quarta-feira, maio 09, 2007

terça-feira, maio 08, 2007

Falar, recordar, desabafar

Hoje sonhei com as duas.
Apercebo-me agora que têm aparecido repetidamente nos meus sonhos. Ora uma ora outra mas a maioria das vezes as duas, juntas, como sempre estiveram associadas, pelo menos na minha memória de mais nova. Juntas como se encontram "fisicamente" agora, a tomar conta uma da outra, como acho que sempre fizeram.
Fico muito contente por me visitarem em sonhos. Consola-me e descansa-me, faz-me sentir menos "abandonada". Talvez não vá acontecer para sempre. Talvez só enquanto for necessário para me consolar.
Tão pouco sei o que sonho, na maioria das vezes. Só sei que estão lá as duas. Velam-me.
Ainda tenho vontade de chorar de vez em quando, mas já sou capaz de ler os posts que lhes escrevemos sem o fazer. Tento fazer o que alguém me disse há uns tempos e pensar no tudo de bom que foi tê-las na minha vida. Os sonhos ajudam a lembrar e a fingir que ainda estão lá, à espera das nossas férias. Espero que não acabem.
Rita

segunda-feira, maio 07, 2007

Aventuras domésticas

Para quê triciclos e cavalinhos de pau, se podemos andar pela casa montadas no aspirador?!
Rita

quarta-feira, maio 02, 2007

Há fins de tarde em que os nossos filhos não gostam nada de nós e agem como pequenos diabos e transformam os nossos princípios de noite em infernos nos quais nós passamos a ser mártires de todo o tipo de atrocidades até nos cansarmos e termos vontade de gritar e mudar o jogo diabólico até ao momento em que nos olhamos de repente ao espelho e ficamos surpreendidos com o nosso ar fisicamente transtornado e temos uma vontade terrível de só chorar...
Rita

domingo, abril 29, 2007

Uma prenda especial...

Acho que todos nós temos, para além da recordação de prendas especiais que nos deram, os momentos das prendas especiais que oferecemos... a cara de surpresa, o brilho nos olhos, a repetição das palavras na boca de quem recebe...
Este fim de semana a nossa mãe fez anos. E como não tínhamos ainda oferecido nada pelo aniversário do pai há uns meses, juntámo-nos, as duas famílias descendentes, e demos-lhes, aos dois, uma viagem de balão... e tivemos o momento... o tal, o dito do gozo supremo da prenda oferecida por nós...
As caixinhas mágicas do Rui - o amigo que deixou aquilo que se costuma chamar de bom emprego para perseguir o seu sonho de criar uma empresa de odisseias - fizeram um enorme sucesso... agora aguardamos todos pelo dia em que eles partirão no seu balão insuflado... e nós ficaremos de nariz no ar, a roermo-nos de inveja...
Rita

terça-feira, abril 24, 2007

Despedida do Pequeno Herói

No sábado passado foi a despedida.
O Pequeno Herói rumou decerto para outras paragens longínquas, à procura de outros meninos sedentos de aventuras literárias... Aos que cá ficam resta-lhes a lembrança das últimas histórias, o doce aperitivo para as viagens que a partir de agora fazem sozinhos, tal qual os pequenos heróis que são. Que somos todos.
Rita

segunda-feira, abril 23, 2007

Noites primaveris...

Acabámos de chegar do indiano. E parece que finalmente começaram as noites primaveris.
É maravilhoso poder andar sem casaco na rua, ouvir vozes de pessoas que passeiam a conversar, sentir o cheiro do detergente dos passeios à frente das lojas, lavados aquando da hora de fecho. É maravilhoso poder espreitar nas montras à noite os milhentos objectos que não vamos comprar de dia. É maravilhoso ver o eléctrico a correr nos carris, liberto do trânsito. É maravilhoso ver os novos vizinhos nas novas janelas do novo prédio restaurado dali do fundo, imaginá-los felizes nas suas novas vidas.
Uns graus acima e as velhotas daqui começam a pôr as cadeiras na rua, no passeio entre as portas das suas casas e os carros estacionados, a gozarem o calor nocturno. Uma imensa aldeia cosmopolita e anónima, esta onde estamos.
Como é bom viver aqui.
Rita

quarta-feira, abril 18, 2007

O Pequeno Herói

A pequena heroína desta casa entrou muitas vezes no "Pequeno Herói". Ia direita às almofadas do cantinho e começava a brincar.
A mãe da pequena heroína folheava os livros, maravilhada, e pensava sempre como gostaria de se deitar ali pelo chão e ficar sossegadamente a ler, esquecer-se que estava na mais bela livraria infantil de Lisboa e apenas usufruir do espaço.

O "Pequeno Herói" acabou. Foi um grande e magnífico projecto, sonhado por quem decerto gosta tanto de ler como eu, mas num país onde a maior parte das casas não tem uma mão cheia de livros por morador. Eu, que envaidecia a "minha" livraria da Graça a toda a gente, fico mais pobre. Comigo, empobrecem a minha filha e todos os nossos amigos de palmo e meio. Que pena.

Rita

segunda-feira, abril 16, 2007

Um filme

Passei o dia todo de hoje com o filme de ontem na cabeça.
Eu tinha 18 anos quando se deu o genocídio do Ruanda. Tenho recordações das imagens dos corpos decepados amontoados pelas estradas e das palavras tantas vezes soadas na televisão... Ruanda, tutsis, hutus... Mas a verdade é que as memórias são poucas... Ou talvez a imaturidade ainda fosse muita, não sei...
Tive a plena consciência que estava inserida no tal grupo descrito pelo jornalista do filme... os que devem ter visto o caso no telejornal e devem tão somente ter pensado que era horrível o que se passava num qualquer local do mundo...
Hoje acordei envergonhada e tratei de informar-me sobre o assunto. Se não viram, aluguem o "Hotel Ruanda". Que melhor crítica pode ter um filme que nos provoca a este ponto?
Rita

sexta-feira, abril 13, 2007

Mais uma dela...

Se é verdade que «somos o que comemos», a Alice qualquer dia em vez de falar, mia...
Rita

quarta-feira, abril 11, 2007

Ritmo

A minha mãe faz coisas magníficas. Consegue fazer música quando bate palmas. Eu também quero aprender e por isso ela agarra-me nas mãos e dança com elas. Depois é a minha vez de abraçar as mãos dela e de ser eu a mandar no baile.
Rita

terça-feira, abril 10, 2007

???

Chiu... não digam nada a ninguém mas ainda agora, antes de a irmos deitar, quando estávamos a dobrar a roupa lavada que não precisa de ser passada a ferro, demos com ela a tentar vestir umas cuecas minhas... Dúvida: como se foi ela lembrar desse gesto associado a uma peça de roupa que ela não usa????
Rita

domingo, abril 08, 2007

Novidades

Cá em casa já existe um par de carrapitos, pitotes, totichos... porque os totós somos nós todos, completamente babados, a olhar para ela...
Rita

terça-feira, abril 03, 2007

Uf...

Gostava muito de vir aqui actualizar novidades mas, para além de neste momento não me lembrar de nenhuma, estou cheia de coisas para fazer. Vou trabalhar!
Rita

segunda-feira, abril 02, 2007

Uma semana diferente!

Na mesma semana em que com muita tristeza nos despedimos da tia Alcide ganhei um sobrinho, o Duarte, a lembrar mais uma vez (como se fosse necessário) que a vida continua, que temos é que aproveitá-la, que vale a pena enquanto com dura.
Dois acontecimentos que ficam na recordação, relacionados com toda a nossa essência. Antagonicos e complementares. Dois momentos que serão recordados como interligados, sem que nunca se cruzem.
Esta semana perdi a tia, ganhei um sobrinho. Só tenho pena da alegria não ser sentida em pleno.

Para um menino que espero venha a ter uma vida longa, cheia de qualidade e de alegria, desejo as melhores felicidades. Que viva com garra, porque a capacidade de aproveitar tudo o que a vida nos pode dar nem todos temos.

Duarte, sê muito, muito, muito FELIZ
Ana Cristina

terça-feira, março 27, 2007

Um adeus

Fazemos e refazemos as contas e chegamos à conclusão que foi em Junho ou Julho últimos que lhe falaram na massa que tinha no estômago ou esófago, já nem sei bem. A doença que tinha ameçado miná-la há dezoito anos, e que ela tinha vencido, voltara. Em Novembro ficámos a saber que nada adiantaria, as malditas células tinham-se reproduzido assustadoramente. E desta vez, ela não lhe ia ganhar.
A nossa Tia Alcide partiu este domingo. Em seu lugar deixou-me uma imensidão de recordações a que me tento agarrar, e um pânico muito íntimo, que ouso confessar aqui, de me vir a esquecê-las. Da suavidade maravilhosa da sua pele muito cor de rosa, que não podia apanhar sol. Do tom de voz com que atendia o telefone, que precisava sempre de um abanão. Do falar sozinha constante, que ela não gostava que presenciássemos e por isso eu me escondia em miúda, para poder ver. Do mau génio. Da lembrança dos croissants que ela queria sempre que eu trouxesse nas viagens de volta a Lisboa e que eu fui dispensando, para depois vir a lamentar o privilégio perdido. Das dezenas de vezes que se levantava quando estávamos à mesa e da forma de nos perguntar, a nós, mulheres da família, se os nossos companheiros queriam mais. Da forma infindável de contar as suas histórias, encadeadas umas nas outras, «lá vem o Saramago», dizia o meu pai. Da maior falta de sentido prático que eu alguma vez conheci, as carradas de roupeiros quase vazios e ela sempre a queixar-se da falta de espaço. E tanto, tanto mais que não está aqui e não estará nunca em lugar nenhum que não em nós...
Há pouco falávamos do medo que temos que, de tanta rispidez trocada em algumas discussões, ela pudesse ter alguma vez duvidado do importante e amada que era para nós. É que a nossa Tia Alcide era uma pessoa que enchia a casa, as nossas férias, a nossa família, já de si tão pequena.
E por muito que saibamos que nada há a dizer ou a fazer e que a vida é assim, subsiste o sentimento de que a nossa ficou bem mais pobre.

Rita
Ana Cristina

quinta-feira, março 22, 2007

A continuação da saga

A Alice partiu a cabeça. Galgou um armário na creche, puxou por um cabo de uma coluna e esta caiu-lhe em cima, de esquina armada.
No hospital fui encontrar uma educadora com uma expressão assustada («quando a vi, tinha tanto sangue na cara que nem lhe via o olho, mas ela já não chorava!») e uma filha com um corte pequeno, a querer percorrer os corredores a correr... Nada preocupante, Betadine e pele plástica, «não lave a cabeça hoje e amanhã quando lavar não use água muito quente», atenção aos sinais de traumatismo.

As perguntas que se impõem: porque razão os profissionais que trataram a Alice não se apresentaram?! Um «boa tarde, eu sou o enfermeiro x ou a dra. y» era bom de ouvir e eu pelo menos saberia como tratá-los... E está bem que na creche se enganaram na Alice e o papel da urgência foi passado noutro nome, mas isso não é motivo para não entender o pânico em que as pessoas devem ter ficado. Então porque razão o «obrigado pela sua compreensão, outros fariam quase um escândalo» do administrativo do hospital?! Entendemo-nos pouco, caramba. E esquecemo-nos muito que o dia de trabalho tem demasiadas horas para toda a gente e que por isso existem falhas, não só nos nossos dias de trabalho...

O importante é que assim que chegámos a casa tive de dar um açoitezito à Alice para não subir à mesinha de centro. Está fina.
Rita

quarta-feira, março 21, 2007

Dualidade maternal

Primeiro facto:
A Alice está - e julgo que a palavra adequada é mesmo aquela que me vem logo à cabeça - intrépida. De repente parece ter redobrado a energia e passa o tempo a correr de um lado para o outro, a gritar e a desafiar-nos. Ontem de manhã, em menos de uma hora, que é o tempo que medeia o seu acordar e a nossa saída de casa em conjunto, conseguiu aprender a técnica de subir para o sofá e para a mesinha de apoio e fê-lo dezenas de vezes para se aperfeiçoar. Na febre alpinista, dei com ela a tentar subir pelo conjunto de gavetas da cozinha, agarrada ao tampo de granito.
Fica tão impossível depois do seu gasto diário de infatigabilidade, que andamos a deitá-la antes das 20H30.

Segundo facto:
Interrogo-me se alguém poderá pensar que a minha filha de dezanove meses é vítima de algum tipo de violência. Neste momento tem: várias nódoas negras nas pernas, o lábio superior inchado e com uns grandes arranhões provenientes de uma queda no Domingo, um corte pequeno no lábio inferior, de uma queda na Segunda-feira e um hematoma na cara envolvendo parte da testa e lado do olho, de uma queda na Terça-feira.

Conclusão:
Olho para a Alice, a minha pequena bárbara de caracóis loiros, olhos azuis e pele clarinha, e sei que, ao mesmo tempo que a sua teimosia tem capacidade de me enfurecer em segundos, não sou capaz de deixar de sentir um enorme orgulho na sua temeridade, destreza e independência.

Rita

sexta-feira, março 16, 2007

Parabéns Cristina!

A Cristina, minha irmã mais velha, amiga de todas as horas, companheira deste blog, destas nossas Oficinas e de vida, faz hoje anos.
Nem todos devem e podem saber, mas eu posso jurar que ter irmãos é uma das melhores coisas do mundo. Pelo menos, é-o no meu mundo. E quem me conhece, sabe que não minto, basta contar a quantidade de vezes que a expressão «a minha irmã» me sai pela boca fora durante o dia. Ela também sabe e por isso é difícil dizer-lhe aqui algo inovador.
Tenho um orgulho enorme na minha irmã. Na pessoa que ela é. E tenho um orgulho maior ainda de a saber minha irmã.
Rita


Sinto-me um nadinha triste por não ter conseguido fazer a prenda que queria para ela. Sinto-me muito contente porque, daqui a umas horas, partimos todos para o Alentejo passar um fim de semana de comemoração. As três famílias que são uma só.

quinta-feira, março 15, 2007

Os quatro anos da Fera

A nossa Fera faz hoje quatro anos.
Eu passei o dia a pensar no texto que ia aqui escrever em sua honra quando chegasse a casa... mas a verdade é que acordei tão cedo, viajei tanto e sinto-me tão cansada que não consigo lembrar-me de nada... De qualquer forma, como acho que melhor presente do que palavras é deixá-la dormir comigo no sofá e mimá-la até cairmos as duas para o lado... até amanhã.
Rita

quarta-feira, março 14, 2007

Receita

Um miúdo ruivo e duas outras, já conhecidas, a que é também do prédio e que ofereceu batatas fritas e a enérgica de caracóis e sorriso simpático. Dois mais velhos, o primo da primeira e a irmã da segunda. As mães de todos, sentadas no muro, a de olhar suave afastada das outras e as outras, a de olhos muito azuis, a do prédio, com os ganchos e a irmã dela, que veste sempre de escuro. Baloiços. Duas bolas. Mais alguns miúdos, sem mães, inclusive o mesmo de há uns meses atrás. Um adulto e um jovem a fazer exercício físico. Mais para o fim, um grupo com cães a correr. Decerto analfabetos, a avaliar pela não leitura da placa a proibir os canídeos sem trela. Ou pelo desconhecimento da lei.
Nós.
Mistura-se tudo, junta-se temperatura primaveril e obtem-se um final de tarde perfeito no parque, a repetir.
Rita

segunda-feira, março 12, 2007

Uma peça das antigas

A fotografia não é das melhores, mas cá vai. Ou melhor, cá fica. Uma prenda de Natal antiga, para uns primos muito queridos.
Rita

quinta-feira, março 08, 2007

MULHER

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas lutam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para as suas crianças poderem tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando as suas crianças adoecem e alegram-se quando elas ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário ou um novo casamento.


Pablo Neruda
A "Mulher" na parede está na casa da Rita. Foi pintada por mim. Mostra-se hoje a lembrar o Dia Mundial da Mulher.

Ana Cristina




quarta-feira, março 07, 2007

Tarefas

Cá por casa andamos a descobrir as tarefas que podemos dar à Alice.
O «vai levar isto à mãe» é algo que já exercitamos há uns tempos mas que, convem dizer em abono da verdade, ela rege a seu belo prazer, como, quando e até onde entende.
Hoje experimentámos pela primeira vez o «desliga a televisão, neste botão». É óbvio que ela domina perfeitamente o acto e já conhece o dito botão há muito, mas a devida autorização ouvida em voz alta soou-lhe estranha e ficou a olhar-me, de dedo apontado, durante muito tempo, antes de se aventurar no mundo proibido até então.
A tarefa mais espectacular (para ela, entenda-se) deve ser «põe isto no lixo». É esta que a faz dispensar o resto de pão na mão para pedir um novo bocado logo a seguir. Ou não se importar de ficar com a mão entalada no cilindro de metal, só para conseguir abri-lo e meter a mão lá dentro...
De tudo, o mais engraçado é o ar satisfeito que essas pequenas autonomias lhe dão... a minha pequena miúda independente...
Algo me diz que terei de estar atenta ao que vai para ao lixo nos próximos tempos.
Rita

segunda-feira, março 05, 2007

Literalmente...

... uma filha debaixo das saias da mãe...
Ou... o que significa ter "pata de urso" (para as dúvidas que possam ter surgido no último post)...

Rita

domingo, março 04, 2007

Tango


Os pés despem os ténis, os sapatos rasos, as botas de montanha e as "pata de urso" e preparam-se para o treino.
O ensaio dura as horas possíveis, os músicos perguntam se querem que se repita um ou outro tango, os corpos exercitam todos os passos que recordam depois de tanto tempo de inactividade.
Horas mais tarde, as mesas estão cheias e a sala enorme está composta. Corpos e pés vestem os disfarces e rodopiam improvisadamente ao som maravilhoso da orquestra, gozando o momento. Palmas.
Os pés tornam a vestir o traje habitual, já doridos e arrependidos da falta de baile durante dias, meses, (anos?!) e rumam novamente para o carro que os levará a casa. Na boca um sorriso, no peito o suspiro de alívio.
Correu bem, como sempre.
Oficinas Ranha

quinta-feira, março 01, 2007

No correio...

... um ramo de flores diferente, cheio de Cor, para enfeitar as jarras cá de casa...
Rita

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Enquanto lhe faço o aerossol, dou-lhe a caixa dos soros fisiológicos para se entreter. E eis que de repente, a mocinha exclama, a apontar para a boneca: "Papou!"...
Rita

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Brincadeiras nas prateleiras


Recordo-me de lá em casa sempre ter podido brincar com os objectos que enfeitavam as prateleiras. Havia os de todo o tipo: os bibelots de louça, dignos de serem tratados pelo substantivo estrangeiro (palavra por si só antipática aos meus ouvidos) e aqueles mais... sei lá, tradicionais, culturais, o que se quiser chamar-lhes... os efectivamente bonitos...
Não me lembro de alguma vez ter partido algum deles, mas provavelmente fi-lo. Tão pouco me recordo de algum especial cuidado da minha mãe na sua arrumação, para impossibilitar que estivessem ao meu alcance. Ou de uma chamada de atenção para que tivesse mais cuidado com algum.
A casa e tudo o que havia na casa estava nas minhas mãos, não havia objectos proibidos. Aos meus olhos, todos os objectos eram tesouros a estimularem constante e intensamente a minha imaginação.
Admito que hoje, quando vejo a Alice a mexer no que está colocado nas prateleiras, não consigo deixar de tremer e apreciar ainda mais algumas das pequenas atitudes que sempre caracterizaram a educação dos meus pais. Claro que ela ainda é pequena e o risco de estrago é maior, mas a verdade é que o meu interior oscila, desde já, entre a liberdade de lhe oferecer todos os tesouros da casa e a arrumação dos mais resistentes e menos valorados nos locais a que ela já chega... Mas suponho que essa será sempre a oscilação do que representa ter filhos...
Por enquanto fica assim. A prateleira de baixo para ela, a segunda para o que pode ser partilhado sem perigo. E a partir daí, os futuros tesouros.
Rita

domingo, fevereiro 25, 2007

Lanche de Domingo


Hoje fomos lanchar ao "Espelho de Água", no Jardim da Amália, em pleno coração de Lisboa. Soube bem sair, depois do período de reclusão a que fui obrigada pela otite da Alice (reparo agora que Alice rima com otite, o prenúncio não é grande coisa...). A ela também lhe terá agradado, obviamente, e esforçou-se mais uma vez para nos demonstrar o seu ano e meio de independência... se não a tivéssemos visto tão mimocas nos últimos dias era capaz de jurar que a mocinha não precisava de nós para nada...
O Jardim da Amália aconselha-se, apesar dos mosquitos e da falta de manutenção a que assistimos. Tomara que tenha sido da chuva...
Rita

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Finalmente, para a minha filha!

Já há algum tempo que não me anda a apetecer fazer nada... Mas há mais tempo ainda que tinha prometido a mim mesma fazer algo para a Alice. Onde é que se via, fazer coisas para outros meninos e a da casa não ter direito a mostrar as habilidades da mãe e da tia por esse mundo fora...
(Verdade seja dita, a tia já tinha feito um Filhós todinho e só para ela, no seu primeiro Natal. A mãe é que andava a falhar.)

Há uns dias armei-me de linhas, agulhas, feltros, lantejoulas, missangas e botões e, nestes dias da doença da Alice, construí-lhe uma borboleta. Ela só lhe ligou quando lhe pus os olhos, mas agora reconhece-a no monitor do computador, enquanto este post é escrito.

Estou ansiosa por vê-la boa da otite, a voar com a borboleta vestida.

Rita

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Mais um ano...

Tal como no ano passado, hoje comemoramos na blogosfera o aniversário do Pilas. O quarto aniversário passou-se com companhia, com direito a festinhas, ao colo da dona e a montes de fotografias que, como as outras ficaram sempre tremidas ou desfocadas, ou ainda sem ele. De presente recebeu duas bolas de saco de plástico e uma caixa de cartão, os seus brinquedos preferidos. Felizmente são baratos.

Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Mais um Carnaval que passou...

... e não nos mascarámos nem comemorámos a rigor.
Ficou o divertimento de ver uma Alice com um fato emprestado de Capuchinho Vermelho, linda de morrer, ou com o fato de Espanhola, feito na creche. Não faço ideia se ela percebeu o panorama diferente, não tivemos oportunidade de a levar ontem a um dos locais onde imperam muitos mascarados porque adoeceu... é uma Alice com mais um Carnaval, mas será também com mais um dente ou mais uma virose para a colecção...
Rita

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval

Mesmo em época de muito pouco tempo e falta de disposição para a folia, ao contrário de outros anos, no serviço houve um tempinho para lembrar que carnaval é para ser festejado onde se quiser.

Beijinhos para todas as nossas visitas. Espero recuperar em breve o ritmo de noticias a que estava habituada.


Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Vintage

Antes de ter iniciado a saga das viagens pela net, "vintage" era para mim um termo que só dizia respeito ao vinho. E quando procuramos a definição, a palavra aparece de facto associada a este, quando a antiguidade e a especial qualidade das castas lhe conseguem conferir esse título.
A blogosfera veio alargar-me o conceito a tudo o que pretende ser definido com base em critérios semelhantes... muita gente fala em tecidos vintage, botões vintage e todo um leque de objectos que imaginar se possa.


Por causa disso, quando organizei os copos e copinhos que trouxe da antiga e eterna casa da minha Avó Joana para tirar esta fotografia, foi exactamente esta a palavra que se me surgiu na cabeça. Porque os copos e copinhos que eram da minha Avó podem não ser assim tão antigos ou de tão extremada qualidade, mas foi neles que bebi os galões da minha juventude nas férias que lá passava...

Vintage. Como tudo o que me foi deixado pela minha Avó Joana.


Rita

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O meu SIM


Hei-de guardar para sempre o momento em que soubemos da "nossa" gravidez, os dois ao mesmo tempo. Foi uma grande felicidade, daquelas que se multiplica a cada dia e por cada vez que contamos a notícia. A Alice foi uma felicidade muito bem planeada e desejada para toda a gente da família, dos amigos, dos colegas.
O meu SIM no próximo Domingo é para todos os que merecem nascer de um sentimento de felicidade como a nossa Alice nasceu. Porque não imagino o contrário... uma concepção que gere angústia seguida de meses de sofrimento e lágrimas choradas às escondidas... uma opção desesperada de provocar um nascimento antecipado numa lixeira ou numa qualquer clínica parecida com uma lixeira...
Vou votar SIM pela opção de gerar conscientemente, com amor... inteira.
Rita
Na foto: nós três, algumas horas antes de um dos momentos mais maravilhosos da minha vida, o do nosso encontro.

Eu voto SIM !!!

  • Porque o clandestino serve os interesses económicos e ideológicos de demasiadas pessoas.
  • Porque o escondido e proibido é demasiado caro para a saúde de muitas mulheres.
  • Porque proibir não ajuda a resolver os motivos que levam uma mulher a interromper uma gravidez não desejada.
  • Porque não quero ser responsável por condenar alguém a vir ao mundo sem ser desejado e amado.
  • Porque não acredito que a H., a M.ª, a J., ou a mãe da F. sejam criminosas.
  • Porque se um dia tiver a sorte de engravidar serei mãe por opção.
Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Mais uma ideia...

Este é mesmo o nosso mundo... cheio de felicidades e dramas, de ilusões e desilusões, de conceitos e preconceitos, de erros e enganos, das parvoíces que cometemos e se transformam em enormidades irreversíveis...
Gostei muito e aconselho. Mais do que os outros.
Rita

terça-feira, fevereiro 06, 2007

... uma salva de palmas...

O post 168 lembra o que nas Oficinas RANHA quase ficava esquecido. O 1º ANIVERSÁRIO DESTE NOSSO ESPAÇO NA BLOGOSFERA.
Pois é, o "arRanha no Trapo" faz hoje um ano. Já tivemos cerca de 10.000 visitas, das quais muitas são de meninas e meninos que nunca vimos mas nos encontraram, e nos visitam assiduamente. Já passamos por periodos de grande entusiasmo, de criatividade e de muitos projectos, mas temos tido também épocas de alguma passividade, desânimo e pouca criação.

Mas hoje é dia de festa, e convidamo-vos a comemorar connosco, e a brindar à concretização de muitos projectos, com alegria e muita energia.

Ana Cristina
Rita

Nos últimos tempos parece que...

... quanto mais coisas quero fazer, menos faço...
... quanto mais planos tenho, menos cumpro...
... quanto mais tenho para arrumar, mais me apetece dormir...
... quanto mais quero escrever, menos escrevo...
... quanto mais quero mostrar, mais me escondo...
Acho que ando num momento de reflexão, de paragem, não sei bem... Não se admirem da falta de notícias, deste lado pouco se passa, pouco se pinta, pouco se borda, pouco se cose, pouco se cria... muito se pensa e dorme...

Rita

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Cinema

Nos últimos tempos conseguimos ir ao cinema ver dois filmes:

O "Scoop", do Woody Allen, é isso mesmo, um filme à Woody Allen. Divertido, história engraçada, risonha, um bom entretenimento. Preferi o "Match Point", do ano passado, foi mais surpreendente, tanto enquanto história como enquanto membro da filmografia do ruivo neurótico... Mas gostei de ver o "Scoop", gosto sempre daquela personagem que o Woody Allen interpreta (?) e dos seus argumentos...
Quanto ao filme de hoje...

Gostei muito... Mas, para quem queira basear a sua decisão no site do Sapo e ler a descrição do argumento como sendo "Em pleno século 16, a colonização espanhola da américa central está em pleno desenvolvimento e com ela a civilização Maia caminha para o desapareceimento. No meio deste processo um homem, um Maia, procura preservar a sua cultura..." fique sabendo que não tem mesmo nada a ver com isto...
O filme está bom, bonito e vibrante. Bem feito. Fotografia maravilhosa. Violento, mas de uma violência compreensível. História interessante, que prende o espectador e o faz ficar com taquicardia na quase totalidade das duas horas que dura.
E, para quem queira ter uma ideia, "Apocalypto" é sobre a história da fuga de um homem de um sentimento que conhece pela primeira vez, o medo, e sobre a ideia de que nenhuma civilização pode (ou deve...? porque podem, não podem?) perdurar enquanto achar que tem mais direitos do que as outras, que está mais perto do Sol e dos deuses...
Rita

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Filhos

Apesar de os adorarmos profundamente, sermos capazes de tudo por eles, lamentarmos inúmeras vezes o pouco tempo que lhes podemos dar, sermos capazes de um sentimento de saudade inquantificável cinco minutos depois de os deixarmos na creche... há dias em que ficamos tão aliviados depois de os pôr na cama...
Rita

domingo, janeiro 21, 2007

Finalmente chegou!

Finalmente chegou a tela da Graça Paz para embelezar as paredes cá de casa!
Foi uma emoção receber o postal numa noite, esperar pelo final de tarde do dia seguinte para ir aos Correios, trazer o grande embrulho para casa debaixo do braço rua fora, despi-lo dos plásticos e cartões para encontrar... "Estou a booooiar"...
É linda! A Alice deu-lhe muitos beijinhos como faz aos visados de todos os quadros e fotografias, por isso... aprovadíssima!
Rita

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Licores


À semelhança de há dois Natais atrás, neste último decidimos, para alguns dos homens da família, ofertar licores caseiros em garrafas por nós decoradas. A receita foi simpática e gentilmente cedida pela Cissa e resultou num Licor de Maçã e Canela divinal, apreciado por todos quanto o têm provado... E, como este ano a quantidade produzida foi bem menor à do outro Natal, não deu para enjoar com o aroma espalhado pela casa... apesar de não estar grávida como nesse outro ano...

Rita

segunda-feira, janeiro 15, 2007

E à falta de lareira...

... lá teve o agregado familiar que se contentar com um fim de semana aquecido de forma (já medianamente) moderna...
Rita

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Azulejos

Finalmente faço algo que há muito queria: posto pedaços desta Lisboa de que tanto gosto... Inspirada por outros "bloggers", cá vai uma primeira foto, relativa aos azulejos da famosa pastelaria dos pastéis de belém.

Rita

terça-feira, janeiro 09, 2007

Uma carteirinha diferente!!!

Baseada nestas carteirinhas recebemos uma encomenda para a realização de uma cigarreira própria para aqueles cigarros muito fininhos e compridos.

Foi oferecida a uma menina que também gosta muito de pincéis e tintas.

Para nós, foi um orgulho que tivesse agradado tanto a quem a ofereceu, como a quem a recebeu.


Ana Cristina

domingo, janeiro 07, 2007

Prendas


Há uns anos atrás, os meus pais receberam um par de Cabeçudos pelo Natal. Duas belíssimas peças de artesanato que sempre invejei por serem tão perfeitas, por em miniatura se parecerem tanto com os da minha história de sempre, herdada da Romaria da Sr.ª da Agonia.
Este ano o meu João encontrou estes, diferentes dos outros mas lindos na mesma, e até conheceu o artesão, Rui Duarte, que eu desconheço, mas a quem agradeço a criação. Não poderia deixar de mostrar-vos uma das minhas prendas favoritas neste Natal, para os que gostam de Cabeçudos, para os que choravam a vê-los em criança, para os que conhecem Viana do Castelo e para os anseiem por conhecer. E para todos os outros, claros.
Rita

terça-feira, janeiro 02, 2007

Bom ano!!!!

A todos, as manas das Oficinas Ranha desejam um grande ano 2007!
Grande em tamanho, porque esperamos que os segundos passem a demorar minutos, os minutos horas, as horas dias e por adiante... para que o tempo se prolongue até ao necessário para a realização de todos os projectos!
Grande em qualidade, como será certamente se todos os projectos forem realizados!
Olho para a lista que fiz no início do ano que agora acabou e constato que, dos poucos pontos que apostei realizar, um foi amplamente conseguido: o das Oficinas criarem este blog e manterem uma produção (mais ou menos) contínua. Esse é um óptimo motivo para festejar.
Em termos pessoais, não consigo deixar de estranhar a ambiguidade de sentimentos em relação ao ano que ficou para trás. A sensação de ter sido um dos melhores e um dos piores só pode ser igualável a outro da minha vida. E é esquisito fazer esse balanço que põe a Alice num prato - a maior e mais fabulosa aventura em que já me meti - e, no outro, a perda de uma das pessoas mais importantes da minha vida e a doença grave de outra.
É assim a vida, são assim os anos. E por isso os vamos sempre desejando melhores. Grandes.
Rita

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Encomedas de Natal - de manas para manas


Uma colega encomendou esta tela para oferecer às meninas de uma grande amiga neste Natal. E, ao que parece, gostou tanto que nem esperou por embrulhar o presente.
Não chegámos a saber bem a reacção da Rita e da Daniela quando o viram pela primeira vez, só que gostaram e que no desenho reconheceram uma relação de amor e proximidade que se deseja para toda a vida - como a das irmãs que o fizeram... Mas, muito sinceramente, o que mais gozo nos deu foi saber a reacção do pai, que «sem ser nada dessas lamechices», ficou todo enternecido de ver ali as suas meninas. Que bom...

Rita

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Viana do Castelo - Natal 2006

E lá se passou mais um Natal, com lareira, presentinhos e votos de saúde.
Agora vêm os projectos e desejos para o novo ano.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 19, 2006

Frio


E parece que vem aí o frio... frio a sério... brr, tremo de pensar no gelo que vai estar em Viana do Castelo daqui a uns dias... mas sem neve, que pena...
Rita

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A Árvore ou o Pinheirinho


Lá em casa tínhamos uma Árvore de Natal muito raquítica, diga-se em abono da verdade.
A maior parte das vezes tinha que ser posta em cima de um móvel, de forma que me lembro de, durante muito tempo, ser o presépio a ficar ao nível dos meus olhos. Eu podia brincar com ele e cheguei a ter a mania de esconder o menino Jesus até ao 25... afinal, não fazia sentido ele andar por lá até à data, correcto? Também cheguei a juntar estrunfes ao presépio, eu adorava brincar com estrunfes e estes eram mesmo daqueles de Natal, cheios de presentes e com os barretes vermelhinhos em vez dos habituais brancos.
Em compensação, em Viana do Castelo a Árvore de Natal que nos esperava era sempre grande, verdadeira e chamava-se Pinheirinho. A decoração era diferente, havia as bolas, mas também os chocolates (divididos irmamente, ou melhor, irma e primamente por mim, pela Cristina e pela Lili) e, principalmente, os bonecos. Acho que os meus tios os tinham trazido de França e eram os enfeites mais bonitos que eu já tinha visto. Pendurados, não era suposto darem para brincar, mas mesmo que só para ver, cumpriam magnificamente o seu objectivo.
Olho para a árvore que enche agora um canto da minha sala e penso como irá ser, no futuro, a ideal para a Alice. Talvez ela não venha a achar piada a uma tão grande e opte por uma que se coloque em cima de um móvel. E os enfeites, se calhar vai preferi-los em duas ou três cores. Um dia pode até pensar "quero só bolas, nada daquela bonecada toda que havia na da minha mãe". No entanto, com toda a certeza, a árvore será para ela como para mim: bilingue.
Rita

domingo, dezembro 17, 2006

Rita, minha irmã Rita

Quando acordámos, de uma noite bem agitada (pela expectativa e porque nunca dormíamos juntas), eu a Tina recebemos a notícia que tinha nascido uma menina.

A alegria foi tanta que assim que cheguei à escola contei logo que já tinha uma irmã.

Claro que eu queria um rapaz e ainda sugeri à família do lado trocarmos os bebés, visto que assim repetíamos os sexos, mas a proposta não foi aceite e contentei-me com o que me tinha calhado em sorte.

Numa infância feliz recordo momentos, lugares, bonecos, professores e situações que podem nem ter sido especiais, mas o nascimento da minha irmã foi dos momentos que mais me marcou. O marco que dividiu o “Antes de Rita” do “Depois de Rita” trouxe-me a sensação de “não mais sozinha”. Passei a contar com aquela mãozinha que apertava quando algum pesadelo não me deixava dormir, com o tempo que dedicava a brincar com a miúda vários anos mais nova, com o apêndice que me seguia pra todo o lado, com a idolatração (e que sempre me fez muito bem ao ego).

Hoje, sem grande inspiração para escrever umas palavras bonitas, dou parabéns à Rita, minha irmã, minha melhor amiga, uma mulher muito especial.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 12, 2006

Ficam as recordações...

“A Morte é certa. A ela ninguém escapa, nem o Rei nem o Bispo, nem o Papa.
Mas eu hei-de escapar. Compro uma panela, meto-me dentro dela.
E a Morte vem e diz:
- Aqui não está ninguém. Boa noite meus senhores. Passem todos muito bem.”

Esta cantilena aprendemos de pequenas com a Avó Joana. Como se dum teatro se tratasse, fazíamos gestos, e fingíamos tapar-nos com a tampa da panela.

A avó Joana encheu as nossas infâncias de pequenos mimos, de histórias antigas, de cantigas, de roupa para nós e para as bonecas. Foi uma AVÓ.

A avó Joana esteve dentro da panela desde Junho. Hoje destapou a tampa e foi vista.
Deixa muitas SAUDADES.
Ana Cristina
Rita