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sexta-feira, dezembro 12, 2008

Recordações

"- Eu vejo o que está atrás das coisas. Não posso ver a tua cara, mas sei que és bonita; não posso ver o teu aspecto, mas posso conhecer a tua alma. Nunca vi os teus códices, mas vi-os através das tuas palavras. Posso ver todas as coisas em que acredito. Posso ver a razão de estarmos aqui e para onde iremos quando deixarmos de brincar.
Malinalli começou a chorar em silêncio e a avó perguntou-lhe:
- Porque choras?
- Choro porque vejo que não precisas dos olhos para ver nem para ser feliz - respondeu-lhe - e choro porque te amo e não quero que partas.
Com ternura, a avó tomou-a nos braços e disse-lhe:
- Nunca me separarei de ti. Cada vez que vires uma ave a voar, aí estarei. Na forma destas árvores, aí estarei. Nas montanhas, nos vulcões, no milheiral, estarei eu. E, acima de tudo, cada vez que chover, estarei ao pé de ti. À chuva estaremos sempre juntas. E não te preocupes comigo, eu fiquei cega porque me aborrecia que as formas me confundissem e não permitissem ver a sua essência. Eu fiquei cega para regressar à verdade. Foi uma decisão minha e estou feliz por ver o que agora vejo."

in "Malinche", de Laura Esquivel

Rita

quinta-feira, maio 08, 2008

Azulejos


Não sei se gostam tanto de azulejos antigos como eu, mas trouxe-vos estes do Minho, particularmente interessada no seu relevo... A foto de cima foi tirada a uma casa numa das ruas principais do centro de Guimarães e a de baixo foi em Valença, a um edifício sito em plena área muralhada do castelo. Foi pena não ter apontado as moradas, fica para a próxima. Os meus azulejos preferidos são os de baixo, adoro as cores e os recortes no granito.
Rita
Pensamento: ocorre-me que seria uma boa prenda para mim, um livro sobre azulejaria... tenho de ir ao museu...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Iguarias



Isto é que vos pode esperar se forem parar a Viseu, como hoje me aconteceu. Arroz de carqueja do Cortiço (preparem a bolsa, mas também o estômago... e os olhos, porque toda a decoração do restaurante é muito gira e bem escolhida). E algum doce, qualquer que ele seja, da Confeitaria Amaral (atenção com as empregadas: adoram o que fazem e parecem conseguir convencer-nos a trazer ou experimentar de tudo). E depois... bom apetite...
Rita

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Os Primvs

Fomos este fim de semana buscar prendas de Viana... e no grupo inseria-se este conjunto lindo, barrete e cachecol, maravilhosamente decorados pelos Primvs... só decorado, por enquanto, mas eu bem sei - e já sei há muitos anos - as obras de arte que podem sair daquelas mãos, por isso... é só aguardar...
Beijinhos, primos... e obrigada...
Rita

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Está a terminar mais uma época natalícia.

Este ano foi diferente dos anteriores pela impossibilidade de ir a Viana, porque o trabalho não perdoou e foi necessário ser Sr.ª Enfermeira e Sr. Técnico da Informática na véspera e dia de Natal, mas também porque sentimos na alma a falta da tia A e da avó J (no ano passado a falta da avó era tão recente e estávamos tão anestesiados com a doença da tia que doeu de uma forma diferente). Não estivemos com os tios e as primas, e até mudámos os hábitos de certo casal que se recusou a cumprir com as tradições familiares porque “os de Lisboa” não podiam ir comer os bolinhos de bacalhau e os panadinhos de polvo como de costume. Estivemos com a “outra família”, numa casa que não conhecíamos mas onde nos sentimos muito bem recebidos.


O pinheirinho ainda tem os presentes que recebemos, e os que serão entregues no próximo fim-de-semana à laia de Reis Magos.

Desta vez foram muito poucos os presentinhos criados pelas Oficinas - uma responsabilidade da minha falta de tempo - mas recebi dois dos mais belos e inesperados presentes de sempre (sem desprimor de todos os outros). O Calendário 2008 da Alice para os Tios e o Desenho do Ricardo. O Calendário está povoado de fotografias da Alice sozinha ou com os tios e, com outros presentes deste ano, iniciou-a nas Oficinas. O Desenho do Ricardo é uma obra linda. Retrata-me a mim a ao F, com o Pilas e tudo, aqui pelas bandas do Cacém-city. Tem lá tudo: os meus olhos verdes, os óculos do F (aliás ele está igualzinho). Fico sem palavras quando olho para este retrato. Obrigada Rita. Obrigada Ricardo, nem imaginas o quanto honrada estou de ter uma obra tua. Aliás, todos os teus trabalhos são maravilhosos. Quando estiver na parede eu mostro, está bem?
O post já vai longo e desejo a todas as nossas visitas um óptimo ano de 2008.

Beijinhos da Ana Cristina

quarta-feira, agosto 29, 2007

Está-se bem...

As coisas andam a correr bem.
Nós estamos bem.
A Alice está cansada (e logo mais birrenta) nesta primeira semana de creche a seguir às férias com os avós, mas anda satisfeita com a descoberta dos espaços e amigos próximos. Acho até que a palavra que melhor a descreve neste regresso a casa é "inebriamento"... com tudo o que é novo, incluindo as prendas de aniversário, mas também com a escola e os amigos antigos.
Formulei as minhas metas de trabalho até ir de férias e ando animada e confiante que as vou cumprir. Algo muito importante: são realizáveis.
As obras intermináveis estão, finalmente, quase concluídas, mesmo depois das três semanas que eram para ser no máximo quatro dias, e dos pormenores irritantes espalhados pela casa, resultado de uma completa falta de brio profissional. Ainda não temos os espelhos nos interruptores que foram mudados, mas em compensação a casa adquiriu finalmente, após três anos a pensarmos em ser nós a fazer tudo, aspecto de concluída... mesmo que às mãos de quem demonstrou pouco profissionalismo...
A viagem longa de férias para outras paragens foi adiada, mas com um sorriso, por tudo o que pensamos fazer como substituição.
Os amigos começaram a voltar de férias e provocam um ambiente renovado. Por essa razão, planeiam-se convívios e também se estimulam novas relações, com pessoas que aparentemente não se importam em partilhar loucuras propostas por quem ainda não conhecem bem.
Estamos quase a ir de férias, planificação ainda desconhecida...
E, como se isso não bastasse, tenho uma saia quente, linda e invulgar, com maravilhosos padrões africanos e nome de terra distante... Uma Macua, habilidosamente construída pelas mãos da Marta Mourão, cognome "SóSaias"...
Rita

quinta-feira, agosto 02, 2007

Desejo

Apesar da voz de sonho da Vanessa da Mata, na próxima reencarnação eu quero mesmo é ter o cabelo dela...
Rita

segunda-feira, maio 28, 2007

Novamente prendas no correio!

A sexta-feira foi dia de prendas no correio... e é sempre tão bom quando isso acontece...!
Juntamente com as encomendadas almofadinhas de alfazema para aromatizar as gavetas da casa, a roupa, malas e afins, e os pins "mentoliptus" (na foto só aparece um, a Cristina ficou logo com o dela), vieram três belíssimos postais oferecidos, tudo etiquetado carinhosamente com cópias de ilustrações que vão directamente aumentar a minha colecção de marcadores de livros.
Se há coisa que já aprendi pelas comunidades artesãs da net, é que o que compramos nunca vem só e traz sempre uns mimos muito simpáticos... como se pode calcular, os mimos custam alguma quantia monetária ao artesão que os faz e disponibilizá-los assim, como oferta, deixa-me sempre particularmente enternecida. Por essa razão, um grande obrigado à Ana, de cognome Fric de Mentol, caracterizada por um talento fora do vulgar e um grande sentido de humor, bem visível naquilo que faz...
Rita

domingo, maio 27, 2007

Vida cultural activa

A continuar a saga do Oceanário, hoje a Alice teve a sua primeira experiência teatral na Sociedade Guilherme Cossoul, a ver a história d' "A menina que não sabia o que era o medo" (pela companhia Ovo Teatro).
Sabíamos que o espectáculo era para meninos "pequeninos-pequeninos", mas confesso que trememos quando a moça perguntou «1 ano e 9 meses?! E está habituada?!»... Não estava, mas portou-se lindamente. Sentada nas minhas pernas primeiro, a partir de certa altura a pé (ai que ela vai entrar pelo cenário adentro...) e, finalmente, sentada meio metro à minha frente, de acordo com a sua forma de ser independente. E a modos que participou no diálogo final, com a actriz, e até fez um desenho e tudo... trouxe umas estrelinhas de papel na mão que, mesmo amarrotadas, fizeram successo o dia todo...
Rita

sexta-feira, maio 25, 2007

Por aí...


Mosaico hidráulico da minha rua (o que significou uma vizinha a perguntar-me se me tinha enganado, quando me viu a sair de máquina em punho de outra porta que não a nossa).
Para quem tenha curiosidade de saber o que é, veja aqui e aqui.
Rita

quarta-feira, maio 09, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

Despedida do Pequeno Herói

No sábado passado foi a despedida.
O Pequeno Herói rumou decerto para outras paragens longínquas, à procura de outros meninos sedentos de aventuras literárias... Aos que cá ficam resta-lhes a lembrança das últimas histórias, o doce aperitivo para as viagens que a partir de agora fazem sozinhos, tal qual os pequenos heróis que são. Que somos todos.
Rita

quarta-feira, abril 18, 2007

O Pequeno Herói

A pequena heroína desta casa entrou muitas vezes no "Pequeno Herói". Ia direita às almofadas do cantinho e começava a brincar.
A mãe da pequena heroína folheava os livros, maravilhada, e pensava sempre como gostaria de se deitar ali pelo chão e ficar sossegadamente a ler, esquecer-se que estava na mais bela livraria infantil de Lisboa e apenas usufruir do espaço.

O "Pequeno Herói" acabou. Foi um grande e magnífico projecto, sonhado por quem decerto gosta tanto de ler como eu, mas num país onde a maior parte das casas não tem uma mão cheia de livros por morador. Eu, que envaidecia a "minha" livraria da Graça a toda a gente, fico mais pobre. Comigo, empobrecem a minha filha e todos os nossos amigos de palmo e meio. Que pena.

Rita

quinta-feira, março 08, 2007

MULHER

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas lutam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para as suas crianças poderem tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando as suas crianças adoecem e alegram-se quando elas ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário ou um novo casamento.


Pablo Neruda
A "Mulher" na parede está na casa da Rita. Foi pintada por mim. Mostra-se hoje a lembrar o Dia Mundial da Mulher.

Ana Cristina




quinta-feira, março 01, 2007

No correio...

... um ramo de flores diferente, cheio de Cor, para enfeitar as jarras cá de casa...
Rita

domingo, janeiro 21, 2007

Finalmente chegou!

Finalmente chegou a tela da Graça Paz para embelezar as paredes cá de casa!
Foi uma emoção receber o postal numa noite, esperar pelo final de tarde do dia seguinte para ir aos Correios, trazer o grande embrulho para casa debaixo do braço rua fora, despi-lo dos plásticos e cartões para encontrar... "Estou a booooiar"...
É linda! A Alice deu-lhe muitos beijinhos como faz aos visados de todos os quadros e fotografias, por isso... aprovadíssima!
Rita

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Azulejos

Finalmente faço algo que há muito queria: posto pedaços desta Lisboa de que tanto gosto... Inspirada por outros "bloggers", cá vai uma primeira foto, relativa aos azulejos da famosa pastelaria dos pastéis de belém.

Rita

domingo, janeiro 07, 2007

Prendas


Há uns anos atrás, os meus pais receberam um par de Cabeçudos pelo Natal. Duas belíssimas peças de artesanato que sempre invejei por serem tão perfeitas, por em miniatura se parecerem tanto com os da minha história de sempre, herdada da Romaria da Sr.ª da Agonia.
Este ano o meu João encontrou estes, diferentes dos outros mas lindos na mesma, e até conheceu o artesão, Rui Duarte, que eu desconheço, mas a quem agradeço a criação. Não poderia deixar de mostrar-vos uma das minhas prendas favoritas neste Natal, para os que gostam de Cabeçudos, para os que choravam a vê-los em criança, para os que conhecem Viana do Castelo e para os anseiem por conhecer. E para todos os outros, claros.
Rita

quarta-feira, novembro 08, 2006

Coisas cá de casa


Conheci a Margarida Botelho por casualidade e de relance, numa aula de Danças Europeias, em Almada. E qual não foi o meu espanto quando, pouco tempo a seguir, encontro-a com um stand na FIA, rodeada de trabalhos lindos e coloridos...
Este foi o primeiro quadro que comprámos para a nossa casa. E, mais propriamente, para pôr na casa de banho. Sem qualquer desprimor para o quadro; afinal, o problema reside na falta de hábito com que se decora as paredes das casas de banho...
O quadro da Margarida Botelho é lindo, de uma lindeza que têm as coisas que nos fazem sonhar e nos deixam descobrir sempre algo de novo de cada vez que olhamos para elas. Não passa despercebido a ninguém que nos visita, mas merece ser visto por toda a gente.
Rita

O trabalho da autora pode ser visto nas ilustrações de alguns livros infantis, mas infelizmente já não o consigo encontrar em site.

sexta-feira, julho 21, 2006

Surpresas na volta do correio

Ontem, à chegada a casa com a Alice, encontrei, de uma forma um tanto ou quanto sui generis , a prenda pela qual aguardava ansiosamente. Entalado no puxador da porta de entrada (sim, pronto para alguém que não nós levar para sua casa) o carteiro tinha-me deixado um envelope grande. E lá dentro... duas gravuras da Rute Reimão, envolvidas em invólucros de cartolina colorida!!!


A Rute desenha maravilhosamente... fá-lo muitas vezes em papel de toalha de mesa de restaurante e as suas gravuras fazem lembrar uma viagem deliciosa pelo mundo dos sonhos ou o dia a dia de quem tem crianças... Habituadas a namorar o trabalho desta magnífica artista, quando ela anunciou a sua disponibilidade, eu e a Cristina não perdemos tempo. Para o quarto da Alice veio uma lua a ser abraçada por uns lindos cabelos amarelos e para casa da tia da Alice foi uma menina que não gosta de sopa... a fazer lembrar tempos idos de horas passadas à mesa sem comer...

Como se não bastasse a delícia dos desenhos, a Rute simpaticamente juntou-lhes um "cartãozinho de plástico" que vai directamente para a minha colecção de marcadores e dois livrinhos para a minha rapariga pequena: "O Piolho" e, lindeza das lindezas, "Carlota e a Revolução dos Cravos". As histórias têm a participação da Reimão, claro está. E Rute, podes ter a certeza que, principalmente o segundo, irá ser lido e relido, para que a minha filha saiba o que eu nunca vivi mas souberam muito bem transmitir-me! Obrigada, obrigada, obrigada.
Ficam prometidas fotografias das gravuras emolduradas e próximas encomendas, desta feita para o resto da casa, que também tem direito.
Rita
O trabalho da Rute Reimão pode ser visto
aqui e aqui.