domingo, julho 22, 2007

... EM FÉRIAS

Duas vidas que se unem durante cinquenta anos serão muitos momentos de felicidade e tristezas, muita partilha de sentimentos, muitos projectos que não resultam e necessáriamente muito amor. Será dificil de imaginar por quem não viveu tanto, mas é possível de sentir quando se observa o carinho com que se apoiam e se complementam. Foi muito bom partilhar o dia da renovacão dos votos destas duas pessoas, num dia inteiro de festa e alegria.
Para eles, continuacão de MUITA FELICIDADE...
Ana Cristina

Balanço de fim-de-semana

A sexta-feira foi dia de trabalho particularmente cansativo e com horário muito tardio e, quando assim é, o fim-de-semana sabe sempre a pouco...
Acordou-se um pouquinho mais tarde no sábado para compensar, mas a verdade é que não chegou e foi preciso fazer uma sesta de sono pouco profundo à tarde e adormecer mais cedo no sofá à noite. A única contrapartida foi mesmo a imensa saudade de uma filha que, em maré de adoração paterna nos últimos tempos, chamou-nos em primeiro lugar para todas as brincadeiras, mimos e pequenas exibições tradicionais...
No domingo (voltou-se ao mesmo, ou seja, à recusa dos braços da mãe para sair da cama logo pela manhã) foi dia de Francisca! A minha sobrinha está lindona, maior e com mais bochechas. Riu-se muito para mim e presenteou-me com belas visões da sua língua. Seguiu a Alice com os olhos assim que a viu e, em troca, recebeu festas mimosas na cara. Quanto aos meus cunhados, foi óptimo constatar a forma feliz e descontraída com que estão a iniciar a nova aventura da paternidade.
Ficou prometida uma visita de fim-de-semana da Francisca cá a casa e sinto-me verdadeiramente ansiosa... mas neste momento, o que me ocupa a mente é a previsão de uma semana demasiado trabalhosa... ai, ai (suspiro)...
Rita

quinta-feira, julho 19, 2007

Cá estou...

... a passar uns bons dias, entre o passeio e o convívio da família que me acolhe como deles. Amanhã será o grande dia e os preparativos ultimam-se, bem ao estilo dos protagonistas.


Hoje demos um belo passeio nesta cidade que se apresenta como a segunda do país e onde se vêm muito menos turistas, mas que se mostra com belos edifícios de arquitetura moderna e praia artificial, porque o sol quando nasce é para todos e não chover já é bom, mas a praia é só para alguns e quando não há ... faz-se.
Até um dia destes.
Ana Cristina

quarta-feira, julho 18, 2007

ESTOU DE FÉRIAS !!!

Escrevi a minha mensagem de ida de férias, saí de casa e fui no vôo das duas da manhã.
Chegamos às sete, a uma capital europeia já com algumas bicicletas mas ainda sem o trânsito febril que se encontra durante o "dia". Não sendo novidade, o frenesim das duas rodas fez-nos pensar como seria tão mais saudável ter um meio destes à porta e ir todos os dias para o trabalho, em pleno centro de Lisboa a pedalar... Mas mais giro ainda foi ver o F. afirmar que nós podiamos investir numas bicicletas compradas em Amesterdão, que assim poupavamos no aluguer e são das boas para pedalar em cidade, e depois levavamos as ditas para casa, que ele ía passar a adoptar este sistema de transporte. ... Já desistiu...
Foi um dia muito cansativo. Andámos horas sem parar, chegámos às dez da noite a casa, exaustos e prontos para pôr toda a conversa em dia. Hoje dormimos até tarde e estamos a curtir os sobrinhos.

Interessante foi constatar que em Lisboa não teríamos que esperar pelas nove e meia para encontrar um café aberto, e que não conhecemos mais nenhum sítio onde às seis horas esteja tudo em casa para jantar.
Até um dia destes...


Ana Cristina

segunda-feira, julho 16, 2007

VOU DE FÉRIAS...


Antes de partir, venho deixar-vos esta pequena mensagem. Estou de abalada para terras mais ou menos distantes, de lingua esquisita, bicicletas, muita chuva e túlipas.


Até daqui a uns dez dias.

Ana Cristina

Corte de cabelo

Antes, quando morava na outra casa que no fundo também ainda continua a ser minha, era a minha mãe que me cortava o cabelo. Ou pelo menos foi, durante muitos anos. Depois os cortes solicitados começaram a ser cada vez mais esquisitos e a minha mãe foi remetendo o serviço para os cabeleireiros.
Cortar o cabelo em casa obedecia a bizarros rituais. Tinha que ser antes de tomar banho e, dependendo do tamanho, ou seja, da idade, começava-se a pé na banheira e acabava-se sentada numa cadeira a olhar para o lavatório. A coisa mais estranha: tinha de estar quase nua, acho que era para os cabelos na roupa (e em todo o lado) não fazerem depois confusão à minha mãe.
Como será óbvio, depois desta descrição muitos não entenderão porque é que não gosto de me entregar, confortavelmente sentada e vestida, nas mãos de um cabeleireiro. Um qualquer, mesmo. Mas é mesmo verdade.
Troquei os papéis e gosto de ser eu agora a experimentar cortar o cabelo da Alice. As primeiras experiências foram a medo, só a franja e as pontinhas. Com muito cuidado para não asneirar a beleza e muito pavor de a magoar com a ponta aguçada da tesoura. Começo agora a ganhar descontração e apeteceu-me escadear, dar-lhe um look modernaço e fresco para o calor. Ficou espectacular, modéstia à parte a mão da tesoura. Mas, assim como assim, não tinha dúvidas que, mesmo que com um cabelo todo torto, a miúda ficaria sempre magnífica. Modéstia à parte.

Rita

domingo, julho 15, 2007

SOS Racismo

Hoje terminou a festa da diversidade e da igualdade de oportunidades. Apesar de não ter contado com a nossa presença, que tenho pena, quero deixar aqui a minha solidariedade para com esta iniciativa. Cá por casa, os brinquedos têm todos os mesmos direitos, sejam eles de que côr forem.

Ana Cristina

sexta-feira, julho 13, 2007

FUI À PRAIA...

Quem me conhece bem estranha a minha cor amarelada, de quem ainda não tinha visto a praia este ano. O meu costume é, aliás, nesta época já não ir à praia por ter matado as saudades todas logo em Maio e Junho. Este ano é diferente em muitos aspectos, até neste.


Hoje fui apanhar o meu primeiro arzinho de sol que, apesar de se adivinharem férias serão em terras de muita água. No fim ainda comi uns petiscos na esplanada bem acompanhados de conversa e bebida.

Imagem criada no South Park
Ana Cristina

segunda-feira, julho 09, 2007

Esta semana...

... termino as aulas deste primeiro de dois anos. O próximo vai começar com os pendentes deste ano e será o da TESE.

Não tem sido fácil até aqui, mas adivinham-se novos tempos de muito trabalho. Por agora não desisto de preparar o próximo trabalho, mesmo sabendo que não será entregue na data destinada. Ficará, este também, para a época especial, que férias são férias e neste caso são incompatíveis com o computador, os artigos e os trabalhos...

Ana Cristina no South Park
Respondo hoje, porque a net me pregou umas partidas, ao desafio que esta menina de deu.

  1. Pegar no livro mais próximo. Neste caso fui à mesa de cabeceira, que junto do pc só estão os técnicos e este aguarda pacientemente a minha leitura. - Peguei no "A Misteriosa chama da Rainha Loana", de Umberto Eco, Edição Circulo de Leitores
  2. Abrir o livro na prágima 161. - Abri e deparei-me com uma página com texto, e um poema.
  3. Transcrever a 5ª frase completa da página em causa. Será a primeira frase do poema. - "Se eu pudesse ter mil liras por mês, sem exagerar, estaria certo de encontrar, toda a felicidade!" Engraçado o dinheiro como fonte de felicidade. Pelo menos, o dinheiro como fonte de não infelicidade pela falta dele.
  4. Passar este desafio a outras meninas. Aqui a Sandra vai-me desculpar mas hoje não estou muito desafiadora. Convido a Rita, a minha irmã a também responder a este desafio.
Até amanhã, que hoje o estômago está a pedir descanso no sofá.
Ana Cristina

terça-feira, julho 03, 2007

A sessão fotográfica felina...

Nestas férias a Fera (a minha sobrinha-gata) revelou-se uma verdadeira modelo fotográfica, sem medo da máquina, cheia de confiança e de ternura. Fotografei-a várias vezes e deixo aqui as mais lindas imagens que consegui.

O Pilas, por outro lado, continua sem gostar do zoom e do aparelho apontado para ele. Mas está cada vez com mais mimo e deixou-se fotografar em troca de umas festinhas.

Também há mais fotos aqui.

Ana Cristina

sábado, junho 30, 2007

Uma semana sem net...

Esta semana não pude visitar nem o nosso espaço nem os das meninas que gosto de espreitar. Não tive net...

E nestes dias tinha tanto para falar. Da semana com mais pessoas conhecidas que fazem anos, uma por dia... Das bonecas de infância que acompanham as incursões da sobrinha cá a casa... Da sessão fotográfica da Fera... Dos pequenos grandes pensamentos que inundaram estes últimos dias. Tenho ainda que responder ao desafio lançado por uma menina daqui da blogosfera.

Hoje digo só que já cá estou.


Ana Cristina

quinta-feira, junho 28, 2007

terça-feira, junho 26, 2007

Dilemas de sempre, para sempre

A minha querida amiga Dê (cliente assídua neste blogue, embora um pouco distante nos últimos tempos... ouviste?!) anda há mais tempo do que eu nestas andanças da maternidade. Falamos frequentemente das dúvidas, experiências, trocamos novos desenvolvimentos e rimo-nos das diversas histórias... e, de vez em quando também nos comovemos...
Acho que talvez nunca lhe tenha dito, mas com ela aprendo muito, já há muito tempo. Como aprendo com as amigas que são mães mais recentes ou com as que nem o são, claro... Venho para casa muitas vezes a pensar no que me contaram, nos seus dilemas que se transformam ou provavelmente transformarão nos meus... E fico por vezes com coisas para lhes dizer...
Dê, és uma excelente mãe e espero que não o questiones frequentemente. Porque ser uma boa mãe não é não ter medos... de mandar os filhos à praia com a escola, de os deixar ir de férias com os avós, de que lhes aconteça algo... medo dos riscos que correm, que correrão sempre... Ser boa mãe, acho eu, é tentar minorar os perigos ao máximo... mas deixá-los voar... saber que, quanto mais preparados, melhor será um dia a sua opção nas várias escolhas que terão de tomar... E assim, ser uma boa mãe é como tu és, ir trabalhar com a ruga na testa, mas enfrentar a preocupação e aprender a viver com ela...
Por isso é que me lembrei do Nemo... «Porque se não deixares que lhe aconteça nada, aí é que não vai mesmo acontecer-lhe nada...!»
Rita

sexta-feira, junho 22, 2007

Férias cá em casa

Sempre que uma de nós vai de férias, o filho-gato vai também fazer umas férias para casa do primo. Cresceram juntos e têm a mesma idade, por isso não se estranham muito. Os primeiros dias são sempre uma fase de ansiedade, para eles e para nós. O Pilas a correr atrás da Fera. A Fera a rosnar e a gritar. A Fera a passar o dia debaixo da cama. O Pilas em cima da cama à espera. Nós a ignorar o ritual, a dar uns mimos, a dar umas palmadas, a dormir mal...
Mas passado uns três dias o ambiente começa a desanuviar. No final da primeira semana já se amam profundamente e as brigas são as de dois irmãos.

Quem agora os vê, no fim das férias, não imagina como foi todo o ritual até aqui.
Ana Cristina


quinta-feira, junho 21, 2007

Nós por cá...

Chego a casa e coloco um cd da Aretha Franklin. Danço. Acho que dançar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. E eu gosto mesmo quando estou cansada. Às vezes gosto porque estou cansada. Sai cansaço, saiam pequenas frustrações, sai tensão, saiam de mim. Daquela forma amalucada que toda a gente tem guardada dentro de si para dançar para si, danço. Danço para mim e para ela. Ela também gosta de dançar, às vezes ao meu colo, abraçadinha ou com acrobacias pelo meio. Na maior parte das vezes a pé, já está a ficar pesada para aquentar dançar com ela ao colo muito tempo. Ela vai investindo em novos gestos com os braços ou cabeça. Dou-lhe tempo, crescer implica ir aos poucos, mas nesta altura até se vai muito depressa. Ela dança pouco tempo, tem andado particularmente estafada e hoje prefere deitar-se a ver, de chucha na boca. Sorri, acho que é por eu dizer que ela me faz sentir «a natural woman». Hoje danço sozinha. Dou-lhe tempo, um dia a música, o tempo, o mundo será nosso. Ou não. Como ela quiser.
Rita

terça-feira, junho 19, 2007

Férias - Parte 2

Não sei se fiz muitos castelos na areia quando pequena.
Lembro-me de um dia fabuloso, não sei onde, em que eu e a Cristina (mais ela, claro) fizemos um barco... era o interior de uma espécie de barco a remos em tamanho real (o tamanho real de quando se é pequeno, é óbvio) e podíamos sentar-nos lá dentro...
Lembro-me de uma fase em que a Cristina tinha a mania dos túneis e todas as construções tinham túneis e mais túneis e túneis a sair de túneis e decompostos em dois túneis... enfim, era uma chata, já se vê...
Não me lembro do meu balde, mas lembro-me de invejar os miúdos que tinham todo o tipo de apetrechos, principalmente os moinhos de areia... ai, o que eu queria um moinho... hoje não sei a grande utilidade que deveria ter aquilo, mas já se sabe que puto que é puto quer sempre o que tem o puto do lado, ou não?! À Alice, por exemplo, comprámos o baldinho mais pequeno e simples, com meros pá e ancinho, mas ela na loja gostou logo de um que trazia também regador... Em resumo, apaixonou-se pelo regador de uma outra cachopita e passou uma série de tempo a encher o dito, trazê-lo para a areia, despejar a água para a areia e pernas e a seguir tornar a encher, etc e tal... Sabe-se lá se lhe tivéssemos dado o balde com regador, se lhe tinha ligado alguma coisa???
Não sei se fiz muitos castelos de areia em pequena. Mas estas férias fiz, com certeza, o primeiro de muitos.
Convém dizer que a Alice não se interessou minimamente por ele, fez até os possíveis por destrui-lo. De forma que, a certa altura, dei por mim a fazer o castelo porque EU queria.
Não sei se fiz muitos castelos de areia em pequena. Mas vou fazer muitos agora em crescida. Ainda é bom brincar. Acho que é até cada vez melhor.

Rita

segunda-feira, junho 18, 2007

As férias - Parte 1

No Alentejo vamos para a praia nesta figura, super carregados.
Mesmo que por poucas horas, levamos sempre, para além de uma filha de quase dois anos, um Pastor Alemão bastante energético à trela, um chapéu de sol, uma barreira, o saco com as toalhas, fraldas, muda de roupa, água para nós, água para o Kaos, iogurtes e fruta, livros e jornais (não vá termos tempo!). Como se não bastasse, decidimos comprar um baldinho com pá e ancinho.
Às vezes trazemos ameijoas, pedrinhas ou conchinhas, conforme o fascínio possível dos pais ou filha. E o lixo, trazemos sempre o lixo que fazemos, durante a brutal extensão de areia que percorremos quando chegamos para nos afastarmos de qualquer viva alma que por lá esteja, e ainda pelo passadiço de madeira até ao carro.
Voltamos ensalitrados ou molhados, areiados, cansados, na mesma carregados, mas também saciados e animados. Viva a praia.
Rita

domingo, junho 17, 2007

De regresso

Estamos de volta, depois de magníficos dias por praias das costas Vicentina e Algarvia. Os ameaços de mau tempo provocaram um regresso adiantado, mas nem por isso deixámos de aproveitar os dias até ao fim... Chegámos há pouco da Gulbenkian, onde se pensa sobre o estado do mundo... E num intervalo entre viagens, levámos a Alice a conhecer o Aquário Vasco da Gama. Tudo muito aproveitadinho, que as próximas parecem estar muito longe...
Promete-se mais sobre as férias nos próximos capítulos. Agora não apetece.
Rita