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sábado, agosto 02, 2014

Vinte e três anos é muito tempo...

Muitos dias, muitas horas a cuidar. Vinte e três anos anos é muito tempo, deste tempo inteiro que eu tenho. É metade.
Festejei ontem os vinte e três anos que comecei a trabalhar como enfermeira. 
Não me lembro bem do primeiro dia. Só que era um bonito dia de sol, que havia notícias de uma Guerra no Golfo, e que eu tinha a noção que a minha vida iria mudar muito. Aquele era só o primeiro dia do resto da minha vida. O dia da passagem real à vida adulta, de começar a trabalhar na profissão para a qual tinha estudado e passado por grandes lutas internas, de começar a colaborar para a sociedade.
E passaram 23 anos, com vários primeiros dias do resto da minha vida e diferentes experiências profissionais. Comecei como uma menina enfermeira das que "- Menina, podia-me chamar uma enfermeira? Uma enfermeira mais velha.". Sou agora uma daquelas enfermeiras mais velhas e com experiência.
Tenho a mesma vontade de mudar o mundo (embora com uma visão mais assertiva) e, infelizmente, encontro agora algumas das mesmas dificuldades que encontrei no exercício da minha profissão quando comecei. Há uns anos pensava que estávamos numa espiral crescente mas parece que não. Não posso é desistir de acreditar que a espiral crescente é possível. 
A LUTA CONTINUA. A luta mental, a luta social, a luta política.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 18, 2014

Faz hoje um mês

... que me despedi do Pilas. Não pude fazê-lo pessoalmente porque estava longe, e isso ficou como "a mágoa" de todo o tempo que vivemos juntos. Ficarão para sempre os momentos de convívio, de mimo e até as zangas que tivemos. O Pilas era um gato bem disposto, brincalhão sempre que se sentia bem, que gostava de visitas mas não que os estranhos lhe pegassem ao colo, que fazia festas quando chegávamos a casa mas que se já estivesse acompanhado nos fintava para ir explorar a escada ou a casa de algum vizinho. Ainda hoje, quando chego a casa olho para os pés a ver se ele não sai a correr enquanto eu entro.

A última foto que tenho dele fará amanhã dois meses. Ilustra a recepção que recebia sempre que vinha das longas noites de trabalho. Foi a única vez que que consegui fotografar a recepção que nos vazia. Habitualmente durava uns dois-três minutos a dar turrinhas e ronronadelas, eu de rabo para o ar ou de cócoras e ele a receber-me com muito mimo. Logo se seguida passava para o modo "brincalhão" e deixava de querer festas para brincar ao esconde-caça com as minhas mãos. Nunca consegui gravar as miadelas que se ouviam quando ainda estávamos na escada.Entretanto, e contra os nossos projectos de adoptar para já um novo filhote-gato, não resistimos às várias ideias de possíveis adopções que fomos recebendo (obrigada Mena, Sofia e Sara). Acabámos por receber uma menina-gata com três meses que ficou órfã de mãe na beira de uma estrada bem movimentada. A Ana, minha amiga, e a pessoa que eu conheço como o íman-de-animais-a-necessitar-de-ajuda encontrou-a com mais duas irmãs, em risco também ser atropelada e escolheu-a para nós - das três a mais diferente do Pilas. E nós não resistimos... Mas as fotos ficam para um próximo post. Este é sobre o Pilas... porque tenho saudades do meu primeiro filhote-gato...

Ana Cristina

domingo, julho 06, 2014

Ontem publicamos a mensagem 1111...

Apesar de pouco movimentado, este blog afinal já tem uma longa história. Até agora, oito anos e exactamente 5 meses.
E apesar de escrever pouco nele, continuo a gostar deste projecto.
Ana Cristina


Nota: Esta foi a primeira imagem que publicámos no arRanha no Trapo. Uma camisola pintada à mão que oferecemos a uma amiga. Na altura tivemos de fotografar a fotografia...

quinta-feira, junho 26, 2014

Xulés feitos pelos pequenos

Foi no final do ano passado, quando preparávamos os presentes de natal e o de aniversário da mãe, que faz anos uma semana antes, o Vasco teve a ideia. Ele queria fazer um presente que envolvesse vários materiais; meias, tampas de iogurtes líquidos, e talvez cápsulas de café mas não sabia muito bem o quê. A Alice achou boa ideia mas antes queria concretizar um projecto para o qual andamos (acho que só eu porque eles se esquecem sempre) a recolher a matéria prima e ainda não temos material suficiente (e eu bebo muito poucos iogurtes). No meio da troca de ideias surgiu, vinda do Vasco, a proposta de se fazer um boneco de neve.
E assim fizemos. Com a minha ajuda fizeram dois bonecos de neve, ela uma menina ele um menino, que ofereceram à mãe uns dias depois. Estavam muito contentes pelas suas obras, que estiveram na sala toda a época natalícia e foram guardadas na caixa de enfeites de natal.
Apresento-vos os Bonecos de Neve, tipo Xulés, feitos pelos pequenos. Ficaram giros não ficaram?
Ana Cristina

sexta-feira, junho 20, 2014

Dos primeiros tempos do meu sobrinho-gato

De como ele chegou, minúsculo, e cresceu, forte, saudável, brincalhão, arisco e mimocas. 
De como viveu uma boa vida, convosco, connosco. 
Beijinhos, querida irmã e cunhado. 








Rita

quinta-feira, junho 19, 2014

Onze anos e três meses

Encostámos o carro e a Rita veio passá-lo para o meu colo. Vinha com as instruções do leite em pó e um biberão. Chegou lá casa, escondeu-se atrás da máquina de lavar a roupa e tivemos de colocar garrafas de água a tapar o espaço porque de lá não queria sair. Era tão pequenino que tínhamos medo de o pisar. O F queria deixar a luz acesa durante a noite porque lhe fazia impressão que ficasse às escuras mas logo na primeira ou segunda noite ouvimos os guizos do brinquedo e encaixamos que via bem melhor que nós. Só comia connosco lá em casa, por isso, nos primeiros tempos nunca ficava muito tempo em casa sozinho. Aliás, foi o motivo para muitas visitas dos tios-humanos que dormiram lá em casa várias vezes para poder brincar com ele, e da adoção da Fera, a prima-gata. Ficou Pilas porque duas semanas depois de estar lá em casa deparámo-nos com o facto que tinha uma bolsinha com duas bolinhas. Tinha olhos azuis e orelhas enormes. As orelhas continuaram grandes mas a cor dos olhos passou de azul a verde e de verde a amarelo.
Foi quase toda a vida brincalhão e curioso. Respondia ao nome, era falador (principalmente comigo) e gostava de atenção. Não gostava de máquinas fotográficas mas apareceu várias vezes neste blog.
O que posso dizer mais sobre o Pilas? Que hoje, depois de quase um ano e meio de internamentos, de antibióticos e de soros para hidratar, não conseguiu recuperar. Faleceu hoje, infelizmente sem ser ao meu colo porque estamos de férias.
Foram onze anos e três meses de convívio. Com o Pilas aprendi imenso. Hoje quase nem me lembro do tempo em que, para mim, era quase impossível fazer festinhas a um gato, pegar nele ao colo e me sentir confortável. Hoje quase nem me lembro da nossa casa sem o Pilas. E eu vou sentir muita falta dele, das recepções calorosas, das miadelas para dar nas vistas, da companhia ...


Ana Cristina

segunda-feira, junho 02, 2014

Da vida... E da morte

Dou por mim a pensar nas quaisquer falhas orgânicas ou de vida ou de formação de personalidade que fazem com que, para certas pessoas, em determinado momento, a vida deixe de lhes bastar. 
A vida por si só, quero eu dizer.
Como é que, por desgaste, infelicidade, desespero profundos, deixe de bastar aquela brisa fresca que se apanha de manhãzinha nesta altura do ano... Ou o cheiro que se espalha pela casa depois de se tirar um bolo de chocolate do forno... Ou a visão do mar... Ou a percepção da beleza de uma flor... Ou a audição de uma música que nos toca e arrepia os braços... Ou o abraço ou o colo dado a um bebe, mesmo quando ele não é o nosso... Ou a leitura de uma história ou visão de um filme que nos deixa e lágrimas nos olhos... Ou o prazer intenso da concretização de uma boa ideia...
Tudo coisas que nos fazem sentir vivos. A nós sozinhos. 
Já para não falar de tudo o que de bom tem para se recordar, todos os beijos de amor, os momentos em que vemos uma filha crescer, todas as brincadeiras que tivemos com os irmãos, os convívios com a família e amigos, as comidas que se provou, todas as aventuras de uma vida que já se teve.
Já para não falar na perspectiva do amanhã...
O que se passará para que alguém, num determinado momento da sua vida, que no fundo é curto, quase que um mero instante, se esqueça de tudo isso e lhe ponha cobro.

Gostei de ti, foste sempre uma presença fixe para mim, marcaste-me e não me esquecerei de tudo o que contaste e ensinaste e partilhaste. Tenho pena. Pena que, fundamentalmente, o tal momento ou instante tenha ganho. 
Rita

segunda-feira, abril 07, 2014

Já tinha saudades

Ontem, segundo os nossos cálculos, passado mais de um ano, voltámos à milonga, que é como quem diz que voltámos a ir a um baile de tango argentino. Já tinha saudades. De dançar o tango. De dançar com ele o tango, assim juntinho, naquele equilíbrio instável que se tem a dois e que resulta muito melhor quando o nosso par é alguém que gostamos e confiamos. Foi o tango que nos apresentou e por o praticarmos que nos começamos a conhecer. Por isso será sempre o nosso género musical. A nossa vida conjunta será sempre musicada por um tango, não daqueles pautado pelo ciume e brigas entre machos com letras de "faca e alguidar". O nosso é dos muito mais melodiosos, sem letra mas com vários ritmos. Talvez um tocado pelo Pugliese...


Temos de voltar ao hábito de milongar, Faz bem à alma e ao corpo, aos dois em separado e em conjunto.
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Tesourinhos que se guardam durante muitos e longos anos...

As colegas começaram agora a comprar agulhas e lãs e a dar os primeiros passos na malha. Eu, que nem nunca fui grande artista na arte das duas agulhas; posso dizer que em toda a minha vida, que me lembre, fiz umas quatro camisolas para mim e uma para a "Nancy" sempre com ajuda da madresita; até tenho servido de formadora na aprendizagem dos pontos básicos. E claro que o entusiasmo também me contagiou. Fiquei com vontade de voltar a fazer umas experiências em malha em duas agulhas. Num primeiro passo resolvi ir buscar aos pais o material básico que usava em tempos, as agulhas e, quem sabe com sorte,  o cestinho onde as guardávamos em tempos. Nessa procura encontrei um tesourinho bem maior. Uma série de novelos de lã, ao que parece de produção portuguesa. Pela minhas observação devem ser bem vintage, diria mesmo "quarentage", a contar pelas cores de bebé e pelo estado das lã (estavam a desfazer-se) e pela etiqueta que as acompanhava. Calculo, pela ausência de lembrança de ver a minha mãe usar estas cores e da Rita ter nascido quase 8 anos depois de mim numa época em que a minha mãe já não tinha tempo pra roupas de bebé, que tenham sobrado do enxoval que a minha mãe fez para a sua primeira filha, eu. Imaginei a minha mãe, grávida a fazer casaquinhos e roupinhas para o seu bebé, que não sabia ainda ser uma menina...
As etiquetas são lindas e são bem claras quanto à origem nacional do produto.
Não resisti a mostrar-vos.
Ana Cristina


segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Foi no dia 6 que fizemos oito anos...

... e nem nos lembrámos. Deve ter sido da virose que atacou nas duas frentes, mas também pode ter sido porque eu, de há muito tempo para cá, tenho dado pouca importância (ou quase nenhuma) a este blog. Tenho-me limitado a ler o que escreve a outra Ranha e, com o tempo o hábito de vir aqui, mais ou menos regularmente, deixar o meu cunho pessoal perdeu-se por completo.
Mas, mais uma vez, num processo de análise acerca da sua importância na minha vida pessoal, deparo-me com a ligação emocional a este cantinho, que em tempos foi para mim tão interessante sobretudo como forma de alimentar a relação fraternal que nos une, mas também como registo tanto das nossas manualidades como das nossas inquietações e pensamentos mais ou menos banais. E pronto, mais uma vez me proponho a voltar aqui de forma mais regular, e a trazer assuntos mais variados que os dos últimos posts, e que fazem pensar a quem não conhece o arRanha no Trapo que este é mais um babyblog dos muitos que se encontrarão na blogosfera.
Talvez recuperemos o hábito de postar assuntos mais variados, como as nossas pequenas artes ou apenas as nossas meras opiniões sobre temas variados.
Até lá, parabéns para o arRanha no Trapo, e para nós, as irmãs de nome artístico Oficinas RANHA.
Ana Cristina

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Ao segundo dia do ano de dois mil e catorze

A Joana nasceu. Depois de ter deixado passar o aniversário da sua mãe, o Natal e a Passagem de Ano escolheu nascer num dia especial, só dela (e do primo Fernando, mas se fosse excluir todos os aniversários de familiares e amigos tinha que nascer lá pra vinte e tal de Janeiro e isso seria de todo impossível). Para esclarecer bem, e resolver confusões de peso, a rapariga pesa 2980 g, e não se parece ainda com ninguém. Em comum com os manos tem a elegância, e a beleza, pois claro. 
Foi um belo início do ano, a lembrar o velho ditado popular que nos lembra que em "ano novo, vida nova". E já agora vida nova, longa, saudável, e muito feliz...
Ana Cristina, a tia babadissima

sexta-feira, agosto 23, 2013

O Chiado



Parece-me inacreditável que tenha sido há vinte e cinco anos.
Eu tinha 12, estava de férias em Viana do Castelo e lembro-me de se falar nisso durante dias e telejornais a fio. Toda a gente devia conversar sobre o assunto, de tal forma foi gigantesco...
Quando eu e o meu primo Pedro viemos para Lisboa, pedimos à minha mãe para ir ver o que restava do Chiado. A ideia que tenho é que a maior parte do entulho já tinha sido retirada das ruas e que tinham construído uma passagem em metal pelo Chiado, uma passagem bem resistente, cinzenta e com tejadilho, como uma espécie de mórbida ponte sobre a desgraça. Recordo-me de estar excitada com a perspectiva de visualizar ao vivo o tão grande horror que tinha acontecido, mas de ter ficado tão impressionada com o cheiro a queimado e o cenário de destruição, que me fartei de ter pesadelos a noite inteira. Nunca mais me esqueci.
É esquisito pensar que tenha sido há tanto tempo, acho que não calculava que fosse há tanto. E é bom pensar que, apesar das más recordações e das duas mortes, o Chiado e Lisboa deram a volta, resistiram, sobreviveram, reconstruiram-se, refizeram-se.
Rita

Eheheheh, consegui resistir a escrever sobre a bebé e a gravidez e tudo o que sinto neste momento, viva...

terça-feira, junho 04, 2013

Duas primeiras vezes... hoje e ontem

Hoje foi o primeiro dia de praia deste ano. Um bom dia de Sol, na Costa Vicentina colaborou e, a vontade de praia e bom tempo também já era muita. verdade (Dizem que vai piorar mas, como imaginam, ignoro as más notícias até ser obrigada a conviver com elas. Aliás, já fiz saber ao S. Pedro que estou de férias e não trouxe roupa a contar nem com frio nem com chuva.)

Ontem foi a primeira vez, em toda a vida, que pintei as unhas dos pés. Tenho memória de andar a passear na rua com a prima Beca e as amigas e de elas me elogiarem as unhas das mãos pintadas, mas que me lembre nunca pintei nem as das mãos nem as dos pés. Foi ontem, de vermelho, com muita falta de arte mas com o resultado que imaginava. Mostro aqui, para que possam testemunhar a minha proeza.
Ana Cristina

quarta-feira, maio 29, 2013

A minha Nanda

Hoje, foi-se mais uma das minhas pessoas. Família de coração, daquelas pessoas que estão e estiveram sempre lá, que recordaremos sempre e que fizeram de nós o que somos.
A Nanda Mãe era, numa daquelas brincadeiras muito nossas que não deixam de ser verdade, a minha "avó postiça", a única que eu na minha infância tive sempre a dois passos de casa, uma vez que as outras estavam em Viana do Castelo, tão longe... Com ela eu tive direito a outras pessoas que também preencheram a minha vida... e a muita aprendizagem e convívio felino, que naquela casa sempre imperaram muitos gatos... aliás, foi pelas mãos dela que a Fera, a minha primeira filha, chegou à minha família... com ela tive direito a um armário mágico cheio de livros e brinquedos... à água bebida em copinhos de licor... a ouvir falar interminavelmente durante as telenovelas... a saber o que era um presente na altura em que mo era dado e sem que tivesse tido tempo de o desembrulhar... a uma voz muito rouca sempre pronta a disparatar, mas também a rir muito... nos últimos anos, a telefonemas em todos os dias de aniversário meu e dos meus filhos... a sensação de disponibilidade, sempre muita e toda para mim...
A minha Nanda Mãe partiu hoje. E, sendo óbvio que ninguém dura para sempre e que, depois do que não se dura, perdura tudo o que se viveu e construiu, a verdade é que eu estou triste e a minha família ficou bem mais pobre...
Rita

segunda-feira, março 11, 2013

O nosso primeiro filme musical, sem contar com os de desenhos animados


No sábado, eu e a Alice fomos fazer um programa de mãe e filha: "Mary Poppins", na Cinemateca Junior. Para mim, foi uma aventura... era um filme de quase duas horas e meia, legendado, musical. A própria Alice tornou-o num desafio maior, ao segredar-me que estava cheia de fome, assim que começou o genérico (e mais algumas vezes nos vinte minutos a seguir).
Revelou-se uma boa escolha, das que a Cinemateca Junior já nos habituou. Mesmo esfaimada, à saída a Alice considerou-o o melhor filme que já tinha visto (o exagero é das roupas que actualmente ela veste mais vezes). Quanto a mim, pude recordar as tardes de domingo, a ver os filmes musicais do Fred Astaire e do Gene Kelly com a minha mãe, ela sentada no sofá e eu no chão à frente, a mão dela a fazer-me cafuné... e obviamente, os meus sapateados improvisados pelo corredor fora, nos intervalos...
Rita

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Bom Ano de 2013

O Natal passou-se em família, todos juntos, e com a animação que caracteriza uma festa com crianças. Foi bom e animado, com espectáculo de circo feito pelos primos e tias no inicio da noite e vivas e saltinhos na hora de abrir os presentes. A Alice e o Vasco estavam felizes, orgulhosos dos presentes que ajudaram a fazer e contentes pelos que receberam. A Alice até comentou que apesar da crise tínhamos um pinheirinho cheio de prendas. As primas também gostaram apesar da noite, para a Madalena, não ter sido fácil. A Francisca, pelo seu lado, estava à espera do aparecimento do Pai Natal mas parece não ter ficado desiludida com a sua ausência. Suponho que o velhote barbudo deve ter passado lá pela casa delas durante a noite e bebido dos copos de leite e comido das bolachas que as manas lhe deixaram e que a desilusão de não o ver tenha sido ultrapassada por essa visitinha.
Dois dias depois do Natal fomos visitar a família de Viana do Castelo, lembrar os tempos em que nesta época, todos os anos, rumávamos para junto deles para passar uns dias com aquela família que há 6 anos sofreu grandes alterações. Foram uns dias também muito bem passados, divididos entre as várias casas da família. E num instante uns voltaram a Lisboa para trabalhar na passagem de ano, outros rumaram para terras mais calmas para visitar os bisavós e as tias-avós num relâmpago e depois foram passar o ano de forma diferente da habitual.
Hoje as rotinas voltaram. A escola recomeçou e o trabalho continua.
Certo é que se passou mais um Natal, e os presentes (quase todos originais e manufacturados) estão todos entregues, ao contrário do habitual. Os presentes que oferecemos e recebemos serão motivo de vários posts que se seguirão nos próximos dias.
Deixo aqui a foto do maior pinheiro de Natal natural do país. Está iluminado em Viana do Castelo. A fotografia está desfocada, é certo, mas eu gostei dela assim.

A todos desejo um ano de 2013 cheio de alegrias, e muita felicidade.
Ana Cristina

terça-feira, agosto 02, 2011

Olá

Depois de uma imensa ausência volto ao blogue, e ao computador porque estive a fazer uma cura de desintoxicação de internet e computadores e sites e blogues e facebooks... Ao contrário da Rita, que esteve de férias (mas escreveu uns posts) eu não estive de férias apesar de ter estado uns dias fora de Lisboa. Visitei o ponto mais alto de Portugal continental e fui passar um belo fim-de-semana ao Alentejo do costume, esse com o pessoal que estava de férias. Mas quase todos estes dias foram dias de trabalho num serviço que continua dia e noite, faça Sol ou chuva, haja pessoal de férias ou de atestado. E não tem sido fácil, porque os ânimos esmorecem com tanto turno extraordinário e com o acumular de dívidas por parte da instituição, que passam pelo pagamento em dinheiro dos turnos extra com muitos meses de atraso e com o acumular do número de dias e de feriados que havemos de (um dia) gozar. Só para que percebam bem. A próxima vez que eu ficar em casa de “feriado”, esse dia refere-se a um dos feriados de Junho de 2007, porque todos os outros que eu estive a trabalhar de lá para cá estão por ser pagos em tempo.

Mas, mudando de assunto, agora que consegui ter o pc desligado durante uns 15 dias seguidos, não visitar blogues nem ir à net durante mais de duas semanas, volto ao meu ritmo de sempre e que inclui umas pesquisas, umas visitas e uns mails não deixando de parte os meus livrinhos que já se acumulavam à espera de belos dias cheios de leitura. E tenho muitos para vos mostrar....

Ana cristina

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Histórias de amizade

Talvez há uma hora, ou nem tanto, ficámos a saber que tínhamos merecido a honra de ser listados como amigos numa lista muito muito importante para alguém. Se o dia não tivesse sido bom, só isso já era o bastante para o tornar...
Ser-se amigo de alguém é bom. E saber que se é reconhecido como amigo também. Enternece, dá calor ao coração, e faz-nos lembrar que até ao fim da vida, seja em que esquina ou a que propósito for, nunca perdemos a capacidade de fazer um amigo.
Muito obrigada J. e M. Sinto-me verdadeiramente honrada e acho que não serei só eu.
Rita

Ah, é verdade. E é recíproco. Também para nós é um privilégio conhecer-vos e poder acompanhar a R.e a vossa família a cada dia.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Hoje apeteceu-me e saiu-me assim:

Um dia ela disse-lhe que esperaria sempre por ele para dançar. Que sabia que ele não sabia dançar. Que sabia que ele nunca tinha aprendido. E que não importava. Ela esperaria. Se fosse preciso, para sempre.

Rita

terça-feira, março 30, 2010

"Um ano" ou "Coisas soltas e malucas que se me estão a passar pela cabeça"

Puto:
Nasceste há um ano.
E eu sinto-me tão feliz contigo e convosco que nem tenho palavras para descrever como é.
Ou então é porque estou cansada, também pode ser isso.
De qualquer forma, quero deixar aqui escrito para a posteridade que tu, que ainda quase não ficaste doente, não tiveste febre e não vomitaste neste tempo todo, podias ter deixado mais um dia para experimentares isso tudo.
Rita

É verdade, acho que já se me passou a travadinha de ontem, ou dos últimos tempos. Às vezes é assim, dá-me mas passa. É o momento do descontrole mental, em que não me lembro do trabalho fixe e aliciante que tenho, da bela cidade em que escolhi morar, dos magníficos amigos que me rodeiam, do homem espectacular com que vivo... e dos filhos, o raio dos miúdos que dormem lá dentro e que me... arrebatam, é isso... acho que é e melhor palavra para descrever a coisa... arrebatam-me... raça dos miúdos... a culpa é deles... nascem e a gente deixa de saber o que é estar sem eles, são quase como uma espécie de segunda vida...