segunda-feira, junho 18, 2007

As férias - Parte 1

No Alentejo vamos para a praia nesta figura, super carregados.
Mesmo que por poucas horas, levamos sempre, para além de uma filha de quase dois anos, um Pastor Alemão bastante energético à trela, um chapéu de sol, uma barreira, o saco com as toalhas, fraldas, muda de roupa, água para nós, água para o Kaos, iogurtes e fruta, livros e jornais (não vá termos tempo!). Como se não bastasse, decidimos comprar um baldinho com pá e ancinho.
Às vezes trazemos ameijoas, pedrinhas ou conchinhas, conforme o fascínio possível dos pais ou filha. E o lixo, trazemos sempre o lixo que fazemos, durante a brutal extensão de areia que percorremos quando chegamos para nos afastarmos de qualquer viva alma que por lá esteja, e ainda pelo passadiço de madeira até ao carro.
Voltamos ensalitrados ou molhados, areiados, cansados, na mesma carregados, mas também saciados e animados. Viva a praia.
Rita

domingo, junho 17, 2007

De regresso

Estamos de volta, depois de magníficos dias por praias das costas Vicentina e Algarvia. Os ameaços de mau tempo provocaram um regresso adiantado, mas nem por isso deixámos de aproveitar os dias até ao fim... Chegámos há pouco da Gulbenkian, onde se pensa sobre o estado do mundo... E num intervalo entre viagens, levámos a Alice a conhecer o Aquário Vasco da Gama. Tudo muito aproveitadinho, que as próximas parecem estar muito longe...
Promete-se mais sobre as férias nos próximos capítulos. Agora não apetece.
Rita

sexta-feira, junho 08, 2007

Um presente antigo

Esta caixa fizemos para a Sara, a nossa prima mais nova. Foi-lhe oferecida pelo Natal e, esperou até hoje por aparecer a publico. Esperava por dias inspiradores de bonitos textos. Sai a público hoje, num dia bonito que lembra belas paisagens floridas, férias e sol. Afinal nunca é tarde para mostrar um presente feito com muito carinho.

ver também aqui, aqui e aqui
Ana Cristina

quinta-feira, junho 07, 2007

Voltei !!!

Acho que perdi o hábito de deixar aqui o que me vai na alma. Na realidade nunca me tive em grande escritora, e nunca fui de fazer diário por muito tempo. Por períodos passei para palavras os meus pensamentos de adolescente mas nunca de forma continuada. Para mim sempre deixei a “observação e análise” do que os outros escrevem, como amante que sou da palavra escrita pelos outros.

O ano passado, com a criação deste espaço comprometi-me a ser persistente na escrita mas ultimamente não tenho cumprido. Porque nestes últimos tempo um período de tristeza que ainda está em fase de turbulência tem visitado frequentemente os poucos tempos de reflexão. Porque a Rita, a outra mana Ranha, tem tratado de manter este espaço sabendo que da minha parte espera por dias melhores. Porque não é fácil encontrar tempo para cumprir todas as tarefas de mulher trabalhadora, estudante, fada do lar (esta sim, uma piada das melhores) e ainda criadora das Oficinas RANHA.

Está na hora de voltar, por isso AQUI ESTOU.
Ana Cristina

domingo, junho 03, 2007

Depois de seis meses sem descanso...

Compromissos / Projectos / Encomendas / Próximas obras:
  • acabar uma camisola
  • fazer um casaco
  • fazer uma camisola, duas saias e um saco para a Ana Prima
  • acabar uma camisola e um candeeiro para a Tina
  • fazer dois candeeiros
  • acabar o estudo para uma tela e pôr mãos à obra

Será que conseguirei fazer alguma destas coisas nas próximas duas semanas em que vou estar de férias?! Sim, porque o pessoal que nos desculpe mas os ânimos estiveram em baixo durante algum tempo e os outros afazeres são sempre tantos... mas as encomendas não estão esquecidas... nelas poremos todo o nosso empenho, dedicação e carinho dos próximos tempos... Fica prometido!

Quanto à actualização do blog enquanto eu estiver no relax, na praia ou na esplanada ao solinho, fica a cargo da outra mana Ranha... mas é preciso considerar a sua falta de tempo, com o trabalho, o Mestrado, a casa e tudo o resto... enfim, vai ser o que puder ser, ok?! A todos, até já!

Rita

quinta-feira, maio 31, 2007

quarta-feira, maio 30, 2007

terça-feira, maio 29, 2007

Ainda nem há meia hora a deixámos com os avós e já estou com saudades...
Rita

segunda-feira, maio 28, 2007

Novamente prendas no correio!

A sexta-feira foi dia de prendas no correio... e é sempre tão bom quando isso acontece...!
Juntamente com as encomendadas almofadinhas de alfazema para aromatizar as gavetas da casa, a roupa, malas e afins, e os pins "mentoliptus" (na foto só aparece um, a Cristina ficou logo com o dela), vieram três belíssimos postais oferecidos, tudo etiquetado carinhosamente com cópias de ilustrações que vão directamente aumentar a minha colecção de marcadores de livros.
Se há coisa que já aprendi pelas comunidades artesãs da net, é que o que compramos nunca vem só e traz sempre uns mimos muito simpáticos... como se pode calcular, os mimos custam alguma quantia monetária ao artesão que os faz e disponibilizá-los assim, como oferta, deixa-me sempre particularmente enternecida. Por essa razão, um grande obrigado à Ana, de cognome Fric de Mentol, caracterizada por um talento fora do vulgar e um grande sentido de humor, bem visível naquilo que faz...
Rita

domingo, maio 27, 2007

Vida cultural activa

A continuar a saga do Oceanário, hoje a Alice teve a sua primeira experiência teatral na Sociedade Guilherme Cossoul, a ver a história d' "A menina que não sabia o que era o medo" (pela companhia Ovo Teatro).
Sabíamos que o espectáculo era para meninos "pequeninos-pequeninos", mas confesso que trememos quando a moça perguntou «1 ano e 9 meses?! E está habituada?!»... Não estava, mas portou-se lindamente. Sentada nas minhas pernas primeiro, a partir de certa altura a pé (ai que ela vai entrar pelo cenário adentro...) e, finalmente, sentada meio metro à minha frente, de acordo com a sua forma de ser independente. E a modos que participou no diálogo final, com a actriz, e até fez um desenho e tudo... trouxe umas estrelinhas de papel na mão que, mesmo amarrotadas, fizeram successo o dia todo...
Rita

sexta-feira, maio 25, 2007

Por aí...


Mosaico hidráulico da minha rua (o que significou uma vizinha a perguntar-me se me tinha enganado, quando me viu a sair de máquina em punho de outra porta que não a nossa).
Para quem tenha curiosidade de saber o que é, veja aqui e aqui.
Rita

quarta-feira, maio 23, 2007

A outra margem

Fiquei hoje a saber que durante pouco menos de um ano habitei um deserto.
Um deserto sem casas, sem comércio, sem hotéis, sem turismo, sem hospitais, sem indústria, sem gente, sem nada. De maneira que durante todo esse tempo (mais até, se lhe juntar os meses vividos tempos antes entre o Barreiro e Setúbal), vivi a ilusão de achar que Almada, apesar de tudo, era um melhor subúrbio do que aquele onde tinha vivido toda a minha vida até então, na linha de Sintra. Apesar de tudo. E este apesar de tudo era apesar de todas as casas, do comércio, do turismo, das indústrias, apesar daquela gente toda...!
E ilusão deve ter sido também o facto de alguma vez ter pensado que a Ota não era mais do que um pântano...
Concordo com o Presidente da Câmara de Alcochete, deveríamos estar habituados a estas patacoadas dos nossos ministros (mesmo dos que são engenheiros inscritos na Ordem)... E logo a este ninguém o cala, nem demite, nem suspende...
Rita

terça-feira, maio 22, 2007

O primeiro passeio de turma

A creche lembrou-se de organizar para hoje uma ida ao Oceanário. Cerca de quinze miúdos entre o ano e meio e os dois anos, três profissionais da coisa e três mães, profissionais só dos que têm em casa.
Poder-se-ia pensar que é demasiado cedo para "excursões de turma", mas aprender e passear nunca é demais, por isso lá rumámos todos ao grande tanque de peixes e afins. São impressionantes as reacções, há-as de todos os géneros, de acordo com o feitio de cada um: os que ficam quietos, os que se chegam perto, os que ficam a ver de longe e agarrados (como se os tubarões pudessem quebrar o vidro), os que gritam de excitação, os que se cansam e aqueles que parecem ganhar embalagem só quase à saída.
Para quem também pense que também é cedo para se fazer piqueniques e comer sandochas na relva, desengane-se! Toca de ir para os parques e jardins com os filhos ao fim-de-semana, antes que se olhe para eles a dizer que preferem ir sair com os amigos e se chegue à conclusão que é tarde...
Cá em casa a mãe aguarda a oportunidade de comprar um livro de espécies marítimas, para consolidar o vocabulário recentemente adquirido... um que fale de tubarões, mantas, raias, pinguins e lontras... Mas só amanhã, hoje a mãe está muito cansada da aventura e prefere ficar a meditar sobre qual será o futuro dos filhos quando os educadores e auxiliares das creches tiverem de trabalhar até aos 80...
Rita

sexta-feira, maio 18, 2007

O dia de hoje

Arranhão no pé, de deixar a canoa passar por cima dele. Hematoma nas costas, de as raspar no assento da canoa enquanto se rema. Marca de ligeira queimadura nas pernas a marcar o local dos calções - uma subespécie do chamado "bronze à pedreiro" -, o único sítio do corpo que não deve ter sido bem besuntado de protector solar "enfant" factor 60. Sono às 21H26. Dores intensas nos ombros e costas, peso nos braços, estado de quase impossibilidade de escrever ao computador ou falar ao telemóvel.
Isto é o que tem quem também tem um relacionamento de trabalho que permite tirar um dia para ir fazer canoagem em equipa.
Hoje, a vida sorri-me.
Rita

quinta-feira, maio 17, 2007

Livros!!!!

Chegaram novas estantes cá a casa... compradas porque se encontravam com um grande desconto, por mero acaso, o que nós queríamos mesmo quando entrámos na loja era um cabide...
Enfim, chegaram e já conseguimos pôr uma delas no seu lugar. E fomos desencaixotar os livros de autores de língua portuguesa que se encontravam guardados há mais de três anos (três!).
Ai, sensação maravilhosa a de ter livros na mão, de poder folheá-los e relembrar as suas histórias ou pensar nas que ainda temos por ler... Adoro livros, adoro ler, adoro livrarias... Tento comprometer-me comigo mesma a só comprar um quando tiver lido todos, mas nas estantes existe pelo menos (!) uma dezena cujos enredos ainda não conheço... E vem aí a Feira!
Rita

quarta-feira, maio 16, 2007

Actividade de fim-de-semana

Desde Fevereiro que um dos nossos programas de fim-de-semana é a natação para bebés.
Na Piscina Municipal de Alfama os dois pais podem acompanhar e foi a razão porque acabámos por escolhê-la entre esta e outra em que teríamos a companhia de amigos.
Para quem possa achar, como acontecia connosco, que andar na piscina com a filha de quase 21 meses é uma mera brincadeira para nós e para ela, desengane-se. A natação para bebés é uma actividade séria levada a brincar, onde a criança aprende os rudimentos da respiração, os primeiros movimentos nadatórios e as técnicas iniciais para mergulhar. Sempre a rir, numa piscina cheia de bonecada, bolas e pranchas coloridas.
A Alice adora, desde o momento em que veste o fato de banho, ainda em casa. E os seus desenvolvimentos são incríveis, de semana para semana. Estou convencida também que todos os momentos no balneário no pós natação são importantes para a aprendizagem da sua autonomia.
A quem esteja interessado, prepare-se em ter o que dar de comer ao seu filho imediatamente a seguir... e, já agora, em facultar-lhe onde dormir no caminho para casa.
Como se vê, por todos os motivos e mais alguns, a natação para bebés aconselha-se. Vivamente.
Rita

quarta-feira, maio 09, 2007

terça-feira, maio 08, 2007

Falar, recordar, desabafar

Hoje sonhei com as duas.
Apercebo-me agora que têm aparecido repetidamente nos meus sonhos. Ora uma ora outra mas a maioria das vezes as duas, juntas, como sempre estiveram associadas, pelo menos na minha memória de mais nova. Juntas como se encontram "fisicamente" agora, a tomar conta uma da outra, como acho que sempre fizeram.
Fico muito contente por me visitarem em sonhos. Consola-me e descansa-me, faz-me sentir menos "abandonada". Talvez não vá acontecer para sempre. Talvez só enquanto for necessário para me consolar.
Tão pouco sei o que sonho, na maioria das vezes. Só sei que estão lá as duas. Velam-me.
Ainda tenho vontade de chorar de vez em quando, mas já sou capaz de ler os posts que lhes escrevemos sem o fazer. Tento fazer o que alguém me disse há uns tempos e pensar no tudo de bom que foi tê-las na minha vida. Os sonhos ajudam a lembrar e a fingir que ainda estão lá, à espera das nossas férias. Espero que não acabem.
Rita