quarta-feira, janeiro 10, 2007

Azulejos

Finalmente faço algo que há muito queria: posto pedaços desta Lisboa de que tanto gosto... Inspirada por outros "bloggers", cá vai uma primeira foto, relativa aos azulejos da famosa pastelaria dos pastéis de belém.

Rita

terça-feira, janeiro 09, 2007

Uma carteirinha diferente!!!

Baseada nestas carteirinhas recebemos uma encomenda para a realização de uma cigarreira própria para aqueles cigarros muito fininhos e compridos.

Foi oferecida a uma menina que também gosta muito de pincéis e tintas.

Para nós, foi um orgulho que tivesse agradado tanto a quem a ofereceu, como a quem a recebeu.


Ana Cristina

domingo, janeiro 07, 2007

Prendas


Há uns anos atrás, os meus pais receberam um par de Cabeçudos pelo Natal. Duas belíssimas peças de artesanato que sempre invejei por serem tão perfeitas, por em miniatura se parecerem tanto com os da minha história de sempre, herdada da Romaria da Sr.ª da Agonia.
Este ano o meu João encontrou estes, diferentes dos outros mas lindos na mesma, e até conheceu o artesão, Rui Duarte, que eu desconheço, mas a quem agradeço a criação. Não poderia deixar de mostrar-vos uma das minhas prendas favoritas neste Natal, para os que gostam de Cabeçudos, para os que choravam a vê-los em criança, para os que conhecem Viana do Castelo e para os anseiem por conhecer. E para todos os outros, claros.
Rita

terça-feira, janeiro 02, 2007

Bom ano!!!!

A todos, as manas das Oficinas Ranha desejam um grande ano 2007!
Grande em tamanho, porque esperamos que os segundos passem a demorar minutos, os minutos horas, as horas dias e por adiante... para que o tempo se prolongue até ao necessário para a realização de todos os projectos!
Grande em qualidade, como será certamente se todos os projectos forem realizados!
Olho para a lista que fiz no início do ano que agora acabou e constato que, dos poucos pontos que apostei realizar, um foi amplamente conseguido: o das Oficinas criarem este blog e manterem uma produção (mais ou menos) contínua. Esse é um óptimo motivo para festejar.
Em termos pessoais, não consigo deixar de estranhar a ambiguidade de sentimentos em relação ao ano que ficou para trás. A sensação de ter sido um dos melhores e um dos piores só pode ser igualável a outro da minha vida. E é esquisito fazer esse balanço que põe a Alice num prato - a maior e mais fabulosa aventura em que já me meti - e, no outro, a perda de uma das pessoas mais importantes da minha vida e a doença grave de outra.
É assim a vida, são assim os anos. E por isso os vamos sempre desejando melhores. Grandes.
Rita

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Encomedas de Natal - de manas para manas


Uma colega encomendou esta tela para oferecer às meninas de uma grande amiga neste Natal. E, ao que parece, gostou tanto que nem esperou por embrulhar o presente.
Não chegámos a saber bem a reacção da Rita e da Daniela quando o viram pela primeira vez, só que gostaram e que no desenho reconheceram uma relação de amor e proximidade que se deseja para toda a vida - como a das irmãs que o fizeram... Mas, muito sinceramente, o que mais gozo nos deu foi saber a reacção do pai, que «sem ser nada dessas lamechices», ficou todo enternecido de ver ali as suas meninas. Que bom...

Rita

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Viana do Castelo - Natal 2006

E lá se passou mais um Natal, com lareira, presentinhos e votos de saúde.
Agora vêm os projectos e desejos para o novo ano.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 19, 2006

Frio


E parece que vem aí o frio... frio a sério... brr, tremo de pensar no gelo que vai estar em Viana do Castelo daqui a uns dias... mas sem neve, que pena...
Rita

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A Árvore ou o Pinheirinho


Lá em casa tínhamos uma Árvore de Natal muito raquítica, diga-se em abono da verdade.
A maior parte das vezes tinha que ser posta em cima de um móvel, de forma que me lembro de, durante muito tempo, ser o presépio a ficar ao nível dos meus olhos. Eu podia brincar com ele e cheguei a ter a mania de esconder o menino Jesus até ao 25... afinal, não fazia sentido ele andar por lá até à data, correcto? Também cheguei a juntar estrunfes ao presépio, eu adorava brincar com estrunfes e estes eram mesmo daqueles de Natal, cheios de presentes e com os barretes vermelhinhos em vez dos habituais brancos.
Em compensação, em Viana do Castelo a Árvore de Natal que nos esperava era sempre grande, verdadeira e chamava-se Pinheirinho. A decoração era diferente, havia as bolas, mas também os chocolates (divididos irmamente, ou melhor, irma e primamente por mim, pela Cristina e pela Lili) e, principalmente, os bonecos. Acho que os meus tios os tinham trazido de França e eram os enfeites mais bonitos que eu já tinha visto. Pendurados, não era suposto darem para brincar, mas mesmo que só para ver, cumpriam magnificamente o seu objectivo.
Olho para a árvore que enche agora um canto da minha sala e penso como irá ser, no futuro, a ideal para a Alice. Talvez ela não venha a achar piada a uma tão grande e opte por uma que se coloque em cima de um móvel. E os enfeites, se calhar vai preferi-los em duas ou três cores. Um dia pode até pensar "quero só bolas, nada daquela bonecada toda que havia na da minha mãe". No entanto, com toda a certeza, a árvore será para ela como para mim: bilingue.
Rita

domingo, dezembro 17, 2006

Rita, minha irmã Rita

Quando acordámos, de uma noite bem agitada (pela expectativa e porque nunca dormíamos juntas), eu a Tina recebemos a notícia que tinha nascido uma menina.

A alegria foi tanta que assim que cheguei à escola contei logo que já tinha uma irmã.

Claro que eu queria um rapaz e ainda sugeri à família do lado trocarmos os bebés, visto que assim repetíamos os sexos, mas a proposta não foi aceite e contentei-me com o que me tinha calhado em sorte.

Numa infância feliz recordo momentos, lugares, bonecos, professores e situações que podem nem ter sido especiais, mas o nascimento da minha irmã foi dos momentos que mais me marcou. O marco que dividiu o “Antes de Rita” do “Depois de Rita” trouxe-me a sensação de “não mais sozinha”. Passei a contar com aquela mãozinha que apertava quando algum pesadelo não me deixava dormir, com o tempo que dedicava a brincar com a miúda vários anos mais nova, com o apêndice que me seguia pra todo o lado, com a idolatração (e que sempre me fez muito bem ao ego).

Hoje, sem grande inspiração para escrever umas palavras bonitas, dou parabéns à Rita, minha irmã, minha melhor amiga, uma mulher muito especial.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 12, 2006

Ficam as recordações...

“A Morte é certa. A ela ninguém escapa, nem o Rei nem o Bispo, nem o Papa.
Mas eu hei-de escapar. Compro uma panela, meto-me dentro dela.
E a Morte vem e diz:
- Aqui não está ninguém. Boa noite meus senhores. Passem todos muito bem.”

Esta cantilena aprendemos de pequenas com a Avó Joana. Como se dum teatro se tratasse, fazíamos gestos, e fingíamos tapar-nos com a tampa da panela.

A avó Joana encheu as nossas infâncias de pequenos mimos, de histórias antigas, de cantigas, de roupa para nós e para as bonecas. Foi uma AVÓ.

A avó Joana esteve dentro da panela desde Junho. Hoje destapou a tampa e foi vista.
Deixa muitas SAUDADES.
Ana Cristina
Rita

sábado, dezembro 09, 2006

Preparam-se...

... novas carteirinhas que seguirão para outras mãos. Em breve mostrarei estas e outras que estão numa outra fase da preparação.
Ana Cristina

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Baú de Recordações II

Duma caixa cheia de histórias e de pequenos livros pintados por nós, surgiram os meus livros da escola primária. Dos dois, o “Livro de Leitura da Segunda Classe” foi o que me deixou mais recordações. Lembro-me de quase todas as suas histórias: do “Amigo” que ia todos os dias brincar com a menina que não podia sair do jardim, da história do “Piloto”, um cão que defendeu a sua família sem fazer mal a ninguém. Mais uma vez guardei estas recordações, desta vez com os livros da infância e algumas bonecas, que um dia mostrarei.

Vou dedicar-me agora aos livros da escola actual, que estão à espera que eu me debruce sobre eles com intensidade. Deixarão recordações tão duradouras como os da segunda classe??


Beijinhos a todas as nossas visitas.
Ana Cristina

domingo, dezembro 03, 2006

Quase...

Uma primeira volta a sondar as prendas de Natal e o resultado: seria completamente disparatado propor uma "lista de aniversário", semelhante às dos casamentos, à Promod?! Tem umas túnicas e saias e camisolas e tudo e tudo e tudo tão girooooooooooo...
Pessoal indeciso e hesitante, o dia está a chegar, todos à Promod!!!!
Rita

sábado, dezembro 02, 2006

Ela


Como ela de vez em quando exige andar em casa nos últimos tempos...
Rita

sábado, novembro 25, 2006

"Fácil de entender" ...?

Talvez por não saber falar de cor, imaginei. Talvez por não saber o que será melhor, aproximei. "O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós." Sei lá eu o que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz... Talvez por não saber de cor, aproximei... Triste é o virar de costas, o último adeus sabe Deus o que quero dizer. Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou... E se ao menos tudo fosse igual a ti.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, já não sei se sei o que é sentir. Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender...
É o amor que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...
The Gift (Nuno Gonçalves)
A minha música do momento, para todos vós...
Rita

quinta-feira, novembro 23, 2006

Seguiu uma encomenda...

Calças de ganga pintadas com jardins floridos são, talvez, das peças que mais nos marcam como Oficinas RANHA. Em tempos tivemos oportunidade de explicar como as flores fizeram parte das primeiras experiências em pincél das Oficinas.
No ano passado pintámos umas calças para a Rita (com dois anos) e outras para a Sara (com oito) que foram um sucesso e que foram as responsáveis pelas da Marta. Agora recebemos uma encomenda para umas calças de adulta, segundo os moldes das últimas (com direito a borboleta e tudo).
O resultado foi este, que também pode ser observado aqui. Mas antes de seguirem tiveram que ser muito bem observadas e aprovadas pelo "Pilas". Fica o registo.
Beijinhos para todas as nossas visitas.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 22, 2006

Cansaços e frustrações

Ando frustrada. De cada vez que acaba o jantar, só tenho vontade de me aninhar no sofá. Sei que até tenho razões plausíveis para andar mais cansada. E sei que os tempos não andam para graças, que se me animasse com os trabalhos e encomendas das Oficinas, distraía-me mais e andava melhor, mais satisfeita. Mas o jantar acaba, aninho-me no sofá, enrolo-me no saco-cama e adormeço pouco tempo depois (em todo o caso, já depois das 23...). Chateia-me isto, a falta de vontade de permanecer acordada a fazer o que gosto.
Vim cá só mesmo para desabafar. Antes de ir para o sofá. Porque já bocejo.
Rita

segunda-feira, novembro 20, 2006

Cinema ao fim de semana


Já li o livro há uns anos, mas recordo-me do prazer com que o fiz, aquele que tenho quando encontro uma história bem imaginada e bem escrita. Ficou-me a noção geral do enredo e o fascínio por encontrar um livro sobre algo que na minha vida é tão importante: o olfacto.
Quando vi o filme anunciado, pensei para mim que iria ser, como são quase todos os adaptados de livros, uma desilusão. Surpreendeu-me pela positiva. Não sei o que pensaria se fosse ler o livro novamente, mas a esta distância da primeira vez que o fiz, pareceu-me uma boa adaptação.
Aconselho-o aqui, para os que quiserem rever a história, passar os olhos por uma boa fotografia, imaginar tempos idos sem a magia higiénica das novelas e séries. Também para os que gostam de um filme sem palavaras demais. E, mais do que tudo, para os que estejam dispostos a analisar a possível metáfora por trás do livro: afinal, "O Perfume" pode não ser mais do que a história do que é capaz de fazer um homem, incapaz de amar e ser amado por circunstâncias da vida, para saber a que correspondem esses sentimentos.
Rita

sexta-feira, novembro 17, 2006

Um Tiago cavaleiro

Apesar da ideia inicial não ser esta, a P. achou que o nosso cavaleiro era "a cara" do seu Tiago. No entanto, como o rapazola em questão, de ruivo não tinha nada, a pintura submeteu-se a cirurgia estética.
Colocado na parede de surpresa, o nosso cavaleiro a brincar surpreendeu o cavaleiro a sério. De risinho nervoso (que, como diz a mãe, é como ele fica quando gosta de algo), disse então que também tinha «um cavalo daqueles», mas de cor diferente. E não achou grande piada à parede atrás... que, por mera casualidade, até «parece a do mano».
O que importou mesmo foi saber que, no geral, tinha gostado.
Rita

terça-feira, novembro 14, 2006

Não, não fugi ...

Eu sei que há muito dias que não venho aqui deixar umas palavras e tenho umas explicações para vos dar.

Em termos pessoais arrumo ideias, preparo espaço na secretária e local para guardar dossiers e apontamentos, para um período de muito estudo e trabalho extra. Iniciei este mês esta nova fase da minha vida, com expectativa e ansiedade.

As Oficinas não têm estado paradas mas a meio gás, com novos projectos e algumas encomendas. Muito pouco tempo para trabalhar e concretizar essas ideias criativas e uma nuvem de desânimo a toldar as nossas mentes não ajudam a sua realização.

Mostro a fotografia de uma das ultimas criações das Oficinas RANHA, um anel feito por encomenda para uma menina que volta para a sua terra. Dentro de uns dias este anel viajará por terras de Sevilha, e passamos fronteiras a caminho de todo o MUNDO
.
A todas as nossas visitas, até breve.
Ana Cristina