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terça-feira, junho 18, 2013

O Bairro da Estrela Polar

O livro que aqui mostro é um dos que entraram na minha biblioteca recentemente e aguardava na prateleira dos "a ler em breve". Levei-o para férias e foi o primeiro a ser lido. 
Em primeiro lugar escolhi-o porque, tenho lido pouco de autores portugueses, que me parece ser uma falha na minha auto-formação como leitora. Deste autor, Francisco Moita Flores não tenho experiência suficiente para emitir uma opinião bem fundamentada. Li apenas Ballet Rose, que foi escrito em parceria com a jornalista Felícia Cabrita. Nessa altura gostei da obra, escrita à laia de pesquisa policial. Deu, mais tarde, mote para uma série televisiva que, na minha opinião não seguindo rigorosamente a história contada pela publicação serviu para começar a alertar para os hábitos sexuais perversos de algumas figuras poderosas (para quem não sabe ballet rose foi um escândalo sexual, penso que nos anos 60, que envolveu gente importante e poderosa do regime e que terminou com a absolvição das pessoas importantes e na condenação de algumas prostitutas. Caiu no esquecimento até que um dia alguém fez a ligação ao caso casa pia...). Resumindo, de Francisco Moita Flores tinha a ideia, muito baseada no conhecimento de algumas séries televisivas mas também porque muitas das suas obras são passadas para o pequeno ecran, que será um bom cronista, com escrita leve e de fácil compreensão, não que os temas sejam leves ou fáceis, mas muito visual e transparente na descrição das personagens e ambientes.

Deste, porque é deste livro que se trata este post posso dizer que gostei. Escrito numa linguagem de leitura fácil, que remete para um ambiente de bairro urbano em Lisboa, onde as personagens principais são à luz da lei criminosos, mas solidários e amigos dos seus amigos. 
"O Bairro da Estrela Polar" lembra-nos as grandes desigualdades sociais, os ambientes familiares pautados pela pobreza económica cultural e social, o narcotráfico e o crime organizado como carreira profissional, a falta de esperança no futuro e o convívio com as armas e ambientes agressivos. Ficamos a simpatizar com as personagens e até acabamos por torcer que os seus esquemas lhes corram bem. 
Do autor fiquei mais ou menos com a ideia que tinha e, para reforçar a minha ideia apercebi-me que em breve este livro vai servir de argumento para uma série televisiva. Aconselho a sua leitura.

O Bairro da Estrela Polar, de Francisco Moita Flores. Edição Casa das Letras - Leya, 2012
ISBN 978-972-46-2127-2
Ana Cristina

sexta-feira, abril 26, 2013

Menino da Laranja - Elis regina

Hoje esta música seguiu-me por todo o lado. Apetecia-me cantá-la no serviço esta noite, vim a trauteá-la no carro e, quando acordei depois do merecido (e curto) descanso ainda a ouvia.
Resolvi o problema com uma pesquisa no You Tube, para a partilhar com todos vocês. Não a encontrei com o vídeo da Elis a cantar mas esta montagem agradou-me.
Espero que também gostem.
Ana Cristina

terça-feira, abril 23, 2013

Dia Mundial do Livro

Hoje, para comemorar, cheguei a casa com esta preciosidade:

 


Veio a calhar, nunca li (nunca lemos!) o Peter Pan e este está todo feito em torno de um pop-up que é uma autêntica obra de arte... A prenda foi para toda a família e mal vejo a hora de começarmos, noite após noite, a desvendar a magia...
Rita

segunda-feira, abril 15, 2013

A rapariga que roubava livros


Como muitas vezes me acontece, atraiu-me o seu título. A capa também tinha qualquer coisa de enigmático - um desenho muito simples de uma rapariga que parecia dançar com a morte - e, sem outro motivo, o livro saiu do expositor da livraria, saltou-me para as mãos, e ficou lá. Em casa esperou o momento oportuno para ser lido, o que para dizer a verdade foram vários meses (quase dois anos).
Li-o nos últimos três dias e gostei muito. Gostei da história e da forma como está contada.


Contada por um narrador muito especial, a morte, trata de uma Alemanha nazi em plena 2° Guerra Mundial. Um país também povoado de cidadãos amedrontados e impotentes perante o rumo da História, e do poder crescente do nazismo. Onde a consciência das injustiças perante a descriminação e perseguição dos judeus (e dos que estavam contra o regime, denominados de comunistas) estava presente em parte dos cidadãos alemães, mas a impotência e acima de tudo o medo eram os sentimentos dominantes. 
Nesta história a personagem principal é uma rapariga que, rodeada de morte e de solidão, mas também de amor, raiva e desespero descobre o poder dos livros. Primeiro como objectos, depois como portadores de histórias. A rapariga que roubava livros descobre, no fundo, o poder das palavras.

Uma boa sugestão de leitura, para quem necessitar.
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Uma má experiência de teatro...

Há uns dias, com umas amigas, decidimos aproveitar uns magníficos descontos proporcionados pela Odisseias para fazer um programa com os miúdos.
Fomos então ver "O Rei do Reino da Gata Borralheira", pela Companhia Byfurcação. E, como nem só de boas criticas vive este blog, tenho de confessar que não gostei. Mesmo nada. Foi uma daquelas experiências em que, quanto mais pensava no assunto a seguir, mais chegava à conclusão que só tinha valido mesmo pela experiência.
Devo dizer que foi o segundo trabalho que vi da Byfurcação, sendo o primeiro o "Alice no País das Maravilhas", no ano passado, na Quinta da Regaleira, em Sintra. Na altura achei piada ao trabalho dos atores e que algumas cenas tinham sido bem estudadas e planificadas, mas que o texto da peça, extraído do livro, poderia ter sido mais curto e simples, ou seja, mais bem escolhido.
Com "O Rei do Reino da Gata Borralheira" nem se pode dar uma referência positiva ao texto... o mesmo não trazia nada de novo, tratava-se de um mero recontar a história da Cinderela sem sequer o fazer bem, com passagens e piadas unicamente para a compreensão de adultos, ainda por cima demasiado longo. O trabalho dos atores, por sua vez, tinha algum interesse, mas critico a escolha das vozes que parecem ter achado necessário fazer, a tentar dar uma ideia de infantilidade, numa concepção que no fundo se torna extraordinariamente redutora da infância.
Com isto a juntar à grande frustração por ontem não ter conseguido bilhetes para "A Cerejeira da Lua", no Museu da Marioneta, ando a ressacar por um espectáculo para crianças que me encha as medidas...
 
Rita


quinta-feira, março 08, 2012

Invocação à mulher única

Tu, pássaro – mulher de leite! Tu que carregas as lívidas glândulas do amor acima do sexo infinito
Tu, que perpétuas o desespero humano – alma desolada da noite sobre o frio das águas – tu
Tédio escuro, mal da vida – fonte! Jamais… jamais… (que o poema receba as minhas lágrimas!...)
Dei-te um mistério: um ídolo, uma catedral, uma prece são menos reais que três partes sangrentas do meu coração em martírio
E hoje meu corpo nu estilhaça os espelhos e o mal está em mim e a minha carne é aguda
E eu trago crucificadas mil mulheres cuja santidade dependeria apenas de um gesto teu sobre o espaço em harmonia.
Pobre eu! Sinto-me tão tu mesma, meu belo cisme, minha bela graça, fêmea
Feita de diamantes e de cuja postura lembra um templo adormecido numa velha madrugada de lua…
A minha ascendência de heróis: assassinos, ladrões, estupradores, onanistas – negações do bem: o Antigo Testamento! – a minha descendência
De poetas: puros, selvagens, líricos, inocentes: o Novo Testamento – afirmações do bem: dúvida
(Dúvida mais fácil que a fé, mais transigente que a esperança, mais oportuna que a caridade
Dívida, madrasta de génio) – tudo, tudo se esboroa ante a visão do teu ventre púbere, alma do Pai, coração do filho, carne do Santo Espírito, amém!
Tu, criança! Cujo olhar faz crescer os brotos dos sulcos da terra – perpetuação do êxtase
Criatura, mais que nenhuma outra, porque nasceste fecundada pelos astros – mulher! Tu que deitas o teu sangue
Quando os lobos uivam e as sereias desacordadas se amontoam pelas prias – mulher!
Mulher que eu amo. Criança que eu amo, ser ignorado, essência perdida num ar de inverno…
Não me deixes morrer!... eu, homem – fruto da terra – eu, homem – fruto do pensamento – eu, homem – frutoo da carne
Eu que carrego o peso da tara e me rejubilo, eu que carrego os sinos do sémen e que se rejubilam à carne
Eu que sou um grito perdido no primeiro vazio à procura da Deus que é o vazio ele mesmo!
Não me deixes partir… - as viagens remontam à vida!... e porque eu partiria se és a vida, se há em ti a viagem muito pura
A viagem do amor que não volta, a que me faz sonhar do mais fundo da minha poesia
Com uma grande extensão de corpo e alma – uma montanha imensa e desdobrada – porque eu iria caminhando
Até ao âmago e iria e beberia da fonte mais doce e me enlanguesceria e dormiria eternamente como uma múmia egípcia
No invólucro da Natureza que és tu mesma, coberto da tua pele que é a minha própria – oh mulher, espécie adorável da poesia eterna!

por Vinicius de Moraes (in Antologia Poética)

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Os homens que odeiam as mulheres

Li este livro no ano passado. Na altura comprei o livro porque estava em promoção mas também porque tinha ouvido dizer muito bem desta obra, composta por três livros. Comecei a lê-lo com a relutância de quem gosta pouco de seguir os best-sellers e menos ainda de seguir as febres de momento. Mas a verdade é que gostei. E gostei ainda mais dos outros dois livros que se seguiram, que me é característico, li de uma assentada. “Os homens que odeiam as mulheres”, “A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo” e “A rainha no palácio das correntes de ar” são títulos estranhos como estranhas são as histórias que os compõem. Um ambiente soturno e de uma violência obscura que não estamos habituados a pensar como representativos da Suécia, o país dos ABBA e do IKEIA, um país do primeiro mundo onde nada parece correr mal e tudo será transparente e legal. No livro podemos observar uma marcada influência da segunda guerra mundial e do período pós-guerra, como o aparecimento do bloco de leste.
E se tinha gostado do livro, como seria de esperar, estava apreensiva com a segunda adaptação ao cinema da obra que, ao que parece, tem sido alvo de algumas críticas por comparação com a versão sueca de 2009. A primeira versão não vi mas este é, sem dúvida, um filme muito bem realizado, que em cerca de duas horas, nos conta exactamente a mesma história do livro, com ligeiras nuances que pouco influem no resultado final. E isso foi o que mais gostei, da fidelidade à obra que lhe deu origem. Gostei da atmosfera que o filme nos mostrou com as suas imagens em tons de cinza azulado, do frio, da frieza das personagens e sobretudo das suas personagens nórdicas, pouco calorosas e algo distantes. Eu tinha imaginado um Mikael Blomkvist um pouco diferente, com um ar mais “dengoso” e cativante mas acredito que a minha versão fosse influenciada pela minha visão latina e não a versão nórdica que se pretendia, e que é a original. Por outro lado a Lisbeth Salander do filme enquadra perfeitamente no meu imaginário.
Gostei do filme mas gostei um bocadinho mais do livro. Gostei ainda mais do segundo e terceiro livros, e neste momento encaro os três em conjunto como uma obra só.
Aconselho a sua leitura e a sua visualização, quer juntos, quer separados. E assim que possível, já agora, quero ver a primeira versão cinematográfica da obra.

Para quem estiver interessado, apresento uma curta sinopse.
A história passa-se na Suécia, no país onde “18% das mulheres foram, numa ou noutra ocasião, ameaçadas por um homem.”
O jornalista Mikael Blomkvsit, depois de ser julgado e condenado por difamação a um financeiro importante se torna uma figura mediática. Decide, em consequência do processo mediático, afastar-se temporariamente das suas funções na revista que também é sócio, a “Millennium”. Por essa altura, é convidado por um importante industrial a escrever um livro sobre a história da família Vanger, em tempos uma das famílias mais importantes da indústria Sueca. Mas a história da família é apenas uma fachada para o que pretende o Sr. Henrik Vanger. Na verdade ele está interessado numa investigação acerca da sua sobrinha-neta que, há quase 40 anos desapareceu sem deixar rasto, episódio que é o alvo de uma obsessão pessoal por parte do industrial. Durante esta investigação Mikael Blomkvist contar com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem de comportamento estranho e anti-social, que por algum motivo é encarada como uma ameaça à segurança pública mas é, ao mesmo tempo, uma mulher com capacidades extraordinárias. Dotada de uma memória notável e de capacidades informáticas fora do comum, Lisbeth tem também uma noção de justiça muito própria e vai tornar-se fundamental na investigação (nos livros seguintes tornar-se-á a personagem principal da história)
Os dois vão mergulhar numa história que vai muito mais para além do desaparecimento de uma adolescente há quarenta anos atrás e que envolve crimes obscuros de carácter sexual, cometidos por homens que odeiam as mulheres…


A acrescentar só tenho a dizer que concordo na generalidade com esta opinião (algo está corrompido no reino da Suécia).

Ana Cristina

terça-feira, janeiro 31, 2012

Os Descendentes

No fim-de-semana passado fui ver “Os Descendentes”. Gostei muito. Aliás, não estava à espera de gostar tanto.
Trata-se de uma história muito simples.

Quase um mês depois da mulher ter um acidente que a colocou em coma profundo, Matt King, é informado que o estado de saúde da sua esposa é irreversível e que, de acordo com a declaração por ela assinada vão ser suspensas todas as medidas heróicas de suporte de vida. Nos poucos dias que se seguem cabe ao pai de família informar familiares e amigos que a esposa vai morrer, promover as despedidas, preparar as filhas da morte eminente da mãe. E nesse curto período pai e filhas crescem como família, organizam-se, despedem-se e promovem a despedida. Paralelamente, Matt repensa acerca da morte e da importância da herança familiar e cultural.
De forma muito simples o filme faz-nos reflectir acerca de vários assuntos que se relacionam com a vida, como as relações inter-pessoias como as familiares, as parentais e as conjugais
Já disse que gostei do filme. Gostei. Gostei de tudo. Sobretudo de ser tão simples e tão real.


Ana Cristina

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Programas de Advento

No domingo passado, o Calendário do Advento propôs uma separação de irmãos e que a Alice fosse com a mãe a um espectáculo “de Natal” diferente.
Rumámos então ao Teatro Camões para ir à ópera ver “O Gato das Botas”. Apraz-me dizer que gostei muito. Os cenários e figurinos da Agatha Ruíz de la Prada assentaram que nem uma luva no conceito de uma ópera que se quer para maiores de 03 anos de idade e ajudaram a encantar os espectadores. Foi engraçado ver a Alice (e outros meninos) especialmente atentos nos primeiros vinte minutos, devido esencialmente, pensei eu, ao tipo de canto ser diferente do que estarão mais habituados a ouvir. Depois da surpresa inicial e de um pequeno trecho mais monótono, foram adquirindo a sua forma de estar normal, fazendo pequenas perguntas mais ou menos segredadas e acentuando os movimentos nas cadeiras. Para quem tenha curiosidade, o Teatro Camões (onde eu nunca tinha ido) tem uma sala de espectáculos muito confortável e quase de certeza com boa visibilidade nos vários espaços. Os bilhetes mais acessíveis serão de uma fila de cadeiras colocadas ao longo de uma balaustrada numa espécie de primeiro balcão e penso que, sendo um tipo de assento mais adequado a crianças mais crescidas, também se conseguirá ver muito bem o espectáculo – fica a dica.
Uma vez chegadas a casa, encontrámos a Árvore de Natal de Lego que o pai e o Vasco ficaram de construir, mas que o pai fez quase toda – dando mostras de um jeito e uma imaginação que eu acho fabulosas, mas em que ele não acredita minimamente…

Rita

segunda-feira, novembro 28, 2011

Mais um filme

No sábado fomos novamente ao cinema, mas desta vez, eu, a Alice e alguns amigos. O Tintin foi a proposta e proporcionou uma bela aventura.

A primeira vez que tinha visto o anúncio ao filme tinha ficado fascinada com a qualidade da animação. As minhas expectativas não foram goradas. O filme é lindo, de uma técnica impressionante. O ritmo é intenso e a história tem alguma complexidade, o suficiente para a certa altura fazer a Alice distanciar-se da trama e desejar um filme mais curto... apesar de tudo, ontem dizia que tinha adorado. Eu também gostei muito, e aconselho.

Rita

segunda-feira, novembro 21, 2011

"Meia-noite em Paris"

No que toca a Woody Allen, sou indiscutivelmente uma fã.
Já há muitos anos que, ao ver um dos seus filmes, me sinto, ou compreendida, ou divertida, ou ambas as coisas. Não tendo o “Meia-noite em Paris” sido um dos meus preferidos em nenhum desses campos, afigurou-se-me como um bom entretenimento.
Um argumentista com o sonho de se tornar escritor encontra-se apaixonado por Paris e pela melancólica ideia de um passado para si perfeito, nos anos 20. Submerso nas suas ansiedades e inseguranças, acaba por poder viver romanticamente esse passado, acabando essa experiência por lhe trazer alguma clarividência sobre o presente.
Para quem goste de Woody Allen ou simplesmente para quem goste de Paris (a moderna ou a boémia dos anos 20), para quem seja melancólico, romântico… ou somente para quem lhe apeteça rir com a belíssima prestação de Owen Wilson…


Rita

segunda-feira, outubro 24, 2011

Hoje apresento neste espaço dois dos livros que me fizeram ler de uma assentada toda a obra literária da sua autora. Num dos meus passeios a livrarias deparei com uma capa que me chamou a atenção. Chama-se este livro “A Rainha Branca”. E foi com enorme prazer que li o primeiro livro de Philippa Gregory, que soube mais tarde ser autora de vários romances históricos, quase todos acerca da dinastia Tudor, um deles adaptado ao cinema, e que eu tinha visto o filme recentemente (“Duas irmã, um Rei”). A seguir li o “A Rainha Vermelha”, a seguir li todos os outros por ordem cronológica de acontecimentos.
A “Rainha Branca e a Rainha Vermelha” são figuras históricas contemporâneas. As duas personagens centrais de uma época denominada como a Guerra das Rosas são personagens completamente diferentes. Inimigas políticas, ambas cérebros de intrigas e conspirações na ânsia da herança do trono de Inglaterra. Quis a História que se tornassem as avós do mais famoso rei de Inglaterra, Rei Henrique VIII.
Gostei dos dois, mas gostei ainda mais de ter descoberto
Philippa Gregory como autora de romances históricos. Podem vê-la aqui, na apresentação do livro “A Rainha Branca”.
Resta-me ainda deixar-vos aqui as respectivas sinopses.


· A Rainha Branca
“A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre."


· A Rainha Vermelha
"Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York. Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior."


Só posso aconselhar.

Ana Cristina

quarta-feira, outubro 19, 2011

Os Azeitonas - Anda comigo ver os aviões


Uma música que há muito me apetece mostrar aqui, que fica na boca e apetece dançar agarradinho. Uma letra que é uma bela declaração de amor.


"Anda comigo ver os aviões levantar voo a rasgar as nuvens, rasgar o céu.
Anda comigo ao Porto de Leixões ver os navios, a levantar ferro, rasgar o mar.

Um dia eu ganho a lotaria ou faço uma magia (mas que eu morra aqui) mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui se um dia eu não te levo à América. Nem que eu leve a América até ti.

Anda comigo ver os automóveis à avenida a rasgar as curvas, queimar pneus.
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo a rasgar as nuvens, rasgar o céu.

Um dia eu ganho o totobola, ou pego na pistola (mas que eu morra aqui) mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui se um dia eu não te levo à Lua. Nem que eu roube a Lua só para ti.

Um dia eu ganho o totobola, ou pego na pistola (mas que eu morra que aqui) mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui se um dia eu não te levo à América. Nem que eu leve a América até ti."


Espero que gostem, Ana Cristina

segunda-feira, outubro 10, 2011

O Violino de Auschwitz

Continuando com o que gostaria que se tornasse um tópico regular deste blog hoje sugiro "O Violino de Auschwitz", um livro que escolhi, mais uma vez, por simples acaso numa das visitas que gosto de fazer às livrarias.


“É Dezembro de 1991 e, num concerto de homenagem a Mozart, em Cracóvia, a primeira violinista impressiona o seu colega de trio com o instrumento rústico e humilde.
No dia seguinte, quando ele lhe pergunta como é que o obteve, uma notável história se revela: a da vida de Daniel, um luthier, que sobreviveu a Auschwitz.
A inesperada relação com o comandante do campo e a posterior encomenda de um violino com as especificações de um Stradivadius tornam-se dois momentos decisivos na vida de Daniel no campo de concentração, sobretudo após descobrir o segredo por trás dessa tarefa.”


Este livro foi escolhido pelo resumo que se encontra na contra-capa e que acabaram de ler, mas é muito mais do que nos é descrito. Trata-se de uma história escrita de forma muito simples, num livro que se lê muito rapidamente mas repleto de sentimentos. Transpira fome, transpira medo, transpira impotência. Transpira o que imagino se transpirasse entre os prisioneiros de um campo de concentração.
Gostei e aconselho. E se tiverem pouco tempo para ler não faz mal, porque este livro é mesmo pequeno, mas do tamanho certo.


Ana Cristina

quinta-feira, junho 09, 2011

Já não posso ouvir a palavra "resíduos"!

Por favor...

... há por aí alguém que saiba se existe algum abaixo-assinado ou petição pública para conseguir que saiam do ar os estúpidos anúncios radiofónicos dos resíduos-que-não-deixamos-na-nossa-casa-e-por-isso-também-não-deveriamos-deixar-acumular-no-nosso-corpo?!!!!! É que não suporto aquilo, deveriam receber um prémio pelo pior anúncio de todos os tempos... E já agora, acabei de ver o da televisão, podem acabar também com ele... detesto anúncios de produtos de emagrecimento com mulheres magérrimas que nunca tiveram uma preguinha de pele a mais que desse para agarrar, em toda a sua vida... É ridículo, mas pior... é ultrajante pensarem que aquilo engana alguém e que existirá porventura um possível cliente tão palerma que pense que aquelas pessoas tomaram aqueles produtos para ficar assim...


Rita

segunda-feira, maio 09, 2011

A Seco

Num livro de leitura fácil o seu autor conta-nos uma época da sua história de vida. Em Nova Iorque Augusten Burroughs é, na altura, um jovem adulto já com sucesso como publicitário. Vive numa boa zona da cidade, tem um bom salário e uma vida social activa. Detentor de uma personalidade instável e insegura, refugia-se diariamente no álcool e nas relações ocasionais, sofre de crises de amnésia e começa a ter comportamentos profissionais embaraçosos. Um dia, no trabalho, é pressionado a admitir o seu alcoolismo e a aceitar fazer um tratamento de desintoxicação. Esse é apenas o primeiro passo para o crescimento interior, onde se reformulam sobretudo as suas necessidades emocionais. Mas este, como qualquer percurso de desenvolvimento pessoal, não é isento de sofrimentos …


Gostei sobretudo da forma simples como o autor escreve os seus sentimentos mais profundos e nos mostra as suas fragilidades. Gostei muito deste livro e vou à procura do primeiro do autor onde, ao que parece, podemos ler sobre a sua invulgar infância e adolescência. Quando encontrar “Correr com Tesouras” eu venho aqui contar.


Ana Cristina

segunda-feira, novembro 29, 2010

Tudo pode ser contado de outra maneira

No sábado passado fui ver um filme por mim muito esperado, o documentário “José e Pilar”.
Não sei o que dizer. Só que gostei muito. Que todos os que gostam das obras literárias de Saramago deveriam ver este documentário intimista e sem rodeios, filmado durante quatro anos, acerca do dia-a-dia da vida de José Saramago e sua companheira Pilar del Rio.
Com este filme ficamos com a ideia de ficar a conhecer muito mais o escritor, mas sobretudo o homem modesto que se tornou escritor. Podemos ver o homem que numa saúde muito débil continua a cumprir com as suas obrigações para com o seu público, que por respeito a quem compra as suas obras dá autógrafos durante horas e tira fotos com quem lhe pede. Podemos assistir ao seu declínio físico, assim como ao seu regresso à vida e à escrita. E observamos ainda o homem que, depois de quase morrer termina o seu livro, vê uma das suas obras em filme e chora de agradecimento.
Podemos ainda ver a sua companheira como uma mulher enérgica e defensora de ideias próprias, a forma como completa o homem-escritor, o homem-revolucionário, o homem-homem. Ficamos a conhecer muito melhor a mulher apaixonada por quem Saramago se apaixonou, porque é uma mulher apaixonante. Neste documentário compreendemos bem a firmeza de carácter e as ideologias da Pilar.

E se, por algum motivo, não gostavam do Saramago como homem podem sempre ir ver o documentário porque talvez mudem de ideia. Espero bem que mudem.

Eu não mudei. Eu fiquei com saudades...

Ana Cristina

segunda-feira, novembro 08, 2010

Nova fã...

Foi quando ela desenhou um Pai Natal com varicela e uma Barbie ao lado (acho que era para ser como se fosse dentro do saco) com uma cara cheia de olhos que me lembrei de ir buscar o livro do Tim Burton, "A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias".
Comecei-lhe a ler um pouco a medo, mas ela foi achando piada... e quando dei por isso, estava mesmo a rir à gargalhada com esta ilustração, da rapariga que olhava tão fixamente que, depois de ganhar um concurso de olhares fixos, resolveu levar os olhos a banhos, "para descansarem finalmente"... e depois explicava ao pai que o que estava ali pendurado eram os olhos («esta parte branca, estás a ver...?!») e ria, ria...
Está provado... a minha filha de cinco anos é uma nova fã de Tim Burton...


Rita

domingo, novembro 07, 2010

"It´s my party..."

Muito sinceramente, não me interessa o que esta mulher ingere ou consome... apaixonei-me pela sua voz à primeira vez que a ouvi e só desejo que ela cante ainda durante muitos e bons anos... Esta é nova, um remake de 1963... deixo-o para começarem bem a semana... minimizem e deixem a mulher a cantar enquanto começam o dia... é magnífico...


Rita

terça-feira, novembro 02, 2010

A mecânica do coração

Confesso que comprei este livro pela sua linda capa e pelo título atractivo, porque do autor não tinha qualquer referência. Actualmente sei apenas que Mathias Malzieu, é vocalista de uma banda de rock francesa e, no campo da escrita, é autor de vários contos editados e de um romance. O livro que venho falar hoje foi assim uma descoberta de um autor que ficará para sempre na minha lista dos que devem ser lidos mais vezes.

“A mecânica do coração” é sobretudo de uma linda e doce história sobre o amor. No final do séc. XIX, numa época sombria e pobre em emoções há personagens que fazem a diferença porque amam de forma pouco convencional; uma mulher que conserta defeitos de crianças abandonadas para que possam ser adoptadas por novas famílias, uma criança com voz de pássaro e que desperta paixões, o inventor que sofre de desamor e o jovem que vive com medo de morrer de amor mas que não resiste a esse sentimento porque ao mesmo tempo é esse mesmo amor que o faz sentir vivo.

Ao estilo de Tim Burton ou de Lewis Carol, como podemos ler no resumo da contra-capa, encontramos um livro de fácil leitura, que eu gostei muito e que aconselho a quem gosta do estilo.
Ana Cristina
Notas: Este livro já tem uma edição com outra capa, igualmente bonita. E, se estiverem interessados posso editar o resumo.