sexta-feira, julho 13, 2007

FUI À PRAIA...

Quem me conhece bem estranha a minha cor amarelada, de quem ainda não tinha visto a praia este ano. O meu costume é, aliás, nesta época já não ir à praia por ter matado as saudades todas logo em Maio e Junho. Este ano é diferente em muitos aspectos, até neste.


Hoje fui apanhar o meu primeiro arzinho de sol que, apesar de se adivinharem férias serão em terras de muita água. No fim ainda comi uns petiscos na esplanada bem acompanhados de conversa e bebida.

Imagem criada no South Park
Ana Cristina

segunda-feira, julho 09, 2007

Esta semana...

... termino as aulas deste primeiro de dois anos. O próximo vai começar com os pendentes deste ano e será o da TESE.

Não tem sido fácil até aqui, mas adivinham-se novos tempos de muito trabalho. Por agora não desisto de preparar o próximo trabalho, mesmo sabendo que não será entregue na data destinada. Ficará, este também, para a época especial, que férias são férias e neste caso são incompatíveis com o computador, os artigos e os trabalhos...

Ana Cristina no South Park
Respondo hoje, porque a net me pregou umas partidas, ao desafio que esta menina de deu.

  1. Pegar no livro mais próximo. Neste caso fui à mesa de cabeceira, que junto do pc só estão os técnicos e este aguarda pacientemente a minha leitura. - Peguei no "A Misteriosa chama da Rainha Loana", de Umberto Eco, Edição Circulo de Leitores
  2. Abrir o livro na prágima 161. - Abri e deparei-me com uma página com texto, e um poema.
  3. Transcrever a 5ª frase completa da página em causa. Será a primeira frase do poema. - "Se eu pudesse ter mil liras por mês, sem exagerar, estaria certo de encontrar, toda a felicidade!" Engraçado o dinheiro como fonte de felicidade. Pelo menos, o dinheiro como fonte de não infelicidade pela falta dele.
  4. Passar este desafio a outras meninas. Aqui a Sandra vai-me desculpar mas hoje não estou muito desafiadora. Convido a Rita, a minha irmã a também responder a este desafio.
Até amanhã, que hoje o estômago está a pedir descanso no sofá.
Ana Cristina

terça-feira, julho 03, 2007

A sessão fotográfica felina...

Nestas férias a Fera (a minha sobrinha-gata) revelou-se uma verdadeira modelo fotográfica, sem medo da máquina, cheia de confiança e de ternura. Fotografei-a várias vezes e deixo aqui as mais lindas imagens que consegui.

O Pilas, por outro lado, continua sem gostar do zoom e do aparelho apontado para ele. Mas está cada vez com mais mimo e deixou-se fotografar em troca de umas festinhas.

Também há mais fotos aqui.

Ana Cristina

sábado, junho 30, 2007

Uma semana sem net...

Esta semana não pude visitar nem o nosso espaço nem os das meninas que gosto de espreitar. Não tive net...

E nestes dias tinha tanto para falar. Da semana com mais pessoas conhecidas que fazem anos, uma por dia... Das bonecas de infância que acompanham as incursões da sobrinha cá a casa... Da sessão fotográfica da Fera... Dos pequenos grandes pensamentos que inundaram estes últimos dias. Tenho ainda que responder ao desafio lançado por uma menina daqui da blogosfera.

Hoje digo só que já cá estou.


Ana Cristina

quinta-feira, junho 28, 2007

terça-feira, junho 26, 2007

Dilemas de sempre, para sempre

A minha querida amiga Dê (cliente assídua neste blogue, embora um pouco distante nos últimos tempos... ouviste?!) anda há mais tempo do que eu nestas andanças da maternidade. Falamos frequentemente das dúvidas, experiências, trocamos novos desenvolvimentos e rimo-nos das diversas histórias... e, de vez em quando também nos comovemos...
Acho que talvez nunca lhe tenha dito, mas com ela aprendo muito, já há muito tempo. Como aprendo com as amigas que são mães mais recentes ou com as que nem o são, claro... Venho para casa muitas vezes a pensar no que me contaram, nos seus dilemas que se transformam ou provavelmente transformarão nos meus... E fico por vezes com coisas para lhes dizer...
Dê, és uma excelente mãe e espero que não o questiones frequentemente. Porque ser uma boa mãe não é não ter medos... de mandar os filhos à praia com a escola, de os deixar ir de férias com os avós, de que lhes aconteça algo... medo dos riscos que correm, que correrão sempre... Ser boa mãe, acho eu, é tentar minorar os perigos ao máximo... mas deixá-los voar... saber que, quanto mais preparados, melhor será um dia a sua opção nas várias escolhas que terão de tomar... E assim, ser uma boa mãe é como tu és, ir trabalhar com a ruga na testa, mas enfrentar a preocupação e aprender a viver com ela...
Por isso é que me lembrei do Nemo... «Porque se não deixares que lhe aconteça nada, aí é que não vai mesmo acontecer-lhe nada...!»
Rita

sexta-feira, junho 22, 2007

Férias cá em casa

Sempre que uma de nós vai de férias, o filho-gato vai também fazer umas férias para casa do primo. Cresceram juntos e têm a mesma idade, por isso não se estranham muito. Os primeiros dias são sempre uma fase de ansiedade, para eles e para nós. O Pilas a correr atrás da Fera. A Fera a rosnar e a gritar. A Fera a passar o dia debaixo da cama. O Pilas em cima da cama à espera. Nós a ignorar o ritual, a dar uns mimos, a dar umas palmadas, a dormir mal...
Mas passado uns três dias o ambiente começa a desanuviar. No final da primeira semana já se amam profundamente e as brigas são as de dois irmãos.

Quem agora os vê, no fim das férias, não imagina como foi todo o ritual até aqui.
Ana Cristina


quinta-feira, junho 21, 2007

Nós por cá...

Chego a casa e coloco um cd da Aretha Franklin. Danço. Acho que dançar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. E eu gosto mesmo quando estou cansada. Às vezes gosto porque estou cansada. Sai cansaço, saiam pequenas frustrações, sai tensão, saiam de mim. Daquela forma amalucada que toda a gente tem guardada dentro de si para dançar para si, danço. Danço para mim e para ela. Ela também gosta de dançar, às vezes ao meu colo, abraçadinha ou com acrobacias pelo meio. Na maior parte das vezes a pé, já está a ficar pesada para aquentar dançar com ela ao colo muito tempo. Ela vai investindo em novos gestos com os braços ou cabeça. Dou-lhe tempo, crescer implica ir aos poucos, mas nesta altura até se vai muito depressa. Ela dança pouco tempo, tem andado particularmente estafada e hoje prefere deitar-se a ver, de chucha na boca. Sorri, acho que é por eu dizer que ela me faz sentir «a natural woman». Hoje danço sozinha. Dou-lhe tempo, um dia a música, o tempo, o mundo será nosso. Ou não. Como ela quiser.
Rita

terça-feira, junho 19, 2007

Férias - Parte 2

Não sei se fiz muitos castelos na areia quando pequena.
Lembro-me de um dia fabuloso, não sei onde, em que eu e a Cristina (mais ela, claro) fizemos um barco... era o interior de uma espécie de barco a remos em tamanho real (o tamanho real de quando se é pequeno, é óbvio) e podíamos sentar-nos lá dentro...
Lembro-me de uma fase em que a Cristina tinha a mania dos túneis e todas as construções tinham túneis e mais túneis e túneis a sair de túneis e decompostos em dois túneis... enfim, era uma chata, já se vê...
Não me lembro do meu balde, mas lembro-me de invejar os miúdos que tinham todo o tipo de apetrechos, principalmente os moinhos de areia... ai, o que eu queria um moinho... hoje não sei a grande utilidade que deveria ter aquilo, mas já se sabe que puto que é puto quer sempre o que tem o puto do lado, ou não?! À Alice, por exemplo, comprámos o baldinho mais pequeno e simples, com meros pá e ancinho, mas ela na loja gostou logo de um que trazia também regador... Em resumo, apaixonou-se pelo regador de uma outra cachopita e passou uma série de tempo a encher o dito, trazê-lo para a areia, despejar a água para a areia e pernas e a seguir tornar a encher, etc e tal... Sabe-se lá se lhe tivéssemos dado o balde com regador, se lhe tinha ligado alguma coisa???
Não sei se fiz muitos castelos de areia em pequena. Mas estas férias fiz, com certeza, o primeiro de muitos.
Convém dizer que a Alice não se interessou minimamente por ele, fez até os possíveis por destrui-lo. De forma que, a certa altura, dei por mim a fazer o castelo porque EU queria.
Não sei se fiz muitos castelos de areia em pequena. Mas vou fazer muitos agora em crescida. Ainda é bom brincar. Acho que é até cada vez melhor.

Rita

segunda-feira, junho 18, 2007

As férias - Parte 1

No Alentejo vamos para a praia nesta figura, super carregados.
Mesmo que por poucas horas, levamos sempre, para além de uma filha de quase dois anos, um Pastor Alemão bastante energético à trela, um chapéu de sol, uma barreira, o saco com as toalhas, fraldas, muda de roupa, água para nós, água para o Kaos, iogurtes e fruta, livros e jornais (não vá termos tempo!). Como se não bastasse, decidimos comprar um baldinho com pá e ancinho.
Às vezes trazemos ameijoas, pedrinhas ou conchinhas, conforme o fascínio possível dos pais ou filha. E o lixo, trazemos sempre o lixo que fazemos, durante a brutal extensão de areia que percorremos quando chegamos para nos afastarmos de qualquer viva alma que por lá esteja, e ainda pelo passadiço de madeira até ao carro.
Voltamos ensalitrados ou molhados, areiados, cansados, na mesma carregados, mas também saciados e animados. Viva a praia.
Rita

domingo, junho 17, 2007

De regresso

Estamos de volta, depois de magníficos dias por praias das costas Vicentina e Algarvia. Os ameaços de mau tempo provocaram um regresso adiantado, mas nem por isso deixámos de aproveitar os dias até ao fim... Chegámos há pouco da Gulbenkian, onde se pensa sobre o estado do mundo... E num intervalo entre viagens, levámos a Alice a conhecer o Aquário Vasco da Gama. Tudo muito aproveitadinho, que as próximas parecem estar muito longe...
Promete-se mais sobre as férias nos próximos capítulos. Agora não apetece.
Rita

sexta-feira, junho 08, 2007

Um presente antigo

Esta caixa fizemos para a Sara, a nossa prima mais nova. Foi-lhe oferecida pelo Natal e, esperou até hoje por aparecer a publico. Esperava por dias inspiradores de bonitos textos. Sai a público hoje, num dia bonito que lembra belas paisagens floridas, férias e sol. Afinal nunca é tarde para mostrar um presente feito com muito carinho.

ver também aqui, aqui e aqui
Ana Cristina

quinta-feira, junho 07, 2007

Voltei !!!

Acho que perdi o hábito de deixar aqui o que me vai na alma. Na realidade nunca me tive em grande escritora, e nunca fui de fazer diário por muito tempo. Por períodos passei para palavras os meus pensamentos de adolescente mas nunca de forma continuada. Para mim sempre deixei a “observação e análise” do que os outros escrevem, como amante que sou da palavra escrita pelos outros.

O ano passado, com a criação deste espaço comprometi-me a ser persistente na escrita mas ultimamente não tenho cumprido. Porque nestes últimos tempo um período de tristeza que ainda está em fase de turbulência tem visitado frequentemente os poucos tempos de reflexão. Porque a Rita, a outra mana Ranha, tem tratado de manter este espaço sabendo que da minha parte espera por dias melhores. Porque não é fácil encontrar tempo para cumprir todas as tarefas de mulher trabalhadora, estudante, fada do lar (esta sim, uma piada das melhores) e ainda criadora das Oficinas RANHA.

Está na hora de voltar, por isso AQUI ESTOU.
Ana Cristina

domingo, junho 03, 2007

Depois de seis meses sem descanso...

Compromissos / Projectos / Encomendas / Próximas obras:
  • acabar uma camisola
  • fazer um casaco
  • fazer uma camisola, duas saias e um saco para a Ana Prima
  • acabar uma camisola e um candeeiro para a Tina
  • fazer dois candeeiros
  • acabar o estudo para uma tela e pôr mãos à obra

Será que conseguirei fazer alguma destas coisas nas próximas duas semanas em que vou estar de férias?! Sim, porque o pessoal que nos desculpe mas os ânimos estiveram em baixo durante algum tempo e os outros afazeres são sempre tantos... mas as encomendas não estão esquecidas... nelas poremos todo o nosso empenho, dedicação e carinho dos próximos tempos... Fica prometido!

Quanto à actualização do blog enquanto eu estiver no relax, na praia ou na esplanada ao solinho, fica a cargo da outra mana Ranha... mas é preciso considerar a sua falta de tempo, com o trabalho, o Mestrado, a casa e tudo o resto... enfim, vai ser o que puder ser, ok?! A todos, até já!

Rita

quinta-feira, maio 31, 2007

quarta-feira, maio 30, 2007

terça-feira, maio 29, 2007

Ainda nem há meia hora a deixámos com os avós e já estou com saudades...
Rita

segunda-feira, maio 28, 2007

Novamente prendas no correio!

A sexta-feira foi dia de prendas no correio... e é sempre tão bom quando isso acontece...!
Juntamente com as encomendadas almofadinhas de alfazema para aromatizar as gavetas da casa, a roupa, malas e afins, e os pins "mentoliptus" (na foto só aparece um, a Cristina ficou logo com o dela), vieram três belíssimos postais oferecidos, tudo etiquetado carinhosamente com cópias de ilustrações que vão directamente aumentar a minha colecção de marcadores de livros.
Se há coisa que já aprendi pelas comunidades artesãs da net, é que o que compramos nunca vem só e traz sempre uns mimos muito simpáticos... como se pode calcular, os mimos custam alguma quantia monetária ao artesão que os faz e disponibilizá-los assim, como oferta, deixa-me sempre particularmente enternecida. Por essa razão, um grande obrigado à Ana, de cognome Fric de Mentol, caracterizada por um talento fora do vulgar e um grande sentido de humor, bem visível naquilo que faz...
Rita

domingo, maio 27, 2007

Vida cultural activa

A continuar a saga do Oceanário, hoje a Alice teve a sua primeira experiência teatral na Sociedade Guilherme Cossoul, a ver a história d' "A menina que não sabia o que era o medo" (pela companhia Ovo Teatro).
Sabíamos que o espectáculo era para meninos "pequeninos-pequeninos", mas confesso que trememos quando a moça perguntou «1 ano e 9 meses?! E está habituada?!»... Não estava, mas portou-se lindamente. Sentada nas minhas pernas primeiro, a partir de certa altura a pé (ai que ela vai entrar pelo cenário adentro...) e, finalmente, sentada meio metro à minha frente, de acordo com a sua forma de ser independente. E a modos que participou no diálogo final, com a actriz, e até fez um desenho e tudo... trouxe umas estrelinhas de papel na mão que, mesmo amarrotadas, fizeram successo o dia todo...
Rita

sexta-feira, maio 25, 2007

Por aí...


Mosaico hidráulico da minha rua (o que significou uma vizinha a perguntar-me se me tinha enganado, quando me viu a sair de máquina em punho de outra porta que não a nossa).
Para quem tenha curiosidade de saber o que é, veja aqui e aqui.
Rita

quarta-feira, maio 23, 2007

A outra margem

Fiquei hoje a saber que durante pouco menos de um ano habitei um deserto.
Um deserto sem casas, sem comércio, sem hotéis, sem turismo, sem hospitais, sem indústria, sem gente, sem nada. De maneira que durante todo esse tempo (mais até, se lhe juntar os meses vividos tempos antes entre o Barreiro e Setúbal), vivi a ilusão de achar que Almada, apesar de tudo, era um melhor subúrbio do que aquele onde tinha vivido toda a minha vida até então, na linha de Sintra. Apesar de tudo. E este apesar de tudo era apesar de todas as casas, do comércio, do turismo, das indústrias, apesar daquela gente toda...!
E ilusão deve ter sido também o facto de alguma vez ter pensado que a Ota não era mais do que um pântano...
Concordo com o Presidente da Câmara de Alcochete, deveríamos estar habituados a estas patacoadas dos nossos ministros (mesmo dos que são engenheiros inscritos na Ordem)... E logo a este ninguém o cala, nem demite, nem suspende...
Rita

terça-feira, maio 22, 2007

O primeiro passeio de turma

A creche lembrou-se de organizar para hoje uma ida ao Oceanário. Cerca de quinze miúdos entre o ano e meio e os dois anos, três profissionais da coisa e três mães, profissionais só dos que têm em casa.
Poder-se-ia pensar que é demasiado cedo para "excursões de turma", mas aprender e passear nunca é demais, por isso lá rumámos todos ao grande tanque de peixes e afins. São impressionantes as reacções, há-as de todos os géneros, de acordo com o feitio de cada um: os que ficam quietos, os que se chegam perto, os que ficam a ver de longe e agarrados (como se os tubarões pudessem quebrar o vidro), os que gritam de excitação, os que se cansam e aqueles que parecem ganhar embalagem só quase à saída.
Para quem também pense que também é cedo para se fazer piqueniques e comer sandochas na relva, desengane-se! Toca de ir para os parques e jardins com os filhos ao fim-de-semana, antes que se olhe para eles a dizer que preferem ir sair com os amigos e se chegue à conclusão que é tarde...
Cá em casa a mãe aguarda a oportunidade de comprar um livro de espécies marítimas, para consolidar o vocabulário recentemente adquirido... um que fale de tubarões, mantas, raias, pinguins e lontras... Mas só amanhã, hoje a mãe está muito cansada da aventura e prefere ficar a meditar sobre qual será o futuro dos filhos quando os educadores e auxiliares das creches tiverem de trabalhar até aos 80...
Rita

sexta-feira, maio 18, 2007

O dia de hoje

Arranhão no pé, de deixar a canoa passar por cima dele. Hematoma nas costas, de as raspar no assento da canoa enquanto se rema. Marca de ligeira queimadura nas pernas a marcar o local dos calções - uma subespécie do chamado "bronze à pedreiro" -, o único sítio do corpo que não deve ter sido bem besuntado de protector solar "enfant" factor 60. Sono às 21H26. Dores intensas nos ombros e costas, peso nos braços, estado de quase impossibilidade de escrever ao computador ou falar ao telemóvel.
Isto é o que tem quem também tem um relacionamento de trabalho que permite tirar um dia para ir fazer canoagem em equipa.
Hoje, a vida sorri-me.
Rita

quinta-feira, maio 17, 2007

Livros!!!!

Chegaram novas estantes cá a casa... compradas porque se encontravam com um grande desconto, por mero acaso, o que nós queríamos mesmo quando entrámos na loja era um cabide...
Enfim, chegaram e já conseguimos pôr uma delas no seu lugar. E fomos desencaixotar os livros de autores de língua portuguesa que se encontravam guardados há mais de três anos (três!).
Ai, sensação maravilhosa a de ter livros na mão, de poder folheá-los e relembrar as suas histórias ou pensar nas que ainda temos por ler... Adoro livros, adoro ler, adoro livrarias... Tento comprometer-me comigo mesma a só comprar um quando tiver lido todos, mas nas estantes existe pelo menos (!) uma dezena cujos enredos ainda não conheço... E vem aí a Feira!
Rita

quarta-feira, maio 16, 2007

Actividade de fim-de-semana

Desde Fevereiro que um dos nossos programas de fim-de-semana é a natação para bebés.
Na Piscina Municipal de Alfama os dois pais podem acompanhar e foi a razão porque acabámos por escolhê-la entre esta e outra em que teríamos a companhia de amigos.
Para quem possa achar, como acontecia connosco, que andar na piscina com a filha de quase 21 meses é uma mera brincadeira para nós e para ela, desengane-se. A natação para bebés é uma actividade séria levada a brincar, onde a criança aprende os rudimentos da respiração, os primeiros movimentos nadatórios e as técnicas iniciais para mergulhar. Sempre a rir, numa piscina cheia de bonecada, bolas e pranchas coloridas.
A Alice adora, desde o momento em que veste o fato de banho, ainda em casa. E os seus desenvolvimentos são incríveis, de semana para semana. Estou convencida também que todos os momentos no balneário no pós natação são importantes para a aprendizagem da sua autonomia.
A quem esteja interessado, prepare-se em ter o que dar de comer ao seu filho imediatamente a seguir... e, já agora, em facultar-lhe onde dormir no caminho para casa.
Como se vê, por todos os motivos e mais alguns, a natação para bebés aconselha-se. Vivamente.
Rita

quarta-feira, maio 09, 2007

terça-feira, maio 08, 2007

Falar, recordar, desabafar

Hoje sonhei com as duas.
Apercebo-me agora que têm aparecido repetidamente nos meus sonhos. Ora uma ora outra mas a maioria das vezes as duas, juntas, como sempre estiveram associadas, pelo menos na minha memória de mais nova. Juntas como se encontram "fisicamente" agora, a tomar conta uma da outra, como acho que sempre fizeram.
Fico muito contente por me visitarem em sonhos. Consola-me e descansa-me, faz-me sentir menos "abandonada". Talvez não vá acontecer para sempre. Talvez só enquanto for necessário para me consolar.
Tão pouco sei o que sonho, na maioria das vezes. Só sei que estão lá as duas. Velam-me.
Ainda tenho vontade de chorar de vez em quando, mas já sou capaz de ler os posts que lhes escrevemos sem o fazer. Tento fazer o que alguém me disse há uns tempos e pensar no tudo de bom que foi tê-las na minha vida. Os sonhos ajudam a lembrar e a fingir que ainda estão lá, à espera das nossas férias. Espero que não acabem.
Rita

segunda-feira, maio 07, 2007

Aventuras domésticas

Para quê triciclos e cavalinhos de pau, se podemos andar pela casa montadas no aspirador?!
Rita

quarta-feira, maio 02, 2007

Há fins de tarde em que os nossos filhos não gostam nada de nós e agem como pequenos diabos e transformam os nossos princípios de noite em infernos nos quais nós passamos a ser mártires de todo o tipo de atrocidades até nos cansarmos e termos vontade de gritar e mudar o jogo diabólico até ao momento em que nos olhamos de repente ao espelho e ficamos surpreendidos com o nosso ar fisicamente transtornado e temos uma vontade terrível de só chorar...
Rita

domingo, abril 29, 2007

Uma prenda especial...

Acho que todos nós temos, para além da recordação de prendas especiais que nos deram, os momentos das prendas especiais que oferecemos... a cara de surpresa, o brilho nos olhos, a repetição das palavras na boca de quem recebe...
Este fim de semana a nossa mãe fez anos. E como não tínhamos ainda oferecido nada pelo aniversário do pai há uns meses, juntámo-nos, as duas famílias descendentes, e demos-lhes, aos dois, uma viagem de balão... e tivemos o momento... o tal, o dito do gozo supremo da prenda oferecida por nós...
As caixinhas mágicas do Rui - o amigo que deixou aquilo que se costuma chamar de bom emprego para perseguir o seu sonho de criar uma empresa de odisseias - fizeram um enorme sucesso... agora aguardamos todos pelo dia em que eles partirão no seu balão insuflado... e nós ficaremos de nariz no ar, a roermo-nos de inveja...
Rita

terça-feira, abril 24, 2007

Despedida do Pequeno Herói

No sábado passado foi a despedida.
O Pequeno Herói rumou decerto para outras paragens longínquas, à procura de outros meninos sedentos de aventuras literárias... Aos que cá ficam resta-lhes a lembrança das últimas histórias, o doce aperitivo para as viagens que a partir de agora fazem sozinhos, tal qual os pequenos heróis que são. Que somos todos.
Rita

segunda-feira, abril 23, 2007

Noites primaveris...

Acabámos de chegar do indiano. E parece que finalmente começaram as noites primaveris.
É maravilhoso poder andar sem casaco na rua, ouvir vozes de pessoas que passeiam a conversar, sentir o cheiro do detergente dos passeios à frente das lojas, lavados aquando da hora de fecho. É maravilhoso poder espreitar nas montras à noite os milhentos objectos que não vamos comprar de dia. É maravilhoso ver o eléctrico a correr nos carris, liberto do trânsito. É maravilhoso ver os novos vizinhos nas novas janelas do novo prédio restaurado dali do fundo, imaginá-los felizes nas suas novas vidas.
Uns graus acima e as velhotas daqui começam a pôr as cadeiras na rua, no passeio entre as portas das suas casas e os carros estacionados, a gozarem o calor nocturno. Uma imensa aldeia cosmopolita e anónima, esta onde estamos.
Como é bom viver aqui.
Rita

quarta-feira, abril 18, 2007

O Pequeno Herói

A pequena heroína desta casa entrou muitas vezes no "Pequeno Herói". Ia direita às almofadas do cantinho e começava a brincar.
A mãe da pequena heroína folheava os livros, maravilhada, e pensava sempre como gostaria de se deitar ali pelo chão e ficar sossegadamente a ler, esquecer-se que estava na mais bela livraria infantil de Lisboa e apenas usufruir do espaço.

O "Pequeno Herói" acabou. Foi um grande e magnífico projecto, sonhado por quem decerto gosta tanto de ler como eu, mas num país onde a maior parte das casas não tem uma mão cheia de livros por morador. Eu, que envaidecia a "minha" livraria da Graça a toda a gente, fico mais pobre. Comigo, empobrecem a minha filha e todos os nossos amigos de palmo e meio. Que pena.

Rita

segunda-feira, abril 16, 2007

Um filme

Passei o dia todo de hoje com o filme de ontem na cabeça.
Eu tinha 18 anos quando se deu o genocídio do Ruanda. Tenho recordações das imagens dos corpos decepados amontoados pelas estradas e das palavras tantas vezes soadas na televisão... Ruanda, tutsis, hutus... Mas a verdade é que as memórias são poucas... Ou talvez a imaturidade ainda fosse muita, não sei...
Tive a plena consciência que estava inserida no tal grupo descrito pelo jornalista do filme... os que devem ter visto o caso no telejornal e devem tão somente ter pensado que era horrível o que se passava num qualquer local do mundo...
Hoje acordei envergonhada e tratei de informar-me sobre o assunto. Se não viram, aluguem o "Hotel Ruanda". Que melhor crítica pode ter um filme que nos provoca a este ponto?
Rita

sexta-feira, abril 13, 2007

Mais uma dela...

Se é verdade que «somos o que comemos», a Alice qualquer dia em vez de falar, mia...
Rita

quarta-feira, abril 11, 2007

Ritmo

A minha mãe faz coisas magníficas. Consegue fazer música quando bate palmas. Eu também quero aprender e por isso ela agarra-me nas mãos e dança com elas. Depois é a minha vez de abraçar as mãos dela e de ser eu a mandar no baile.
Rita

terça-feira, abril 10, 2007

???

Chiu... não digam nada a ninguém mas ainda agora, antes de a irmos deitar, quando estávamos a dobrar a roupa lavada que não precisa de ser passada a ferro, demos com ela a tentar vestir umas cuecas minhas... Dúvida: como se foi ela lembrar desse gesto associado a uma peça de roupa que ela não usa????
Rita

domingo, abril 08, 2007

Novidades

Cá em casa já existe um par de carrapitos, pitotes, totichos... porque os totós somos nós todos, completamente babados, a olhar para ela...
Rita

terça-feira, abril 03, 2007

Uf...

Gostava muito de vir aqui actualizar novidades mas, para além de neste momento não me lembrar de nenhuma, estou cheia de coisas para fazer. Vou trabalhar!
Rita

segunda-feira, abril 02, 2007

Uma semana diferente!

Na mesma semana em que com muita tristeza nos despedimos da tia Alcide ganhei um sobrinho, o Duarte, a lembrar mais uma vez (como se fosse necessário) que a vida continua, que temos é que aproveitá-la, que vale a pena enquanto com dura.
Dois acontecimentos que ficam na recordação, relacionados com toda a nossa essência. Antagonicos e complementares. Dois momentos que serão recordados como interligados, sem que nunca se cruzem.
Esta semana perdi a tia, ganhei um sobrinho. Só tenho pena da alegria não ser sentida em pleno.

Para um menino que espero venha a ter uma vida longa, cheia de qualidade e de alegria, desejo as melhores felicidades. Que viva com garra, porque a capacidade de aproveitar tudo o que a vida nos pode dar nem todos temos.

Duarte, sê muito, muito, muito FELIZ
Ana Cristina

terça-feira, março 27, 2007

Um adeus

Fazemos e refazemos as contas e chegamos à conclusão que foi em Junho ou Julho últimos que lhe falaram na massa que tinha no estômago ou esófago, já nem sei bem. A doença que tinha ameçado miná-la há dezoito anos, e que ela tinha vencido, voltara. Em Novembro ficámos a saber que nada adiantaria, as malditas células tinham-se reproduzido assustadoramente. E desta vez, ela não lhe ia ganhar.
A nossa Tia Alcide partiu este domingo. Em seu lugar deixou-me uma imensidão de recordações a que me tento agarrar, e um pânico muito íntimo, que ouso confessar aqui, de me vir a esquecê-las. Da suavidade maravilhosa da sua pele muito cor de rosa, que não podia apanhar sol. Do tom de voz com que atendia o telefone, que precisava sempre de um abanão. Do falar sozinha constante, que ela não gostava que presenciássemos e por isso eu me escondia em miúda, para poder ver. Do mau génio. Da lembrança dos croissants que ela queria sempre que eu trouxesse nas viagens de volta a Lisboa e que eu fui dispensando, para depois vir a lamentar o privilégio perdido. Das dezenas de vezes que se levantava quando estávamos à mesa e da forma de nos perguntar, a nós, mulheres da família, se os nossos companheiros queriam mais. Da forma infindável de contar as suas histórias, encadeadas umas nas outras, «lá vem o Saramago», dizia o meu pai. Da maior falta de sentido prático que eu alguma vez conheci, as carradas de roupeiros quase vazios e ela sempre a queixar-se da falta de espaço. E tanto, tanto mais que não está aqui e não estará nunca em lugar nenhum que não em nós...
Há pouco falávamos do medo que temos que, de tanta rispidez trocada em algumas discussões, ela pudesse ter alguma vez duvidado do importante e amada que era para nós. É que a nossa Tia Alcide era uma pessoa que enchia a casa, as nossas férias, a nossa família, já de si tão pequena.
E por muito que saibamos que nada há a dizer ou a fazer e que a vida é assim, subsiste o sentimento de que a nossa ficou bem mais pobre.

Rita
Ana Cristina

quinta-feira, março 22, 2007

A continuação da saga

A Alice partiu a cabeça. Galgou um armário na creche, puxou por um cabo de uma coluna e esta caiu-lhe em cima, de esquina armada.
No hospital fui encontrar uma educadora com uma expressão assustada («quando a vi, tinha tanto sangue na cara que nem lhe via o olho, mas ela já não chorava!») e uma filha com um corte pequeno, a querer percorrer os corredores a correr... Nada preocupante, Betadine e pele plástica, «não lave a cabeça hoje e amanhã quando lavar não use água muito quente», atenção aos sinais de traumatismo.

As perguntas que se impõem: porque razão os profissionais que trataram a Alice não se apresentaram?! Um «boa tarde, eu sou o enfermeiro x ou a dra. y» era bom de ouvir e eu pelo menos saberia como tratá-los... E está bem que na creche se enganaram na Alice e o papel da urgência foi passado noutro nome, mas isso não é motivo para não entender o pânico em que as pessoas devem ter ficado. Então porque razão o «obrigado pela sua compreensão, outros fariam quase um escândalo» do administrativo do hospital?! Entendemo-nos pouco, caramba. E esquecemo-nos muito que o dia de trabalho tem demasiadas horas para toda a gente e que por isso existem falhas, não só nos nossos dias de trabalho...

O importante é que assim que chegámos a casa tive de dar um açoitezito à Alice para não subir à mesinha de centro. Está fina.
Rita

quarta-feira, março 21, 2007

Dualidade maternal

Primeiro facto:
A Alice está - e julgo que a palavra adequada é mesmo aquela que me vem logo à cabeça - intrépida. De repente parece ter redobrado a energia e passa o tempo a correr de um lado para o outro, a gritar e a desafiar-nos. Ontem de manhã, em menos de uma hora, que é o tempo que medeia o seu acordar e a nossa saída de casa em conjunto, conseguiu aprender a técnica de subir para o sofá e para a mesinha de apoio e fê-lo dezenas de vezes para se aperfeiçoar. Na febre alpinista, dei com ela a tentar subir pelo conjunto de gavetas da cozinha, agarrada ao tampo de granito.
Fica tão impossível depois do seu gasto diário de infatigabilidade, que andamos a deitá-la antes das 20H30.

Segundo facto:
Interrogo-me se alguém poderá pensar que a minha filha de dezanove meses é vítima de algum tipo de violência. Neste momento tem: várias nódoas negras nas pernas, o lábio superior inchado e com uns grandes arranhões provenientes de uma queda no Domingo, um corte pequeno no lábio inferior, de uma queda na Segunda-feira e um hematoma na cara envolvendo parte da testa e lado do olho, de uma queda na Terça-feira.

Conclusão:
Olho para a Alice, a minha pequena bárbara de caracóis loiros, olhos azuis e pele clarinha, e sei que, ao mesmo tempo que a sua teimosia tem capacidade de me enfurecer em segundos, não sou capaz de deixar de sentir um enorme orgulho na sua temeridade, destreza e independência.

Rita

sexta-feira, março 16, 2007

Parabéns Cristina!

A Cristina, minha irmã mais velha, amiga de todas as horas, companheira deste blog, destas nossas Oficinas e de vida, faz hoje anos.
Nem todos devem e podem saber, mas eu posso jurar que ter irmãos é uma das melhores coisas do mundo. Pelo menos, é-o no meu mundo. E quem me conhece, sabe que não minto, basta contar a quantidade de vezes que a expressão «a minha irmã» me sai pela boca fora durante o dia. Ela também sabe e por isso é difícil dizer-lhe aqui algo inovador.
Tenho um orgulho enorme na minha irmã. Na pessoa que ela é. E tenho um orgulho maior ainda de a saber minha irmã.
Rita


Sinto-me um nadinha triste por não ter conseguido fazer a prenda que queria para ela. Sinto-me muito contente porque, daqui a umas horas, partimos todos para o Alentejo passar um fim de semana de comemoração. As três famílias que são uma só.

quinta-feira, março 15, 2007

Os quatro anos da Fera

A nossa Fera faz hoje quatro anos.
Eu passei o dia a pensar no texto que ia aqui escrever em sua honra quando chegasse a casa... mas a verdade é que acordei tão cedo, viajei tanto e sinto-me tão cansada que não consigo lembrar-me de nada... De qualquer forma, como acho que melhor presente do que palavras é deixá-la dormir comigo no sofá e mimá-la até cairmos as duas para o lado... até amanhã.
Rita

quarta-feira, março 14, 2007

Receita

Um miúdo ruivo e duas outras, já conhecidas, a que é também do prédio e que ofereceu batatas fritas e a enérgica de caracóis e sorriso simpático. Dois mais velhos, o primo da primeira e a irmã da segunda. As mães de todos, sentadas no muro, a de olhar suave afastada das outras e as outras, a de olhos muito azuis, a do prédio, com os ganchos e a irmã dela, que veste sempre de escuro. Baloiços. Duas bolas. Mais alguns miúdos, sem mães, inclusive o mesmo de há uns meses atrás. Um adulto e um jovem a fazer exercício físico. Mais para o fim, um grupo com cães a correr. Decerto analfabetos, a avaliar pela não leitura da placa a proibir os canídeos sem trela. Ou pelo desconhecimento da lei.
Nós.
Mistura-se tudo, junta-se temperatura primaveril e obtem-se um final de tarde perfeito no parque, a repetir.
Rita

segunda-feira, março 12, 2007

Uma peça das antigas

A fotografia não é das melhores, mas cá vai. Ou melhor, cá fica. Uma prenda de Natal antiga, para uns primos muito queridos.
Rita

quinta-feira, março 08, 2007

MULHER

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas lutam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para as suas crianças poderem tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando as suas crianças adoecem e alegram-se quando elas ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário ou um novo casamento.


Pablo Neruda
A "Mulher" na parede está na casa da Rita. Foi pintada por mim. Mostra-se hoje a lembrar o Dia Mundial da Mulher.

Ana Cristina




quarta-feira, março 07, 2007

Tarefas

Cá por casa andamos a descobrir as tarefas que podemos dar à Alice.
O «vai levar isto à mãe» é algo que já exercitamos há uns tempos mas que, convem dizer em abono da verdade, ela rege a seu belo prazer, como, quando e até onde entende.
Hoje experimentámos pela primeira vez o «desliga a televisão, neste botão». É óbvio que ela domina perfeitamente o acto e já conhece o dito botão há muito, mas a devida autorização ouvida em voz alta soou-lhe estranha e ficou a olhar-me, de dedo apontado, durante muito tempo, antes de se aventurar no mundo proibido até então.
A tarefa mais espectacular (para ela, entenda-se) deve ser «põe isto no lixo». É esta que a faz dispensar o resto de pão na mão para pedir um novo bocado logo a seguir. Ou não se importar de ficar com a mão entalada no cilindro de metal, só para conseguir abri-lo e meter a mão lá dentro...
De tudo, o mais engraçado é o ar satisfeito que essas pequenas autonomias lhe dão... a minha pequena miúda independente...
Algo me diz que terei de estar atenta ao que vai para ao lixo nos próximos tempos.
Rita

segunda-feira, março 05, 2007

Literalmente...

... uma filha debaixo das saias da mãe...
Ou... o que significa ter "pata de urso" (para as dúvidas que possam ter surgido no último post)...

Rita

domingo, março 04, 2007

Tango


Os pés despem os ténis, os sapatos rasos, as botas de montanha e as "pata de urso" e preparam-se para o treino.
O ensaio dura as horas possíveis, os músicos perguntam se querem que se repita um ou outro tango, os corpos exercitam todos os passos que recordam depois de tanto tempo de inactividade.
Horas mais tarde, as mesas estão cheias e a sala enorme está composta. Corpos e pés vestem os disfarces e rodopiam improvisadamente ao som maravilhoso da orquestra, gozando o momento. Palmas.
Os pés tornam a vestir o traje habitual, já doridos e arrependidos da falta de baile durante dias, meses, (anos?!) e rumam novamente para o carro que os levará a casa. Na boca um sorriso, no peito o suspiro de alívio.
Correu bem, como sempre.
Oficinas Ranha

quinta-feira, março 01, 2007

No correio...

... um ramo de flores diferente, cheio de Cor, para enfeitar as jarras cá de casa...
Rita

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Enquanto lhe faço o aerossol, dou-lhe a caixa dos soros fisiológicos para se entreter. E eis que de repente, a mocinha exclama, a apontar para a boneca: "Papou!"...
Rita

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Brincadeiras nas prateleiras


Recordo-me de lá em casa sempre ter podido brincar com os objectos que enfeitavam as prateleiras. Havia os de todo o tipo: os bibelots de louça, dignos de serem tratados pelo substantivo estrangeiro (palavra por si só antipática aos meus ouvidos) e aqueles mais... sei lá, tradicionais, culturais, o que se quiser chamar-lhes... os efectivamente bonitos...
Não me lembro de alguma vez ter partido algum deles, mas provavelmente fi-lo. Tão pouco me recordo de algum especial cuidado da minha mãe na sua arrumação, para impossibilitar que estivessem ao meu alcance. Ou de uma chamada de atenção para que tivesse mais cuidado com algum.
A casa e tudo o que havia na casa estava nas minhas mãos, não havia objectos proibidos. Aos meus olhos, todos os objectos eram tesouros a estimularem constante e intensamente a minha imaginação.
Admito que hoje, quando vejo a Alice a mexer no que está colocado nas prateleiras, não consigo deixar de tremer e apreciar ainda mais algumas das pequenas atitudes que sempre caracterizaram a educação dos meus pais. Claro que ela ainda é pequena e o risco de estrago é maior, mas a verdade é que o meu interior oscila, desde já, entre a liberdade de lhe oferecer todos os tesouros da casa e a arrumação dos mais resistentes e menos valorados nos locais a que ela já chega... Mas suponho que essa será sempre a oscilação do que representa ter filhos...
Por enquanto fica assim. A prateleira de baixo para ela, a segunda para o que pode ser partilhado sem perigo. E a partir daí, os futuros tesouros.
Rita

domingo, fevereiro 25, 2007

Lanche de Domingo


Hoje fomos lanchar ao "Espelho de Água", no Jardim da Amália, em pleno coração de Lisboa. Soube bem sair, depois do período de reclusão a que fui obrigada pela otite da Alice (reparo agora que Alice rima com otite, o prenúncio não é grande coisa...). A ela também lhe terá agradado, obviamente, e esforçou-se mais uma vez para nos demonstrar o seu ano e meio de independência... se não a tivéssemos visto tão mimocas nos últimos dias era capaz de jurar que a mocinha não precisava de nós para nada...
O Jardim da Amália aconselha-se, apesar dos mosquitos e da falta de manutenção a que assistimos. Tomara que tenha sido da chuva...
Rita

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Finalmente, para a minha filha!

Já há algum tempo que não me anda a apetecer fazer nada... Mas há mais tempo ainda que tinha prometido a mim mesma fazer algo para a Alice. Onde é que se via, fazer coisas para outros meninos e a da casa não ter direito a mostrar as habilidades da mãe e da tia por esse mundo fora...
(Verdade seja dita, a tia já tinha feito um Filhós todinho e só para ela, no seu primeiro Natal. A mãe é que andava a falhar.)

Há uns dias armei-me de linhas, agulhas, feltros, lantejoulas, missangas e botões e, nestes dias da doença da Alice, construí-lhe uma borboleta. Ela só lhe ligou quando lhe pus os olhos, mas agora reconhece-a no monitor do computador, enquanto este post é escrito.

Estou ansiosa por vê-la boa da otite, a voar com a borboleta vestida.

Rita

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Mais um ano...

Tal como no ano passado, hoje comemoramos na blogosfera o aniversário do Pilas. O quarto aniversário passou-se com companhia, com direito a festinhas, ao colo da dona e a montes de fotografias que, como as outras ficaram sempre tremidas ou desfocadas, ou ainda sem ele. De presente recebeu duas bolas de saco de plástico e uma caixa de cartão, os seus brinquedos preferidos. Felizmente são baratos.

Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Mais um Carnaval que passou...

... e não nos mascarámos nem comemorámos a rigor.
Ficou o divertimento de ver uma Alice com um fato emprestado de Capuchinho Vermelho, linda de morrer, ou com o fato de Espanhola, feito na creche. Não faço ideia se ela percebeu o panorama diferente, não tivemos oportunidade de a levar ontem a um dos locais onde imperam muitos mascarados porque adoeceu... é uma Alice com mais um Carnaval, mas será também com mais um dente ou mais uma virose para a colecção...
Rita

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval

Mesmo em época de muito pouco tempo e falta de disposição para a folia, ao contrário de outros anos, no serviço houve um tempinho para lembrar que carnaval é para ser festejado onde se quiser.

Beijinhos para todas as nossas visitas. Espero recuperar em breve o ritmo de noticias a que estava habituada.


Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Vintage

Antes de ter iniciado a saga das viagens pela net, "vintage" era para mim um termo que só dizia respeito ao vinho. E quando procuramos a definição, a palavra aparece de facto associada a este, quando a antiguidade e a especial qualidade das castas lhe conseguem conferir esse título.
A blogosfera veio alargar-me o conceito a tudo o que pretende ser definido com base em critérios semelhantes... muita gente fala em tecidos vintage, botões vintage e todo um leque de objectos que imaginar se possa.


Por causa disso, quando organizei os copos e copinhos que trouxe da antiga e eterna casa da minha Avó Joana para tirar esta fotografia, foi exactamente esta a palavra que se me surgiu na cabeça. Porque os copos e copinhos que eram da minha Avó podem não ser assim tão antigos ou de tão extremada qualidade, mas foi neles que bebi os galões da minha juventude nas férias que lá passava...

Vintage. Como tudo o que me foi deixado pela minha Avó Joana.


Rita