça-feira, março 27, 2007

Um adeus

Fazemos e refazemos as contas e chegamos à conclusão que foi em Junho ou Julho últimos que lhe falaram na massa que tinha no estômago ou esófago, já nem sei bem. A doença que tinha ameçado miná-la há dezoito anos, e que ela tinha vencido, voltara. Em Novembro ficámos a saber que nada adiantaria, as malditas células tinham-se reproduzido assustadoramente. E desta vez, ela não lhe ia ganhar.
A nossa Tia Alcide partiu este domingo. Em seu lugar deixou-me uma imensidão de recordações a que me tento agarrar, e um pânico muito íntimo, que ouso confessar aqui, de me vir a esquecê-las. Da suavidade maravilhosa da sua pele muito cor de rosa, que não podia apanhar sol. Do tom de voz com que atendia o telefone, que precisava sempre de um abanão. Do falar sozinha constante, que ela não gostava que presenciássemos e por isso eu me escondia em miúda, para poder ver. Do mau génio. Da lembrança dos croissants que ela queria sempre que eu trouxesse nas viagens de volta a Lisboa e que eu fui dispensando, para depois vir a lamentar o privilégio perdido. Das dezenas de vezes que se levantava quando estávamos à mesa e da forma de nos perguntar, a nós, mulheres da família, se os nossos companheiros queriam mais. Da forma infindável de contar as suas histórias, encadeadas umas nas outras, «lá vem o Saramago», dizia o meu pai. Da maior falta de sentido prático que eu alguma vez conheci, as carradas de roupeiros quase vazios e ela sempre a queixar-se da falta de espaço. E tanto, tanto mais que não está aqui e não estará nunca em lugar nenhum que não em nós...
Há pouco falávamos do medo que temos que, de tanta rispidez trocada em algumas discussões, ela pudesse ter alguma vez duvidado do importante e amada que era para nós. É que a nossa Tia Alcide era uma pessoa que enchia a casa, as nossas férias, a nossa família, já de si tão pequena.
E por muito que saibamos que nada há a dizer ou a fazer e que a vida é assim, subsiste o sentimento de que a nossa ficou bem mais pobre.

Rita
Ana Cristina

quinta-feira, março 22, 2007

A continuação da saga

A Alice partiu a cabeça. Galgou um armário na creche, puxou por um cabo de uma coluna e esta caiu-lhe em cima, de esquina armada.
No hospital fui encontrar uma educadora com uma expressão assustada («quando a vi, tinha tanto sangue na cara que nem lhe via o olho, mas ela já não chorava!») e uma filha com um corte pequeno, a querer percorrer os corredores a correr... Nada preocupante, Betadine e pele plástica, «não lave a cabeça hoje e amanhã quando lavar não use água muito quente», atenção aos sinais de traumatismo.

As perguntas que se impõem: porque razão os profissionais que trataram a Alice não se apresentaram?! Um «boa tarde, eu sou o enfermeiro x ou a dra. y» era bom de ouvir e eu pelo menos saberia como tratá-los... E está bem que na creche se enganaram na Alice e o papel da urgência foi passado noutro nome, mas isso não é motivo para não entender o pânico em que as pessoas devem ter ficado. Então porque razão o «obrigado pela sua compreensão, outros fariam quase um escândalo» do administrativo do hospital?! Entendemo-nos pouco, caramba. E esquecemo-nos muito que o dia de trabalho tem demasiadas horas para toda a gente e que por isso existem falhas, não só nos nossos dias de trabalho...

O importante é que assim que chegámos a casa tive de dar um açoitezito à Alice para não subir à mesinha de centro. Está fina.
Rita

quarta-feira, março 21, 2007

Dualidade maternal

Primeiro facto:
A Alice está - e julgo que a palavra adequada é mesmo aquela que me vem logo à cabeça - intrépida. De repente parece ter redobrado a energia e passa o tempo a correr de um lado para o outro, a gritar e a desafiar-nos. Ontem de manhã, em menos de uma hora, que é o tempo que medeia o seu acordar e a nossa saída de casa em conjunto, conseguiu aprender a técnica de subir para o sofá e para a mesinha de apoio e fê-lo dezenas de vezes para se aperfeiçoar. Na febre alpinista, dei com ela a tentar subir pelo conjunto de gavetas da cozinha, agarrada ao tampo de granito.
Fica tão impossível depois do seu gasto diário de infatigabilidade, que andamos a deitá-la antes das 20H30.

Segundo facto:
Interrogo-me se alguém poderá pensar que a minha filha de dezanove meses é vítima de algum tipo de violência. Neste momento tem: várias nódoas negras nas pernas, o lábio superior inchado e com uns grandes arranhões provenientes de uma queda no Domingo, um corte pequeno no lábio inferior, de uma queda na Segunda-feira e um hematoma na cara envolvendo parte da testa e lado do olho, de uma queda na Terça-feira.

Conclusão:
Olho para a Alice, a minha pequena bárbara de caracóis loiros, olhos azuis e pele clarinha, e sei que, ao mesmo tempo que a sua teimosia tem capacidade de me enfurecer em segundos, não sou capaz de deixar de sentir um enorme orgulho na sua temeridade, destreza e independência.

Rita

sexta-feira, março 16, 2007

Parabéns Cristina!

A Cristina, minha irmã mais velha, amiga de todas as horas, companheira deste blog, destas nossas Oficinas e de vida, faz hoje anos.
Nem todos devem e podem saber, mas eu posso jurar que ter irmãos é uma das melhores coisas do mundo. Pelo menos, é-o no meu mundo. E quem me conhece, sabe que não minto, basta contar a quantidade de vezes que a expressão «a minha irmã» me sai pela boca fora durante o dia. Ela também sabe e por isso é difícil dizer-lhe aqui algo inovador.
Tenho um orgulho enorme na minha irmã. Na pessoa que ela é. E tenho um orgulho maior ainda de a saber minha irmã.
Rita


Sinto-me um nadinha triste por não ter conseguido fazer a prenda que queria para ela. Sinto-me muito contente porque, daqui a umas horas, partimos todos para o Alentejo passar um fim de semana de comemoração. As três famílias que são uma só.

quinta-feira, março 15, 2007

Os quatro anos da Fera

A nossa Fera faz hoje quatro anos.
Eu passei o dia a pensar no texto que ia aqui escrever em sua honra quando chegasse a casa... mas a verdade é que acordei tão cedo, viajei tanto e sinto-me tão cansada que não consigo lembrar-me de nada... De qualquer forma, como acho que melhor presente do que palavras é deixá-la dormir comigo no sofá e mimá-la até cairmos as duas para o lado... até amanhã.
Rita

quarta-feira, março 14, 2007

Receita

Um miúdo ruivo e duas outras, já conhecidas, a que é também do prédio e que ofereceu batatas fritas e a enérgica de caracóis e sorriso simpático. Dois mais velhos, o primo da primeira e a irmã da segunda. As mães de todos, sentadas no muro, a de olhar suave afastada das outras e as outras, a de olhos muito azuis, a do prédio, com os ganchos e a irmã dela, que veste sempre de escuro. Baloiços. Duas bolas. Mais alguns miúdos, sem mães, inclusive o mesmo de há uns meses atrás. Um adulto e um jovem a fazer exercício físico. Mais para o fim, um grupo com cães a correr. Decerto analfabetos, a avaliar pela não leitura da placa a proibir os canídeos sem trela. Ou pelo desconhecimento da lei.
Nós.
Mistura-se tudo, junta-se temperatura primaveril e obtem-se um final de tarde perfeito no parque, a repetir.
Rita

segunda-feira, março 12, 2007

Uma peça das antigas

A fotografia não é das melhores, mas cá vai. Ou melhor, cá fica. Uma prenda de Natal antiga, para uns primos muito queridos.
Rita