... dá-me de repente uma onda de ternura por esta família que é a minha e que fui eu a construir... por este homem magnífico de quem gosto tanto e que neste momento ri alto e satisfeito e joga às cartas com o seu avô sob o olhar atento da avó, numa rotina cúmplice que tem anos mas que só é repetida de tempos a tempos... por aquela filha que, toda mordida pelas melgas, dorme lá dentro num sofá-cama e que tantas vezes me tira do sério mas que ao mesmo tempo me deixa louca de amor... por aquele outro que está quase a acordar para mamar a última refeição do dia, tão pequeno ainda e tão grande já, de perninhas redondas e por quem estou irremediavelmente apaixonada... e somos um conjunto tão bom, tão completo e perfeito, que pareciamos estar desde sempre uns à espera dos outros...
Rita