sexta-feira, março 16, 2007

Parabéns Cristina!

A Cristina, minha irmã mais velha, amiga de todas as horas, companheira deste blog, destas nossas Oficinas e de vida, faz hoje anos.
Nem todos devem e podem saber, mas eu posso jurar que ter irmãos é uma das melhores coisas do mundo. Pelo menos, é-o no meu mundo. E quem me conhece, sabe que não minto, basta contar a quantidade de vezes que a expressão «a minha irmã» me sai pela boca fora durante o dia. Ela também sabe e por isso é difícil dizer-lhe aqui algo inovador.
Tenho um orgulho enorme na minha irmã. Na pessoa que ela é. E tenho um orgulho maior ainda de a saber minha irmã.
Rita


Sinto-me um nadinha triste por não ter conseguido fazer a prenda que queria para ela. Sinto-me muito contente porque, daqui a umas horas, partimos todos para o Alentejo passar um fim de semana de comemoração. As três famílias que são uma só.

quinta-feira, março 15, 2007

Os quatro anos da Fera

A nossa Fera faz hoje quatro anos.
Eu passei o dia a pensar no texto que ia aqui escrever em sua honra quando chegasse a casa... mas a verdade é que acordei tão cedo, viajei tanto e sinto-me tão cansada que não consigo lembrar-me de nada... De qualquer forma, como acho que melhor presente do que palavras é deixá-la dormir comigo no sofá e mimá-la até cairmos as duas para o lado... até amanhã.
Rita

quarta-feira, março 14, 2007

Receita

Um miúdo ruivo e duas outras, já conhecidas, a que é também do prédio e que ofereceu batatas fritas e a enérgica de caracóis e sorriso simpático. Dois mais velhos, o primo da primeira e a irmã da segunda. As mães de todos, sentadas no muro, a de olhar suave afastada das outras e as outras, a de olhos muito azuis, a do prédio, com os ganchos e a irmã dela, que veste sempre de escuro. Baloiços. Duas bolas. Mais alguns miúdos, sem mães, inclusive o mesmo de há uns meses atrás. Um adulto e um jovem a fazer exercício físico. Mais para o fim, um grupo com cães a correr. Decerto analfabetos, a avaliar pela não leitura da placa a proibir os canídeos sem trela. Ou pelo desconhecimento da lei.
Nós.
Mistura-se tudo, junta-se temperatura primaveril e obtem-se um final de tarde perfeito no parque, a repetir.
Rita

segunda-feira, março 12, 2007

Uma peça das antigas

A fotografia não é das melhores, mas cá vai. Ou melhor, cá fica. Uma prenda de Natal antiga, para uns primos muito queridos.
Rita

quinta-feira, março 08, 2007

MULHER

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas lutam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para as suas crianças poderem tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando as suas crianças adoecem e alegram-se quando elas ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário ou um novo casamento.


Pablo Neruda
A "Mulher" na parede está na casa da Rita. Foi pintada por mim. Mostra-se hoje a lembrar o Dia Mundial da Mulher.

Ana Cristina




quarta-feira, março 07, 2007

Tarefas

Cá por casa andamos a descobrir as tarefas que podemos dar à Alice.
O «vai levar isto à mãe» é algo que já exercitamos há uns tempos mas que, convem dizer em abono da verdade, ela rege a seu belo prazer, como, quando e até onde entende.
Hoje experimentámos pela primeira vez o «desliga a televisão, neste botão». É óbvio que ela domina perfeitamente o acto e já conhece o dito botão há muito, mas a devida autorização ouvida em voz alta soou-lhe estranha e ficou a olhar-me, de dedo apontado, durante muito tempo, antes de se aventurar no mundo proibido até então.
A tarefa mais espectacular (para ela, entenda-se) deve ser «põe isto no lixo». É esta que a faz dispensar o resto de pão na mão para pedir um novo bocado logo a seguir. Ou não se importar de ficar com a mão entalada no cilindro de metal, só para conseguir abri-lo e meter a mão lá dentro...
De tudo, o mais engraçado é o ar satisfeito que essas pequenas autonomias lhe dão... a minha pequena miúda independente...
Algo me diz que terei de estar atenta ao que vai para ao lixo nos próximos tempos.
Rita

segunda-feira, março 05, 2007

Literalmente...

... uma filha debaixo das saias da mãe...
Ou... o que significa ter "pata de urso" (para as dúvidas que possam ter surgido no último post)...

Rita

domingo, março 04, 2007

Tango


Os pés despem os ténis, os sapatos rasos, as botas de montanha e as "pata de urso" e preparam-se para o treino.
O ensaio dura as horas possíveis, os músicos perguntam se querem que se repita um ou outro tango, os corpos exercitam todos os passos que recordam depois de tanto tempo de inactividade.
Horas mais tarde, as mesas estão cheias e a sala enorme está composta. Corpos e pés vestem os disfarces e rodopiam improvisadamente ao som maravilhoso da orquestra, gozando o momento. Palmas.
Os pés tornam a vestir o traje habitual, já doridos e arrependidos da falta de baile durante dias, meses, (anos?!) e rumam novamente para o carro que os levará a casa. Na boca um sorriso, no peito o suspiro de alívio.
Correu bem, como sempre.
Oficinas Ranha

quinta-feira, março 01, 2007

No correio...

... um ramo de flores diferente, cheio de Cor, para enfeitar as jarras cá de casa...
Rita

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Enquanto lhe faço o aerossol, dou-lhe a caixa dos soros fisiológicos para se entreter. E eis que de repente, a mocinha exclama, a apontar para a boneca: "Papou!"...
Rita

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Brincadeiras nas prateleiras


Recordo-me de lá em casa sempre ter podido brincar com os objectos que enfeitavam as prateleiras. Havia os de todo o tipo: os bibelots de louça, dignos de serem tratados pelo substantivo estrangeiro (palavra por si só antipática aos meus ouvidos) e aqueles mais... sei lá, tradicionais, culturais, o que se quiser chamar-lhes... os efectivamente bonitos...
Não me lembro de alguma vez ter partido algum deles, mas provavelmente fi-lo. Tão pouco me recordo de algum especial cuidado da minha mãe na sua arrumação, para impossibilitar que estivessem ao meu alcance. Ou de uma chamada de atenção para que tivesse mais cuidado com algum.
A casa e tudo o que havia na casa estava nas minhas mãos, não havia objectos proibidos. Aos meus olhos, todos os objectos eram tesouros a estimularem constante e intensamente a minha imaginação.
Admito que hoje, quando vejo a Alice a mexer no que está colocado nas prateleiras, não consigo deixar de tremer e apreciar ainda mais algumas das pequenas atitudes que sempre caracterizaram a educação dos meus pais. Claro que ela ainda é pequena e o risco de estrago é maior, mas a verdade é que o meu interior oscila, desde já, entre a liberdade de lhe oferecer todos os tesouros da casa e a arrumação dos mais resistentes e menos valorados nos locais a que ela já chega... Mas suponho que essa será sempre a oscilação do que representa ter filhos...
Por enquanto fica assim. A prateleira de baixo para ela, a segunda para o que pode ser partilhado sem perigo. E a partir daí, os futuros tesouros.
Rita

domingo, fevereiro 25, 2007

Lanche de Domingo


Hoje fomos lanchar ao "Espelho de Água", no Jardim da Amália, em pleno coração de Lisboa. Soube bem sair, depois do período de reclusão a que fui obrigada pela otite da Alice (reparo agora que Alice rima com otite, o prenúncio não é grande coisa...). A ela também lhe terá agradado, obviamente, e esforçou-se mais uma vez para nos demonstrar o seu ano e meio de independência... se não a tivéssemos visto tão mimocas nos últimos dias era capaz de jurar que a mocinha não precisava de nós para nada...
O Jardim da Amália aconselha-se, apesar dos mosquitos e da falta de manutenção a que assistimos. Tomara que tenha sido da chuva...
Rita

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Finalmente, para a minha filha!

Já há algum tempo que não me anda a apetecer fazer nada... Mas há mais tempo ainda que tinha prometido a mim mesma fazer algo para a Alice. Onde é que se via, fazer coisas para outros meninos e a da casa não ter direito a mostrar as habilidades da mãe e da tia por esse mundo fora...
(Verdade seja dita, a tia já tinha feito um Filhós todinho e só para ela, no seu primeiro Natal. A mãe é que andava a falhar.)

Há uns dias armei-me de linhas, agulhas, feltros, lantejoulas, missangas e botões e, nestes dias da doença da Alice, construí-lhe uma borboleta. Ela só lhe ligou quando lhe pus os olhos, mas agora reconhece-a no monitor do computador, enquanto este post é escrito.

Estou ansiosa por vê-la boa da otite, a voar com a borboleta vestida.

Rita

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Mais um ano...

Tal como no ano passado, hoje comemoramos na blogosfera o aniversário do Pilas. O quarto aniversário passou-se com companhia, com direito a festinhas, ao colo da dona e a montes de fotografias que, como as outras ficaram sempre tremidas ou desfocadas, ou ainda sem ele. De presente recebeu duas bolas de saco de plástico e uma caixa de cartão, os seus brinquedos preferidos. Felizmente são baratos.

Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Mais um Carnaval que passou...

... e não nos mascarámos nem comemorámos a rigor.
Ficou o divertimento de ver uma Alice com um fato emprestado de Capuchinho Vermelho, linda de morrer, ou com o fato de Espanhola, feito na creche. Não faço ideia se ela percebeu o panorama diferente, não tivemos oportunidade de a levar ontem a um dos locais onde imperam muitos mascarados porque adoeceu... é uma Alice com mais um Carnaval, mas será também com mais um dente ou mais uma virose para a colecção...
Rita

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval

Mesmo em época de muito pouco tempo e falta de disposição para a folia, ao contrário de outros anos, no serviço houve um tempinho para lembrar que carnaval é para ser festejado onde se quiser.

Beijinhos para todas as nossas visitas. Espero recuperar em breve o ritmo de noticias a que estava habituada.


Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Vintage

Antes de ter iniciado a saga das viagens pela net, "vintage" era para mim um termo que só dizia respeito ao vinho. E quando procuramos a definição, a palavra aparece de facto associada a este, quando a antiguidade e a especial qualidade das castas lhe conseguem conferir esse título.
A blogosfera veio alargar-me o conceito a tudo o que pretende ser definido com base em critérios semelhantes... muita gente fala em tecidos vintage, botões vintage e todo um leque de objectos que imaginar se possa.


Por causa disso, quando organizei os copos e copinhos que trouxe da antiga e eterna casa da minha Avó Joana para tirar esta fotografia, foi exactamente esta a palavra que se me surgiu na cabeça. Porque os copos e copinhos que eram da minha Avó podem não ser assim tão antigos ou de tão extremada qualidade, mas foi neles que bebi os galões da minha juventude nas férias que lá passava...

Vintage. Como tudo o que me foi deixado pela minha Avó Joana.


Rita

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O meu SIM


Hei-de guardar para sempre o momento em que soubemos da "nossa" gravidez, os dois ao mesmo tempo. Foi uma grande felicidade, daquelas que se multiplica a cada dia e por cada vez que contamos a notícia. A Alice foi uma felicidade muito bem planeada e desejada para toda a gente da família, dos amigos, dos colegas.
O meu SIM no próximo Domingo é para todos os que merecem nascer de um sentimento de felicidade como a nossa Alice nasceu. Porque não imagino o contrário... uma concepção que gere angústia seguida de meses de sofrimento e lágrimas choradas às escondidas... uma opção desesperada de provocar um nascimento antecipado numa lixeira ou numa qualquer clínica parecida com uma lixeira...
Vou votar SIM pela opção de gerar conscientemente, com amor... inteira.
Rita
Na foto: nós três, algumas horas antes de um dos momentos mais maravilhosos da minha vida, o do nosso encontro.

Eu voto SIM !!!

  • Porque o clandestino serve os interesses económicos e ideológicos de demasiadas pessoas.
  • Porque o escondido e proibido é demasiado caro para a saúde de muitas mulheres.
  • Porque proibir não ajuda a resolver os motivos que levam uma mulher a interromper uma gravidez não desejada.
  • Porque não quero ser responsável por condenar alguém a vir ao mundo sem ser desejado e amado.
  • Porque não acredito que a H., a M.ª, a J., ou a mãe da F. sejam criminosas.
  • Porque se um dia tiver a sorte de engravidar serei mãe por opção.
Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Mais uma ideia...

Este é mesmo o nosso mundo... cheio de felicidades e dramas, de ilusões e desilusões, de conceitos e preconceitos, de erros e enganos, das parvoíces que cometemos e se transformam em enormidades irreversíveis...
Gostei muito e aconselho. Mais do que os outros.
Rita

terça-feira, fevereiro 06, 2007

... uma salva de palmas...

O post 168 lembra o que nas Oficinas RANHA quase ficava esquecido. O 1º ANIVERSÁRIO DESTE NOSSO ESPAÇO NA BLOGOSFERA.
Pois é, o "arRanha no Trapo" faz hoje um ano. Já tivemos cerca de 10.000 visitas, das quais muitas são de meninas e meninos que nunca vimos mas nos encontraram, e nos visitam assiduamente. Já passamos por periodos de grande entusiasmo, de criatividade e de muitos projectos, mas temos tido também épocas de alguma passividade, desânimo e pouca criação.

Mas hoje é dia de festa, e convidamo-vos a comemorar connosco, e a brindar à concretização de muitos projectos, com alegria e muita energia.

Ana Cristina
Rita

Nos últimos tempos parece que...

... quanto mais coisas quero fazer, menos faço...
... quanto mais planos tenho, menos cumpro...
... quanto mais tenho para arrumar, mais me apetece dormir...
... quanto mais quero escrever, menos escrevo...
... quanto mais quero mostrar, mais me escondo...
Acho que ando num momento de reflexão, de paragem, não sei bem... Não se admirem da falta de notícias, deste lado pouco se passa, pouco se pinta, pouco se borda, pouco se cose, pouco se cria... muito se pensa e dorme...

Rita

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Cinema

Nos últimos tempos conseguimos ir ao cinema ver dois filmes:

O "Scoop", do Woody Allen, é isso mesmo, um filme à Woody Allen. Divertido, história engraçada, risonha, um bom entretenimento. Preferi o "Match Point", do ano passado, foi mais surpreendente, tanto enquanto história como enquanto membro da filmografia do ruivo neurótico... Mas gostei de ver o "Scoop", gosto sempre daquela personagem que o Woody Allen interpreta (?) e dos seus argumentos...
Quanto ao filme de hoje...

Gostei muito... Mas, para quem queira basear a sua decisão no site do Sapo e ler a descrição do argumento como sendo "Em pleno século 16, a colonização espanhola da américa central está em pleno desenvolvimento e com ela a civilização Maia caminha para o desapareceimento. No meio deste processo um homem, um Maia, procura preservar a sua cultura..." fique sabendo que não tem mesmo nada a ver com isto...
O filme está bom, bonito e vibrante. Bem feito. Fotografia maravilhosa. Violento, mas de uma violência compreensível. História interessante, que prende o espectador e o faz ficar com taquicardia na quase totalidade das duas horas que dura.
E, para quem queira ter uma ideia, "Apocalypto" é sobre a história da fuga de um homem de um sentimento que conhece pela primeira vez, o medo, e sobre a ideia de que nenhuma civilização pode (ou deve...? porque podem, não podem?) perdurar enquanto achar que tem mais direitos do que as outras, que está mais perto do Sol e dos deuses...
Rita

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Filhos

Apesar de os adorarmos profundamente, sermos capazes de tudo por eles, lamentarmos inúmeras vezes o pouco tempo que lhes podemos dar, sermos capazes de um sentimento de saudade inquantificável cinco minutos depois de os deixarmos na creche... há dias em que ficamos tão aliviados depois de os pôr na cama...
Rita

domingo, janeiro 21, 2007

Finalmente chegou!

Finalmente chegou a tela da Graça Paz para embelezar as paredes cá de casa!
Foi uma emoção receber o postal numa noite, esperar pelo final de tarde do dia seguinte para ir aos Correios, trazer o grande embrulho para casa debaixo do braço rua fora, despi-lo dos plásticos e cartões para encontrar... "Estou a booooiar"...
É linda! A Alice deu-lhe muitos beijinhos como faz aos visados de todos os quadros e fotografias, por isso... aprovadíssima!
Rita

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Licores


À semelhança de há dois Natais atrás, neste último decidimos, para alguns dos homens da família, ofertar licores caseiros em garrafas por nós decoradas. A receita foi simpática e gentilmente cedida pela Cissa e resultou num Licor de Maçã e Canela divinal, apreciado por todos quanto o têm provado... E, como este ano a quantidade produzida foi bem menor à do outro Natal, não deu para enjoar com o aroma espalhado pela casa... apesar de não estar grávida como nesse outro ano...

Rita

segunda-feira, janeiro 15, 2007

E à falta de lareira...

... lá teve o agregado familiar que se contentar com um fim de semana aquecido de forma (já medianamente) moderna...
Rita

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Azulejos

Finalmente faço algo que há muito queria: posto pedaços desta Lisboa de que tanto gosto... Inspirada por outros "bloggers", cá vai uma primeira foto, relativa aos azulejos da famosa pastelaria dos pastéis de belém.

Rita

terça-feira, janeiro 09, 2007

Uma carteirinha diferente!!!

Baseada nestas carteirinhas recebemos uma encomenda para a realização de uma cigarreira própria para aqueles cigarros muito fininhos e compridos.

Foi oferecida a uma menina que também gosta muito de pincéis e tintas.

Para nós, foi um orgulho que tivesse agradado tanto a quem a ofereceu, como a quem a recebeu.


Ana Cristina

domingo, janeiro 07, 2007

Prendas


Há uns anos atrás, os meus pais receberam um par de Cabeçudos pelo Natal. Duas belíssimas peças de artesanato que sempre invejei por serem tão perfeitas, por em miniatura se parecerem tanto com os da minha história de sempre, herdada da Romaria da Sr.ª da Agonia.
Este ano o meu João encontrou estes, diferentes dos outros mas lindos na mesma, e até conheceu o artesão, Rui Duarte, que eu desconheço, mas a quem agradeço a criação. Não poderia deixar de mostrar-vos uma das minhas prendas favoritas neste Natal, para os que gostam de Cabeçudos, para os que choravam a vê-los em criança, para os que conhecem Viana do Castelo e para os anseiem por conhecer. E para todos os outros, claros.
Rita

terça-feira, janeiro 02, 2007

Bom ano!!!!

A todos, as manas das Oficinas Ranha desejam um grande ano 2007!
Grande em tamanho, porque esperamos que os segundos passem a demorar minutos, os minutos horas, as horas dias e por adiante... para que o tempo se prolongue até ao necessário para a realização de todos os projectos!
Grande em qualidade, como será certamente se todos os projectos forem realizados!
Olho para a lista que fiz no início do ano que agora acabou e constato que, dos poucos pontos que apostei realizar, um foi amplamente conseguido: o das Oficinas criarem este blog e manterem uma produção (mais ou menos) contínua. Esse é um óptimo motivo para festejar.
Em termos pessoais, não consigo deixar de estranhar a ambiguidade de sentimentos em relação ao ano que ficou para trás. A sensação de ter sido um dos melhores e um dos piores só pode ser igualável a outro da minha vida. E é esquisito fazer esse balanço que põe a Alice num prato - a maior e mais fabulosa aventura em que já me meti - e, no outro, a perda de uma das pessoas mais importantes da minha vida e a doença grave de outra.
É assim a vida, são assim os anos. E por isso os vamos sempre desejando melhores. Grandes.
Rita

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Encomedas de Natal - de manas para manas


Uma colega encomendou esta tela para oferecer às meninas de uma grande amiga neste Natal. E, ao que parece, gostou tanto que nem esperou por embrulhar o presente.
Não chegámos a saber bem a reacção da Rita e da Daniela quando o viram pela primeira vez, só que gostaram e que no desenho reconheceram uma relação de amor e proximidade que se deseja para toda a vida - como a das irmãs que o fizeram... Mas, muito sinceramente, o que mais gozo nos deu foi saber a reacção do pai, que «sem ser nada dessas lamechices», ficou todo enternecido de ver ali as suas meninas. Que bom...

Rita

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Viana do Castelo - Natal 2006

E lá se passou mais um Natal, com lareira, presentinhos e votos de saúde.
Agora vêm os projectos e desejos para o novo ano.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 19, 2006

Frio


E parece que vem aí o frio... frio a sério... brr, tremo de pensar no gelo que vai estar em Viana do Castelo daqui a uns dias... mas sem neve, que pena...
Rita

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A Árvore ou o Pinheirinho


Lá em casa tínhamos uma Árvore de Natal muito raquítica, diga-se em abono da verdade.
A maior parte das vezes tinha que ser posta em cima de um móvel, de forma que me lembro de, durante muito tempo, ser o presépio a ficar ao nível dos meus olhos. Eu podia brincar com ele e cheguei a ter a mania de esconder o menino Jesus até ao 25... afinal, não fazia sentido ele andar por lá até à data, correcto? Também cheguei a juntar estrunfes ao presépio, eu adorava brincar com estrunfes e estes eram mesmo daqueles de Natal, cheios de presentes e com os barretes vermelhinhos em vez dos habituais brancos.
Em compensação, em Viana do Castelo a Árvore de Natal que nos esperava era sempre grande, verdadeira e chamava-se Pinheirinho. A decoração era diferente, havia as bolas, mas também os chocolates (divididos irmamente, ou melhor, irma e primamente por mim, pela Cristina e pela Lili) e, principalmente, os bonecos. Acho que os meus tios os tinham trazido de França e eram os enfeites mais bonitos que eu já tinha visto. Pendurados, não era suposto darem para brincar, mas mesmo que só para ver, cumpriam magnificamente o seu objectivo.
Olho para a árvore que enche agora um canto da minha sala e penso como irá ser, no futuro, a ideal para a Alice. Talvez ela não venha a achar piada a uma tão grande e opte por uma que se coloque em cima de um móvel. E os enfeites, se calhar vai preferi-los em duas ou três cores. Um dia pode até pensar "quero só bolas, nada daquela bonecada toda que havia na da minha mãe". No entanto, com toda a certeza, a árvore será para ela como para mim: bilingue.
Rita

domingo, dezembro 17, 2006

Rita, minha irmã Rita

Quando acordámos, de uma noite bem agitada (pela expectativa e porque nunca dormíamos juntas), eu a Tina recebemos a notícia que tinha nascido uma menina.

A alegria foi tanta que assim que cheguei à escola contei logo que já tinha uma irmã.

Claro que eu queria um rapaz e ainda sugeri à família do lado trocarmos os bebés, visto que assim repetíamos os sexos, mas a proposta não foi aceite e contentei-me com o que me tinha calhado em sorte.

Numa infância feliz recordo momentos, lugares, bonecos, professores e situações que podem nem ter sido especiais, mas o nascimento da minha irmã foi dos momentos que mais me marcou. O marco que dividiu o “Antes de Rita” do “Depois de Rita” trouxe-me a sensação de “não mais sozinha”. Passei a contar com aquela mãozinha que apertava quando algum pesadelo não me deixava dormir, com o tempo que dedicava a brincar com a miúda vários anos mais nova, com o apêndice que me seguia pra todo o lado, com a idolatração (e que sempre me fez muito bem ao ego).

Hoje, sem grande inspiração para escrever umas palavras bonitas, dou parabéns à Rita, minha irmã, minha melhor amiga, uma mulher muito especial.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 12, 2006

Ficam as recordações...

“A Morte é certa. A ela ninguém escapa, nem o Rei nem o Bispo, nem o Papa.
Mas eu hei-de escapar. Compro uma panela, meto-me dentro dela.
E a Morte vem e diz:
- Aqui não está ninguém. Boa noite meus senhores. Passem todos muito bem.”

Esta cantilena aprendemos de pequenas com a Avó Joana. Como se dum teatro se tratasse, fazíamos gestos, e fingíamos tapar-nos com a tampa da panela.

A avó Joana encheu as nossas infâncias de pequenos mimos, de histórias antigas, de cantigas, de roupa para nós e para as bonecas. Foi uma AVÓ.

A avó Joana esteve dentro da panela desde Junho. Hoje destapou a tampa e foi vista.
Deixa muitas SAUDADES.
Ana Cristina
Rita

sábado, dezembro 09, 2006

Preparam-se...

... novas carteirinhas que seguirão para outras mãos. Em breve mostrarei estas e outras que estão numa outra fase da preparação.
Ana Cristina

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Baú de Recordações II

Duma caixa cheia de histórias e de pequenos livros pintados por nós, surgiram os meus livros da escola primária. Dos dois, o “Livro de Leitura da Segunda Classe” foi o que me deixou mais recordações. Lembro-me de quase todas as suas histórias: do “Amigo” que ia todos os dias brincar com a menina que não podia sair do jardim, da história do “Piloto”, um cão que defendeu a sua família sem fazer mal a ninguém. Mais uma vez guardei estas recordações, desta vez com os livros da infância e algumas bonecas, que um dia mostrarei.

Vou dedicar-me agora aos livros da escola actual, que estão à espera que eu me debruce sobre eles com intensidade. Deixarão recordações tão duradouras como os da segunda classe??


Beijinhos a todas as nossas visitas.
Ana Cristina

domingo, dezembro 03, 2006

Quase...

Uma primeira volta a sondar as prendas de Natal e o resultado: seria completamente disparatado propor uma "lista de aniversário", semelhante às dos casamentos, à Promod?! Tem umas túnicas e saias e camisolas e tudo e tudo e tudo tão girooooooooooo...
Pessoal indeciso e hesitante, o dia está a chegar, todos à Promod!!!!
Rita

sábado, dezembro 02, 2006

Ela


Como ela de vez em quando exige andar em casa nos últimos tempos...
Rita

sábado, novembro 25, 2006

"Fácil de entender" ...?

Talvez por não saber falar de cor, imaginei. Talvez por não saber o que será melhor, aproximei. "O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós." Sei lá eu o que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz... Talvez por não saber de cor, aproximei... Triste é o virar de costas, o último adeus sabe Deus o que quero dizer. Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou... E se ao menos tudo fosse igual a ti.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, já não sei se sei o que é sentir. Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender...
É o amor que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...
The Gift (Nuno Gonçalves)
A minha música do momento, para todos vós...
Rita

quinta-feira, novembro 23, 2006

Seguiu uma encomenda...

Calças de ganga pintadas com jardins floridos são, talvez, das peças que mais nos marcam como Oficinas RANHA. Em tempos tivemos oportunidade de explicar como as flores fizeram parte das primeiras experiências em pincél das Oficinas.
No ano passado pintámos umas calças para a Rita (com dois anos) e outras para a Sara (com oito) que foram um sucesso e que foram as responsáveis pelas da Marta. Agora recebemos uma encomenda para umas calças de adulta, segundo os moldes das últimas (com direito a borboleta e tudo).
O resultado foi este, que também pode ser observado aqui. Mas antes de seguirem tiveram que ser muito bem observadas e aprovadas pelo "Pilas". Fica o registo.
Beijinhos para todas as nossas visitas.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 22, 2006

Cansaços e frustrações

Ando frustrada. De cada vez que acaba o jantar, só tenho vontade de me aninhar no sofá. Sei que até tenho razões plausíveis para andar mais cansada. E sei que os tempos não andam para graças, que se me animasse com os trabalhos e encomendas das Oficinas, distraía-me mais e andava melhor, mais satisfeita. Mas o jantar acaba, aninho-me no sofá, enrolo-me no saco-cama e adormeço pouco tempo depois (em todo o caso, já depois das 23...). Chateia-me isto, a falta de vontade de permanecer acordada a fazer o que gosto.
Vim cá só mesmo para desabafar. Antes de ir para o sofá. Porque já bocejo.
Rita

segunda-feira, novembro 20, 2006

Cinema ao fim de semana


Já li o livro há uns anos, mas recordo-me do prazer com que o fiz, aquele que tenho quando encontro uma história bem imaginada e bem escrita. Ficou-me a noção geral do enredo e o fascínio por encontrar um livro sobre algo que na minha vida é tão importante: o olfacto.
Quando vi o filme anunciado, pensei para mim que iria ser, como são quase todos os adaptados de livros, uma desilusão. Surpreendeu-me pela positiva. Não sei o que pensaria se fosse ler o livro novamente, mas a esta distância da primeira vez que o fiz, pareceu-me uma boa adaptação.
Aconselho-o aqui, para os que quiserem rever a história, passar os olhos por uma boa fotografia, imaginar tempos idos sem a magia higiénica das novelas e séries. Também para os que gostam de um filme sem palavaras demais. E, mais do que tudo, para os que estejam dispostos a analisar a possível metáfora por trás do livro: afinal, "O Perfume" pode não ser mais do que a história do que é capaz de fazer um homem, incapaz de amar e ser amado por circunstâncias da vida, para saber a que correspondem esses sentimentos.
Rita

sexta-feira, novembro 17, 2006

Um Tiago cavaleiro

Apesar da ideia inicial não ser esta, a P. achou que o nosso cavaleiro era "a cara" do seu Tiago. No entanto, como o rapazola em questão, de ruivo não tinha nada, a pintura submeteu-se a cirurgia estética.
Colocado na parede de surpresa, o nosso cavaleiro a brincar surpreendeu o cavaleiro a sério. De risinho nervoso (que, como diz a mãe, é como ele fica quando gosta de algo), disse então que também tinha «um cavalo daqueles», mas de cor diferente. E não achou grande piada à parede atrás... que, por mera casualidade, até «parece a do mano».
O que importou mesmo foi saber que, no geral, tinha gostado.
Rita

terça-feira, novembro 14, 2006

Não, não fugi ...

Eu sei que há muito dias que não venho aqui deixar umas palavras e tenho umas explicações para vos dar.

Em termos pessoais arrumo ideias, preparo espaço na secretária e local para guardar dossiers e apontamentos, para um período de muito estudo e trabalho extra. Iniciei este mês esta nova fase da minha vida, com expectativa e ansiedade.

As Oficinas não têm estado paradas mas a meio gás, com novos projectos e algumas encomendas. Muito pouco tempo para trabalhar e concretizar essas ideias criativas e uma nuvem de desânimo a toldar as nossas mentes não ajudam a sua realização.

Mostro a fotografia de uma das ultimas criações das Oficinas RANHA, um anel feito por encomenda para uma menina que volta para a sua terra. Dentro de uns dias este anel viajará por terras de Sevilha, e passamos fronteiras a caminho de todo o MUNDO
.
A todas as nossas visitas, até breve.
Ana Cristina

sexta-feira, novembro 10, 2006

Afinidades 2


A Fera, agora, foge da Alice. Muito sinceramente, eu também fugiria se tivesse alguém atrás de mim o tempo todo, com olhos de adoração plena, mãos pequeninas mas pesaditas a fazer festas e guinchos de satisfação prontos a qualquer hora.
Não deixa de ser curioso. A Fera, que é um doce com qualquer pessoa, faz jus ao seu nome com os restantes animais. À excepção do Pilas, a filha-gata cá de casa tem um verdadeiro mau feitio com os seus congéneres de quatro patas. E, obviamente, com as crianças pequenas que nos visitam.
A Alice é perfeitamente tolerada e tem direito até a oferecer mimos. No entanto, o comportamento obsessivo dá direito à escalada para locais fora do seu alcance... e fotografias como esta têm carácter raro e digno de exibição.
Rita

quarta-feira, novembro 08, 2006

Coisas cá de casa


Conheci a Margarida Botelho por casualidade e de relance, numa aula de Danças Europeias, em Almada. E qual não foi o meu espanto quando, pouco tempo a seguir, encontro-a com um stand na FIA, rodeada de trabalhos lindos e coloridos...
Este foi o primeiro quadro que comprámos para a nossa casa. E, mais propriamente, para pôr na casa de banho. Sem qualquer desprimor para o quadro; afinal, o problema reside na falta de hábito com que se decora as paredes das casas de banho...
O quadro da Margarida Botelho é lindo, de uma lindeza que têm as coisas que nos fazem sonhar e nos deixam descobrir sempre algo de novo de cada vez que olhamos para elas. Não passa despercebido a ninguém que nos visita, mas merece ser visto por toda a gente.
Rita

O trabalho da autora pode ser visto nas ilustrações de alguns livros infantis, mas infelizmente já não o consigo encontrar em site.

quinta-feira, novembro 02, 2006

O tempo

Hoje reparámos, quando vínhamos a pé do trabalho para irmos buscar a Alice, que já é noite à hora de saída...
Desde que a hora mudou que é manhã quando acordamos mas noite quando voltamos para casa. É estranho este fenómeno... porque, na verdade, temos o mesmo número de horas até nos deitarmos, mas a ilusão de nos terem cortado uma fatia do dia... Em compensação, custa menos acordar com a frincha de luz a entrar pela casa...
O pior mesmo é a chuva, esta irritante chuva que nos faz ter de pensar numa roupa que depois não combina com a temperatura. Porque é que não chega o frio de uma vez...? Eu sempre saberia o que me vestir e à Alice e acabariam de uma vez os atrasos de manhã para ver o tempo no teleponto e decidir só aí, em cima da hora.
Tenho no corpo a saudade da areia da praia e das camisolas de alsas e na cabeça o apetite das golas altas e dos casacos quentinhos... vontade do que se sabe ser uma inevitabilidade...
Rita

segunda-feira, outubro 30, 2006

Mais uma prenda...

Há umas semanas ofereci, pelo seu aniversário, uma das obras das Oficinas à minha sogrinha...
Deu imenso gozo tentar projectar uma camisola que lhe pudesse agradar, diferente do que é o nosso costume mas que mantivesse a nossa imagem. Gostei do resultado, um tanto ou quanto mais sóbrio e clássico do que o usual... e só tenho pena de ainda não a ter visto vestida...


Rita

sábado, outubro 28, 2006

As pausas também podem ser úteis

Uns momentos de desânimo, a necessidade de suspender as criações das Oficinas RANHA para encontrar o caminho que desejamos, o assentar de ideias, fizeram com que este blog (e as Oficinas) estivessem estado em stand-by na semana que passou.

Hoje, depois de uma conversinha rápida e de uma troca de emails para manter a nossa linha condutora e de uns telefonemas, o desânimo começa a transformar-se em ideias para dar continuidade às criações Oficinas RANHA. Na lista temos; um candeeiro para o quarto da Rita, umas calças de ganga para pintar, uma tela para fazer, algumas carteiras encomendadas e alguns projectos por iniciar ou concluir...

E mostro três anéis da Linha Bijuteria Oficinas RANHA. Feitos com almofadinhas pintadas e bordadas, que caracterizam as nossas peças, aplicadas a uma base de anel ajustável a qualquer dedo. Seguiram para a Loja.

Ana Cristina